Capítulo 612
Havia sangue pingado no chão, do momento em que fui esfaqueada pelo Rigal. Parecia mesmo ser o lugar certo, mas a figura dele, que era o essencial, não estava ali.
Dei uma volta olhando ao redor, procurando pelo Rigal.
…………Pra onde ele sumiu?
— Foi esse cara aqui que nos traiu!
Levei um susto com aquela voz grossa e alta que surgiu de repente.
Virei o olhar na direção de onde vinha a voz.
— …Por que você está sendo capturado?
Pessoas usando máscaras com aquele desenho alaranjado peculiar tinham capturado o Rigal. Os dois braços dele estavam presos pelos homens dos lados, e, pelo rosto, dava pra ver marcas claras de espancamento.
O sangue do nariz escorria sem parar, e os olhos dele estavam só meio abertos. Enquanto observava o Rigal sendo arrastado, pensei que ainda bem que ele estava vivo.
…Mesmo assim, ele apanhou pra valer, hein.
Cambaleando, me aproximei deles. …Provavelmente seria melhor avisar a Kushana, mas se eu voltasse agora, perderia o rastro deles.
…Aliás, essa situação significa que estão achando que o Rigal é o incendiário, não é?
Com a consciência já fraca, organizei a situação na minha cabeça.
A informação sobre a velhinha ainda não devia ter chegado até eles… "Haa", soltei um pequeno suspiro, e gritei com toda a força dentro do meu coração.
Poxa! Eu queria que parassem de complicar as coisas ainda mais!
Quando percebi, já estava bem perto deles. Eu podia simplesmente sair correndo pra interromper agora, mas eles provavelmente não me dariam ouvidos, e mesmo que virasse briga, eu não tinha mais resistência física pra enfrentar todos esses homens de uma vez.
…O número de pessoas mascaradas era sete.
Todos pareciam bem treinados… Por enquanto, observar discretamente é a melhor estratégia. Uma vilã não fica espionando escondida, mas também não parte pra briga de forma imprudente.
Então, basta escolher o momento certo pra provar que o Rigal não é o culpado. …Se minha resistência física vai aguentar até lá é outra questão.
Atravessamos a floresta e chegamos a um lugar parecido com um campo um pouco mais aberto. Ao redor, só árvores, e nenhuma presença humana. Trazer alguém a um lugar desses era praticamente o mesmo que tentar matá-lo sem que ninguém percebesse.
Os mascarados pararam e jogaram o Rigal no chão, forçando-o a ficar de joelhos ali mesmo.
Era uma cena que fazia até aquelas máscaras parecerem sinistras. O Rigal, calado, obedecia a eles.
…Resista mais, ora. Mostra a mesma disposição que teve quando lutou comigo há pouco.
— Vamos julgar você aqui mesmo! Em nome da senhora Kushana!
A voz grossa ecoou pelo lugar.
Diante daquela voz, os outros seis gritaram em seguida: "em nome da senhora Kushana!"
…………A Kushana com certeza não deve querer nada disso, não é mesmo.