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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 203

A Reforma Concluída e o Sonho Masculino

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Capítulo 203 – A Reforma Concluída e o Sonho Masculino

De volta de Lodmea, reunimos logo os monarcas da Aliança Leste-Oeste pra uma reunião.

Mesmo já tendo a diretriz geral definida, precisamos afinar detalhes específicos, como a situação em Lodmea.

— A Ordem dos Cavaleiros Sagrados de Lestia já se acostumou com o "Frame Unit"?

— Sim. Todos já conseguem pilotar até certo ponto. Mas não sei bem como vai ser até pilotarem de verdade.

O novo rei de Lestia respondeu, sorrindo de leve. Assim como da última vez, acho que, se conseguem pilotar o Frame Unit, provavelmente vão se sair bem mesmo sem experiência real de combate.

De qualquer forma, é Brunhild, Belfast, Regulus, Refreese, Mismede, Ramish, Riinie, Lestia — um exército aliado de oito países.

Infelizmente, só consigo apresentar a nova máquina da Elsie entre os novos modelos, mas acho que dá pra dar conta, mesmo sem precisar dividir os Phrase como da última vez.

— Por ora, assim como em Eurono, vou emprestar a cada país 2 cavaleiros negros pros comandantes, e 18 cavaleiros pesados, total de 20 unidades — por favor, escolham os pilotos com antecedência. Da parte de Brunhild, 60 unidades; somando com todos os países, 200 unidades no total.

Só 10 unidades a menos do que em Eurono. Com essa quantidade, deve dar pra resolver. O problema é que tipo de espécie superior vai aparecer. O pior seria um tipo voador… só resta rezar pra que não apareça um assim.

— Mesmo assim… depois de Eurono, agora Lodmea também. Isso já tá deixando de ser problema de outro país mesmo.

O Rei Ferino de Mismede cruzou os braços e se recostou na cadeira. Deve haver uma inquietação vaga no peito dele. Será que o próximo será no país dele. Isso é algo que todo mundo aqui presente deve estar pensando.

— Ei, Touya-dono. Não existe algum instrumento capaz de detectar com antecedência a chegada dos Phrase, como dessa vez?

O que o Rei Sacro de Refreese disse faz sentido. Mesmo emprestando Frame Gears pra cada país, se não souberem o local de surgimento, com certeza vai ser tarde demais. E, além disso, não dá pra emprestar tanto assim pro país inteiro se defender.

— Aquela pessoa que informou o surgimento dessa vez, será que continuará colaborando daqui pra frente?

— Hmm, acho difícil, viu? Afinal, ele é meio andarilho… E também não é bem alguém completamente do nosso lado.

— Entendo…

Depender completamente do Ende também não é o ideal. Ah, será que tem algum artefato de detecção desse tipo no "Depósito". Vou procurar.

— E aí, teve alguma resposta de Lodmea?

— Ainda não temos a permissão oficial. Só recebemos autorização provisória da governadora da Província das Colinas. No pior dos casos, se entrarmos na província central, pode configurar até invasão territorial.

— Não seria justamente esse o objetivo deles? Depois que tudo terminar, dizer "a gente conseguia ter resolvido sozinho"?

— Duvido que sejam tão desavergonhados assim. Na prática, se deixarmos quieto, o dano vai ser bem grande. Mas é bem possível que arrastem a resposta até o momento do surgimento.

No fim, tudo volta pro ponto de "confiar ou não". Se tudo isso fosse invenção do Ende, ficaríamos aliviados, mas, já que a informação se espalhou tanto assim, vira problema mesmo. A confiança de Brunhild cai, e vira uma boa desculpa pra outros se aproveitarem.

Não me importaria se me chamassem só de mentiroso, mas provavelmente não vai parar por aí.

Terminada a reunião, chamei o Ende, que estava hospedado na "Lua de Prata". Pra entregar o Cavaleiro Dragão já reformado.

— Ooh!? Até mudou a cor, hein? O vermelho era bom, mas esse combina mais com o meu gosto.

Na planície oeste do castelo, o novo Cavaleiro Dragão tinha trocado a cor vermelha vibrante por um tom monocromático mais sóbrio.

Bom, sinceramente, é porque a cor coincidia com a da máquina da Elsie que tô fazendo agora, então aproveitei e troquei de vez.

Acho que combina mais com a imagem do Ende, mas essas cores em dois tons me lembram viatura de polícia… Ah, é verdade, teve um anime assim, com robô de polícia. Vi na internet que fizeram uma versão live-action também.

— Já melhorei ele, então não deve precisar mais de reabastecimento. Mesmo que pare de funcionar, se deixar quieto por alguns dias, deve absorver energia mágica sozinho e converter. Ah, e, se alguém além de você tentar pilotar, não vai funcionar direito, então não dá pra ceder pra outra pessoa.

— Não vou fazer isso mesmo. Gosto bastante desse aqui, viu?

Bom, dá pra entender isso, de certa forma. Aliás, também instalei um dispositivo de comunicação decente, então, se não estiver longe demais, dá pra manter contato. Mas, no caso dele, se guardar naquele estojo estranho, não tem como entrar em contato mesmo.

— Aliás, aquela "Voz do Rei" que você me deu da última vez, já acabou?

— Não é que acabou, mas sobrou pouco, então não sei se dá pra dividir de novo.

— Entendi…

Cheguei a ter esperança de ganhar de novo, já que ganhei antes, mas parece que aquela vez foi mesmo generosidade extrema. Pena, mas não tem jeito.

— Aliás, por que você consegue prever o surgimento dos Phrase? Existe algum sinal antes disso acontecer?

— Dessa vez, foi só coincidência. Primeiro, forma uma distorção sutil no espaço. Isso dá uma noção de em quantos dias uma fenda espacial vai se abrir aqui. E também tem o "som". Os Phrase emitem um "som de ressonância" especial pra reconhecer os companheiros. Isso atravessa o espaço e chega até este lado também. Com isso, dá pra ter uma ideia da quantidade e do tipo, mais ou menos. Ainda que ouvido humano provavelmente não capte.

"Distorção" e "som de ressonância", hein. Se tiver um instrumento capaz de detectar isso, talvez dê pra fazer previsão como dessa vez. Ou melhor, conseguir ouvir som que ouvido humano não capta — o que será esse cara, sério…

Enquanto eu pensava nisso, o Ende já tinha embarcado tranquilamente no Cavaleiro Dragão.

— Bom, tenho um compromisso, então vou indo. Se os Phrase aparecerem daqui a alguns dias, eu apareço correndo.

— Entendido. Conto contigo.

Assim que a escotilha do peito fechou, o Cavaleiro Dragão mudou pro modo de alta mobilidade e sumiu num piscar de olhos, no horizonte da planície, levantando poeira.

— Certo… agora sobra pensar na contramedida contra a espécie superior. Se dá ou não pra fazer algo contra aquele canhão de partículas…

Sinceramente, mesmo que existisse magia pra bloquear aquilo, prefiro evitar ficar de frente pra esse tal canhão de partículas.

[Shield] e [Absorb] têm alcance estreito demais, e, além disso, nem sei se aquele canhão de partículas é mesmo um ataque baseado em energia mágica.

Por ora, fui até a "Biblioteca" pra procurar livros com magia nula que possa ser útil. Encontrei alguns, mas, como sempre, são livros bem grossos. Como não tenho tempo pra gastar demais nisso, fui folheando por cima, avançando página por página.

Magia nula existe desde 5000 anos atrás, hein. Se somar todas as magias já criadas, deve virar uma quantidade absurda. Magia pra fazer coçar em algum lugar específico, magia pra deixar bebida extremamente amarga — cheio de magias que só servem pra pegadinha.

Mas acho que tudo depende de como se usa. [Slip] até que também poderia ser chamado de magia de pegadinha, mas é bem útil.

Passei meio dia trancado, e encontrei algumas magias. Espero que ajudem de alguma forma. Enquanto isso, a Fam, administradora da "Biblioteca", continuava lendo no próprio ritmo, sem parar. Ajuda um pouco também, ué.

Depois, fui até a "Oficina" pra fiscalizar o trabalho da Rosetta e da Monica. Dentro da oficina, os mini-robôs corriam de um lado pro outro, "choco-choco", sem espaço sobrando.

Espiando dentro da garagem em uso, vi uma máquina só com o esqueleto, suspensa por um guindaste. O braço direito estava desmontado, e a Rosetta e a Monica pareciam estar em algum dilema.

— O que foi, vocês duas?

— É sobre a máquina da senhora Elsie, iSS. Pra combate corpo a corpo de perto, a arma principal acaba sendo o punho, iSS…

— Só que socar com um punho durão simples parece meio sem graça, não é. Isso aqui precisa de poder de acabamento com um golpe só, né?

Hmm. Faz sentido. A máquina da Elsie consegue mostrar todo o potencial justamente em combate de perto. Um golpe só pra esmagar o adversário, e já seguir pro próximo — acho que esse estilo combina com ela.

— No primeiro golpe, quebrar o corpo do Phrase; no segundo, destruir o núcleo… com o punho, sempre precisa de duas etapas, iSS.

— Se fosse espada ou lança, dava pra destruir o núcleo junto com o corpo de uma vez, né.

Entendo o que estão dizendo. Se fosse martelo ou golpe de área ampla, teria outro significado, e resolveria com um golpe só. Basta esmagar o núcleo junto com o corpo.

— Tipo… se, depois de desferir o punho, disparasse algo em direção ao núcleo, acho que daria pra abater com um golpe só, iSS.

A Rosetta fez uma pose de soco pra sugerir o movimento.

— Que tal encaixar algo tipo uma lança curta no braço?

— Isso funcionaria bem na hora do golpe, mas ia atrapalhar num golpe de mão aberta ou outros movimentos, né? Se fosse algo retrátil no braço, acho que resolveria.

Hmm, então seria uma lança que normalmente fica guardada no braço, e dispara na hora do ataque? Ué, pensando bem…

Peguei o smartphone e fiz uma busca na internet. Se não me engano, tinha uma arma assim… ah, é essa. Projetei a imagem no ar.

— É isso. Cravadora de estacas ("Pile Bunker").

— Que coisa grande, hein. Que tipo de arma é essa, iSS?

Claro, nem a Rosetta nem a Monica conseguem ler japonês. Expliquei de forma resumida o que estava escrito na descrição. Falar sobre anime ou jogo de lá não ia adiantar nada mesmo.

— Uma arma que dispara uma lança ou estaca em alta velocidade pra destruir a blindagem do inimigo… isS?

— No caso da Elsie, seria uma arma pra atravessar o corpo depois de quebrar a blindagem. Dá pra compactar isso e equipar no braço?

— Acho que dá. Não sendo pólvora, mas disparo por energia mágica, e fazendo a estaca — ou melhor, a manopla também — de material de cristal, a força destrutiva não deve deixar nada a desejar. Só vai ficar um pouco mais robusto.

Bom, se for só isso, não tem problema. Ao contrário de sistema de disparo de projétil que não retorna, o material de cristal não é desperdiçado — isso é bom também.

— Mas que arma peculiar, hein. De onde o Mestre tira esse tipo de informação?

— Hmm… ah, deixa quieto.

— Haa…

Pensando bem, ainda não contei pra ninguém que vim de outro mundo. A Papisa e a Phillis-san sabem sobre o Deus, mas não contei nada além disso.

Não sei se acreditariam mesmo se eu contasse. Será que devia contar pra Yumina, Elsie e as outras, e também pro pessoal de Babylon…

Hmm… de qualquer jeito, ainda falta uma vaga tanto de noiva quanto de Babylon, então acho melhor esperar até lá. Explico tudo de uma vez.

— Certo, então vamos fazer essa tal cravadora de estacas! Ei, todo mundo, reúne aí!

Ao comando da Monica, os mini-robôs vieram correndo em fileira, "teke-teke". Ficaram ouvindo em silêncio, acenando de leve enquanto ela explicava.

— Vai virar uma arma bem cruel, hein, iSS.

— Que isso, tá ótimo. Afinal, cravadora de estacas é o "sonho de todo homem", né.

— A senhora Elsie é mulher, sabia…?

Pera aí! Não vai delatar isso não! Vou ser morto!

Assim, a nova máquina da Elsie foi construída, com pintura vermelho-carmesim, e recebeu, a partir do nome de uma deusa guerreira, o nome de "Gerhilde".


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