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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 241

O Selo Imperial e o Soldado de Ferro

Capítulo 241 – O Selo Imperial e o Soldado de Ferro

— Que droga, como foi que chegou nisso, hein.

Abatendo os soldados que vinham atacando, murmurei junto com um suspiro.

Bom, como direi. No fim, fomos descobertos, e agora estamos em pleno combate épico.

Mesmo tendo a Tsubaki-san, acostumada com esse tipo de coisa, com quatro pessoas — incluindo eu — meio inúteis pra combate direto, não tinha como evitar isso.

Do corredor do castelo, soldados de espada em riste vinham um atrás do outro. O único alívio é que não tem ataque de magia à distância, mas, mesmo assim, tem flecha voando de vez em quando. Quase todas são derrubadas pelas minhas balas e pela onda de choque do rugido do Kohaku, e, aproveitando essa brecha, o Renetsu-san e a Sonia-san vão abatendo os adversários.

E avançar, avançar, e mais avançar. Tá parecendo aquela música que meu avô cantava. Não que eu queira "cair como flor", mas.

— O salão onde tá o Imperador Celestial é por aqui mesmo, né?

— Sim. Mas, sendo descobertos assim, precisamos capturar o Imperador Celestial logo…

— Senão existe risco de ele fugir, né.

Como a Tsubaki-san diz, se demorar demais, ele pode escapar. Se isso acontecer, o objetivo do Jesty-san e dos outros fica sem cumprir. Não tem jeito, vamos passar na força!

— Kohaku! Explode os soldados da frente de uma vez!

《Como desejar!》

O Kohaku, aumentado de tamanho, disparou uma onda de choque com um grande rugido. Os soldados inimigos que bloqueavam a passagem foram derrubados de uma vez, desmaiando ali mesmo.

— Certo, aproveita agora e corre até o salão!

Corremos passando pelos soldados caídos, atravessando o corredor com tapete vermelho contínuo. Nas laterais do corredor, tinham vasos que pareciam caros alinhados, mas o colorido é tão exagerado que só dá pra dizer que tem mau gosto.

Passando pelo corredor de pilares vermelhos alinhados, chutei com toda força a porta magnífica gravada com o relevo de dois dragões voltados um pro outro, que apareceu à frente.

Num espaço amplo, com teto alto, havia um trono chamativo demais, e, sentado nele, um homem.

Um velho barbudo, passado dos trinta. Vestia uma roupa amarela larga, de aparência difícil de se mover; na cintura, uma espada curva de bainha dourada; na cabeça, um chapéu parecido com o do Primeiro Imperador de Qin, com longos cordões balançando na frente e atrás.

Dos dois lados dele, mais dois homens estavam de pé, tipo escolta.

Um deles, também passado dos trinta, envolto numa armadura pesada avermelhada-escura. Segurava um escudo grande na mão esquerda, e, na direita, uma espada de formato estranho. Parecia mais um facão grande.

O outro vestia um manto preto e segurava um cajado de metal curvado tipo ponto de interrogação. Mago, então. Um pouco mais jovem que o guerreiro, uns 30 anos incompletos. Cabelo dourado, olhos azuis, aparência magrela e delicada. Mas o olhar tinha um brilho meio turvo.

Ambos os guardas tinham um pingente grande pendurado no pescoço. Círculo com heptágono. Prova da "Sociedade Dourada". Deve ser essa dupla que o soldado mencionou, Sol e Gad.

Deduzindo, o homem do facão de armadura deve ser o Sol, e o magrelo de manto deve ser o Gad.

— Aparecer de novo, sem aprender a lição. Tanto assim querem esse "Selo Imperial"?

O homem sentado no trono, o falso Imperador Celestial Zhaofa, segurava na mão um cubo dourado com uma estátua de dragão em cima, sorrindo maliciosamente.

Então aquilo é o Selo Imperial. Bem grande, hein. Deve ter tamanho de uma maçã.

— Cala a boca! Não quero essa coisa! Quero é a sua cabeça! Prepare-se pela vingança do meu pai!

O Jesty-san sacou a espada da cintura, e o Renetsu-san e a Sonia-san também assumiram postura de combate.

Em meio ao ar tenso, um estampido de tiro ecoou pelo salão.

— Como…!?

O falso Imperador Celestial olhava com expressão de choque o Selo Imperial que segurava, agora despedaçado em pedaços.

Claro, fui eu quem atirou. Podia ter atirado no próprio Imperador, mas isso não é trabalho meu.

— S-seu desgraçado! O que você fez! O Selo Imperial, transmitido por 7000 anos, prova do Imperador Celestial de Eurono!

— Sei lá. E, aliás, isso é mentira. Há 7000 anos, esse país nem existia.

Sinceramente, já que não existe mais Imperador Celestial legítimo nenhum, aquilo aí não servia pra nada mesmo. Ou melhor, sinceramente não ligo nem um pouco.

Já que esse país é chato de qualquer forma, será que invado tudo eu mesmo (como o Guerreiro Demônio Prateado) e depois cedo pra Zenoas, Felsen e Hanok, dividido entre os três?

Diante do Imperador rangendo os dentes, o guerreiro chamado Sol se posicionou diante de mim, brandindo a espada.

Disparei bala sem piedade. O Sol bloqueou com o escudo grande e avançou contra mim.

— DOOORAAAAA!!

Desferiu um golpe pesado com o grande facão na mão direita. Desviei com facilidade e puxei o gatilho várias vezes, mirando na cabeça do Sol. GANG GANG!, as balas atingiram o capacete e ricochetearam. Que dureza. Essas balas não fazem efeito.

— Kohaku!

《Como desejar!》

A onda de choque disparada pelo Kohaku arremessou o Sol pra longe. Rolando no chão, dessa vez recarreguei com a "Bala Explosiva" e disparei nele. Essa bala, que ativa no impacto, teve o poder bastante reduzido pela barreira de interferência, mas mesmo assim causa algum dano.

— GUH!!

Cambaleando, o Sol foi atingido, e mirei pra disparar mais uma.

— Venha, luz, rajada de flechas brilhantes, [Light Arrow].

Diante do canto de magia que ouvi de repente, saltei pro lado na hora.

Várias flechas de luz cravaram no lugar onde eu estava há pouco. Que perigo.

Virando-me, vi o mago Gad de pé diante do trono, empunhando o cajado. Ei, ei, isso não é golpe baixo demais?

— …Não era pra magia estar bloqueada pela barreira?

— É uma barreira que eu mesmo criei, sabe? Óbvio que eu fiz um ajuste especial nisso.

Que absurdo é esse. Quer dizer que só ele não sofre efeito. É golpe baixo, mas, bem, sendo território inimigo, faz sentido mesmo, penso bem.

— Digno de ser mago da "Sociedade Dourada", né?

— …! Você… quem é?

Um tom de cautela surgiu no rosto do Gad e do Sol.

— …Cachorro de Felsen?

— Sei lá. Mais do que isso, será que dá pra desativar essa barreira? Se fizer isso, te mostro uma magia interessante.

— Que pena, essa barreira é do tipo instalado. A menos que destrua o artefato mágico central, ou eu canalize energia mágica nela, não desaparece.

O Gad sorriu maliciosamente. Como imaginava, então.

— Então basta destruir esse artefato mágico, né. Sendo uma barreira desse tamanho, não deve ser fácil de esconder. Deve ser rápido de achar.

— Antes disso, melhor se preocupar com a própria vida, não acha? "Venha, trevas, o que busco é o guerreiro esqueleto, [Skeleton Warrior]".

O Gad recitou o encantamento, e um círculo mágico surgiu no chão, de onde brotaram, um atrás do outro, guerreiros esqueléticos empunhando espada e escudo em farrapos.

Ugh, que chato. Guerreiro esqueleto se enquadra na categoria não-morto entre invocações. O poder de combate não é tão alto assim. Mas tem a habilidade de regenerar depois de um tempo, mesmo derrotado — pra destruir completamente, só com magia de atributo luz, ou arma vinculada a esse atributo.

O mais chato mesmo é que, com a magia bloqueada agora, não tenho meio de derrotá-los completamente. Não, não é que não tenha jeito nenhum, mas ativar magia de luz à queima-roupa é meio complicado.

— …Que negócio interessante você tá fazendo, hein.

— Já que você sabe o nome da "Sociedade Dourada", precisa morrer aqui mesmo.

Abati com a Brunhild os guerreiros esqueléticos que vinham atacando. Desmoronaram com estrondo, mas devem se regenerar antes de um minuto.

Olhando pro lado, a Tsubaki-san, a Sonia-san e o Renetsu-san derrotavam com facilidade, e o Jesty-san também, de algum jeito, conseguia abater guerreiros esqueléticos, mas, do jeito que tá, é uma batalha de desgaste sem fim. E, ainda por cima, a presença do Sol atacando junto com os esqueletos era bem incômoda.

Já tô cansado disso. Não sei se vai funcionar, mas vou tentar.

Envolvi a Brunhild com poder divino saído da palma da mão, alcançando até as balas no tambor. Disparei isso na cabeça de um guerreiro esqueleto, e, com um "PAAN!", o corpo inteiro do esqueleto virou pó num instante.

— O QUÊ!?

Ignorando o Gad surpreso, fui transformando os esqueletos em pó, um atrás do outro. Poder divino é uma força superior à energia mágica. Acho que é graças a esse poder que consigo usar todos os atributos.

Ou seja, será que o poder divino convertido em energia divina carrega todos os atributos dentro de si. E, além disso, poder divino não sofre efeito de barreira. Não é energia mágica, e só poder divino consegue atrapalhar poder divino.

Depois de eliminar completamente os guerreiros esqueléticos, saltei de uma vez até o trono e coloquei a lâmina da Brunhild na garganta do Imperador Celestial.

— Hi!

— Larguem as armas. Senão, a cabeça dele voa.

Falei isso pro Sol e ao Gad. De qualquer forma, esse falso Imperador vai ser entregue ao Jesty-san, então acho que não tem chance de sobreviver mesmo. Mas preciso que esses dois cuspam informação sobre a "Sociedade Dourada".

O Gad saltou pra trás de uma vez, se aproximou do Sol e apontou o cajado na minha direção.

— Venha, fogo, bola de fogo do purgatório, [Fire Ball].

Do cajado metálico empunhado, uma grande bola de fogo foi disparada. Ei, ei, pera aí.

— HIIIIII!?

— Tch!

Cortei ao meio a bola de fogo que vinha voando, usando a Brunhild envolta em energia divina.

Dividida em duas, a bola de fogo se separou pros lados e explodiu com fogo atrás.

— Você… agora mesmo, tentou explodir junto com o Imperador Celestial?

— Já tava na hora mesmo. Já não tenho mais uso pra esse homem. Só antecipei um pouco o plano.

— Vocês vão trair!?

O falso Imperador levantou a voz pro Gad e o Sol.

— Trair, nada. Nós e você nunca fomos aliados de verdade, sabe? Nós emprestamos soldado de ferro, você paga com mão de obra. Fico grato por conseguir testar o soldado de ferro na prática graças a você, mas isso termina aqui. Nós, a "Sociedade Dourada", vamos entrar na próxima fase.

— Próxima fase?

— Vamos invadir Felsen com o soldado de ferro.

Isso me surpreendeu um pouco. Achei que, se fossem invadir com o soldado de ferro, seria Hanok.

Mesmo com o soldado de ferro, contra o esquadrão mágico de Felsen, dificilmente sairiam ilesos. Ambos os lados devem sofrer dano considerável, mas será que estão dispostos até esse ponto?

— Vingança pelo antigo líder da Sociedade Dourada? Que vingança sem sentido.

— Isso não é vingança pelo meu pai. É o primeiro passo pra Sociedade Dourada construir um mundo sublime. Um novo mundo, unificado pela magia, feito de magos, para magos. Um Império Mágico.

— Seu pai…? Ah, entendi, você é filho do antigo líder.

— Exatamente. Eu sou Garzeld Goldy, filho único de Garland Goldy.

O Gad — não, Garzeld — bateu o cajado no chão e se declarou. Então é ele o chefão da "Sociedade Dourada".

— Vou ativar a magia tabu que meu pai não conseguiu concluir, "Santuário", e eliminar dessa terra os incompetentes que não sabem usar magia. Um mundo purificado vai nascer!

Magia tabu "Santuário"? Seria essa a magia que o pai dele tentou ativar há 20 anos? Pela conversa, parece uma magia que elimina os humanos incapazes de usar magia…

Mas será que isso tem alguma relação com invadir Felsen? Será que precisam de algum artefato mágico que só existe em Felsen pra ativar essa magia?

— Tem várias coisas que não entendo, mas tudo bem. Se você é o chefão da "Sociedade Dourada", não posso deixar você escapar.

— Será mesmo?

O Gad sorriu com um ar audacioso. No instante seguinte, a parede atrás deles se despedaçou, e uma grande mão mecânica se estendeu pra dentro do salão.

Do meio da parede desmoronando com estrondo, surgiu uma silhueta atarracada, sem cabeça, empurrando uma lança de investida cônica. Isso é o soldado de ferro!

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