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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 664

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Capítulo 664

— Que espaçoso…

Olhando ao redor do quarto, coloquei minha bagagem num canto.

Que tratamento incrível… Mas ficar sozinho num quarto desses de alguma forma me deixa inseguro. …Talvez tivesse sido melhor trazer o Henry junto.

Pensando nisso, tirei um livro da bagagem.

Um livro que trouxe do Reino de Dulkis. O Albert me deu vários livros novos. Todos eram livros difíceis de conseguir. O poder da família Williams é mesmo impressionante.

Depois de ler por um tempo, ouvi um "clanc" vindo de fora da janela.

Hã, o que é isso…!? Um pássaro? Um inseto?

Parei de ler o livro e respirei fundo. Aqui é o segundo andar, tudo bem.

Murmurando dentro do coração "espero que não tenha ninguém, espero que não tenha ninguém", olhei devagar em direção à janela.

…Uma sombra negra. É uma pessoa!!!!

Quase deixei escapar um grito sem querer, mas alguém tapou minha boca.

Vou ser morto…! É um assassinato! Não quero morrer!

Enquanto eu me debatia soltando sons abafados, ouvi um sussurro: "tá tudo bem, não faz barulho."

Não estava nada bem, mas, como eu não queria morrer ainda, fiquei quieto.

Como eu imaginava, luta não é comigo. Só me resta lutar com a cabeça. E, além disso, se eles quisessem me matar, já teriam feito isso.

— Ah, você entende as coisas surpreendentemente bem, hein.

Um homem de corpo avantajado entrou pela janela. O rosto tinha uma marca dolorosa de queimadura.

Como eu fiquei quieto sem resistir, quem estava tapando minha boca soltou a mão.

Esse homem… tem pele morena. Do Reino de Melvin? Mais velho que eu, mas ainda jovem. O homem da queimadura já era adulto.

…Como assim? O que é isso? Assalto? Não, se fosse assalto seria mais bruto… Não entendo.

Sem entender a situação em que estava, olhei alternadamente pros dois.

— Desculpa te assustar. Eu sou o Leon. A senhora me pediu pra cuidar de você.

…Leon. …Senhora?

Ah! Falando nisso, já ouvi a Alicia falar sobre quando foi ao Reino de Lavarre. Ela disse algo como ter conhecido um assassino chamado Leon.

As histórias da Alicia no Reino de Lavarre eram tão absurdas que meu cérebro quase entrou em curto-circuito várias vezes.

…Mas esse outro homem eu realmente não sei quem é. …Quem é?

— Se você aparece apagando a própria presença assim, óbvio que ele vai ficar com medo.

— Aparecer pela janela também dá medo.

— Um vale o outro.

Interrompi a conversa dos dois.

Bem, apagar a própria presença é meio que o trabalho de um assassino, então não tem jeito. …………Será que não tem jeito mesmo?

Tentei me convencer sozinho, mas acabei ficando confuso.

— Esse aqui é o Rigal. Tem uma capacidade física parecida com a de uma fera selvagem.

— …Isso com certeza é uma ofensa.

— De qualquer jeito que se pense, é um elogio. Para de arrumar briga por qualquer coisa.

Esses dois têm uma péssima química mesmo?

— Ah, e também tem um irmão mais novo, mas ele está dormindo agora. O Rio é… pequenininho.

…Isso é pequenininho demais.

O Leon me mostrou, com o polegar e o indicador, um tamanho tão pequeno que nem uma boneca caberia.

Com esse tamanho, será que ele nem chegou a nascer ainda… Bem, entendi que ele é bem pequeno mesmo.

— O Rio pegou a doença das manchas, sabe. E foi salvo pela senhora.

Diante daquelas palavras do Leon, me lembrei do vovô.


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