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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 263

O Interlúdio e a Investigação de Infiltração

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Capítulo 263 – O Interlúdio e a Investigação de Infiltração

— Hmm. Fui puxado de volta, hein.

O Yura, puxado de volta pra fenda dimensional pelo "efeito de retorno", murmurou como quem não se importa. Teve uma pequena interferência, mas, já que o objetivo foi cumprido, considerou que não havia problema nenhum.

— Ei, como foi o outro mundo? Tinha algo interessante?

Da escuridão da fenda, o Gira falou com ele. O Yura olhou de relance pra ele, soltou um suspiro e abriu a boca.

— Encontrei aquele tal Touya de quem você falava. De fato, é forte. Cortou um braço meu.

— Kaka, viu só. Meus olhos não erram. Aviso que aquele ali e o núcleo do "Rei" são minha presa. Se mexer nisso, esmago até você, tá?

— Faça como quiser. Não tenho interesse em nenhum dos dois.

— Hmph, como sempre, cara impossível de entender o que pensa. Bom, se não vai atrapalhar, sem reclamação.

Estalando a língua, o Gira desapareceu de novo na escuridão. Lutar contra o forte, e submetê-lo — é só isso que existe na cabeça do Gira.

Eu sou diferente disso, pensou o Yura.

O Yura também buscava poder. Mas não é poder direto como o do Gira. O que o Yura busca é poder absoluto, capaz de submeter qualquer existência.

Antes, ele achava que esse poder seria obter o núcleo do "Rei" e dominar todos os Phrase, incluindo os outros espécies dominantes. Foi por isso que o Yura reviveu o método, descartado e ocultado pelo "Rei", de atravessar dimensões e romper a barreira dos mundos.

Mas, ao atravessar mundos e cruzar armas com várias raças diferentes, um vazio foi crescendo dentro do Yura.

Mesmo obtendo o núcleo do "Rei" e incorporando esse poder a si mesmo, no fim das contas, seria só a existência que reina no topo dos Phrase. Dominar um único mundo, no máximo isso. Se for assim, como conseguir poder além disso?

Simples. Bastava alcançar uma existência superior ao próprio "Rei".

Em vários mundos, o Yura sentia uma existência que eles não conseguiam compreender. Existência chamada "deus".

Sua forma não pode ser confirmada, e nem sua existência é certa. Mas o poder dela era visto aqui e ali pelo mundo. Fosse chamado de espada sagrada, ou artefato divino, era certo que o pensamento de "deus" habitava ali.

E, dessa vez, antes da fenda surgir, o Yura sentiu certa vibração. Parecia com a dos Phrase, mas era um som de ressonância completamente diferente. O que chamou atenção foi que, dentro dessa vibração, havia algo que sugeria "deus". "Aquilo" continuava ressoando, como se chamasse o Yura.

E, dessa vez, decidiu aproveitar carona numa espécie superior que tentava sair por uma fenda perto da fonte dessa vibração, e o Yura atravessou a barreira à força. De algum jeito, no breve tempo até o "efeito de retorno" acontecer, conseguiu recolher "aquilo". No meio do caminho, teve interferência, mas, assim, "aquilo" agora está nas mãos do Yura.

Na mão do Yura, havia um ovo brilhando em dourado.

— ? O que é isso?

Achando que o ovo tremeu de leve, derreteu com um "doro" e se separou da mão do Yura.

Aquela massa dourada, tipo ameba, foi crescendo aos poucos na escuridão, tomando forma.

Por fim, um velho magro de cabelo branco se revelou diante do Yura. Os olhos turvos fitaram o Yura, e, então, começou a olhar ao redor.

— Aqui é… a fenda dimensional, hein. Entendi, aqui, ao menos, não devo ser encontrado por eles.

— …Quem é você?

— Eu? Eu sou… deus.

Vendo o velho responder assim, balançando um brio dourado turvo, o Yura abriu um sorriso fino.

◆◆◆◆◆

— Isso tá bem sério, hein…

Olhando pra Helmwige da Lindsey e a Grimgerde da Leen recolhidas no hangar, a Rosetta murmurou junto com um suspiro.

— O dano na máquina tá sério, viu. Como imaginava, o efeito do "Brionac" tá pesando.

— Precisa trocar todas as peças, é? Kaaah, é porque a Rosetta faz esse tipo de coisa…

— Que absurdo é esse! Um canhão gigante é o destaque da guerra! Mesmo sendo ineficiente, mesmo tendo custo alto, ali existe pura paixão!

Como a Rosetta e a Monica começaram a discutir, escapei discretamente do "Hangar" de Babylon antes que o fogo se espalhasse pra mim. Bom, pra mim, foi graças ao "Brionac" que consegui derrotar aquela espécie superior tipo tartaruga, então fico agradecido.

Preciso pensar um pouco mais em método de ataque contra espécie superior. Disparar o "Brionac" toda vez… se a máquina quebrar cada vez que usa, também não é bom em termos de custo.

O maior problema é que, contra espécie superior grande demais, a arma não alcança o núcleo. Preciso de arma comprida tipo lança? Mas, sendo arma tão grande assim, só a Ortlinde Overload da Sue conseguiria equipar.

Gostaria de deixar a Sue focada em defesa, se possível…

No fim, será que vira arma de disparo tipo "Brionac" mesmo, hein.

Eu também preciso pensar em método de ataque além de [Meteor Rain]. Pode acontecer de novo algo parecido com dessa vez.

A Sue fica dizendo "martelo! Martelo! Faz um martelo gigante!", mas, mesmo fazendo, não teria efeito de transformar o adversário em luz e aniquilar. Aquilo é efeito de anime que a Sue assistiu…

De repente, parei e pensei um pouco. Fiz busca na internet pelo smartphone e olhei um site de configuração de anime de robô.

— "Poderosa onda gravitacional… decompõe até fóton…"

Se aplicar [Gravity]… será que dá? Se falar com a Doutora, parece que consegue fazer, mas, hmm… se conseguir fazer, sinto que vai virar algo bem assustador…

De qualquer forma, vou conversar depois. Pra emergência, é melhor ter mais meios de combate. Isso pode virar chave da vitória. Mas precisa de gerenciamento rigoroso.

Voltando à superfície, caminhando pelo corredor do palácio real, as três kunoichi novatas vieram em minha direção. Deixa eu ver, Sarutobi Honō, Kirigakure Shizuku, Fūma Nagi, se não me engano.

— Ahn, Vossa Majestade! Temos um pedido!

Dizendo isso, a Honō e as outras se prostraram no lugar de uma vez. Ei, o que é isso, o que é isso!?

— Por favor, entrega o artefato mágico de comunicação que a chefe tem, pra nós também!

— Por favor~.

Em seguida, a Shizuku e a Nagi também disseram algo assim. Chefe deve se referir à Tsubaki-san. Artefato mágico de comunicação… ah, se refere ao smartphone.

— Bom, deixa eu perguntar o motivo.

— Sim. Nós, pra atividade de inteligência, precisamos invadir vários lugares diferentes, ou viajar longe com frequência. Aquele item que permite contato mesmo estando longe dos companheiros ajuda muito. Por isso…

Entendi. Bom, faz sentido mesmo. Se tiver função de foto ou gravação, deve ajudar bastante o pelotão de infiltração.

— Vocês, onde estão investigando agora mesmo?

— Reino de Sandra. Tem um boato estranho circulando, então… Nós três partimos amanhã.

Reino de Sandra, hein… Aquele país continua com sistema de escravidão até hoje, e, agora que Eurono não existe mais, é o maior reino escravocrata do mundo.

Ilustração do capítulo 263

Existe um sistema de classes rigoroso, e, se a classe for diferente mesmo por um degrau, o inferior não tem permissão nenhuma de desobedecer ao superior. Como esse país não faz fronteira com nenhum outro, formou cultura própria isolada.

E, mesmo assim, escravos parecem ser reunidos de todo canto do mundo. Afinal, existe até um ditado: "se a filha sumiu, primeiro vá até Sandra". Espécies raras, tipo elfo e anão, parecem valer alto valor no comércio.

Dizem que um terço da população de Sandra é escravo. Que história cruel. Escravo é ferramenta, e, quando gasta, basta comprar outro novo. Deve ser a mesma sensação de trocar sapato velho por sapato novo.

Sinceramente, é um país que preferia não ter envolvimento nenhum…

— Certo… Vai ser necessário pro pelotão de inteligência, hein. Espera um pouco.

Quero evitar, a todo custo, que elas acabem viradas escravas por algum erro. Contatei a Tsubaki-san e pedi pra vir até o jardim interno.

Levando as três kunoichi até o jardim interno, a Tsubaki-san já estava de pé lá. Rápida! Digna de ninja mesmo.

— Bom, é isso, então vou entregar também pros outros cavaleiros de inteligência.

Ouvindo isso, a Tsubaki-san olhou de forma penetrante pras três. Talvez esteja com raiva de terem me pedido isso por conta própria, sem permissão. As três encolheram, intimidadas.

— Calma, calma. Já tinha planos de entregar pra todo mundo da Ordem de Cavaleiros eventualmente mesmo, e, dada a função, o pelotão de inteligência recebe primeiro, digamos.

— …Se Vossa Majestade diz isso. De fato, seria uma grande ajuda… muito obrigada.

Por precaução, o smartphone tem magia de retorno aplicada, então, mesmo caindo ou se perdendo, volta pra mão do próprio dono. Se, por acaso… sim, por qualquer acaso, um de nossos cavaleiros fugisse com isso, dá pra puxar de volta pra mim, por minha própria vontade. Por isso, é imune a roubo.

Tirei do [Storage] uma dúzia de smartphones verde-claros, versão simplificada em relação aos entregues aos reis e à Tsubaki-san, e entreguei à Tsubaki-san.

— O número de cada uma dá pra ver em "Configurações", em "Telefone".

Dizendo isso, entreguei direto às três kunoichi. Olhando o smartphone entregue por mim, todas as três se alegraram com olhos brilhantes, animadas. Por causa disso, foram repreendidas de novo pelo olhar da Tsubaki-san.

— E também, deixo emprestado o veículo pro cavaleiro de inteligência.

Tirei do [Storage] uns três "tapetes mágicos" e entreguei à Tsubaki-san. Deve ser útil, já que tem o efeito de [Invisible] também, deixando invisível.

Se colar as costas rente à parede e se esconder com esse tapete, talvez até dê pra fazer algo tipo "técnica de camuflagem de parede". Claro, tocando, se revela.

Até o deserto de Sandra, vou levar de [Gate], mas, se acontecer algo, é só fugir usando isso.

— Obrigada por tudo isso.

— Não, imagina. Melhor do que ficar sempre atrás dos acontecimentos, como no caso de Eurono. Aquele país tem boatos negros de vários tipos rondando. Depois que acontecer algo, já é tarde.

A "coleira de escravização", que prende os escravos. Digamos, isso é a base fundamental daquele país. E eu sou capaz de desativar isso. Ainda não devem saber desse fato, mas, quando souberem, pode virar problema.

Se boato tipo "indo até Brunhild, liberta da escravidão" se espalhar, o Reino de Sandra pode passar a nos considerar inimigo, e nunca se sabe se não vão mandar algum idiota de assassino de novo, tipo Eurono.

Bom, se fizerem a mesma coisa de novo, seja qual for o método, vou expor o mandante e fazer pagar pelo feito.

— Sinceramente falando, como é? O Reino de Sandra?

— Só posso falar do meu próprio ponto de vista… Com o rei no topo, sob um sistema de classe de domínio completo, quem é rico fica cada vez mais rico, e quem é pobre não tem esperança nenhuma. A classe já é determinada desde o nascimento. Por mais capacidade que tenha, filho de escravo é escravo, filho de cidadão é cidadão. A classe pode cair, mas nunca subir.

De fato, até a capital de Belfast é dividida em áreas onde nobre mora e onde cidadão comum mora. Isso em si não é tão raro assim, mas, em Belfast, se tiver capacidade, dá pra ascender.

Alguém de origem de favela virar aventureiro, ganhar fama, e virar até cavaleiro — é difícil, mas não impossível. Comigo também foi assim.

— Cidadão comum ainda consegue abandonar o país e fugir pra outro, mas escravo não consegue isso. É trabalhado até morrer, sem receber comida suficiente, e morre assim, é o normal.

— Isso é enervante, hein.

Será que a mentalidade é "sempre tem substituto disponível"?

— E aí, qual a reputação do Rei de Sandra?

— Reputação nenhuma. Não existe ninguém que fale abertamente do rei em Sandra. Só respondem, invariavelmente, "o rei é pessoa maravilhosa", "só temos gratidão", "ele é nosso sol".

— Isso é opinião sincera deles?

— Sei lá… Talvez seja sincero pros de classe alta, mas os de classe baixa provavelmente não querem dizer nada que os faça cair pra classe de escravo.

Ou seja, não é permitido criticar quem tá acima na classe, é. Se for assim, deve não existir vassalo que faça objeção. Eu mesmo recebo bronca todo dia, viu. Um rei sempre bajulado, cercado só de elogios, será que vira realmente uma pessoa digna… duvido bastante.

— E também, o poder militar de Sandra não é pra menosprezar. O batalhão de guerreiros feras mágicas é incômodo.

— Ah, é verdade. A "Coleira de Escravização" foi originalmente criada pra domar fera mágica mesmo.

Batalhão de guerreiros feras mágicas. Como o nome diz, batalhão de guerreiros que submetem feras mágicas com a "Coleira de Escravização". Sandra não faz fronteira com nenhum outro país, então não sofre nem faz invasão.

Mas, sendo território de deserto com muita fera mágica, além de estar próximo à Grande Selva, é uma terra onde perambulam feras mágicas extremamente perigosas.

O batalhão de guerreiros feras mágicas é quem extermina isso. Mas o que dá vontade de suspirar é que, mesmo se chamando "batalhão de guerreiros", não só as feras usadas como montaria são submetidas com a "Coleira de Escravização" — a maioria dos guerreiros que montam também é escravo. Ou seja, é literalmente exército de escravos.

Ou seja, deixam todo trabalho perigoso a cargo dos escravos.

— Fico com receio de mandar todo mundo pra um país tão perigoso assim…

— Tá tudo bem. Vamos manter contato todo dia direitinho, e, se ficar perigoso, fugimos na hora. A missão número um da inteligência é trazer informação de volta, afinal!

A Honō disse isso, estufando o peito. Será que fica tudo bem mesmo…


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