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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 187

O Portal de Teletransporte e a Adaga de Prata

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Capítulo 187 – O Portal de Teletransporte e a Adaga de Prata

A informação de que uma nova masmorra tinha sido encontrada se espalhou rapidinho, e aventureiros vieram em massa pra Brunhild.

Afinal, é uma masmorra recém-descoberta. E, ainda por cima, numa ilha isolada no meio do mar, nunca saqueada por bandido nenhum. É bem provável que o tesouro ainda esteja intacto, tudo no lugar.

Ou seja, é questão de quem chega primeiro. Aventureiros correndo pra serem os primeiros mergulharam nas três masmorras que batizei: "Amaterasu", "Tsukuyomi" e "Susanoo".

Antes, eu evitava, na medida do possível, deixar claro a existência do [Gate], pra não ser explorado por gente de poder ou gerar desconfiança estranha. Mas, hoje em dia, bastante gente já sabe. Bom, já usei isso abertamente até na batalha contra os Phrase em Eurono.

E, além disso, eu mesmo já virei figura de poder. Duvido que ainda apareça alguém tentando fazer alguma coisa contra mim. Mesmo se aparecesse, só ia servir pra levar a pior.

Com esse pano de fundo, o portal de teletransporte pra ilha da masmorra também foi geralmente aceito com um "bom, sendo aquele príncipe, faz sentido mesmo".

A masmorra é bem extensa, e, como nunca teve intervenção humana antes, a quantidade de monstros e feras mágicas também é alta. A exploração não avança tão rápido assim, mas parece que já tem até equipe que chegou ao terceiro andar do subsolo.

Pra guilda, mesmo sem a investigação avançar tanto, já estão conseguindo materiais valiosos e tesouros, então não tem reclamação.

O que ficou um pouco complicado foi que, com o aumento de aventureiros, a segurança da cidade piorou um pouco. Como sempre, tem gente rude e desordeira entre os aventureiros.

Apareceram vários idiotas provocando funcionários de loja pela cidade, incomodando moradores.

Não sei como é em outros países, mas aqui não tem perdão. Sem hesitar, a Ordem de Cavaleiros já leva direto pra "Cela do Sussurro Diabólico" (som infinito de unha arranhando quadro-negro) ou pra "Cela do Fedor Aromático" (cheirando um décimo do fedor de um slime de lodo). Passam uma noite lá e refletem sobre a vida.

E, embora não seja exatamente pra os exploradores da masmorra, construí um posto de saúde na cidade. Instalação com curandeiro residente, capaz de usar magia de Luz, e médico pra diagnosticar doenças. Os remédios também são todos especiais, feitos pela Belflora.

Claro, cobramos direitinho, mas as crianças que têm responsável neste país têm atendimento gratuito. Nesse mundo, considera-se até 13 anos. Pra nunca acontecer de a criança não poder ser atendida por causa de tratamento caro.

Mesmo dizendo "gratuito", não é bem que não cobra nada — só que os responsáveis precisam fazer um ou dois dias de trabalho no país. Claro, se preferirem pagar, não precisam trabalhar.

Na frente do portal de teletransporte, vendedores ambulantes se enfileiravam vendendo remédio pra ferimento, corda, lanterna, comida de emergência. Em outro ponto, vendiam faca de esfolar, bússola, cantil.

Me agachei perto de um dos vendedores ambulantes próximo ao portal e chamei o comerciante.

— E aí. Como andam as coisas?

— Ah, indo bem, na verdade. Quase esqueço meu trabalho de verdade.

Na real, esse homem é um "tōha" — quer dizer, ninja dos Takeda. Um dos subordinados da Tsubaki-san.

Ele fica de olho no comportamento dos aventureiros, disfarçado de vendedor ambulante aqui. Por precaução, pra não parecer estranho aos que passam ao redor, fico segurando produtos da barraca enquanto converso baixinho.

— Algum problema?

— Por enquanto, nada. Só alguns pequenos conflitos entre grupos.

Conflito por causa de tesouro, esse tipo de coisa é comum mesmo. Contanto que não incomode outras pessoas, é problema pessoal deles, não precisa se importar.

— Quando eu entrei, só apareceu Kobold no primeiro andar do subsolo, mas como tá o segundo em diante?

— No primeiro andar, aparece Goblin, Kobold, rato gigante, morcego gigante, coelho de um chifre só. No segundo, Bobgoblin, Goblin Archer, Orc, esqueleto. No terceiro, já teve relato de Louva-a-deus-Assassino e de Dullahan.

Dullahan, hein. Já enfrentamos um de baixo nível antes, mas é bem resistente. Sem mago de Luz ou arma anti-morto-vivo, pode ser difícil.

— Parece que os monstros que aparecem variam conforme a masmorra. Na "Amaterasu" tem mais tipo fera mágica, na "Tsukuyomi" tem mais morto-vivo, e na "Susanoo" tem mais tipo monstro comum.

A diferença entre "monstro" e "fera mágica" é basicamente se é bicho ou não, mas por que será que se separam assim? Será que fazem territórios distintos. De fato, mesmo entre feras mágicas existe relação de predador e presa, então faz sentido não quererem viver perto de inimigos naturais.

Agradeci ao tōha e fui em direção aos portais de teletransporte. São três portais, cada um conectado à entrada de uma masmorra diferente.

Bom, no fim, todos os destinos de teletransporte ficam no mesmo lugar, então, se alguém quisesse construir um navio ou nadar no mar, até dava pra atravessar de uma ilha pra outra sem passar por aqui, mas, geralmente, o normal é voltar aqui uma vez e entrar de novo por outro portal.

Toda entrada exige apresentar a carteira de aventureiro e pagar 1 moeda de cobre, mas dá trabalho atravessar de ilha em ilha mesmo.

Com 1 moeda de cobre, dá pra fazer uma refeição razoável, então deve valer uns mil ienes, mais ou menos? Se for assim, a "Lua de Prata" de Riflet, que oferece 3 refeições por 2 moedas de cobre a diária, sai baratinho demais, uns 2 mil ienes por noite. Mas, calculando por mês, dá 60 mil. Considerando que inclui refeição, talvez seja um aluguel razoável mesmo.

Aliás, comparar o valor da moeda daqui com a de lá já não faz muito sentido mesmo. Parei de pensar demais nisso.

— Touya-dono.

— Touya-sama!

— Ué? Yae e Hilda? O que foi?

Me virei ao ouvir a voz repentina, e lá estavam a dupla de espadachins, Yae e Hilda. Essas duas costumam treinar juntas com frequência, então são bem próximas.

— Decidimos entrar meio como treino, meio como visita. A Hilda-dono não tem muita experiência combatendo esse tipo de monstro ou fera mágica.

— Olha, eu também já tirei a carteira de aventureiro! Ainda tá em preto, ficando devendo perto da carteira da Yae-san.

A Hilda me mostrou a carteira, animada. A cor da carteira é preta — nível iniciante. Uma princesa-cavaleira de Lestia como iniciante até que é uma piada e tanto, mas engraçada. A Yae é vermelha. Aventureira de primeira linha.

Mas, pensando bem, chegar a esse nível em só um ano já é meio anormal, hein… Bom, não sou muito quem pra falar isso. Bom, a Yae já era forte desde que a conheci.

— O que veio fazer aqui, Touya-dono?

— Hã? Ah, vistoria e checagem de segurança, digamos.

— Ah, então quer vir junto com a gente?

— É, vamos.

Atravessamos o portal da "Amaterasu" e saímos na praia da ilha. Ah, claro, paguei a taxa de entrada. Se entrasse sem pagar, ia virar "quem são esses aí". Também não queria chamar atenção. Não usei [Gate] direto de propósito justamente pra conferir se não tinha problema com o portal.

Essas ilhas ao redor, contando as grandes e pequenas, formam sete no total, mas a maior delas não tem masmorra. Em compensação, feras mágicas e monstros circulam à solta por lá.

Naquela ilha, tem bastante monstro do tipo planta também, então, por precaução, avisamos que é área de risco de entrada. Mesmo assim, tem gente que entra, mas, se se ferir, é responsabilidade própria. Não é problema meu. Aliás, parece que naquelas ilhas crescem ervas raras e frutos silvestres, então já apareceram até algumas missões de coleta.

Ativei [Light] e entramos na entrada da masmorra. A primeira masmorra em que entrei foi essa mesma, a "Amaterasu", e, atualmente, parece que já tem cerca de 40 aventureiros lá dentro. Mesmo formando grupos de 4, seriam umas 10 equipes explorando ao mesmo tempo.

— Com tanta gente entrando assim, será que não esbarram uns nos outros lá dentro?

— É bem espaçosa. Mesmo se esbarrarem, no máximo trocam uma saudação e seguem cada um pro seu lado. Talvez até negociem troca de erva medicinal ou água.

Avançando na masmorra, logo três lobos-de-um-chifre atacaram. Antes mesmo de fazermos qualquer coisa, a Hilda já tinha avançado na frente e derrubado os três com facilidade. Bom, pra ela, isso deve ser moleza.

— O que fazemos com isso? O material seria o chifre, né?

— A carne é dura demais pra comer, e a pele não tem muita utilidade.

— Corta só o chifre e deixa o resto largado?

— Só coloca no canto do corredor pra não atrapalhar. Mais cedo ou tarde, vira comida de outra fera mágica, ou, se começar a apodrecer, aparece um slime e dissolve tudo.

Nesse tipo de masmorra, costuma ter todo tipo de slime rondando. Às vezes atacam pessoas, mas, na maioria, são inofensivos — mais parecidos com faxineiros. Dizem que absorvem e dissolvem qualquer lixo jogado na masmorra.

Parece que absorvem até cadáver e excremento sem exceção. Como resultado, a masmorra fica relativamente limpa. Que utilidade danada esse slime tem.

Mesmo assim, esses slimes, por algum motivo, não comem o conteúdo de baú de tesouro. E parece que também não costumam comer metal. Ah, é verdade, o slime de lodo também deixava a água limpa. Será que depende do tipo, tem coisa que dissolve e coisa que não.

Existe até uma teoria de que o slime seria um monstro criado por mãos humanas na era da magia antiga — pode até ser verdade mesmo. Da próxima vez, vou pesquisar isso na "Biblioteca".

A Hilda arrastou o corpo do lobo-de-um-chifre pro lado e cortou fora o chifre. Esse chifre serve de material pra artesanato, então a guilda compra.

Depois disso, foi principalmente a Hilda quem derrubou coelho de um chifre, morcego gigante, rato gigante. De fato, sinto que tem mais fera mágica mesmo. Aparecem Goblin e Kobold também, mas.

Aliás, não estou usando exibição de mapa. Já que o objetivo não é dominar a masmorra, achei que seria mais divertido sem isso, mas as duas acharam a escada pro segundo andar sem esforço nenhum.

Descendo a escada, chegamos de novo a um salão de tamanho considerável. O corredor se dividia em esquerda e direita. Seguindo pela direita, o caminho se dividiu de novo, e mais adiante teve outra bifurcação.

— De fato, isso aqui precisa mesmo de mapa e bússola. Fácil de se perder e não conseguir sair.

Claro, a maioria dos aventureiros faz o mapeamento direitinho enquanto avança. Talvez a gente tenha ficado meio relaxado justamente por ter [Gate] disponível.

Avançando meio ao acaso, chegamos a um beco sem saída com uma porta dupla. Ao entrar, era um cômodo pequeno, de uns 20 metros quadrados, e, no canto, um baú de tesouro. Será que esse cômodo pequeno é tipo um quarto particular dos monstros… Veio à cabeça a imagem de um herói de jogo invadindo casa alheia sem permissão e abrindo todas as gavetas.

Olhei meio sem jeito pra Hilda, com os olhos brilhando, se preparando pra abrir o primeiro baú de tesouro dela.

O conteúdo era um monte de adaga — enferrujada, com a lâmina lascada, e por aí vai. Como imaginei. Mas por que tanta adaga assim… Colecionador de adaga, é? Ah, é verdade, corvo e cachorro também juntam coisa qualquer sem sentido às vezes…

— Que decepção…

— Bom, não é tão fácil assim encontrar algo bom.

— Não, espera aí, decerto. Isso ali não é uma adaga de prata?

No fundo do baú, coberta de poeira e meio escurecida, mas era mesmo uma adaga de prata. Sem decoração nenhuma, bem simples, mas dá pra vender.

— Não deve valer muito, mas vai vender?

— Não, vou guardar como lembrança de hoje. Como lembrança do dia em que virei aventureira.

A Hilda colocou a adaga na bolsa na cintura. Se ela mesma quer assim, não tem por que insistir em vender.

Vendo a Hilda sorrindo satisfeita, pensei isso comigo mesmo.


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