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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 299

O Preço do "Coroa" e a Ativação

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Capítulo 299 – O Preço do “Coroa” e a Ativação

— Luz, venha, cura igualitária, [Area Heal].

Aplico discretamente magia de cura de área ampla em todos os feridos do mercado negro. Não quero chamar muita atenção. Talvez já seja tarde demais pra alguns, mas.

Como a Rouge conteve a Viola, não teve tanta gente morta quanto eu imaginava. Ao menos, neste andar do subsolo.

Segundo o que a Yuri confirmou, o andar de cima virou um cenário de inferno completo.

Por ora, tanto faz pra mim, mas seria ruim se a Nia, a Rouge, a Yuri, e o pessoal do "Gato Vermelho" chamassem atenção, e, já que cumpri o objetivo, não tenho motivo pra ficar. Decido voltar via [Gate] pra base do "Gato Vermelho".

Dentro da tenda do forte, bebendo o chá que a Yuri serviu, finalmente recupero um pouco de tranquilidade.

— Mesmo assim… que golem absurdo foi aquele…

Já tinha ouvido da Yuri que tinha função de recuperação, mas nunca imaginei que fosse a esse ponto. Achei que fosse tipo Frame Gear, recuperando arranhão ou fissura, no máximo.

Cortar completamente ao meio, parte de cima e de baixo, e ainda assim regenerar disso… isso nem é nível de "cura" mais, né… quando ativa, é praticamente regeneração instantânea, aquilo.

— Então aquela é a habilidade da Série "Coroa", hein…

Ouvindo meu comentário, a Nia, observando a Rouge ao lado, abre a boca.

— …O "Coroa" tem poder absurdo, mas impõe um risco grande ao contratante. Você acha mesmo que uma habilidade tipo imortalidade funciona sem preço nenhum?

— Preço?

— Por exemplo, a Rouge, em troca do sangue do contratante, ganha poder destrutivo absurdo e força de fogo. Quanto mais sangue der, maior fica esse poder. Dizem que, se der até a própria vida, não existe nada nesse mundo que não consiga destruir. O antigo líder do "Gato Vermelho", meu pai, morreu por causa disso.

Em troca de sangue!? Morreu, quer dizer… ele deu todo o sangue do corpo pra Rouge!?

Parece que sangue guardado não funciona, precisa ser sangue vivo. Se não me engano, humano morre se perder mais de um terço do sangue total do corpo. Será que ele ultrapassou esse limite…

— Então, o preço do "Coroa" roxo é…

— Não sei se é verdade ou não… dizem que a mente vai ficando cada vez mais louca. Enlouquece, enlouquece, e, no fim, quando não sabe mais nem quem é, a própria Viola tira a vida do contratante. Não sei se é só a "Coroa" roxa que consegue matar o contratante roxo, mas… de fato, dizem que todos os contratantes roxos anteriores, sem exceção, foram mortos pela Viola mesmo. É isso que significa o preço da imortalidade.

Se for isso… será que toda aquela ação e fala estranha, tudo isso é efeito colateral do "Coroa"? Mesmo assim, ainda parece ter algum ego pessoal como humano ainda…

— Basicamente, o contratante com vida mais curta provavelmente é o roxo mesmo. Eu e os outros contratantes de "Coroa", se tomarmos cuidado, não morremos, mas, no caso do roxo, a morte com certeza tá esperando lá na frente.

Que sentido tem uma imortalidade assim, afinal. Achei que ela fosse morta-viva, mas não é bem isso — talvez seja mais como um cadáver ainda vivo mesmo.

Enlouquecer, até não saber mais quem é, continuar enlouquecendo — isso só pode ser inferno.

Tentei buscar a Luna no mapa, mas não teve reação. Será que ela tem algum artefato que atrapalha detecção de energia mágica? Existem golems com capacidade de busca via energia mágica, então essa possibilidade existe.

A Série "Coroa" deve ser algo tipo espada de dois gumes mesmo. Não me diga que a Série "Étoile" que comprei também tem preço parecido?

— Estrela não tem esse tipo de preço, não. O "Coroa" é excêntrico demais. Dizem que o técnico de golem do reino antigo chamado Chrome Lanches criou o "Coroa", mas parece que era um cara bem louco mesmo.

Hmm, uma sensação estranha de déjà vu. Será que é padrão criador desse tipo de coisa ser excêntrico assim? A Doutora de casa também é um caso perdido fora da pesquisa mesmo…

Instalar câmera escondida no banho feminino, essas coisas. E ainda fica assistindo tipo velho tarado, "gufu gufu". Já apliquei o castigo do soco de kung fu, mas.

Por ora, invoco os três "Étoile" comprados, tirando do [Storage]. O [Storage] não consegue armazenar coisa viva… ou melhor, coisa com vontade própria. Já testei isso com os mini-robôs antes, então é confirmado. Por isso, uma vez ativados, existe possibilidade de não conseguir mais colocar de volta no [Storage], mas preciso mesmo aprender o jeito de ativar com a Nia e o pessoal, senão fico sem saber.

Tiro da caixa o "Étoile" de peça transparente vermelha. Tamanho de criança. Um pouco mais baixo que a Rouge, talvez.

Formato feminino… ou melhor, tem jeitão de menina mesmo. Cor base branca, olhos grandes. O rosto é algo tipo máscara, sem orelha, boca, nariz, mas tem um charme estranho. Não é totalmente liso, tem relevo parecido com rosto humano também.

— Então, tipo humanoide mesmo, hein.

A Yuri murmura isso, olhando pro golem Étoile.

Tipo humanoide, dizem, é golem com formato próximo do humano, não voltado pra combate. Esse tipo é bem inteligente, e dizem que foi criado com esse formato pra fazer cuidado e enfermagem, esse tipo de assistência humana.

De fato, sendo tipo humanoide, diferente da Rouge ou da Viola, com jeitão de armadura, esse tem mais jeito de humano mesmo, comparativamente.

Comparando com a nossa Série Babylon, mesmo ouvindo "tipo humanoide", eu sinto tipo "onde, afinal?".

— E, como que ativa isso, afinal?

— Coloca a mão perto do peito, passa um pouco de energia mágica, e fala "abrir".

Não entendo bem, mas tento fazer como mandaram.

— Abrir.

Bashu, com um pequeno som de ar saindo, a peça do peito se abre pra cima. Dentro do peito preenchido de mecanismo, tem um recipiente transparente tipo vidro do tamanho de bola de softbol, e, dentro dele, flutua um cubo em formato de dado, emitindo fosforescência verde.

— Isso é o núcleo do golem, o G-Cube. Enfia a mão nele mesmo e tira.

Ao tocar o recipiente tipo vidro, a mão entra facilmente. Que negócio é esse? Sensação de tocar um bloco de gel. A mão vai afundando, zubuzubu.

Tiro o cubo cristalino transparente verde, de uns 4 centímetros, mas não fica nada grudado na mão. Sensação estranha.

— No pior caso, se só o G-Cube sobrar, dá pra reconstruir como golem comum. Habilidade e memória se perdem, mas. Memória e habilidade ficam acumuladas no "Q-Crystal" da cabeça.

O cérebro, o Q-Crystal; o coração, o G-Cube; e o corpo feito no reino antigo, tudo reunido, só aí que é reconhecido como "corpo antigo".

Ao contrário, se só sobrar o Q-Crystal, dá pra criar uma máquina que herda memória e habilidade, mas fica inferior comparado ao original.

A memória em si se apaga se ficar sem funcionar por centenas de anos, então a maioria dos corpos antigos não tem memória da era do reino antigo… que pena.

— E, o que faço com isso?

— Pra fazer registro de mestre, precisa incorporar sua informação nesse G-Cube. Coloca dentro dele algo tipo cabelo ou unha, qualquer parte do seu corpo. Com isso, o registro termina.

Arranco um fio de cabelo da franja e encosto no G-Cube, e ele é absorvido suavemente, dissolvendo e desaparecendo. Com isso, o registro terminou.

Volto o G-Cube pro recipiente original, fecho a armadura do peito que estava aberta, e "trava".

Aliás, se alguém tentar roubar golem de outra pessoa, precisa sobrescrever esse registro. Pra isso, precisa levar a máquina até parada total de função, então dá bastante trabalho. Faz sentido, o golem também resiste com toda força se tentarem apagar a própria memória ou trocar o dono à força.

Claro, golem é propriedade individual, então isso em si já é ilegal, roubo. Existem várias medidas pra evitar roubo também, mas, por ora, tanto faz.

Do "Étoile" com o G-Cube recolocado, começa a ecoar um som suave de ativação, e, eventualmente, das peças transparentes vermelhas, um brilho tênue começa a emanar. Mas isso dura pouco, e a luz logo se apaga.

— Não ativou, hein. Normalmente isso deveria ativar.

— Será que tá quebrado mesmo, como o dono falou?

Hmm, num instante chegou a ativar. Que sensação estranha, hein. Tipo eletrodoméstico velho quebrado. Mau contato? Bom, não deve ser algo que resolve batendo, mas.

Vou examinar um pouco.

— [Analyze].

Com magia de análise, entendo a estrutura desse golem. Claro que, sem conhecimento nenhum, não entendo o significado da maioria das peças pra que servem.

Mas dá pra entender o fluxo de energia mágica. O fluxo vindo do G-Cube, no coração, não chega até o Q-Crystal, que seria o cérebro. Tá parando na região do pescoço. Em termos humanos, seria tipo infarto? Se entupir vaso sanguíneo do pescoço, seria algo grave.

Vou pra trás do golem "Étoile" e examino a região do pescoço. Aí, percebo que tem uma peça transparente vermelha de 1 centímetro quadrado.

Tento apertar. Sem reação. Não parece nem ser botão, primeiro.

Confirmando de novo essa parte com [Analyze], parece que tem uma pequena barreira aplicada logo embaixo disso, bloqueando o fluxo de energia mágica.

Provavelmente, essa parte deve funcionar tipo dispositivo de segurança. Originalmente, deve ter tido uma chave de ativação pra desativar isso.

Se for isso mesmo, talvez dê pra resolver de algum jeito.

— [Cracking].

Reconstruo a estrutura só na parte um pouco além dessa peça transparente. A magia nula [Cracking] intervém na fórmula de ativação, reescrevendo condição e configuração. Reconfigurar o golem inteiro é impossível, mas só uma parte bem específica dá pra fazer.

Apago a barreira, e faço a energia mágica fluir até a cabeça. Deve ter chegado energia mágica até o Q-Crystal, porque as peças transparentes do "Étoile" começam a emitir brilho vermelho de novo.

— Se moveu, viu.

— Ei, conseguiu!

Interrompendo as duas comemorando, uma voz mecânica desconhecida ecoa vinda do "Étoile".

— «Modelo número ET-101, sem nome individual registrado, ativado. Estado de funcionamento sem problemas. Por favor, registre nome de mestre e nome individual.»

Ooh, falou. Não, mais que falar, foi mais tipo reproduzir um áudio mecânico gravado.

— Er, nome de mestre é Mochizuki Touya. Nome individual é… certo, deixa eu ver…

Sendo estrela, queria dar um nome relacionado a estrela. Estrela vermelha tipo Antares no Escorpião, ou Betelgeuse em Órion são famosas, mas não parecem nome de menina.

Nem precisa ser relacionado a estrela, pode ser normal, baseado na cor mesmo.

— Certo, o nome individual é Ruby.

— «Registrado. Alteração de registro de mestre completa. Reiniciando.»

O Kohaku e os outros também têm nome de joia, então combina bem. Bom, o significado meio se sobrepõe com o Kōgyoku (rubi vermelho). As outras duas, óbvio, serão Sapphire e Emerald. Como é meio longo, talvez Sapha e Emera funcione também.

A Ruby, que parou o movimento por um instante, começa a se mexer de novo, junto com um som baixo de ativação.

— Consegue me reconhecer?

— «Pi.»

A Ruby assente pequeno. Ué? Será que não fala, essa? Falou agora há pouco.

— Essa aí, provavelmente, é tipo aprendizado. Fala e movimento agora devem estar no mínimo mesmo? Se ensinar, deve aprender até certo ponto, acho.

A Nia fala isso, e, ao lado, a Rouge também assente. Entendi, então é tipo bebê que ainda não sabe nada. Preciso ensinar várias coisas de agora em diante.

…Será que tá tudo bem deixar um bebê assim aos cuidados daquela Doutora… isso é péssimo pra educação dela, francamente.

— Bom, tanto faz, conto com você, Ruby.

— «Pi.»

A Ruby assente pequeno de novo. Será que ela vai conseguir falar eventualmente. Se a Doutora mexer nela um pouco, talvez consiga falar rapidinho, mas fico com a sensação de que seria desperdício fazer isso.

Continuando, ao tentar registrar a Sapphire, quer dizer, a Safa, de peça transparente azul, recebo um aviso importante.

Ao fazer contrato com golem, normalmente é um por pessoa. Isso porque, se contratar vários golems, existe chance considerável de ocorrer interferência de reação, e não funcionar direito.

Resumindo, se mandar "A vai pra direita, B vai pra esquerda", pode acontecer de os dois irem pra direita, os dois pra esquerda, ou, no pior caso, nenhum se mover.

De fato, se isso acontecer durante combate, é fatal.

Só que, se for do mesmo criador, mesmo tipo de golem, essa possibilidade cai bastante. Como esses "Étoile" claramente são da mesma série, provavelmente vai ficar tudo bem, mas, como a possibilidade não é zero, fui avisado pra lembrar disso.

Por ora, faço [Cracking] igual nas duas, na Safa e na Emera, completando o registro.

— Contando com vocês duas.

— «Po.»

— «Pa.»

Por ora, a Ruby só reage com "Pi", a Safa com "Po", e a Emera com "Pa".

Por precaução, faço um teste de funcionamento, pra ver se não tá tendo interferência de reação.

— Ruby, mão direita, Safa, mão esquerda, Emera, as duas mãos, levantem.

Quando ordeno isso, as três se movem corretamente. Sem problema, então.

Mas, olhando essas três, fico pensando que elas se parecem com alguém, e então percebo, ah, é isso, as três kunoichi da Tsubaki-san. Sarutobi Homura, Kirigakure Shizuku, Fūma Nagi.

Seria interessante deixar essas três com aquelas três lá, mas, do outro lado, golem chama muita atenção mesmo. Impossível. Golem ninja seria legal, hein.

Bom, de qualquer forma, comprei essas três pra guardarem o portão dimensional, afinal.

…Não, espera, agora que penso nisso, será que conseguem proteger mesmo…?

Tipo humanoide, ou seja, voltado pra enfermagem e cuidado, quer dizer que não tem poder de combate, né. Hmm. Se equipar com armamento forte, talvez fique bem, mas.

Bom, tanto faz. Isso penso depois. Um dos objetivos já foi cumprido, então falta o terreno pra instalar o portão dimensional. Ainda acho que ilha desabitada seria melhor.

Se ao menos tivesse, no mundo real, algo tipo a Ilha Dragoness, ilha dos dragões, lugar que ninguém se aproxima. Pra desenvolver esse tipo de lugar.

Pergunto por perguntar mesmo, sem esperar muito. Aí, recebo uma resposta inesperada.

— …Tem?

— É ilha de dragão, né? Tem uma ilha chamada Draclif. Cheia de ninho de dragão de temperamento feroz, lugar que ninguém se aproxima.

Até o nome é parecido. Por ora, confirmo no mapa. No mapa do mundo real, seria bem no centro de um mar interno cercado por Hanok, Lodmea, Eurono e Regulus. Tamanho menor que Brunhild.

Certo, se ninguém se aproxima por causa dos dragões, é ótimo, na verdade. Se eu chamar a Ruri, talvez dê pra negociar. Ela tá do outro lado, mas, se eu seguir o procedimento certo de magia de invocação, deve dar pra chamar ela pra cá também.

Existências chamadas de fera divina, tipo o Kohaku e os outros, e fera sagrada, fera fantasma, espírito e afins, vêm do Mundo dos Espíritos. Por isso, provavelmente devem ter influência até com os dragões deste mundo também. No pior caso, se forem tipo aqueles dragões desregrados da Ilha Dragoness, vou dar uma lição.

— Certo, então vou indo. Muito obrigado às duas, me ajudaram bastante.

— Eu que agradeço por ensinar magia. Aliás, tá tudo bem mesmo dar aquilo aí de presente?

A Nia lança um olhar de relance pros sete fragmentos de pedra mágica colocados na mesa, e o livro de magia grosso, nível básico.

— Não precisa se preocupar com o livro, é usado meu, não é problema. Não deve conseguir ler as letras, mas, se usar esse óculos, vai conseguir ler.

Entrego pra Nia o óculos de tradução. Aquele livro cobre magia básica dos seis atributos, então, se conseguir usar, deve ficar bem conveniente.

— Por precaução, aviso de novo: escolham direito pra quem vão ensinar, tá? Magia serve pra ajudar a felicidade das pessoas, não pra fazer infelicidade — foi o que meus mestres ensinaram.

Bom, dizendo mestres, tanto a Lindsey quanto a Leen, são minhas noivas, mas.

— Já sei disso. Em nome do bando de bandidos justiceiros "Gato Vermelho", não vou usar de um jeito que faça gente boa chorar. Bandido mau, pode até chorar, viu.

A Nia responde sorrindo, "ni". Bom, ela não deve usar de forma errada. Ou melhor, a vice-líder Esto não deve deixar ela fazer isso.

Saindo da tenda, alinho a Ruby e o pessoal.

— [Levitation].

As três golems flutuam suavemente no ar. Enquanto as duas ficam surpresas, "ooh", eu também flutuo no ar com [Fly].

— Então, se tivermos sorte, nos vemos de novo.

— Isso aí!

Aceno pra elas e voo pro céu de uma vez. Aplicando [Invisible], sigo rumo ao norte discretamente.

Meu destino é a Ilha Draclif. Ao chegar, preciso chamar a Ruri.

Espero que os dragões daqui entendam de conversa, diferente do mundo real.


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