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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 575

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Capítulo 575

Me aproximei em direção àquela voz. Dava pra perceber que os gritos do elefante estavam ficando cada vez mais calmos.

Com certeza, era o poder da Kushana. Ela estava acalmando o elefante.

De relance, avistei a figura dela.

Era quase a mesma aparência de quando nos conhecemos, mas, dessa vez, sem aquela máscara de padrão misterioso. Nas mãos, segurava uma foice grande e comprida — perigosa, sim, mas isso é bem a cara da Kushana. Vestia uma pele marrom, e o cabelo comprido estava trançado, deixando a testa à mostra.

Que saudade da Kushana~~!!

Que penteado incrível. Acho que só a Kushana consegue usar um corte assim tão bem.

Olhando pro rosto tão elegante dela, murmurei o nome "Kushana" mais uma vez.

Ela reagiu à minha voz e voltou o olhar devagar em minha direção. Cruzei o olhar com aqueles olhos vermelhos, fortes.

Dava pra ver seus olhos se arregalando.

— Alicia.

Ela murmurou aquilo e soltou o elefante, se aproximando de mim.

Ficando de pé na minha frente, dava pra ver bem o quanto ela era alta. …Um porte tão bom que agências de modelos brigariam por ela.

Que inveja…

— Há quanto tempo.

Diante do sorriso leve da Kushana, sorri de volta também.

Na verdade, eu queria abraçá-la, mas uma vilã não faz esse tipo de coisa… Paciência, paciência.

— Que tal um abraço de reencontro?

— Eh?

— Vem.

Como se tivesse lido meus pensamentos, ela abriu os dois braços, com um olhar que dizia "vem pro meu peito".

…Se é a Kushana quem está pedindo, não tem jeito, não é?

Gritei "Kushana!" e me joguei no peito dela. A Kushana me abraçou com força, dizendo "que bom que você voltou".

Ah~~, que sensação de alívio.

— Você estava bem?

— Sim! Muito bem!

Percebi minha própria voz ficando mais aguda, sem eu perceber.

Confirmei que eu realmente estava ansiosa pra ver a Kushana de novo. Diante desse sentimento tão animado, quase esqueci completamente da luta contra os elefantes de há pouco.

— Você também derrubou esse aqui?

— …Ah, sim. É que ele me atacou.

Respondi meio sem graça.

A rainha da floresta com certeza valoriza os animais dela. E, agora, esse elefante estava assim, todo caído…

Bem, mas ele foi quem me atacou primeiro, então isso conta como legítima defesa!

— Essa mocinha não é inimiga.

A Kushana disse isso e ajudou o elefante a se levantar, com uma das mãos. Observando o elefante se pondo de pé, pensei: "Kushana, que força é essa, afinal?".

…Realmente, preciso treinar meus músculos mais também.

Estava prestes a chamar a atenção da Kushana pra dizer alguma coisa, quando meu estômago fez um barulho alto: gruuuu~~~.

Um breve silêncio se instalou, e, com a risada da Kushana, "haha", fiquei com vergonha e inflei as bochechas.

— Quero comer macarons.

— Que pena, mas aqui não temos nada desse tipo.

Ela ainda estava rindo.


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