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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 161

A Reunião de Emergência e a Adesão dos Países Aliados

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Capítulo 161 – A Reunião de Emergência e a Adesão dos Países Aliados

— Entendo. Phrase, é. Com um inimigo desses, faz sentido que o Touya-dono tenha criado o Frame Gear.

O rei de Belfast se recostou na cadeira com um "gii". Pra ser exato, não fui eu quem criou o Frame Gear.

Além de mim, presentes nesta sala estão os monarcas da Aliança do Oeste. O rei de Belfast, o Imperador de Regulus, o Rei Sacro de Refreese, o rei de Mismede, a Papisa de Ramish, e o novo rei de Riinie. Seis pessoas, representantes de seis países.

Primeiro, contei aos reis sobre os Phrase. Invasores de outra dimensão que destruíram o reino antigo. E que isso está acontecendo de novo agora, em Eurono. Não contei sobre o "Rei" dos Phrase nem sobre Babylon. A história ficou de que o Frame Gear foi descoberto por mim numa ruína antiga, restaurado e reproduzido em massa. Bom, no fundo, não é tão errado assim.

— Esse tal de Phrase, hein? É tão difícil de lidar assim?

— Na verdade, já apareceu até no nosso país. Só um exemplar, mas magia não funcionava nele, era extremamente resistente, e ainda por cima tinha capacidade de regeneração.

Diante da pergunta hesitante do novo rei de Riinie, o Rei Ferino de Mismede respondeu. Deve ser aquele tipo cobra que a Leen derrotou.

— Uma coisa dessas apareceu 10 mil de uma vez em Eurono…? Touya-dono, isso foi um caso pontual? Ou vai continuar acontecendo daqui pra frente?

— Nesse caso específico, parece ter sido bem raro mesmo. Mas talvez, daqui pra frente, apareçam alguns, mesmo que em pouca quantidade, de vez em quando. E existe a possibilidade de, por algum motivo, ocorrer de novo uma grande invasão como essa. …Desculpa, não tenho certeza absoluta disso.

— Entendo… Não, não precisa se desculpar.

O Imperador de Regulus riu de leve e fechou a boca. Não sou nenhum especialista em Phrase. Mas, neste mundo, tirando o Ende, provavelmente sou eu quem mais entende do assunto.

— Sinceramente, existe a possibilidade de aparecer também nos países de vocês. Levando isso em conta, olhem isto aqui.

Uma imagem surgiu projetada na parede da sala de reuniões. É um vídeo, filmado com o smartphone carregado por um dos pássaros batedores que mandei antes até Eurono.

Um enxame gigante de Phrase atacando uma vila, massacrando as pessoas sem piedade nenhuma, tudo visto de cima. Ali, sem misericórdia alguma, quase como um trabalho de rotina, aparecia a figura de exterminadores matando pessoas que corriam desesperadas. Os seis reis suavam frio na testa, mas continuavam encarando os Phrase na tela, sem desviar o olhar.

— Isso é… Phrase…

— Isso não é ao vivo… quer dizer, não é o que está acontecendo agora. Foi há uma hora atrás. Parece que, depois de destruir essa vila, os Phrase seguiram em marcha rumo à próxima.

Quando peguei o smartphone de volta do pássaro que retornou e vi o vídeo, senti um peso enorme no coração. Só queria que filmassem os Phrase, mas nunca imaginei que fossem gravar justamente a cena de ataque a uma vila. Doeu pensar nas pessoas que talvez pudessem ter sido salvas, mas, ainda assim, decidi de propósito exibir esse vídeo diante dos reis.

Queria que sentissem o senso de crise, mas também queria que imaginassem: como se sentiriam se isso acontecesse no próprio país deles.

— Como está a capital de Eurono?

Diante da pergunta do Rei Sacro de Refreese, troquei o vídeo dos Phrase pra exibição do mapa. Pequenas luzes vermelhas se moviam de um lado pro outro. Provavelmente indo em direção às vilas e cidades onde há gente vivendo.

A capital já estava tingida de vermelho.

— Parece que estão resistindo de algum jeito, mas é questão de tempo até cair. O objetivo dos Phrase é matar seres humanos. Não vão sair dali até exterminar todo mundo na capital, sem deixar ninguém vivo.

— Que coisa terrível…

A Papisa de Ramish cobriu a boca, horrorizada. Os Phrase atacam cidades só pra matar pessoas. Exterminam todo mundo ali, e, quando terminam, partem em busca do próximo grupo de humanos, em algum outro lugar. Feito gafanhotos que devoram plantações e voam pra próxima, um atrás do outro.

— Touya-san, aquilo ali… um pouco abaixo, à direita da capital celestial… parece que os Phrase estão desaparecendo aos poucos, um a um…?

— Hã?

Olhei pro ponto que o novo rei de Riinie apontou, e, de fato, as luzes iam desaparecendo aos poucos. Isso é… ah, o Ende!

— Na verdade, tenho um colaborador, e entreguei um Frame Gear a essa pessoa. Provavelmente é ele quem está lutando ali.

— Entendo. Quer dizer que o Frame Gear já é meio de combate suficiente contra eles.

Deve ter também a força própria do Ende, mas, como disse o rei de Belfast, esse é justamente o ponto central desta reunião. Fiz uma pausa antes de dizer o núcleo do assunto.

— Brunhild pretende, a partir de agora, conduzir uma operação de extermínio dos Phrase usando o Frame Gear. Nesse sentido, gostaria que a Aliança do Oeste desse aprovação a isso.

— Pe-pera aí! Você quer enfrentar tudo aquilo!?

Não é sem razão que o Rei Ferino se espanta. Reunindo a nossa Ordem de Cavaleiros, a Yumina e as outras, e quem mais souber pilotar o Frame Gear, provavelmente não chega nem a cem pessoas. Pelo cálculo, se cada um abater mais de cem, dá pra exterminar todos, mas mesmo assim dá pra dizer que é loucura.

— Por precaução, vou instalar no Frame Gear uma magia de ejeção de emergência. Se a máquina for destruída de vez, o piloto será teletransportado pra um local específico. Claro, se o cockpit for esmagado, morte instantânea, não há como evitar…

Por sorte, graças à produção em massa até agora, temos uma quantidade razoável de unidades. Na pior das hipóteses, o jeito é ir trocando de máquina, uma atrás da outra, e ir lidando conforme for.

A Papisa levantou a mão de leve.

— Touya-sama, uma pergunta. Esse tal de Phrase é inimigo também d'"Aquele lá"?

— …Não sei se é inimigo. Ele mesmo disse que não sabe. Mas, mesmo assim, "Aquele lá" não vai interferir. Isso é problema nosso.

— Do que vocês estão falando?

O Rei Sacro de Refreese, sem entender nossa conversa, inclinou a cabeça. Nunca imaginaria que "Aquele lá" se referisse ao próprio Deus.

— Entendido. A Teocracia de Ramish vai lutar junto com o Principado de Brunhild. Por sorte, com o artefato mágico que Touya-sama nos emprestou, acho que alguns membros da Ordem dos Cavaleiros Sagrados conseguem pilotar o Frame Gear.

— Hã?

A Ordem de Cavaleiros Sagrados de Ramish também vai participar? Não, é uma ajuda e tanto, mas… será mesmo? É perigoso, viu.

Vendo isso, dessa vez o rei de Mismede levantou a mão.

— Opa, se é assim, Mismede também vai ajudar. Como que eu ia deixar passar uma coisa tão interessante assim.

— O Reino de Belfast também participa, claro.

— Regulus também.

— Refreese também.

— R-Riinie… também!

— Ei, gente, será que vocês entenderam? É um adversário perigoso, sabia? Por que estão se metendo de propósito nisso…

Diante da minha advertência, todos responderam em coro: "Você que fala". Bem que merecido.

Mas, sendo eu quem digo isso, sinceramente, parece que isso só traz risco, sem benefício nenhum. Falei essa dúvida abertamente, e o rei de Belfast respondeu.

— Existem alguns motivos. Primeiro, com um golpe tão pesado assim, Eurono provavelmente não vai conseguir manter o mesmo poderio de antes, e vai acabar dependendo de outros países. Não custa nada acumular um favor a receber. Segundo, queremos dar às nossas próprias Ordens de Cavaleiros experiência de combate contra Phrase — não sabemos quando o próprio país pode passar pelo mesmo que Eurono. Terceiro é pra proteger Brunhild, ou melhor, o Touya-dono. A tecnologia e a cultura deste país são maravilhosas. Se, por acaso, o Touya-dono morrer numa coisa dessas, perdemos a chance de aprender com isso, e vira um prejuízo e tanto pra todos os países. Bom, mais ou menos por aí.

Entendi. Não sei se chamo de espertos ou o quê. De fato, mesmo que essa guerra termine, Eurono deve ficar em situação difícil. Nem sei se o Imperador Celestial, na capital, continua vivo.

Bom, no meu caso, já que tentaram tirar minha vida, sinceramente, não tenho muito apego se ele tá vivo ou morto. Se estiver vivo, salvo; se estiver morto, é uma pena — e fim. Vou agir mais no sentido de salvar, na medida do possível, mas.

— O problema é o que vem depois disso resolvido…

— Os países vizinhos vão atacar Eurono, já enfraquecido?

— Não é impossível pensar assim, né? Mas, sendo assim, o território de Brunhild entre Hanok e Eurono passa a ter bastante utilidade.

Contando agora, os países vizinhos de Eurono são… um, dois, três… seis países. Contando Ishen, chegam a sete.

A oeste, o Reino de Hanok. Ao norte, o Reino do Rei Demônio Zenoas. A leste, o Reino de Nokia, e, separado pelo mar, o País Sagrado de Ishen. Ao sul, o Reino de Horn e o Reino de Felsen, e, separado por um rio, a Federação de Lodmea.

Ilustração do capítulo 161

Quando um grande país cercado por tantos vizinhos assim vacila, nem dá pra imaginar o que pode acontecer.

Mas, por ora, preciso resolver o problema à minha frente.

— Bom, já que todos concordaram em cooperar, vou emprestar a cada país 2 cavaleiros negros de comando e 18 cavaleiros pesados, num total de 20 unidades. Por favor, já deixem selecionados os pilotos. Do lado de Brunhild, 90 unidades; da Aliança do Oeste, 120 no total; 210 unidades ao todo pra encarar isso.

— 10 mil contra 210… quer dizer que cada máquina precisa abater quase 50. Sinceramente, isso não parece nada vencível assim de cara. Tem alguma estratégia?

— Atualmente, foram confirmados Phrase de escalão baixo e médio. O Frame Gear consegue abater o escalão baixo praticamente sem dificuldade. — Busca. Quantos de escalão médio existem? Exibir em luz azul.

Uma parte das luzes vermelhas no mapa projetado mudou pra azul.

"Iniciando busca… concluída. Exibindo, senhor. São 1.035 de escalão médio."

— Cerca de 10%, então. Quer dizer que cada unidade precisa abater uns cinco disso pra baixar a conta. Se for assim, talvez dê pra fazer alguma coisa?

O Rei Sacro de Refreese batucava a careca enquanto olhava fixo pra tela.

— Na prática, vai ser enfrentando também a leva de escalão baixo que vem atrás, então não vai ser tão simples assim. Mas existe uma estratégia.

Dei essa introdução e comecei a explicar o plano. Bom, não chega a ser uma estratégia complicada. Usando o som do "Rei" que ganhei do Ende, dividimos os Phrase, guiando-os pra três direções.

Entre os três grupos, assim que um deles conseguir aniquilar os Phrase, eu mesmo, imediatamente, uso magia de teletransporte pra dividir e mandar reforços desse grupo pros outros. É pra manter sempre o equilíbrio de forças.

— Espera um pouco. Isso quer dizer que, dessa vez, Touya-sama não vai pilotar o Frame Gear?

— Sim. Vou ficar voando pelo campo de batalha, dando cobertura pra todo mundo e agindo em apoio conforme necessário.

Respondi à pergunta da Papisa de Ramish com o que já tinha planejado. Provavelmente, dessa vez, é melhor assim. Não sei quando ou onde pode surgir algum problema imprevisto. Pra lidar com isso, é melhor eu ficar numa posição livre pra me mover.

— De fato, avaliar qual dos três campos de batalha divididos está em vantagem e qual está em desvantagem, e realocar forças de um lado pro outro, só o Touya-dono consegue fazer mesmo…

— Sim. Eu consigo enfrentar os Phrase razoavelmente bem até mesmo sem o Frame Gear.

— Isso também não me convence totalmente, mas… será que o Touya-dono precisa mesmo de Frame Gear?

— Mesmo conseguindo derrotar, sem a máquina leva tempo demais. Se for pra derrotar rápido, o Frame Gear é bem mais prático.

Enquanto respondia ao Rei Sacro, decidi encerrar a reunião por aqui, já que o tempo é curto. Enquanto conversamos, Eurono continua em crise. Preciso me apressar.

— Vou buscar vocês daqui a uma hora. Até lá, terminem de explicar a situação e escolher os pilotos do Frame Gear.

Abri um [Gate] e mandei os reis, junto com os cavaleiros de escolta, de volta a cada um dos seus países.

Não tem tempo. Também tenho muita coisa pra fazer daqui. Bom, vamos fazer o que der, até o limite do possível.


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