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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 295

O Portão Dimensional Marca 2 e o Vermelho

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Capítulo 295 – O Portão Dimensional Marca 2 e o Vermelho

— Esse é o portão dimensional Marca 2. Mesmo assim, o design é o mesmo, viu.

Na direção que a Doutora aponta, no "Jardim" da Babylon, tem instalado o portão dimensional. Ao lado dele, mais um objeto exatamente idêntico.

Um "Portão" formato arco, prateado, parecido com o Arco do Triunfo francês em miniatura. Igual à Marca 1?, também tem, no topo central do arco, um medidor em formato de meia-lua.

— Esses dois portões dimensionais estão vinculados por magia espaço-tempo, fixando o eixo de coordenadas num espaço interdimensional… bom, digamos, tão conectados. Instalando a Marca 2 naquele mundo, deve ficar possível ir e vir.

— Entendi. Então, agora só falta instalar num lugar seguro lá.

Como não ativa sem injetar uma quantidade absurda de energia mágica, não tem quase risco nenhum de alguém daquele mundo atravessar pra cá. Mas seria um problema se o próprio portão fosse destruído.

Será que aplico uma barreira mágica em algum lugar isolado, criando um local completamente livre de interferência?

Ah, também posso conseguir um golem por lá, e deixar ele como guardião do local.

— Com isso, também conseguimos atravessar pro outro mundo, né.

Diante da Lindsey murmurando isso, olhando pro portão, a Doutora desvia o olhar meio sem jeito.

— Ah… é sobre isso. Na verdade, o ajuste ainda não tá perfeito. Se tentarem atravessar junto com o Touya-kun dessa vez, a condição fica bem limitada.

— Limitada… quer dizer, no número de pessoas?

A Yae pergunta à Doutora. Tem limite de gente? Se possível, queria levar todo mundo.

— Mais que número, seria massa. Bom, convertendo em peso terrestre, cada pessoa, exceto o Touya-kun, precisa ficar abaixo de uns 50kg… até uns 48kg, tudo bem.

Diante da palavra impiedosa da Doutora, algumas pessoas ficam rígidas de repente. Ei… o que fazer com esse clima, hein.

No vestiário do castelo, tem a balança precisa que eu mesmo fiz instalada, então todo mundo deve saber o próprio peso.

Nem precisa perguntar, a Doutora, com corpo de menininha, e a Sue não teriam problema, e a Yumina, a Leen e a Lu, sendo baixinhas, provavelmente também estão bem, já que não pareciam tão desesperadas assim.

Tendo a Sakura, sem expressão, com a cabeça inclinada, como divisor, do outro lado, a Yae, a Hilda, a Elsie, a Lindsey, o grupo mais velho, continuavam desviando o olhar.

Não, pra garota de 15, 16 anos, faz sentido pesar mais de 50kg, né? Não sei ao certo, mas.

As garotas deste mundo também se preocupam com peso, hein… comparado a isso, os garotos não se importam tanto assim, geralmente.

— Ou melhor, primeiro eu preciso atravessar sozinho e encontrar um lugar seguro, né. Também é assustador se todo mundo for junto, em bando, e acontecer algum problema que impeça a volta.

Diante do meu comentário fundamental, o grupo mais velho, que tava abatido, reage de uma vez, feito ressuscitando.

— É-é isso mesmo! Ainda não dá pra dizer com certeza que é seguro!

— Como a Yae disse! Ainda é cedo demais!

— É isso mesmo! Não é como se fôssemos fugir, não precisa ter pressa!

— E-então, todo mundo ir junto fica pra próxima vez…

Mais ou menos entendo o que elas pensam, mas prefiro não comentar. Existe território onde homem não deveria pisar.

A Yumina e as outras também não retrucaram especialmente. Faz sentido, deve ser cedo demais mesmo, deve ser isso. Só a Sue ficou meio emburrada.

— Bom, de fato, é mais seguro assim mesmo. Ajustar detalhadamente depois de instalar deve ser mais seguro.

A Doutora assente levemente. Se é assim, devia ter dito isso desde o começo. Passei tensão à toa, francamente.

De qualquer forma, guardo o portão dimensional Marca 2 no [Storage], e injeto energia mágica no Marca 1. Mesmo tendo injetado tanto outro dia, com um teletransporte só, já ficou praticamente vazio de novo.

Fico pensando se essa má eficiência energética também é ponto a melhorar, mas, de fato, isso torna mais seguro, já que só eu consigo ativar, né?

Quando o medidor de meia-lua fica completamente cheio, surge uma distorção dentro do portão. Dá pra ver uma paisagem tipo terreno árido.

Como a Marca 2 dentro do [Storage] ainda não foi instalada, provavelmente conectou de forma aleatória de novo.

Bom, dá pra teletransportar via [Gate] até a capital sagrada Aren, do Reino Sagrado de Arento de lá, então não tem problema.

— Certo, então vou indo. Volto amanhã ou depois de amanhã.

Considerando a diferença de fluxo de tempo ao atravessar, seria bom se conseguisse achar um lugar pra instalar em cerca de um dia. Bom, deve dar um jeito.

— Não faça nada imprudente igual sempre, tá?

Fui advertido pela Yumina. Não, também não pretendo ser imprudente desde o começo, todas as vezes. Só que, no fim, acaba dando nisso, digamos…

— O Touya-dono tem esse jeito de se deixar levar pela correnteza, né.

— Muitas vezes acaba agindo pelo ímpeto do momento também.

— Mesmo que dê algum problema, não se meta, viu? Entendeu? Combinado?

— Cer-certo, então vou indo!

Seguindo a Yumina, a Yae, a Hilda, a Elsie e o pessoal continuam pressionando, então fujo, atravessando o portão dimensional.

Sentindo de novo aquela sensação desconfortável de atravessar membrana de borracha, dou mais um passo, e chego naquele terreno árido que já tinha visto pelo portão.

Do outro lado de rochas espalhadas, dá pra ver um platô rochoso ainda mais alto. Parece aquela América do velho oeste que vi em filme. Parece que vai vir cavalaria do outro lado a qualquer momento.

— Por ora, busca de local… uwa, saí longe de Arento de novo, hein.

Confirmando o mapa invocado, no mapa do mundo sombrio, é sudeste… no mapa do nosso mundo, invertido, seria bem na região sul de Sandra. Sendo Arento na região de Lodmea, é bem longe.

Bom, mesmo saindo longe, dá pra chegar em Arento atravessando [Gate].

— Certo, o que fazer, hein. Se for pra instalar em lugar sem gente, pode até ser aqui mesmo, mas…

Terreno árido até onde a vista alcança. Nem sombra de gente. Sem estrada nenhuma, acho que dificilmente alguém vem até aqui. Como condição, não é ruim.

Mesmo assim, não é garantido que seja seguro. Porque pode ter fera mágica rondando por aqui. Se tiver aquele bicho tipo dinossauro-de-duas-cabeças que encontrei da primeira vez rondando, existe risco de destruírem o portão.

Fazer uma parede invisível com [Shield], e disfarçar com [Mirage] parecendo rocha ou algo assim… acho que resolveria, mas, sinceramente, fico inseguro deixando aqui mesmo…

O melhor seria construir uma casa e instalar no porão… deve disfarçar também, e ser razoavelmente seguro.

Se for de luxo, queria alguém pra tomar conta do lugar, mas isso é osso duro… não posso simplesmente revelar "vim do mundo vizinho" pra gente daqui e pedir ajuda.

Também poderia invocar espírito, mas ele desapareceria assim que eu voltasse pra lá. Droga. Devia ter pedido pra fazer o tanque de energia mágica também.

— …Aqui, então, vamos na direção de conseguir um golem mesmo?

Arrumando várias justificativas na minha própria cabeça, decido conseguir um golem. Pelo que ouvi do comerciante local, o Senhor Sancho, parece ser bem caro, mas, se tiver dinheiro, não é impossível comprar.

— Se é assim, então é hora de arrecadar fundo, e coletar informação.

Afinal, meu dinheiro aqui é zero. Antes, vendi um lingote de ouro pro Senhor Sancho e fiz dinheiro, mas gastei tudo no cassino jogando, né.

…Aliás, ainda não recebi o dinheiro que dei ao "Gato Vermelho" pelo oricalco e adamantita, hein.

Naquela vez, ajudei na fuga deles da Ordem de Cavaleiros e me separei logo depois. Sem dinheiro nenhum, vou receber, então.

— Certo, o "Gato Vermelho" tá… vamos ver.

Faço busca da líder, a Nia. Localização: perto do Reino de Strain, país vizinho ao Reino Sagrado de Arento onde eu estava antes, cidade de Carne.

Não é dentro da cidade. Mesmo sendo bandido justiceiro, ainda é grupo de bandido afinal, deve não querer ficar em lugar chamativo.

Ampliando o local, parece que é dentro de uma floresta. Tem algo tipo muralha de pedra espalhada, mas… aparece no mapa "Ruínas do Forte Douce", então provavelmente estão usando um forte abandonado como esconderijo. Essa busca de mapa não mostra detalhes de instalação.

Também busquei os outros membros do "Gato Vermelho", mas, no total, não chega nem a 30 pessoas. Bem poucos, hein? Será que estão em alguma operação?

Bom, tanto faz. Por ora, vamos até lá.

Como é lugar onde nunca fui, não dá pra usar [Gate]. Com [Teleporte] até dá, mas é longe demais pra ajustar o local com precisão. Se der ruim, pode até dar em cima de um rio, ou dentro de casa de alguém. Se tiver obstáculo no destino, o teletransporte em si não acontece, então não teria risco de ir parar dentro de parede.

Aliás, [Teleporte] normalmente não é magia de teletransporte voltada pra longa distância.

Mas, o destino é dentro de uma floresta, então acho que deve dar certo, mais ou menos. Fiz a busca, e ao redor não tem ninguém além de membros do "Gato Vermelho", então não teria problema de ser visto. Aliás, os membros do "Gato Vermelho" já sabem praticamente tudo sobre a magia de teletransporte. Bom, vou aproveitar como treino de [Teleporte].

Direção… é por aqui. Distância… nesse mapa, seria mais ou menos isso…

— [Teleporte].

Num instante, a paisagem ao redor muda de terreno árido pra dentro da floresta. Como teletransportei uns 10 centímetros acima do chão, o pé deu um solavanco, mas consegui não cair.

— Hmm… realmente, não deu certo de primeira, né.

Olhando o mapa, parece que saí a alguns quilômetros do destino, o forte ainda tá mais à frente.

Não sai como se planeja, hein. A sensação é parecida com jogar bola de papel numa lixeira a alguns metros de distância. Se acostumar, talvez consiga acertar em cheio, mas, por ora, ainda não dá.

Bom, tanto faz. O forte já tá bem perto, então, no próximo [Teleporte], dá pra teletransportar direto pro interior do forte com certeza.

Fico pensando se tá tudo bem me teletransportar direto pro forte assim de repente, mas, se for na frente da líder, deve dar tudo certo. Conferindo o mapa, parece que ela tá bem no que seria o pátio do forte. Aqui deve dar certo.

Sem pensar muito, teletransporto pra perto da Nia.

Pensando bem depois, esse foi o erro. Digamos que foi negligência causada pelo excesso de familiaridade com a magia de teletransporte…

— Ué?

O lugar onde teletransportei não era o pátio do forte, e sim dentro de um cômodo. Cômodo, mas não um cômodo comum. Era dentro de uma tenda grande verde.

E, bem na minha frente, estava em pé a líder do bando de bandidos justiceiros "Gato Vermelho", a Nia.

— ……………….

Ela me olhava com os olhos bem arregalados. O cabelo vermelho, antes em maria-chiquinhas, estava solto, caindo reto.

A mão, que estava dobrando a camisa pra cima, tinha parado, e o shorts estava caído no chão, aos pés. A parte de baixo do corpo estava só com uma peça íntima de tecido vermelho pequeno.

O fato de estar no meio da troca de roupa era evidente demais…

— Seu… você!

— Ah, não, espera. Isso é engano. É um acidente.

Como se se pudesse ouvir um efeito sonoro tipo "gogogogo…", os olhos da Nia, completamente vermelhos de raiva e vergonha, vão ficando cada vez mais afiados.

Parece que tinha uma tenda montada no pátio, e ela estava trocando de roupa lá dentro. No mapa de busca, não aparecia a tenda.

Observando o sorriso feroz da Nia, o rosto completamente vermelho se aproximando, e o punho direito se cerrando, tomo minha decisão.

— Alguma última palavra… hein?

— Ah…

— Ah?

— Vermelho é meio chamativo, né…

No instante em que falei isso, o soco direto certeiro da Nia acertou meu queixo. Dava pra desviar, mas isso é aceitar como homem que sou. Recebendo um golpe forte o bastante pra causar concussão… digo, "punch"… quer dizer, um soco, tombei no local.


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