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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 245

O Pós-Guerra e o Suspiro

Capítulo 245 – O Pós-Guerra e o Suspiro

Os membros da "Sociedade Dourada" foram capturados quase por completo, o esconderijo destruído, o submestre da "Corporação Magi-Técnica" também preso — tudo terminou.

No momento da captura, ao contar a todos o verdadeiro conteúdo do "Santuário", parece que ficaram tomados por desespero e vazio, e foram levados sem resistência nenhuma. Faz sentido ficar assim, ao perceber que tudo que fizeram foi completamente em vão.

Mas é resultado da própria escolha deles, e ainda por cima tentaram cometer uma atrocidade gerando inúmeros sacrifícios. Não sinto pena nenhuma.

Como crime, o mais pesado é pena de morte, e o mais leve, cinquenta anos nas minas.

Sobre o soldado de ferro, quanto à fabricação, o Garzeld cuidava da parte mágica, e o Bowman, da parte de engenharia mágica, fabricando cada um separadamente — sem os dois juntos, parece impossível montar algo funcional direito.

Não, mesmo com os dois juntos, não era exatamente "funcional direito".

O Bowman já desapareceu como orvalho na guilhotina, e o Garzeld também já tem pena de morte confirmada. Devem existir ferreiros e técnicos que cuidavam de cada peça, mas esses também já foram todos presos. Ou seja, não existe mais ninguém no mundo capaz de fabricar soldado de ferro.

Exceto algumas exceções que temos por aqui.

— Produto ruim, muito ruim. Como conseguiram deixar meu Frame Gear tão feio assim, fico até admirado, ao contrário.

— Concordo plenamente. Por que fizeram uma construção tão grosseira assim. Está além da compreensão deste servo.

Os dois pequenos aqui de casa ficaram detonando sem parar, olhando pros escombros de soldado de ferro que capturamos na batalha.

Doutora, Rosetta, se detonarem demais, o espírito vingativo do Bowman pode aparecer, viu. Bom, mesmo que apareça, purifico com a magia [Vanish] mesmo.

Por precaução, recolhemos todos os escombros de soldado de ferro destruídos na batalha. Seria terrível se roubassem isso de novo, e surgisse uma pirataria da pirataria.

Felsen agradeceu bastante por conseguir eliminar os elementos instáveis internos. Em contrapartida, minha má fama em Eurono aumentou ainda mais, parece.

Mesmo tendo escondido bem minha identidade, a Schwertleite da Yae e a Sieglinde da Hilda derrotando soldados de ferro foram vistas claramente. Parece que interpretaram que o "Guerreiro Demônio Prateado" tem ligação com Brunhild, ou é colaborador de alguma forma.

O povo da capital, ameaçado pelo Imperador Celestial, parece ter ficado feliz, mas de jeito nenhum recebi agradecimento. Parece que interpretaram como "coisa que o outro lado fez por conta própria".

Não, sinceramente, nunca agi com a intenção de "ajudar o povo de Eurono", então tudo bem… Mas fico com uma sensação meio incômoda. Não que eu queira ser agradecido, mas, sei lá, dá um sentimento estranho.

Com o que aconteceu dessa vez, a possibilidade de Eurono se reerguer já praticamente desapareceu. Pra se reerguer, precisaria de apoio e suporte externo, mas nenhum país vai dar essa mão. Sinceramente falando, como país vizinho, é melhor mesmo que continue desmoronando assim.

Na parte central, já não dá mais conta de suprir comida, a distribuição virou difícil, e as pessoas foram se mudando, uma atrás da outra, pras cidades e vilas perto dos países vizinhos.

Essas cidades também, pra sobreviver, precisam depender dos países vizinhos, e devem acabar sendo absorvidas por Hanok, Lodmea, Felsen, Horn, Nokia.

Nesse meio, só o Reino do Rei Demônio Zenoas continua sem intervir, mas isso não é novidade de agora. Além disso, a cultura culinária de Zenoas exige um certo tempo de adaptação, então o povo de Eurono não costuma ir muito pra lá mesmo.

Bom, as cidades já mais próximas de Zenoas nem tanto assim.

De qualquer jeito, aconteceu muita coisa, mas, com isso, posso dizer que uma preocupação a menos.

Queria descansar um pouco, mas tem tanta coisa pra fazer ainda… fiu.

— Então, o que todos vocês pretendem fazer daqui pra frente?

Perguntei sobre os planos futuros à Sonia-san, ao Renetsu-san e ao Jesty-san, hospedados na pousada "Lua de Prata" na cidade do castelo. Já que a vingança terminou, achei que não precisassem mais correr atrás de nada com pressa.

— Afinal, originalmente somos aventureiros. Ouvi que este país também tem masmorra, então achamos que seria bom usar isso como base por um tempo, pra ganhar dinheiro.

O Renetsu-san falou isso, e a Sonia-san e o Jesty-san assentiram junto. Isso ajuda bastante. Aventureiro com habilidade real é bem-vindo pra cá.

Por precaução, pedi discrição sobre o que aconteceu na Capital de Heilong. Bom, mesmo sendo autoproclamado, eles atacaram um Imperador Celestial, então não deve ser algo fácil de contar por aí de qualquer jeito.

Sinceramente, cheguei a pensar em convidá-los pra nossa Ordem de Cavaleiros, mas, como os três não parecem gostar muito de servir a um país, decidi não falar nada.

Me despedi dos três e resolvi passear pela cidade do castelo, depois de um tempo.

— Ora, Vossa Majestade. Tá sozinho?

— Tem maçã gostosa aqui, ó. Uma pra experimentar, Vossa Majestade?

— Vossa Majestade! Vamos jogar pião de corda junto!

Homens e mulheres, velhos e crianças, o povo da cidade veio falar comigo. Nada de incógnito aqui. Bom, tudo bem.

Mesmo assim, sinto que a palavra "Vossa Majestade" virou tipo apelido carinhoso. Não é que estejam me subestimando, dá pra sentir que vem de intimidade, então tá tudo bem.

O Principado de Brunhild só tem essa cidade. Por isso, a própria cidade também é chamada de "Brunhild". Espero que, virando uma capital maior, um dia venham a chamar de "Capital de Brunhild".

Fui até a área agrícola no leste da cidade. Lá se estendia um arrozal esplêndido. Já começou o plantio de mudas de arroz, e, só aqui, parece o interior de Ishen. A roda d'água também dá um clima charmoso.

— Parece que tá indo bem.

— Ah, Vossa Majestade. Veio até aqui?

Falei com a Rakushe, Alraune, que descansava na sombra de uma árvore. Ela também é membro da Ordem de Cavaleiros, mas trabalha quase só como funcionária agrícola.

Em trabalho agrícola, ninguém ganha dela, sendo demônio da linhagem vegetal, e, sendo o lugar certo pra pessoa certa, foi isentada até de treino. Basicamente, é posicionada como subordinada do ministro de Agricultura e Florestas, o velho Naitou.

Nossa Ordem de Cavaleiros tem umas cem pessoas, e quase 40% dela são não-combatentes. Trabalham em coisas como desenvolvimento agrícola, tipo a Rakushe, cargo administrativo, agente de inteligência, trabalhador de construção.

Mesmo assim, não significa que sejam fracos. São pessoas capazes o bastante pra passar naquele exame. Em caso de emergência, também podem pegar em espada, então treinam por conta própria também.

— No outono, dá pra colher bastante arroz, viu.

— Isso é bom saber. Além disso, tem alguma coisa faltando?

— Hmm, deixa eu ver, ultimamente não chove muito, então tô meio preocupada com isso. Aha, isso é pedir demais pro Vossa Majestade…

— Chuva, venha, bênção pura, [Heavenly Rain].

Ao liberar energia mágica pro céu, mesmo sem nuvem nenhuma, começou a chover forte, "zaa". Chovendo só na área agrícola, sem alcançar a cidade. Da vez anterior, errei a intensidade, mas dessa vez parece que ficou bem certo.

Os agricultores que estavam trabalhando ficaram confusos com a chuva repentina e o [Shield] se abrindo acima da cabeça deles, mas, ao me ver, pareceram entender e resolveram sentar debaixo do beiral de uma cabana próxima até a chuva passar.

A Rakushe falou comigo, meio exasperada, vendo eu fazer chover.

— …Sinceramente… existe algo que Vossa Majestade não consegue fazer?

— Tem bastante coisa. Por isso, tô pedindo ajuda de todo mundo, né.

O que uma pessoa sozinha consegue fazer é bem limitado. Se puder pedir ajuda de outras mãos, melhor pedir. Fazer tudo, absolutamente tudo, sozinho, é impossível.

Na verdade, quem move este país não sou eu, e sim o velho Naitou, o Kōsaka-san, a Rakushe, e todo mundo da cidade se dedicando ao trabalho. Acho que meu papel é proteger o ambiente onde todos podem trabalhar com tranquilidade.

Por isso, não perdoo quem tentar prejudicar este país. Se, tipo Eurono, alguém comprar briga de repente sem nem conversar, com certeza compro de volta, e devolvo em dobro.

Bom, no caso de Eurono, eu mesmo não fiz nada de propósito… acho. Bom, dá pra dizer que foi uma sequência de coincidências infelizes.

A chuva parou, e deixei a área agrícola.

Dessa vez, fui até a escola recém-construída. Ainda não tem aluno nenhum, mas a Fiana-san, mãe da Sakura, e os dois professores contratados outro dia estavam limpando a sala de aula.

Dos professores contratados, um era uma mulher de vinte e poucos anos, e o outro, um homem elfo. Sendo elfo, parece jovem pela idade, mas dizem que tem mais de 200 anos. Mesmo assim, ser mais novo que a Leen ou a Doutora não deixa de ser meio engraçado de forma incômoda…

Se não me engano, o nome da mulher era Miette, e o do elfo, Rayseil.

Parece que a Miette estudava antes na academia imperial de Regulus, mas veio parar neste país.

O Rayseil é um mago que era aventureiro, indicado pela Relisha-san, Mestra da Guilda de Aventureiros.

Por precaução, já confirmei com o olho mágico da Yumina, então não são humano nem elfo de má índole. Ambos são pessoas gentis.

Pensei em cumprimentar os três, mas, de repente, avistei um monte de gatos reunidos no canto do pátio da escola.

— Que isso, hein…

Em cima de algo tipo caixa de mexerica, o Nyantarou falava algo pros gatos, com gestos e tudo.

— Nya-nya-nya! Nyaa, nyan, nya-nya! Nyan-nya-nyan-nya, nyaa!

Falando língua de gato? Não faço a menor ideia do que ele tá dizendo.

— O que tá fazendo, Nyantarou?

— Já disse, é D'Artanyan, nyaa! Estou coletando informação da cidade com meus subordinados, nyaa!

Subordinados, é? Desde quando virou o gato chefão da cidade. Bom, tem o Kohaku acima de você, viu.

— Pra que coletar informação da cidade?

— Investigando se tem gente suspeita, nyaa! Essa escola é meu território, então este servo vai proteger a mãe-sama e a escola, nyaa!

Não lembro de ter feito isso virar seu território. Mas conseguir informação através de tantos gatos assim é útil mesmo. De fato, como o Nyantarou diz, talvez consiga detectar gente suspeita mais rápido.

— Bom, se é assim, tudo bem. Se acontecer algo, avise a Sakura por telepatia, sem falta, tá?

— Entendido, nyaa.

Como o Nyantarou não é meu espírito invocado, só consegue telepatia com a Sakura. Se o Nyantarou reportar pra Sakura, o contato deve chegar até mim pelo smartphone dela.

Pensando vagamente nisso, o smartphone no bolso vibrou, "burr". Ligação. Tirei o smartphone e vi "Chamada: Doutora". Que pressentimento ruim…

— Alô, alô…

— Touya-kun, Touya-kun! Tô pensando em adicionar função de transformação da próxima vez! De tipo caça pra tipo humanoide…

— Mestre, mestre! Mais do que isso, um navio de guerra superpesado, agora! Capaz de transportar Frame Gear…

— A peça A e a peça B, então…

— A máquina da senhorita Sakura, se usar canto como onda de vibração…

Que barulho!

Vindo do smartphone, a voz alta da Doutora e da Rosetta, sem querer, afastei o aparelho da orelha. Aah, não devia mesmo ter mostrado anime de robô pra elas… Já viraram completamente viciadas nisso, hein. Haa.

Não, eu também sou garoto, entendo esse sentimento, viu. Só que, quando são garotas ficando animadas demais assim, dá um certo recuo. E, além disso, sendo perguntado insistentemente sobre configuração mecânica de anime, já tô ficando meio cansado.

Se explicar detalhadamente, vai sair coisa tipo reator de fusão nuclear, que não devia ensinar, então só resta disfarçar ou explicar de forma vaga. Explicar em detalhe demais, com medo de que construam facilmente de verdade.

Escutando as vozes das duas ainda audíveis mesmo com o smartphone afastado da orelha, soltei outro suspiro, num estado de resignação.

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