Capítulo 688
Bom, o que eu faço.
Claro que eu não tinha esquecido do confronto com a Rosa.
Não tinha mais muito tempo até a festa.
Conquistar todo mundo do palácio anexo como aliado não é um pedido absurdo demais? …Sendo que a maioria das pessoas aqui me vê como inimiga.
Bem, minha vida está em jogo, afinal…
— A senhora está bem tranquila, hein.
A Mia me olhou com um ar de espanto.
Deitada de costas na cama, pensei sobre o que viria a seguir.
Falar em bolar alguma estratégia… Ficar amiga das mulheres do palácio anexo?
…………Aliás, eu não tenho amigas mulheres, então não sei bem como fazer isso.
Também sinto que forçar amizade não é o certo…
…Ah, falando nisso, os livros!
Lembrei-me disso e tirei os livros que estavam no quarto. Eu tinha pensado em ler, mas esqueci completamente.
— Numa hora dessas, ler livros com essa tranquilidade toda…
Ah, aquela expressão de espanto de novo. Quanto será que a Mia já está cansada de mim.
— É justamente numa hora dessas que não posso deixar meu ritmo ser abalado. Se eu me forçar a agir, só vou girar em falso, não é?
Coloquei vários livros sobre a cama e comecei a folhear um por um, em ordem.
Eram livros bem antigos. Se eu não manuseasse com cuidado, pareciam que rasgariam com facilidade.
Dei uma olhada geral nos livros que estavam no quarto.
Nenhum deles tinha nenhuma informação particularmente interessante. História do Reino de Melvin, costumes…
— Tinha alguma estratégia infalível pro jogo escrita aí?
Vendo-me suspirar, a Mia falou com ironia. Olhei pra ela e respondi.
— Estava escrito que, no palácio anexo, poder é tudo.
— Do jeito que está, a senhora vai perder… E ainda virou até a senhora Irina contra si…
— Poder o quê. Que ótimo.
Disse isso e me levantei em cima da cama. A Mia me lançou uma expressão de desconfiança.
— De onde vem essa confiança toda?
— Ora, porque eu vou dar um jeito de qualquer forma.
— Hã?
— Minha participação no jogo da senhora Rosa já está confirmada. Eu não vou fugir. …Então, só me resta dar um jeito, não é?
— O resultado já está claro…
— Que boba.
Falei sobrepondo minha voz à dela. Encarando-a diretamente, continuei falando.
— Em vez de se agarrar a um passado que não pode mudar, apegue-se a um futuro que pode.