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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 645

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Capítulo 645

No instante em que acordei, comecei a me preparar pra deixar o Reino de Lavarre.

…Como era mesmo a fronteira com o Reino de Melvin?

Imaginei o mapa na minha cabeça. Se bem me lembro, dá pra entrar tranquilamente vindo do Reino de Lavarre, que tem boas relações diplomáticas…

Se precisar fazer alguma solicitação, penso nisso na hora, quando chegar lá!

Saí correndo do quarto e fui em direção ao Rai.

— Alicia.

Enquanto corria pelo corredor do palácio, o Vian veio andando na direção contrária.

…Vendo assim, ele tem uma dignidade impressionante. O Vian, quando não é a Vivian, carrega um ar bem frio.

Parei e cumprimentei o Vian com um "bom dia".

— …Já vai deixar esse lugar?

Era o Vian falando com o tom masculino.

Já que estamos no corredor, seria ruim se alguém ouvisse.

— Essa é minha intenção.

— Hoje é o dia em que o garoto do Reino de Dulkis chega, você não vai encontrá-lo antes de ir?

— …Não, tudo bem assim. Deixo o Jill correr atrás do próprio caminho, e eu vou correr atrás do meu. E acredito que, algum dia, no fim dessas corridas, a gente vai se encontrar de novo.

— Muito a cara da Alicia.

Sorri diante do sorriso do Vian.

— Bom, eu vou indo.

— Se cuida. Mas acho que com você tudo vai ficar bem.

— Obrigada.

Falei isso, acenei, e deixei o lugar.

Tanto o Vian quanto o Victor são príncipes muito bons. Não importa qual dos dois vire rei, acho que o Reino de Lavarre vai continuar próspero.

Estou curiosa pra ver como vai ser. Vou sentir um pouco de falta das brigas verbais dos dois, mas não posso mais ficar tanto tempo nesse reino.

— Rai! Vem cá!

Quando cheguei perto da cabana, o Rai veio correndo direto até mim. Atrás dele, vi um garotinho de pele morena correndo também.

Ora, será que o Rio veio me despedir!

— Senhora! O maninho e o mano Rigal parecem estar ocupados… Vim só eu.

— Obrigada, Rio, fico muito feliz.

Bagunçei de leve o cabelo do Rio, carinhosamente.

— Hã, será que eu posso ser útil de alguma forma? Eu também quero poder ajudar a senhora de algum jeito.

De repente, ele ergueu o rosto e me encarou com força. Fiquei paralisada sem querer diante daqueles olhos puros, sem nenhuma nuvem de dúvida.

— …Não pense em ser útil pra mim. O que você quer se tornar, Rio?

Perguntei ao Rio qual era o sonho dele. Depois de uma pequena pausa, ele respondeu.

— Médico de animais.

Médico de animais…

Repeti mentalmente, como um eco, o que ele tinha dito.

Nunca imaginei que ele fosse dizer veterinário… De fato, tenho a impressão de que o Rio conseguiria se tornar um veterinário e tanto. De alguma forma, consigo imaginar o futuro dele.

— Quando o Rai estava sofrendo antes, eu pensei que gostaria de poder fazer mais alguma coisa… Mas isso não é ser útil pra senhora…

O Rio disse aquilo e acrescentou.

— Vai sim ser útil.

— …Sério mesmo?

Eu meio que preferia que ele nem mudasse o sonho baseado em ser útil pra mim ou não, mas já que o Rio pensa assim, eu queria corresponder ao sentimento dele.

— Se o Rio virar um veterinário e tanto, quando o Rai adoecer, dá pra deixar ele aos seus cuidados sem hesitar nem um pouco, não é? Quanto mais forte for a minha confiança em você, melhor fica a nossa relação. Não é o máximo isso?

— Sim!!

O Rio assentiu com força. Acariciei a cabeça dele mais uma vez.

As palavras de determinação dele chegaram diretamente ao meu coração.

— Vou estudar muito, ficar inteligente, e virar veterinário, viu!


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