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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 264

O Reino Escravocrata e o Mistério do Deserto

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Capítulo 264 – O Reino Escravocrata e o Mistério do Deserto

— Aliás, Touya-dono. Ouvi dizer que anda investigando o Reino de Sandra ultimamente?

— Ah, eu também queria perguntar sobre isso.

— Que informação rápida, hein…

Diante das falas do Rei de Belfast e do Imperador de Regulus, deixei escapar sem querer uma voz de exasperação.

Depois da reunião regular da Aliança Leste-Oeste, como os representantes de cada país quiseram relaxar depois de um tempo, liberamos a sala de jogos até o entardecer.

Eu, o Rei de Belfast, o Imperador de Regulus, e o Rei Ferino de Mismede, ao redor da mesa de mahjong; o Rei-Cavaleiro de Lestia e o Rei de Riinie, entre reis jovens, jogando bilhar.

A Governadora-Geral de Lodmea e o Imperador-Rei de Refreese, numa área isolada de som no canto da sala de jogos, se deliciavam com o piano do irmão Sōsuke e a comida da Clara-san; a Papisa de Ramish, no canto oposto, conversava sobre deuses com a irmã Karen, a irmã Moroha, o tio Kōsuke e a irmã Karina. Aliás, a Suika tá dormindo no quarto, abraçada à garrafa de bebida.

— Bom, não é só o Touya-dono investigando Sandra. Opa, Rei Ferino, isso é Pon.

— Tem bastante lugar que sofre com aquele país mesmo… opa.

— Sério isso?

Enquanto ouvia a conversa, tirei uma peça do monte à minha frente. Não preciso. Descarto.

— Ouvi que, desde que Eurono desapareceu, cada vez mais comerciantes de escravos se concentraram lá. Em Regulus também, foram reportados alguns incidentes que parecem sequestro por comerciante de escravos.

— No nosso caso também. Teve incidente de bando de bandidos atacando vila e sequestrando jovens homens, mulheres e crianças. Sem dúvida, tem comerciante de escravos por trás disso. Demi-humano vira escravo de combate valioso, afinal. E o berço desses comerciantes de escravos é justamente Sandra.

De fato, Mismede é fácil de invadir cruzando a Grande Selva, e demi-humanos têm todo tipo de habilidade especial conforme a raça. Deve ser negócio lucrativo pra comerciante de escravos.

— Que tal simplesmente destruir esse país de vez, Touya-dono?

— Hahaha, boa ideia. Com Touya-dono, seria resolvido num instante. Se quiser, a gente até dá uma força!

— Se invadir com alguns Frame Gears, dá pra dominar a capital em menos de um dia, será?

— ………..Parece brincadeira, mas é meio sério, né?

— «« «« ………… »» »»

Os três olharam pro lado oposto ao meu. Ei, ei, olha pra cá.

— Brincadeira à parte sobre destruir Sandra, mas, quanto aos escravos, ficaria grato se pudesse dar um jeito.

Só ouvindo assim, parece que o problema não é tanto o Reino de Sandra em si, e sim os comerciantes de escravos que tentam capturar gente de outros países como escravo. Mas, se esses comerciantes também estiverem agindo por ordem do país, não tem muito o que fazer.

Nenhum país tem relação diplomática com aquele país, ainda menos que com Eurono. Mesmo destruindo, nenhum país sofreria… não, se refugiados vierem em massa, seria problema. Talvez fujam primeiro pro Reino de Lyle próximo.

— O problema é mesmo a "Coleira de Escravização", né…

Antes de mais nada, como estão produzindo em massa essa "Coleira de Escravização"? Será que existe artesão de encantamento, capaz de usar magia tipo [Enchant] como eu, por lá?

Mas magia nula não é hereditária. Se for coisa de uma geração só, será que teria como se espalhar assim, por tanto tempo, pelo Reino de Sandra?

Bom, mesmo que o escravo morra, a coleira sobra, então dá pra reaproveitar, né.

Afinal, quem controla os comerciantes de escravos? O rei? Ou…

— Opa, Touya-dono, isso é Ron. Cor única. Haneman, 12000.

— Ugh.

O Rei Ferino derrubou com um "pata" a mão de peças, tudo do mesmo naipe de bambu. Droga. Mão óbvia demais, e eu descuidei sem perceber…

Paguei os pontos e recomecei. A mão dessa vez também é meio duvidosa…

— …O Reino de Sandra, originalmente, foi fundado por um tal "Rei Escravo", não era?

— Isso mesmo. Naquela época, dizem que ali tinha várias tribos em conflito constante. Mas um homem apareceu de repente e uniu essas tribos num piscar de olhos, fundando o Reino de Sandra.

— Dizem que esse homem usava grilhão de corrente no pé, e que era escravo de algum país, ou até gladiador, dizem.

Então é isso, "Rei Escravo". Será que era gladiador fugido de algum país, que acabou parando ali. Ou melhor, já existia escravidão naquela época também, hein.

— Mas existe outra versão que diz que ele foi submetendo os chefes das tribos, virando escravos deles.

— Hmm, quem produziu em massa a "Coleira de Escravização" foi um grande mago da época seguinte, mas existe teoria de que quem fez o protótipo original foi o próprio "Rei Escravo".

Fiquei pensativo diante da fala do Rei Ferino e do Imperador. Nnnh. Se for assim, será que ele uniu as tribos à força usando o poder da coleira, e fundou o país? Mas será que um mero gladiador conseguiria fazer isso? Deve ter algo por trás disso.

Libertar os escravos de Sandra em si não é difícil. Mas o que acontece depois de libertar? Rebelião… ou fuga.

Os escravos maltratados não devem perdoar os nobres.

Mesmo que os nobres sejam todos gente que não trata humano como humano, será que isso é porque foram criados nesse ambiente, sem escolha. Mas isso não significa que devo aceitar isso.

Nnnh… Ou será que digo pro rei de lá pra libertar os escravos trazidos ilegalmente de outros países?

Mas será que vão obedecer quietinho se eu disser isso? Duvido demais. Normalmente, sanção econômica seria uma opção, mas aquele país nem tem relação diplomática.

A situação alimentar também não trata bem os escravos, e, mesmo sendo dois terços do território deserto, o resto tem terra fértil.

Não há troca entre países, mas comerciantes devem circular. Fora isso, parece estado praticamente fechado.

Será que construo um "navio negro" e aponto canhão pra eles?

Nnnh. Que chato, hein.

Mais do que destruir o país, talvez seja melhor destruir por completo a organização de comerciantes de escravos…

— Opa, Touya-dono, isso é Ron. Cor única. Haneman, 12000.

— De novo!?

Droga, não dá pra pensar em outra coisa enquanto jogo! Preciso me concentrar mais! Nesse ritmo, vou perder… não, não, não, calma.

Por ora, é melhor esperar o relatório do trio de kunoichi.

No dia seguinte, uma chuva fina começou a cair sem parar em Brunhild. Será que entrou a estação chuvosa?

Treino da Ordem de Cavaleiros também de folga; cada um deve estar no próprio quarto, estudando, lendo, ou cuidando das armas.

Sentado numa cadeira sob o beiral em frente à sacada, lendo um livro, ouvi música vindo de longe. O irmão Sōsuke, né.

Isso… com certeza é música de chuva, mas espero que ninguém animado esteja dançando com guarda-chuva no meio dessa chuva.

Mesmo assim, tá chovendo bastante, hein… Quantos dias mais vai chover. Espero que rio não transborde. Se este mundo tivesse previsão do tempo, ajudaria bastante.

Não, espera aí.

Encantei o aplicativo de previsão do tempo do smartphone com [Search].

PAH!, no ar, se projetou a temperatura atual, ícone de chuva e guarda-chuva, e a previsão do tempo de uma semana.

…Consegui, hein. Hmm, parece que depois de amanhã vai clarear. Só falta aguentar mais um pouco.

Daqui a um mês já é verão, hein. Brunhild não tem mar, mas as ilhas com masmorra têm. Se construir praia e abrir ao público, talvez todo mundo fique feliz. Ali tem bastante monstro marinho, mas, se invocar um dragão do mar grande, deve afastar. Água-viva talvez ainda apareça.

Seria divertido ter quiosque de praia e barraquinha. Tipo festival, feira noturna… ué?

Pensando bem, este país não tem nada tipo festival. Ainda não fez nem um ano de fundação, então nem fizemos festival de aniversário do país ainda. Ano novo também passou batido.

Também não tem nada tipo santuário xintoísta… bom, não precisa necessariamente virar festival de estilo japonês. Só que, se for chamar de santuário, precisa ter divindade padroeira, mas, dentre os deuses que eu reverencio, só existe uma pessoa.

— Virar padroeiro por conta própria também não fica certo, hein.

Provavelmente não vai ficar bravo, mas, se for fazer isso mesmo, preciso pedir permissão pelo menos.

Se for só deus, tenho vários rondando por perto mesmo… ou melhor, tenho mesmo, viu! Tipo o deus do vinho!

Lembrando da Suika dormindo abraçada à garrafa de bebida, começando a sentir dor de cabeça, o smartphone no bolso avisou uma ligação.

Na tela, aparecia "Chamada: Honō". Opa, a garota Sarutobi. Será que chegaram em Sandra?

— Alô, alô.

— A-ah, é, é Vossa Majestade mesmo!? A, a cidade, o povo da cidade, o povo!

— Calma. Não entendi o que você tá dizendo.

O quê? Parece extremamente desesperada. O que aconteceu?

— «As pessoas, brilhando, mortas! Brilhando saindo do corpo… ah…….. desculpa, Vossa Majestade. Sou a Shizuku. Passando o telefone.»

No lugar da Honō, desesperada, veio a voz calma da Shizuku. Ainda bem. Com a Honō, desesperada demais, não entendia nada.

— Onde vocês estão agora?

— «Na Capital de Astal, a leste da capital real de Sandra, Curei. Antes de entrar em Curei, paramos nessa cidade pra procurar pousada… mas cruzamos com uma situação anormal.»

— Situação anormal?

Capital de Astal, se não me engano, é a segunda maior cidade de Sandra, né? O que será que aconteceu, afinal?

— «Os moradores da cidade estão mortos. Sem exceção.»

— O QUÊ!?

Sem querer, me levantei da cadeira. Sem exceção? Astal deve ser uma cidade bem grande. Tá dizendo que aniquilou todo mundo?

— «Estão mortos com cristal tipo quartzo brotando do corpo inteiro. Como se toda a água do corpo tivesse sido retirada, o corpo tá completamente ressecado, tipo passa…»

Cristal? Ouvindo isso, o primeiro pensamento que veio foi Phrase. Mas nunca ouvi falar de sintoma desse tipo.

Também pode ser algum tipo de patógeno. Se for, as três correm perigo.

— As três, algum sinal estranho no corpo?

— «Não, por enquanto. Só a Nagi ficou meio mal-estar…»

— Por ora, saiam já dessa cidade. Qualquer lugar serve, se afastem e esperem lá. Vou buscar em uma hora.

— «Sim!»

Desligando a ligação, abri o mapa. Exibi o mapa completo da Capital de Astal, e, ao buscar sobreviventes, vi três pontos se afastando na borda da cidade. Devem ser o trio de kunoichi.

Fora isso, nenhuma reação humana. Sério mesmo, todo mundo morto? O que tá acontecendo, afinal?

— Não adianta ficar pensando. Por ora, vou buscar as três.

Antes disso, se for realmente algo tipo doença contagiosa, seria terrível, então liguei pra Flora, da "Torre Alquímica", pedindo pra preparar local de isolamento e equipamento de exame na enfermaria. Vou pedir também à Tica, do "Laboratório" — lolicon… não, à Tica.

Contei a situação pra Tsubaki-san, superiora das três, e abri [Gate] na hora. Já fui até Sandra procurando ruína de Babylon, então dá pra teletransportar até lá.

Ao atravessar [Gate], diferente do tempo chuvoso de Brunhild, o sol já ia se pondo, mas o céu do deserto estava limpo. Calor de sempre…

Abri o mapa e voei com [Fly] em direção ao lugar onde as três estavam.

Todo mundo da cidade morreu de uma vez. O que estaria acontecendo, afinal?

Como pra afastar essa sensação sinistra, aumentei ainda mais a velocidade de voo.


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