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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 261

A Marmita da Esposa Amada e a Garota de Quatro Frentes

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Capítulo 261 – A Marmita da Esposa Amada e a Garota de Quatro Frentes

— Não vem, hein.

— Não vem mesmo.

Respondi ao murmúrio da Lu, sentada numa rocha.

Onde estamos é o centro do Império de Regulus, num lugar chamado Planície de Isrum, a noroeste da capital imperial, Galaria.

Estende-se uma pastagem verdejante, tipo planície da Mongólia, e, ao longe, dá pra ver até montanha rochosa. No céu, sem nenhuma nuvem, o tempo estava totalmente aberto.

Montamos o quartel-general aqui, e já se passaram quatro dias com nosso Frame Gear posicionado. A Guilda de Aventureiros de Regulus detectou, com a placa de detecção, a aparição de Phrase, mas, como o período previsto de surgimento era um intervalo longo, de amanhã até uma semana, a espera de emboscada tá se prolongando.

Não que eu queira que apareça, mas ficar só esperando assim, hein… Como não sabemos quando vai aparecer, não dá pra eu voltar pra Brunhild.

A Yae e os outros ficam revezando, voltando pro castelo através do portão fixo do quartel-general.

Hoje, a Lu, a Leen, a Sue e a Lindsey estão desse lado, enquanto a Yumina e a Sakura ficam de guarda no castelo; a Yae, a Elsie e a Hilda se revezaram, então devem estar dormindo agora nos próprios quartos do castelo.

Como essa aparição inclui até espécie superior, não dá pra relaxar. Mas ficar tenso o tempo todo também…

— Touya-sama, já tá na hora do almoço, quer marmita?

— Ah, ótimo. Vou querer sim.

A Lu tirou da bolsa duas marmitas e dois cantis, um grande e um pequeno, colocando sobre a rocha plana. Servindo sopa do cantil grande e chá do cantil pequeno em recipientes separados, entregou uma das marmitas pra mim. Ao receber e abrir a tampa, tinha arroz de aparência deliciosa e acompanhamentos coloridos alinhados.

— Que aparência gostosa. Você que fez, Lu?

— Sim. Bem cedo de manhã. As dos outros pedi pra Clara-san.

A Lu sorriu, meio encabulada. A princesa do Império de Regulus tem talento pra culinária, e esse talento floresceu depois de vir pra Brunhild. Ficou tempo inteiro sob orientação da Clara-san, e, nos momentos livres, aprendia receitas do meu mundo e fazia teste.

Juntando as mãos, "itadakimasu", e coloquei o camarão empanado da marmita na boca. Delicioso. Não deve nada ao da Clara-san.

— Tá gostoso. Melhorou muito mesmo, viu.

— Obrigada. Fico feliz de ouvir isso.

O ovo enrolado e o frango frito também estavam gostosos. Haa, entendo bem esse ditado "pro coração de um homem, primeiro pelo estômago". O ensopado de carne com batata também é o máximo.

— Realmente delicioso. Queria comer todo dia.

— Q-quando a gente se casar, vou tentar fazer assim todo dia.

Corando, a Lu começou a comer a própria marmita. Que agradecido. Sou grato a Deus, em vários sentidos. Ah, é verdade.

— Agora tô construindo a máquina da Sakura, mas, Lu, que estilo de combate você quer?

— Deixa eu ver… Bom, aproveitar bem as duas espadas seria ótimo, mas quero lutar de forma flexível, adaptando à situação. A Elsie-san, a Hilda-san e a Yae-san na linha de frente, a Sue-san, a Sakura-san e a Leen-san na retaguarda, e, assim como a Lindsey-san, acho que eu também deveria ficar de reserva móvel.

— Reserva móvel?

— Trocar arma conforme a situação, ou uma máquina capaz de lidar tanto com curta quanto longa distância — seria o ideal.

Hmm. Se for assim, um modelo de troca de equipamento. Trocando unidade de alta mobilidade, armamento de alto poder de fogo, blindagem pesada, conforme o adversário e a situação de combate, atuando como reserva móvel. Troca de equipamento dá pra fazer com magia de teletransporte, então deve resolver a perda de tempo com isso. Modelo de troca pra combate de reserva móvel, hein. Não é má ideia.

— Certo, vou seguir nessa direção. Dessa vez, desculpa por ser o Cavaleiro Dragão.

Olhei o Cavaleiro Dragão pintado de verde, parado no quartel-general. Mesmo modelo do Ende, mas essa aqui é do modelo antigo, sem atualização.

Como todo mundo já tem máquina exclusiva, dei o Cavaleiro Dragão sobrando pra Lu, achando que ela conseguiria aproveitar bem essa mobilidade. Bom, é tipo carro emprestado, até a máquina dela ficar pronta.

— Muito obrigada pela comida.

— Comi bem também.

Fechei a marmita vazia e embrulhei de volta no pano. Bebi o chá pós-refeição, "zuzu", e soltei um suspiro de descanso.

— Vossa Majestade Príncipe, Princesa, será que dá pra ter um momento?

— Ah, obrigado, Gaspar-san.

Ao me virar, o capitão da Ordem de Cavaleiros de Regulus, o Gaspar-san de olho só, estava de pé. Sendo dessa vez dentro do território de Regulus, um bom número de cavaleiros do império participam do combate.

— Fico aliviado ao ver que vocês dois se dão tão bem. Assim, tanto Regulus quanto Brunhild estarão em segurança.

Disse isso, rindo com toda a energia.

— Aconteceu algo?

— Não, não é bem que aconteceu algo, mas… Vossa Majestade Príncipe, será que dá pra pedir pra aumentar um pouco mais o efetivo do nosso pelotão de Regulus?

Dessa vez, cedi a Regulus mais do que o normal, 27 cavaleiros pesados e 3 cavaleiros negros, mas será que ainda faltou?

— Na verdade, assim como Brunhild, Regulus também recrutou novos membros, e gostaríamos que eles ganhassem experiência de campo de batalha também. Mas, sendo um campo onde até espécie superior pode aparecer, não podemos colocar os recém-recrutados na linha de frente. Se pudéssemos formar outro pelotão, com novos cavaleiros focados em espécie inferior e cavaleiros instrutores supervisionando…

Entendi. De fato, do nosso lado também, dessa vez, formamos um pelotão de cavaleiros novatos, justamente pra dar experiência de combate contra Phrase. Claro, sem intenção de fazê-los enfrentar espécie superior. Dessa vez, é mais pra experimentar como é lutar com Frame Gear e sentir o clima do campo de batalha.

— O treino com Frame Unit já terminou, né?

— Sim, com certeza. No mínimo, precisam saber operar, senão não dá nem pra conversar. Acho que conseguem lidar com espécie inferior sem problema, contanto que não sejam cercados.

Bom, mesmo assim, quando dá ruim, dá ruim… mas, se instruídos direito, deve ficar tudo bem.

— Entendido. Vou emprestar mais 9 cavaleiros pesados e 1 cavaleiro negro. Mas, se forem destruídos, vou cobrar o material de reparo.

— Muito obrigado.

Contatei a Monica, em Babylon, e pedi pra transferir 10 unidades do "Hangar" pra superfície.

Dessa vez, mesmo tendo espécie superior, a quantidade não deve chegar a milhares, e temos também os modelos novos do nosso lado. Não acho que vá virar batalha tão intensa assim, mas, isso só dá pra saber depois que começar mesmo.

Depois que o Gaspar-san saiu, bebi mais um copo do chá da Lu.

— Regulus também recrutou gente nova, hein.

— Parece que sim. Regulus perdeu bastante força militar na rebelião do exército de outro dia…

— Aquele general fez coisa desnecessária, hein.

O General Bazur, que tramou golpe militar usando a "Pulseira de Absorção de Magia" e a "Pulseira de Barreira" pra invocar demônios, mirando a vida do Imperador.

Depois do incidente, o general e os oficiais que o seguiram foram executados, e um bom número de pessoal militar recebeu punição. Regulus tinha tanto Ordem de Cavaleiros quanto exército, mas parece que o exército agora está sob jurisdição da Ordem de Cavaleiros. Bom, tendo feito algo tão desonroso, não tem jeito ficar sob vigilância por um tempo mesmo.

Felizmente, tendo eu no meio, a relação com países vizinhos ficou mais amistosa do que nunca. Então, não parece precisar de tanta defesa contra outros países. Claro, com Belfast, e também com Lodmea e Ramish, a relação melhorou bem. De vez em quando, questões que os dois países não conseguem resolver acabam vindo parar comigo, mas.

— Pro Império, aquele incidente foi um evento triste, mas, pra mim, é um evento memorável, já que conheci o Touya-sama por causa dele. Desculpa a irreverência.

— É verdade. De fato, sem aquele incidente, talvez eu não tivesse te conhecido. Pensando assim, até sou grato a esse general. Desculpa a irreverência.

Os dois se entreolharam e riram. Fico feliz do fundo do coração de ter conhecido essa garota.

A Lu é competitiva e esforçada. Também tem um lado teimoso, difícil de mudar de ideia uma vez decidido. Mas é uma garota gentil, que pensa nos outros antes de si mesma.

Sem perceber, ficamos nos olhando mutuamente, e, sem combinar nada, fomos nos aproximando, até a Lu fechar os olhos. Eu também fechei as pálpebras…

— Ooooh~. Vocês dois são bem ousados, hein…

— Sh, Sue. Silêncio.

— Isso dá até um pouco de ciúme, viu…

Diante de vozes baixinhas vindas de algum lugar, abrimos os olhos de uma vez e viramos.

Escondidas atrás de uma rocha, tavam a Sue, a Lindsey, e também a Leen e a Paula, espiando.

— Es-espera aí, vocês, desde quando estão espiando!?

Com o rosto completamente vermelho, a Lu se voltou contra as três, mais um bicho?

— Deve ter sido quando o capitão Gaspar saiu, mais ou menos?

— Vi-vim perguntar o que vocês iam fazer pro almoço, e… parecia um clima meio bom, então…

— Eu falei pra não atrapalhar, viu?

As três responderam assim, e a Paula, aos pés da Leen, colocou a mão na cintura, "eh-hem", peito estufado. Ei, não é hora de se gabar disso.

A Lu se agachou, tapando o rosto vermelho com as duas mãos.

— Uuuu… que vergonha…

— Não acho que precise de vergonha nenhuma. Touya é nosso marido. O que tem de vergonhoso em casal se dar bem?

A Sue inclinou a cabeça, com olhos genuinamente sem entender.

— Eu ainda não cheguei nesse nível…

Desviando o olhar dos olhos inocentes da Sue, a Lu resmungou. Faz sentido. Sinceramente, nem eu cheguei nesse nível. Já superei um pouco a resistência, mas.

— Nosso querido não costuma fazer esse tipo de coisa, então nem consigo me acostumar. Eu, pessoalmente, gostaria de mais contato físico.

— Isso mesmo. Acho que o Touya-san devia ficar mais carinhoso conosco.

— Ei!?

Como japonês, povo do mundo conhecido por ser reservado, isso é uma barreira bem alta, sabe… Ficar melado na frente dos outros costuma gerar antipatia, sabia? Às vezes falam ou escrevem "explode, casal feliz" ou "que se dane".

— É verdade, hein. Eu também queria mais um abraço apertado.

— Eu também queria andar de braço dado pela cidade, ou fazer "ah" com colher no café, essas coisas.

— Ara, que bom. Isso não seria problema nenhum, seria?

Por isso, fazer isso na frente de todo mundo tem uma barreira alta demais, viu. Vão falar "para de ficar melando aí" ou "que se dane".

Quantas vezes já pensei isso vendo casal se melando dentro do trem. Por isso, eu entendo. O lamento deles. O grito da alma e as lágrimas de sangue. Acho que não deveria provocar isso desnecessariamente.

— Contanto que não seja na frente de gente, tá tudo bem, né? Se for assim, vamos abraçar bastante agora!

A Sue veio correndo e se abraçou de frente. Ei, não é que, sem ninguém vendo, deixa de ser vergonhoso!

— A-ah, eu também.

— Ara, então eu também.

— Ei, opa!?

Fui agarrado com força pelos braços direito e esquerdo, pela Lindsey e pela Leen. Ei, isso tá, tá encostando! As duas não são exatamente grandes, mas mesmo assim tem uma presença macia considerável… Ei, por que até a Paula tá agarrada na minha perna!

— I-isso é injusto! Eu também!

Dizendo isso, a Lu também se abraçou por trás. O que é isso!? Isso não é "cercado por todos os lados", é "cercado por garotas de todos os lados", que situação é essa!

Não que eu não fique feliz, mas mesmo assim é vergonhoso! Alguém, socorro!

— «Confirmada fenda no espaço! Sinal de aparição de Phrase! Todos, preparem-se pro combate imediatamente!»

O alarme ecoou, e o quartel-general ficou agitado. A Lindsey e as outras se sobressaltaram, se afastaram de mim e correram cada uma pra própria máquina.

Será que devo agradecer ou não aos Phrase por isso… meio ambíguo.

Não é que eu não queira ficar melado com elas, sabe. Mas, tendo nove noivas, será que "namoro com decoro" já é ultrapassado demais?

Bom, de qualquer forma, vou tentar me conter em não ficar melado em público. Não quero levar coice nem explodir. Neste mundo, corre até risco real de explodir com [Explosion] de verdade.

Soltei um suspiro e comecei a caminhar de volta ao quartel-general.


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