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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 710

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Capítulo 710

Observando o ambiente do palácio secundário, senti isso de novo com ainda mais força.

Aquele ar desagradável.

…Se alguém passasse a vida inteira num lugar desses, é claro que o espírito ia afundar, é claro que ia dar em depressão.

Pensando nisso, voltei pro quarto.

— Vou ficar esperando aqui fora.

A Mia disse isso e não entrou no quarto.

Espreguicei o corpo com força e mergulhei na cama.

Não consegui trazer nenhuma mudança pro palácio secundário, mas consegui provocar uma mudança na enfermaria.

Carregando essa sensação de realização, soltei um pequeno suspiro.

Um jogo com a minha própria vida em risco. Em condições normais, eu deveria estar bem mais desesperada, mas, por algum motivo, meu coração estava incrivelmente calmo.

É justamente cercada de inimigos, encurralada, que a vilã brilha!

Eu vim correndo até aqui carregando só essa crença — "vilã" — como bandeira.

…Ah, é mesmo!

Lembrei de repente do papel que eu tinha deixado embaixo do travesseiro. Com tanta correria, tinha esquecido completamente.

— Aqui, aqui.

Enfiei a mão embaixo do travesseiro e tirei uma folha de papel.

Sentei na cama e conferi o conteúdo escrito no papel.

"Segunda esposa Rosa, mulher que tirou tudo de mim. Logo terei que deixar este lugar. Não vou perdoar os nobres que vivem neste palácio secundário. Aqui, ninguém ajuda ninguém. Nashe, minha filha querida. A única coisa que me resta é ter que deixá-la pra trás. Por favor, que ao menos a Nashe consiga viver feliz."

As letras cobriam a folha por inteiro, apertadas.

…A mãe da Nashe?

Dava pra sentir, pela caligrafia, uma raiva profunda contida ali.

Abri a porta com força. A Mia se assustou com o impacto e estremeceu.

— Quem é essa!?

Falei numa voz mais alta que o normal, mostrando o papel bem na frente do rosto da Mia.

A Mia, diante da minha agitação, disse com voz calma: "vamos entrar no quarto primeiro".

Deixei a Mia entrar no quarto e esperei pela resposta dela.

Com uma expressão complicada, a Mia abriu a boca.

— ……………Essa é a Sherry, mãe da Nashe. Ela era criada aqui, antigamente. Servia à senhora Rosa, mas um dia acabou pisando no vestido dela sem querer, e…

— Não me diga que foi expulsa por causa disso?

A Mia assentiu diante das minhas palavras.

Mantendo a calma, mas com voz baixa, eu disse isso.

A Mia hesitou, dizendo "é que…". Mas eu a encarei, como se aplicasse pressão sobre ela.

— Só tira a roupa.

Falei isso com firmeza total.

A Mia virou as costas pra mim e obedeceu em silêncio às minhas palavras. Devagar, tirou a roupa de cima.

…O-o que é isso.

Arregalei os olhos e prendi a respiração diante da pele nua da Mia que entrou no meu campo de visão.

As costas dela estavam completamente vermelhas e inchadas, cheias de vergões. Marcas de chicote permaneciam na pele — dava pra ver que ela tinha sido chicoteada até sangrar.

— ………….Isso foi obra da Rosa?

Percebi minha própria voz tremendo de raiva.

Desesperada pra conter a indignação que transbordava, acabei chamando a Rosa sem nenhum título de respeito.

— Sim.

Ela respondeu numa voz sem vigor.

Que crueldade.

Tentando aliviar aquele ferimento tão dolorido, pelo menos um pouco, lancei magia anti-inflamatória nas costas dela.

As marcas de chicote escondidas embaixo da roupa não iam desaparecer, mas a vermelhidão diminuiu um pouco.

— …Incrível. …Muito obrigada.

— Fazer uma coisa dessas… Não acredito.

— Ainda bem que eu continuei viva.

Diante das palavras da Mia, senti o peito se apertar.

Ter as costas machucadas desse jeito, e ainda assim pensar "ainda bem que foi só isso" — isso é doloroso demais.

Com certeza, foi na primeira vez que a Mia encontrou a Rosa que ela recebeu esse ferimento.

A Rosa sussurrou algo no ouvido da Mia naquele dia.

Não imaginei que tinha chegado a esse ponto…

E eu, sem saber de nada disso, fiquei o tempo todo puxando ela pra lá e pra cá.

— Me desculpe por não ter percebido.

— Não peça desculpas. A culpa não é da senhora Alicia. Além disso, eu que quis agir junto com a senhora Alicia.

Diante dessas palavras, meu coração ficou ainda mais apertado.

…Rosa, eu definitivamente não vou perdoar.

Vou fazer você se arrepender de ter me feito ficar tão furiosa de verdade.


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