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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 112

A Ala de Alquimia e a Rivalidade das Garotas

Capítulo 112 – A Ala de Alquimia e a Rivalidade das Garotas

O que se estende diante dos meus olhos é a paisagem de sempre de Babylon. Árvores lindas e um céu azul infinito. Um canal de água correndo, grama viçosa e verdejante. Pelo visto, o teletransporte deu certo.

Bom, seria bom se aqui fosse a "Biblioteca" ou o "Hangar". Ah, o "Depósito" também serve, porque vou dar uma bronca nele como agradecimento por todo o transtorno que causou.

Enquanto passeio pelos arredores, um prédio aparece entre as árvores. Uns três andares de altura. Encaixadas nele, janelas parecidas com vitral, dando a impressão, à primeira vista, de uma igreja. Claro, não tem cruz nenhuma no telhado.

Paredes parecidas com tijolo e um telhado vermelho. Ao lado, se erguia uma torre em forma de chapéu pontudo octogonal.

— Deve ser uma instalação de Babylon, com certeza, mas…

— Isso mesmo, senhor. Seja bem-vindo à minha "Ala de Alquimia".

Ao ser chamado de repente, viro-me, e lá estava uma garota de olhos dourados, pele branquíssima, cabelo rosa liso preso num rabo de cavalo lateral. Parecia mais velha que a Shesca.

O casaco preto de sempre, com um grande laço rosa-claro no peito. Saia branca e collant preto — uma roupa não muito diferente da que a Shesca e as outras usavam quando as conheci. Se tem uma diferença, é que o volume embaixo do laço reivindica sua presença de forma incomparável. …Aquilo deve ser nível Cecile-san…

— Eu sou o terminal que administra esta "Ala de Alquimia", a Belflora, senhor. Pode me chamar de Flora, senhor.

Se é "Belflora", eu acharia que "Bel" seria mais natural, mas… Falando nisso, o nome completo da Shesca também era Francesca. Será isso? Será que, na civilização antiga, tinha o costume de usar a parte de trás do nome?

Mas, enfim, "Ala de Alquimia", é. De novo, diferente do que eu buscava.

— Já que veio até aqui, o senhor tem todos os atributos, igual à Doutora. Só que a "Ala de Alquimia" só concede permissão de uso ao "Compatível".

— Eu sei. Aliás, já fui reconhecido pelas administradoras do "Jardim" e da "Oficina".

— "Jardim" e "Oficina"… a Shesca e a Rosetta, senhor? Nossa, nossa, depois de 5070 anos. Que saudade.

A Flora bate as duas mãos na frente do peito, com uma expressão de alegria. Balançou. Balançou um pouquinho agora.

Meu olhar ficar indo de relance pra lá com certeza deve ser algum tipo de magia sendo usada em mim. Isso mesmo. Com certeza é isso. Uma magia bem poderosa, hein!

— Se as duas já reconheceram, acho que o senhor já tem qualificação de sobra como "Compatível". Mas, por precaução, deixe-me também fazer meu próprio julgamento.

Julgamento? Falando nisso, a Shesca também, a Rosetta também… peraí, esse desenrolar não tá bom! Mas já é tarde demais; assim que penso isso, a Flora já tinha segurado firme minhas duas mãos e as pressionado contra os próprios seios.

Munyon.

Uma sensação macia chega até a palma da mão. E, mesmo assim, elástico, firme — como isso é possível? Com a ação repentina da Flora, meus dedos se contraem por reflexo. Foi força maior, força maior mesmo! Se pareceu que apertei, foi coincidência!

— Aah, senhor…

Vendo a Flora soltar essa voz sensual, volto a mim de repente e afasto as mãos na hora. Que negócio essa garota fica fazendo!

— O-o-o quê?!

Droga, não tô conseguindo formar frase. Calma, se acalma, eu mesmo!

— Ufufu. Aprovado, senhor. Se o senhor tivesse virado uma fera aqui, eu diria que não tinha qualificação.

Que julgamento é esse! O que essas aí fazem não é assédio às avessas?! Não que eu vá processar, mas!

E a Flora, assim mesmo, desamarra o laço do peito, shuru-shuru, e começa a desabotoar o casaco. P-pera, o que você tá fazendo?!

— Agora quero que toque na pele direto, senhor. Se mesmo assim não virar fera…

Buruburun, yusari, aquilo salta pra fora da blusa, e, por um instante, duvido dos meus próprios olhos. N-nu?!

Desvio o olhar sem querer. Por que… por que sem sutiã?!

— P-pera, guarda isso! Já entendi! Não vou virar fera!

— Sério, senhor? Já que estamos aqui, pode apertar do jeito que quiser…

— Não precisa, viu! Já tô servido!

Nem sei bem o que quero dizer com "servido". Falei sem pensar, ou melhor, tô transtornado! Droga, dá pra ouvir a risada daquela Doutora! Se tivesse máquina do tempo, ia lá dar uma sova nela com certeza!!

— …Dá pra encaixar entre elas, sabia, senhor?

— Já falei, guarda logo isso!

Grito de volta, meio revoltado. No fim, essa aqui também é um pedaço recortado da personalidade daquela Doutora pervertida. Não é normal.

— Reconhecendo o senhor como digno da qualificação de Compatível, a partir de agora, o corpo número 21, nome individual "Belflora", passa a ser cedido ao senhor. Que tenhamos uma boa e longa convivência, Mestre.

A Flora ajeita o peito direitinho de volta e sorri, contente. Aah… mais uma encrenca de novo, então. Enquanto penso nisso, meu rosto é segurado de repente e meus lábios, roubados à força. Droga! Esqueci disso!

— Uguu!

Do mesmo jeito que com a Shesca e as outras, a língua invade, nyururi. Argh, não consigo resistir! Por que essas aí têm tanta força?! Depois de arrasar bem a fundo dentro da minha boca, os lábios da Flora se afastam.

— Registro concluído. Memorizei o gene do Mestre, senhor. A partir de agora, a posse da "Ala de Alquimia" é transferida ao Mestre.

Escuto a voz da Flora, todo derrotado. Isso, viu… se fosse ao contrário, homem fazendo isso com mulher, ia ser um escândalo e tanto…?

— A "Ala de Alquimia" é uma instalação que combina substâncias e magias diferentes pra gerar coisas novas, senhor. Principalmente remédios, alimentos e materiais sintéticos.

Ouvindo a explicação da Flora, indo em direção à Ala de Alquimia, penso que, no fim, é tipo o "chefão" de [Enchant]. Antes, encantei [Recovery] nas águas termais da "Lua de Prata"; deve ser um pouco parecido com isso.

— Aliás, que tipo de coisa dá pra fazer?

— Poção de cura de ferimentos é uma opção acessível, senhor. Também dá pra combinar uma variedade que produz muitos frutos com uma resistente a pragas, criando uma planta com as duas características, senhor.

Oh? Isso parece útil. Pode virar uma revolução agrícola em Brunhild.

— Também tem função de instalação médica, então dá pra regenerar um braço, uma perna, esse tipo de coisa, senhor.

Biotecnologia, digamos assim, uma instalação mágica ligada a biologia, talvez. Falando nisso, fermentação de saquê, molho de soja, natto, missô, iogurte, também são tipo ciência biológica, né. Falando em melhoramento genético, vem à cabeça transgênicos e tal.

Será que dá até pra fazer clone, homúnculo… Pera aí. Afinal, a própria Flora, diante de mim, já é um ser humano artificial. Será que o processo de criação delas…

Não, vou parar de pensar demais nisso.

— Por exemplo, dá pra combinar maçã com tangerina e criar outra fruta?

— Dá, senhor. Dá pra fazer tangerina com sabor de maçã, e o contrário também. Dá até pra combinar os dois sabores juntos, senhor.

Incrível, hein, já nem tem mais nada a ver com gene. Será que, combinando muda de alho e de arroz, dá pra criar um arroz sabor arroz de alho? Dependendo do uso, é uma instalação absurda… Mais do que alquimia, é magia de síntese.

— A maior parte é ajustada por magia, mas parte da semente, então o cultivo ainda precisa de mão humana mesmo, senhor. Além disso, o sabor também muda dependendo de como se cultiva, sabia, senhor?

Bom, é verdade. O que nasce é uma variedade que ainda não existe neste mundo. Se vai crescer direito, só vai saber cultivando de verdade. Isso pode acabar precisando de uma fazenda experimental.

Ouvindo a explicação da Flora, entro na Ala de Alquimia. Recipientes cilíndricos de vidro de vários tamanhos estão enfileirados na parede, e, do outro lado, gavetinhas também enfileiradas.

No centro, algo parecido com um painel de controle, e, mais à frente, ainda mais alguns grandes tubos cilíndricos de vidro. Isso é aquilo, parecido com as cápsulas de congelamento de filme de ficção científica. Cápsula de tratamento, talvez.

— Nesta prateleira, tem uma variedade de remédios prontos. Tem alguns remédios que a própria Doutora fez também, senhor.

— Nossa. Então ela fazia pesquisa séria também, hein.

— Afrodisíaco, estimulante sexual, excitante, vigorizante, tônico revitalizante, indutor de cio, potencializador de libido, senhor. Produtos seguros, sem efeito colateral…

— Eu que fui idiota de me impressionar!

Quanta obsessão direto pro desejo, francamente! Bom, a segurança até merece crédito, mas! Não, quer dizer, deve ser um remédio bem-vindo pra quem sofre com esse tipo de problema, mas!

— O efeito é absurdo, viu, senhor? Dizem que é uma sensação de subir aos céus. Eu nunca experimentei, mas. Se o Mestre quiser, comigo…

— Recuso, porque valorizo minha vida em vários sentidos!

Não é brincadeira. Será que aquilo é seguro mesmo. Já tô ficando desconfiado. Bom, já que não vou usar, tudo bem. …Não vou usar, eu acho.

— Não tem nenhum remédio normal que a Doutora tenha feito?

— Não tem, senhor.

Ela falou de bate-pronto. Essa instalação não dá certo. É um verdadeiro pandemônio de desejo em redemoinho. Será que tá certo trazer minhas queridas noivas até aqui…

Saio da Ala de Alquimia e penso nisso, sentindo o vento. Bom, mas não tem escolha a não ser chamar elas mesmo…

— A "Ala de Alquimia"… É uma instalação que parece útil pro Principado de Brunhild, hein…

A Leen murmura isso soltando um suspiro. Não precisava ficar tão explicitamente desanimada assim. Depois de chamar todo mundo, a "Ala de Alquimia" segue rumo a Brunhild, pra se juntar a Babylon.

— Ééé… eu fiz alguma coisa, senhor?

— Ah, não liga.

A Flora observa com uma cara de aflição. Se ela ficar desanimada toda vez até achar a "Biblioteca", isso também vira um problema pra mim. Com a Leen abatida ao lado, o olhar de todo mundo se concentra na Flora.

— E aí, você é a administradora da "Ala de Alquimia"…

— Pode me chamar de Flora, senhor.

— Que grand…!

A Yumina e a Lu ficam com os olhos presos nos dois pêssegos balançando, mais do que na própria Flora cumprimentando.

— Argh… que presença é essa…?

— …Não dá pra vencer. Convenhamos… isso não dá pra vencer…

As irmãs gêmeas também tremem, meio abaladas. Só a Yae e a Leen ficam tranquilas. A Yae tem algo parecido com a Flora, e a Leen parece ter uma visão mais serena das coisas. Será que dá tanta importância assim, hein… Não. Entendo que um homem vá olhar pra isso, mas. Seja grande ou pequeno, acho que não faz muita diferença. De fato, acho que chama a atenção, mas.

— O Touya-sama também prefere as grandes…?

A Lu olha pra mim com uma cara quase chorosa. Não, não, não, o fato de a Flora ser grande não tem nada a ver com minha preferência! Bom, claro, sem querer meu olhar acaba indo, mas, no geral, sou do time que não liga.

— T-tá tudo bem, viu, Lu-dono e Yumina-dono, ainda tem tempo de crescer. Este servo, na idade das duas, também assim, dom!

Encontrando esperança no apoio da Yae, a Yumina e a Lu ficam com os olhos brilhando; em contraste, as irmãs Elsie e Lindsey ficam com os olhos apagados, como quem perdeu toda esperança.

— …Que tal apertar pra ela?

— B-bobagem…! Como assim eu ia conseguir fazer isso?!

Reajo exageradamente à fala que a Leen murmura baixinho. O que essa fada tá falando, afinal?!

De repente, olho ao redor, e, talvez tenham ouvido, todo mundo menos a Flora está de rosto vermelho, com o olhar perdido de um lado pro outro. A Flora, vendo isso, abre um sorriso maroto e desagradável. Hã?

— Eu já fui apertada pelo Mestre agora há pouco, senhor.

Coisa desnecessária! Não precisava dizer isso, poxa!!

Todo mundo, menos a Leen, vira o rosto pra mim de repente. Como se fosse dar o golpe final, a Flora abre a boca de novo. Com um sorriso genuinamente feliz.

— Também fui beijada, senhor.

Uaaah! Essa aí sabe muito bem o que tá fazendo! Tá curtindo essa situação! Aliás, fui EU que sofri isso, viu! No sorriso da Flora, dava pra ver o rosto daquela Doutora pervertida.

— Touya-san, preciso conversar com você um instante.

A Yumina vira um sorriso pra mim, mas os olhos não estão sorrindo. As outras também estão mais ou menos assim. Isso é mal-entendido! Eu sou inocente!

Depois disso, fico bastante tempo sentado em seiza, levando sermão das cinco, sobre várias coisas. Que injustiça. Era por isso que eu não gostava de explorar Babylon… A gentileza da Paula, batendo de leve no meu ombro, pom-pom, como quem incentiva, enquanto eu ficava exausto, tocou fundo no coração.

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