Capítulo 78
— Ei, Jill, o que você acha depois de ler isso?
— Dá pra perceber que a cabeça dela é um jardim de flores.
— É mesmo. E, além disso, esse tema também deixa a desejar.
— Métodos pra melhorar o vilarejo da pobreza…
Li o artigo da Liz-san junto com o Jill, no quarto dele.
De fato, dá pra entender por que tira notas excelentes, mas isso nunca vai se concretizar. Ela realmente não faz ideia da situação atual. Esse artigo não é só nota vermelha, é zero.
O problema é como levá-la a pensar corretamente.
— Você vai na casa do vovô hoje?
— Hoje parece que não vai dar. Preciso pensar num jeito de guiar o pensamento da Liz-san na direção certa.
— É mesmo. Isso vai dar bastante trabalho.
Reli o artigo mais uma vez.
É por isso mesmo que eu não me dou bem com heroínas. Se o vilarejo da pobreza melhorasse fácil assim com esse pensamento, ninguém estaria sofrendo. É lógico demais… quer dizer, ilógico demais.
Ela deve ser do tipo que acredita na bondade inata do ser humano. Acha que a natureza das pessoas é boa. Realmente, o oposto de mim. Mesmo que esse jeito de pensar não seja de todo ruim, essa abordagem é infantil demais.
— Parece que amanhã só resta eu virar uma mulher extremamente detestável.
— Acho que não tem outro jeito mesmo.
Concordamos, balançando a cabeça um pro outro.
Finalmente a batalha vai começar.
Me concentrei e fui até onde estava a Liz-san. Hoje é dia de chá da tarde, então ela deve estar no jardim de rosas.
— Essa academia não é luxuosa demais?
Jill disse isso encarando a entrada do jardim de rosas.
— Eu também acho. Uma escola nem precisava ter um dia de chá da tarde, pra começar.
— Quanto será que custa manter essas rosas?
— Não sei.
— Bom, vamos entrar.
Eu e Jill entramos juntos no jardim de rosas.
A partir de agora, vamos estragar esse chá da tarde. Peço desculpas a todos, mas isso é pra espalhar meu nome como vilã… não, não é isso. É pra guiar o pensamento da Liz-san na direção certa.
Assim que entramos no jardim de rosas, os olhares de todos se voltaram pra nós na hora.
— Ali.
Albert-nii-sama se aproximou de mim.
Desculpa, Nii-sama. Agora não tenho tempo pra dar atenção a você.
Ignorei Albert-nii-sama e passei direto por ele. Percebi que Albert-nii-sama tinha travado.
De fato, ignorar não é certo, mas não tem jeito. A Liz-san tem prioridade mais alta agora.
Fui direto em direção à Liz-san. Ao redor da Liz-san, os membros de sempre estavam reunidos.
Realmente, a heroína está cercada de vários cavaleiros.
Duke-sama me olhava com um olhar que parecia atravessar.
Eu preferia que ele parasse de me olhar com esses olhos. Parece que ele está lendo todos os meus pensamentos.
— Alicia-ch…
— Liz-san, vou perguntar direto ao ponto: você acha que todo mundo neste mundo é igual?
Fiz a pergunta, sobrepondo minha voz à dela.