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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 186

Uma Exploração Rápida e o Anel de Ouro

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Capítulo 186 – Uma Exploração Rápida e o Anel de Ouro

Depois de a Relisha-san me passar a localização exata da ilha com a masmorra, teletransportei com [Gate] primeiro até o deserto do Reino de Sandra. De lá, voei com [Fly] rumo à ilha.

Depois de voar um bom tempo, a ilha desejada finalmente apareceu à vista. De fato, é longe. Mesmo partindo do Reino de Sandra, atravessar de navio deve levar bastante tempo.

— Deixa eu ver, se não me engano, tem três, né?

Existem três masmorras subterrâneas diferentes, uma em cada ilha. Me pediram pra decidir os nomes, mas vou pensar nisso depois. Espero que apareça algum nome bom.

— Ô?

Ao olhar de cima uma das ilhas, vi um navio de porte médio ancorado no mar, e, na praia à frente, um grupo acampado. Aquilo deve ser o pessoal da Guilda que a Relisha-san mencionou, vigiando a ilha.

Assim que pousei direto no acampamento, o pessoal da guilda, surpreso, me cercou de armas em punho.

— Q-quem é você!?

— Recebi uma missão de uma das mestras da guilda, a Relisha-san. Por enquanto, sou aventureiro, digamos. Ah, aqui, minha carteira de aventureiro.

— O-Ouro…!? Então é… de Brunhild! Perdão pela grosseria!

Na hora, o pessoal da guilda embainhou as espadas. Que impressionante, essa carteira de aventureiro. Parece que é impossível de falsificar, então deve ter esse nível de confiança mesmo. Bom, também não faz sentido a própria guilda confundir isso com falsificação.

— A Relisha-san pediu pra conectar essa ilha da masmorra com Brunhild, então… ah, acho melhor chamar ela mesma.

Abri um [Gate] e puxei a Relisha-san diretamente da Guilda de Aventureiros de Brunhild.

— …De fato, a proposta foi minha, mas, com uma ação tão rápida assim, fico até desconcertada.

A Relisha-san contou pro pessoal da guilda tudo o que aconteceu até agora, e declarou a missão encerrada. Com isso, essas ilhas se tornaram um enclave de Brunhild — mas, de fato, não tem nada aqui mesmo. À vista, só praia, montanha rochosa, selva e céu azul.

— Certo, e onde fica essa masmorra que tem na ilha?

— Seguindo reto pela selva a partir daqui, logo aparece uma montanha rochosa. Subindo um pouco por ela, tem uma caverna na encosta com uma escada que desce pra masmorra subterrânea. Esta região é de mar raso, então provavelmente a masmorra se estende até embaixo do mar — talvez até esteja conectada por baixo às outras duas masmorras.

De fato, se essas ilhas eram originalmente uma só, a possibilidade que o pessoal da guilda mencionou faz sentido. Bom, por ora, vamos lá conferir.

— Vou dar uma descida rápida na masmorra. E vocês, como vão fazer?

— Eu vou adiantar os trâmites em Brunhild. Desculpe incomodar, mas será que dá pra teletransportar esse pessoal até o porto do Reino de Sandra?

Sem problema nenhum, então enviei a Relisha-san de volta com [Gate] pra sala de onde veio, na guilda. Vendo isso, o pessoal da guilda, aliviado, desmontou o acampamento às pressas e embarcou animado no navio. Deve ter sido bem puxado ficar de plantão num lugar desses. Bom, dá pra entender.

Assim que todos embarcaram, teletransportei o navio inteiro pro porto do Reino de Sandra.

Bom, então, vamos pra masmorra.

Podia ter voado direto, mas, também pensando em abrir uma rota da praia até a masmorra, fui cortando árvores da selva e criando um caminho com magia de Terra enquanto avançava.

No meio do caminho, fui atacado por um lobo de seis patas e por uma serpente gigante de duas cabeças, mas não eram tão fortes assim, então revidei sem dificuldade.

Cortei caminho reto pela selva até a montanha rochosa. A partir dali, esculpi degraus na rocha e completei o trajeto até a caverna que leva à entrada da masmorra.

Entrei na caverna e espiei o fundo da escada.

— Que escuro, hein. Bom, óbvio.

Fui descendo a escada criando uma esfera de luz com magia de [Light]. Aquele clima úmido e mofado é bem cara de masmorra mesmo. Cercada de mar por todos os lados, faz sentido mesmo.

Por fim, cheguei a uma sala ampla. Olhando pra parede e o teto, dava pra ver claramente que era construção artificial — confirmando que aquilo era mesmo uma masmorra subterrânea. Olhando ao redor, o caminho se dividia em três: esquerda, direita e reto. Ei, ei, já uma bifurcação logo no primeiro andar? Nesse tipo de jogo, geralmente as camadas mais rasas costumam ser caminho único, né. Bom, isso aqui não é jogo, então não tem como reclamar.

Como odeio me perder, decidi seguir reto pelo corredor da frente por ora. Bom, mesmo que me perca, dá pra voltar com [Gate].

Seguindo reto, o corredor se dividiu de novo, esquerda e direita. Hmm. E eu que queria seguir tudo reto sem desvio.

Ué? Espera aí.

— Não pode ser, mas… exibir mapa. Da masmorra atual, andar do subsolo 1.

《Exibindo!》

Recebi resposta do smartphone, e, no ar, apareceu o mapa do primeiro andar da masmorra junto com minha posição atual. Apareceu. Apareceu mesmo, ué. Que sem graça.

E, de quebra, mostrava até a escada que leva ao segundo andar. Olhando bem, tem quatro.

Hmm, saber o caminho de antemão tira metade da graça, hein… Se vendesse esse mapa, provavelmente daria pra ganhar uma boa grana… mas melhor não. Deve ser mais divertido pros aventureiros investigarem e descobrirem por conta própria. …Sinto que tô meio que criando um parque de diversões aqui. Ah, tanto faz. Vou pelo menos dar uma volta nesse primeiro andar…

— Opa!

Ao virar num corredor em direção à escada do segundo andar, dei de cara com um monstro. Uma criatura pequena, com cabeça tipo cachorro — um Kobold. Eram dois.

Os Kobolds pareciam já estar me esperando, e, assim que virei a esquina, desceram um machado de pedra em cima de mim. Desviei tranquilamente, e derrubei os dois com a Brunhild. Ah, isso era bala paralisante, né. Esses dois se salvaram por pouco.

Pensando bem, eu tava com [Light] ligado. Um alvo fácil de mais. Claro que iam armar emboscada.

Deixei os Kobolds caídos pra trás e segui em direção ao segundo andar. Ah, antes disso, parece que tem um desvio lateral levando a um cômodo sem saída. Meio suspeito, vamos dar uma olhada. Desvios também são importantes.

Segui o corredor, e, no fim sem saída, havia uma porta dupla. Ao abrir, no canto do cômodo pequeno, tinha um baú de tesouro. Que estranho — é uma cena tão comum em jogo, mas, vendo de verdade, dá uma sensação esquisita.

Fico tentado a perguntar por que raios tem um baú de tesouro num lugar desses. Bom, por ora, vou abrir mesmo assim.

Um pouco animado, coloquei a mão no baú. …Não tem armadilha, né? Não quero que exploda assim que eu abrir. Levantei a tampa de leve. Parece que não tá trancado. Criando coragem, abri de vez, e, lá dentro, tinha algo indescritível.

— O que é isso…?

Adaga enferrujada, bolsa de couro suja, uma vara qualquer sem identificação, machado de pedra artesanal… ah, isso é igual ao que os Kobolds de agora há pouco carregavam. Será que isso é a coleção deles?

Parece que isso era o depósito de tesouro dos Kobolds. Um monte de tralha assim, nem a guilda ia comprar… hmm?

Olhando bem, no canto do baú tinha um pequeno anel. Sem pedra nenhuma cravada, mas isso… não é ouro? Ooh, consegui um anel de ouro (?). Se for de verdade, dá pra vender.

…Pensando bem, de onde será que esse baú veio parar aqui?

Talvez, originalmente, esse baú tivesse tesouro de verdade dentro, mas as feras mágicas foram levando tudo, cada uma pro seu canto… E os Kobolds de agora há pouco devem ter achado esse baú vazio e usado como cofre próprio.

Esse baú também pode nem ser deste andar. Talvez tenha vindo de andares mais profundos, passando de mão em mão (pata em pata?) das feras mágicas até chegar aqui.

O que estava originalmente na sala do tesouro já deve ter sido levado pelas feras mágicas, escondido em vários lugares diferentes, tipo esse baú aqui… Talvez até esteja em posse das próprias feras mágicas ainda agora.

Vou levar só o anel e deixar o resto. Kobold, meu amigo, daqui pra frente os aventureiros vão vir e talvez te persigam, mas sobrevive com força, hein.

Chegando direto no segundo andar do subsolo, usei [Gate] pra teletransportar de volta pro lado da Relisha-san.

— De fato, isso é ouro sem dúvida. Ainda que seja um anel comum, sem nenhum efeito encantado.

Então era de verdade mesmo. Quer dizer que dá pra ter alguma expectativa.

O objetivo dos aventureiros é o tesouro adormecido na masmorra, e os materiais retirados das feras mágicas e monstros que surgem por lá. Parece que, dentro de masmorras, feras mágicas e monstros costumam evoluir de forma diferente das de superfície, então os materiais também costumam ser raros.

— Será que posso comprar esse anel?

— Sem problema. Quanto acha que vale?

— Bom… sem lapidação nenhuma e com bastante marca de uso, então talvez 2 moedas de prata.

Hmm. É uma quantia que dá pra hospedar numa pousada por uma semana. Se dá pra ganhar isso com uma exploração dessas, parece bastante razoável. Bom, também não deve ser tão fácil de encontrar sempre assim.

Ah, é verdade, pensando bem, se o número de aventureiros aumentar, talvez precise construir mais pousadas. Só a "Lua de Prata" já deve ficar lotada.

— E, sobre o portal que conecta a ilha com Brunhild, como fica a taxa de passagem?

— Taxa de passagem?

— Do lado de lá é um beco sem saída, então acho que só cobraríamos ao ir pra lá… mas seria gratuito?

— Hmm… deixa eu ver… então, que tal 1 moeda de cobre?

Ela comentou que é bem barato, mas, se for muito caro, existe o risco de as pessoas irem pra lá e nunca mais voltarem. Prefiro que voltem com frequência, usando refeição e hospedagem por aqui.

Por outro lado, se for de graça, existe a possibilidade de as pessoas entrarem e saírem sem ninguém prestar atenção. É melhor ter algum controle de quem foi pra ilha, quem ainda não voltou. Usando a carteira de aventureiro, dá pra fazer isso facilmente.

A taxa de passagem não vai render muito, mas não é esse o objetivo mesmo.

Provavelmente vai precisar de bastante arma, armadura, remédio pra ferimento e poção. Não quero contar com o ovo antes de a galinha botar, mas, por precaução, vou avisar os mercadores da cidade.

Talvez também precise de ferreiros pra consertar armas e equipamentos.

Tô começando a achar isso divertido.


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