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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 113

A Roupa de Enfermeira e a Teocracia

Capítulo 113 – A Roupa de Enfermeira e a Teocracia

Encaixo a "Ala de Alquimia" no "Jardim" e na "Oficina", sobre o céu de Brunhild. Chegando a esse ponto, já dá quase o tamanho de um castelo pequeno. Mesmo não tendo quase nenhum prédio.

A Shesca troca de roupa pro uniforme de empregada, a Rosetta pro macacão de trabalho, cada uma escolhendo a própria roupa; mas a Flora escolheu roupa de enfermeira. Por que essa escolha, hein. Não, bom, já que a "Ala de Alquimia" também tem a ver com área médica, talvez não seja totalmente sem relação, mas.

Mesmo assim, uma roupa de enfermeira rosa curta, meia-calça branca, cinta-liga — isso parece exagero demais. É praticamente uma enfermeira de cosplay. E, ainda por cima, só o peito fica esticado ao ponto de estourar, enfatizado demais, não fica? Sinceramente, não sei nem pra onde olhar.

Ilustração — Belflora de roupa de enfermeira

Já que ela tem, em certo nível, conhecimento e técnica médica, mandei preparar algo parecido com uma enfermaria dentro do castelo, por enquanto. Se eu estiver por perto, dá pra curar com magia, mas é pra caso de emergência mesmo.

O que fiz na "Ala de Alquimia", por enquanto, foi uma nova variedade de arroz. Melhorei a muda de arroz que trouxe de Ishen, tentando deixar resistente a pragas e mais produtiva. Plantei isso no arrozal experimental que fiz na região leste do país, e está crescendo, por ora. Espero que cresça bem.

A rua da estrada também vai ficando mais completa aos poucos. Já que o senhor Naitō está se esforçando muito. Está ficando bem legal.

A filial da "Lua de Prata" em Brunhild também abriu sem problemas, servindo como pousada de descanso pros viajantes e banho público de alívio do cansaço pros cidadãos, com bastante movimento. A Mika-san também está com bastante funcionário (a maioria ex-ninja Takeda), totalmente dedicada ao negócio.

— Parece que Brunhild anda se desenvolvendo bem tranquilamente, hein…

Tan.

— Bom, é um país que o Touya-dono fez. Eu nem estava preocupado, mas…

Tan.

— Opa, Vossa Majestade, o Rei Ferino, pon nisso. Hmm…

Tan.

— Ho ho ho. Cantou e saltou a peça vencedora. Rei Sacro, é sua. Tanyao, Pinfu, Iipeikou, 3900.

Ah, Sua Majestade o Rei Sacro de Refreese deu ponto pro Imperador de Regulus. Aliás, o que esse pessoal tá fazendo aqui?

Na sala de jogos do castelo de Brunhild. Os reis dos países do oeste, todos reunidos em volta da mesa de mahjong. Eu não, viu. Eu não tô na mesa.

— Ééé, e aí, qual é o motivo da reunião de hoje…?

— Hã? Ah, nenhum em especial. Só queríamos jogar mahjong juntos mesmo.

Sua Majestade o Rei de Belfast responde com naturalidade. Ééé, esse é o motivo? Fui buscar todo mundo de propósito com [Gate], e… Precisavam ter um pouco mais de senso de gestão de crise, viu.

Jara-jara, as peças caem no centro da mesa, e, automaticamente, as próximas peças sobem sobre a mesa. Cha-cha-cha, pegam as peças com destreza, e o fluxo já emenda direto na próxima rodada. Já estão ficando craques nisso, hein…

— Bom, a gente também troca umas informações, aproveitando.

Sua Majestade o Imperador ri e descarta uma peça. Se dão bem entre si, tudo bem, mas fico meio preocupado. Se estão negligenciando a política do país pra jogar mahjong, tem problema, viu.

— Trocar informação, como assim?

— Bom, ultimamente, é a Teocracia de Ramish mesmo.

Sua Majestade o Rei de Belfast murmura isso enquanto organiza as peças. A Teocracia de Ramish? É o país a sudeste de Regulus, né. Fica perto de Mismede também. Atravessando o Grande Rio Gau que fica no meio, dá pra chegar lá. Descendo ainda mais, deveria dar até pra chegar em Belfast.

— O que tem a Teocracia de Ramish?

— Dizem que, na capital da teocracia, Isura, tá aparecendo vampiro.

— Vampiro?

Que história meio suspeita, essa. Não, pera aí. Será que, só eu que não sei, mas "vampiro" já é uma espécie normal neste mundo? Dou uma olhada de relance pro Rei Ferino. Bom, já que tem ferino, né.

— Dizem, pelo boato, que aparecem vítimas toda noite. Encontram corpos ressecados, com todo o sangue drenado.

Que assustador, hein. Assassinato bizarro, é.

— E, sendo assim, correu o boato de que seria obra de um vampiro… da espécie Vampira.

O Rei Sacro fala isso comigo enquanto descarta uma peça. Espécie Vampira. Pelo visto, "vampiro" não é só um nome qualquer, e sim uma espécie de verdade mesmo. Se não me engano, em Mismede também tem a espécie aquática, tipo sereia; tem espécie de todo tipo neste mundo, hein.

— O problema é o incidente ter acontecido justo em Ramish. Aquele é um país de fé no deus da luz, Rals. A hostilidade deles contra quem pertence às Trevas é absurda. Dizem que basta ter aptidão pra magia de Trevas de atributo que já olham torto pra pessoa.

O Rei Ferino faz uma cara amarga e descarta uma peça. Que negócio é esse. Isso já passou de fé, parece fanatismo mesmo.

— O que é o deus da luz, Rals?

— Hã? Ah, o Touya-dono não sabe, é. É uma história ligada à fundação de Ramish; há uns mil anos, a terra de Ramish era, dizem, um lugar onde viviam bestas mágicas, espíritos de mortos e demônios. Um sacerdote da luz que visitou o local invocou o deus da luz, Rals, e purificou a terra. E, nessa terra, foi fundado um país pra cultuar o deus da luz e espalhar seus ensinamentos: a Teocracia de Ramish, é essa a história.

O Rei de Belfast explica isso, mas eu fico confuso. Deus da luz, hein. Bom, eu conheço dois deuses, tecnicamente. Tirando a Deusa do Amor, será que é sobre aquele deus, o Deus do Mundo? Não bate muito com a imagem que tenho dele.

E também parece que os deuses não devem se envolver muito com a terra. Aquele deus parece administrar muitos mundos, então sinto que ele não vem se meter em cada detalhe assim.

Podia até ligar e perguntar, mas, no fim, é meio irrelevante mesmo. Ligar por uma coisa dessas dá até um certo constrangimento. Sendo deus e tudo.

— Aquele país é difícil de lidar, viu. É porque tudo vem primeiro da doutrina. Tudo "em nome da luz e da justiça" só deixa as coisas rígidas demais. Principalmente aquela Papisa…

— Ah, eu também não me dou bem. Aquela Papisa é sermoneira demais, não dá. É dura, hein, aquela velhinha.

O Rei Ferino e o Imperador se entreolham com um sorriso amarelo. Papisa?

— Desculpa, o que é uma Papisa?

— A Teocracia de Ramish não é um país de família real hereditária, sabe. O Papa (ou Papisa) de posto mais alto é escolhido entre os altos sacerdotes. O mandato dura até morrer ou abdicar por vontade própria. E a atual líder máxima de Ramish é a Elias Ortola. Uma Papisa. Se não me engano, fez recentemente 20 anos de posse, então já deve ter passado dos 60…

Tan, o Rei Sacro de Refreese descarta uma peça sobre a mesa.

— Rei Sacro, isso é ron. Pinfu, Dora 2. 3900.

— De novo?!

Sua Majestade o Rei Sacro de Refreese dá ponto pro Imperador de Regulus de novo. Vendo isso, Sua Majestade o Rei Ferino olha pro céu.

— Aah, faltava tão pouco pro chinitsu… Faz tempo que Vossa Majestade só ganha com mão barata, hein?

— Isso também é um jeito de vencer. Não precisa ganhar grande de uma vez; o que importa é ganhar no resultado final.

O Imperador responde ao resmungo do Rei Ferino. Bom, isso também é um dos encantos do mahjong. Dá até pra perceber o jeito de pensar da pessoa pelo estilo de jogo, isso também é um encanto. O Rei de Belfast fala isso enquanto larga uma peça no centro da mesa.

— Afinal, a própria espécie Vampira já é uma raça pequena, do tipo chamado de demoníaco. A existência em si não é rara, mas acho que eles devem saber muito bem o que acontece se fizerem esse tipo de coisa em Ramish. Tem algo suspeito nisso. Sinto uma estranheza, como se algo não estivesse batendo certo.

De fato, seria quase suicídio. Mas, já que ainda não foi resolvido, quer dizer que conseguiram escapar direitinho. Hmm, de fato é um caso estranho, mas…

— Bom, se não pular a fagulha pra cá, tanto faz pra mim. Nem todo Vampiro cometeu crime nenhum. Se for oprimir só por ser Vampiro, eu fico do lado dos Vampiros.

Sua Majestade o Rei Ferino cruza os braços e solta um suspiro, munfuu. Dizem que ainda tem muitos países onde os ferinos sofrem discriminação… Não concordo com discriminação ou crítica por espécie ou origem. Achar que alguém é maligno só por pertencer às Trevas é uma justiça enviesada, acho.

Teocracia de Ramish. Não quero muito me envolver com isso, não. Acredito em deus, e acho que ninguém é mais grato do que eu, mas não tenho interesse em religião, sabe.

No fim, no mahjong, só o Rei Sacro de Refreese perdeu sozinho, e o Imperador de Regulus terminou em primeiro. Os quatro reis prometeram uma revanche pro mês que vem e voltaram, cada um, pro próprio país. Ué, vai ter de novo mês que vem? Isso?

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