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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 298

O "Coroa" Roxo e a Fanática

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Capítulo 298 – O “Coroa” Roxo e a Fanática

— Tem bastante golem aqui, hein. Que pena, mas vou destruir todo mundo, tá? Vou matar todo mundo, tá? Quem não quiser ser morto, mata a Luna, tá?

A garota que se apresentou como Luna, com sorriso coberto de sangue alheio, fecha a sombrinha.

— Então, Viola, por favor?

— «Gi.»

O pequeno golem roxo salta pro anfiteatro. No instante do pouso, ele balança a foice grande, imprópria pro tamanho da máquina, e um golem grande exposto ali é cortado limpo, de cima a baixo. Que fio afiado absurdo.

— O quê…!

O dono que vendia o golem arregala os olhos, surpreso, ficando paralisado no local. O golem roxo transforma a foice num formato tipo naginata, e crava, "dosu", direto no peito do dono.

— E…?

Gopu, jorrando sangue do peito, o dono desaba. Ao mesmo tempo, um grito dos clientes ao redor ecoa por todo o local.

Uma mulher que gritava por perto tem a cabeça decepada de repente. O local vira pânico, cheio de gente correndo desesperada.

— Rouge!

— «Entendido.»

Diante do comando da Nia, o "Coroa" vermelho avança em direção ao "Coroa" roxo. O soco disparado pela Rouge é bloqueado pelo cabo da foice do golem chamado Viola.

— Ora, ora? Tem uma vermelha aí? Por quê?

Luna, que olhava pra gente de cima, inclina levemente a cabeça.

— Seu! Roxa! Que intenção é essa!

— Ora, ora? É mesmo a Nia-chin. Coincidência, ou destino?

A garota chamada Luna finge surpresa exagerada. Enquanto isso, a luta entre a Viola e a Rouge continua.

Mas, contra a Viola, que carrega arma transformada em naginata, a Rouge, desarmada, está em desvantagem absoluta. Ainda por cima, o alcance da Rouge é curto. A Viola também tem isso, mas justamente por isso a diferença de ter arma ou não vira decisiva.

Toda vez que o golem roxo balança a naginata, os golems ao redor expostos e os clientes fugindo desesperados são cortados em pedaços. A Rouge parece estar tentando guiar isso, na medida do possível, pra longe das pessoas, enquanto se defende.

— Para a Viola! Por que tá fazendo isso, afinal!

— Por quê? Por quê, por quê? Fala coisa que eu não entendo, hein, Nia-chin. Só vim participar de um evento que parecia divertido.

De novo, Luna inclina levemente a cabeça. Essa garota… desde há pouco, a fala dela tá estranha.

— É divertido, sabia? Quando arranco olhos bonitos assim. Varia de pessoa pra pessoa. Vermelho, azul. É uma pena que apodrecem rápido. Quando arranca direitinho, até fico animada demais.

— Seu…!

A conversa não fecha. Não sei se essa garota tá falando sério, mas, de qualquer forma, com certeza é uma situação grave. Enquanto isso, a garota vem descendo em nossa direção, girando a sombrinha.

Por ora, tentando fazer algo com essa tal Luna, dou um passo à frente, e, com tremor de terra, chegam na frente da garota homens acompanhados de um golem enorme. Aquilo é… o golem que estava no portão deste cassino. Então esses homens devem ser os seguranças da "Borboleta Negra".

— Ei, você! Para essa golem agora mesmo!

— E se eu disser não?

— Tsc, morre!

Seguindo a ordem do homem, o golem de aço desfere na garota um soco literalmente de ferro. Recebendo o golpe disparado de uma máquina de 3 metros, a garota é jogada com força contra a parede, o corpo franzino rolando pelo chão. Golpe de nível letal instantâneo.

— Idiota… ei, próximo é aquele golem roxo! Vai lá acabar logo com isso!

Com tremor de terra, o golem grande caminha em direção à Viola e a Rouge, que ainda estavam em combate.

— …Inútil. A Viola não quebra, por isso é a Viola, sabia?

— O quê!?

Coberta de poeira, Luna se levanta. O braço tá torto num ângulo estranho, e a canela também tá curvada em forma de "く". Com certeza deveria ter osso quebrado, mas, no instante seguinte, uma fumaça roxa sobe do corpo dela, e, num piscar de olhos, braço e perna se curam.

— Que negócio é esse, hein…

— É a habilidade do "Coroa" roxo, sabe. Parece que dá corpo imortal ao contratante… e o próprio "Coroa" também tem capacidade de regeneração alta.

Imortal, francamente. Será que essa garota é morta-viva?

Enquanto eu ficava surpreso com a explicação da Yuri, a Rouge, que lutava contra o "Coroa" roxo, é arremessada por um golpe de foice. O grito da Nia ecoa.

— Rouge!

A Nia corre em direção à Rouge arremessada.

Enquanto isso, ignorando a dupla vermelha, a Viola, que arremessou, recompõe a foice em direção ao golem grande que investia contra ela.

Desviando com leveza do soco grande, corta facilmente o corpo dele com a foice na mão. Gotoon! O corpo partido ao meio rola sem piedade no chão.

— Não dá pra brincar direito. Que chato. Os tios também parecem que não vão me matar, hein.

— Seu…!

Um dos seguranças crava a lança que segurava no peito de Luna. A ponta da lança, cravada até quase o meio, sai pelas costas da garota.

— He-hehe… vou morrer como você quer, e… o quê!?

— Mas eu falei que é chato, né?

Segurando com naturalidade, na frente do peito, a lança que atravessou até as costas, ela quebra com uma mão só. De onde vem tanta força assim, hein.

Não, monstro que virou morto-vivo perde o limitador do corpo, ganhando força impossível em vida. Talvez seja isso que esteja acontecendo.

— Certo então.

A garota puxa sem cuidado a lança que estava saindo pelas costas. E, essa lança, ela crava com força total no rosto do dono original, que tremia de medo.

— Devolvo, viu.

O segurança tomba pra trás, atingido no rosto pela lança. A garota, sorrindo, aponta dessa vez a sombrinha fechada em direção a outro segurança companheiro ao lado.

— Guoe!?

Junto com o som de estilhaço da sombrinha se quebrando, o osso da sombrinha sai pelas costas do homem.

— Ah, quebrou. Era minha sombrinha favorita. Nossa, culpa do tio. Vou arrancar os olhinhos dele.

Nos olhos do homem, que chorava lágrimas de desespero, a mão direita impiedosa da garota se estende.

— [Teleporte].

Teletransportando instintivamente, seguro firme a mão dessa garota coberta de sangue. Kuh, que força absurda. De onde vem tanta força escondida nesse corpo franzino?

— Ora, ora? Desde quando?

Olhando pra mim de baixo pra cima, confusa, através dos óculos, a garota roxa.

— Quem é você, rapaz? Por que atrapalha a Luna?

— Não sei o motivo, mas não posso ficar quieto vendo assassinato. Vou parar isso à força se precisar.

— Ahahahahá! Que engraçado! Como assim?

— Assim ó. [Gravity].

Ativo magia de peso na garota que seguro. Sem conseguir ficar em pé com o próprio peso aumentado, ela desaba no local, sem conseguir se mexer.

— Ora, ora? Que isso? Não consigo me mo…

— Agora! Prendam ela!

Os seguranças correm em massa pra prender a garota imóvel. Mas, antes disso, o golem roxo, que salta rapidamente, dá um golpe de foice largo.

— Kuh!

Pra desviar do golpe de foice, salto pra trás com força. Os seguranças que não conseguiram escapar têm o corpo cortado, rolando no chão.

— «Gi.»

Transformando de novo a foice em modo naginata, o golem roxo ataca. Desviando, mudo a Brunhild da cintura pra modo lâmina, e aparo a naginata com um golpe horizontal.

— «Gigi?»

Vendo a própria arma cortada limpa a partir do cabo, a Viola para um instante. Sem perder essa brecha, corto de uma vez o corpo do pequeno golem.

O golem roxo, partido ao meio de cima a baixo, rola pelo chão e para de se mexer.

— Fuu…

Solto uma respiração forte, olhando ao redor. Várias vítimas foram geradas. Preciso lançar logo magia de cura em quem ainda tá em condição de ser salvo…

— Ahahaha! A Viola foi cortada! Incrível, rapaz!

Uma voz vem junto de palmas, pá pá pá. Surpreso com isso, viro-me, e lá estava a Luna, que até há pouco estava caída no chão.

Impossível. Não desativei o [Gravity]. O que ela fez?

— Será que me conta seu nome, rapaz?

— …Touya. Mochizuki Touya.

— Toya. Toyan, então. Sim, nome bonito. O Toyan parece que ia matar a Luna direitinho. Mas que pena. Hoje não pode. Porque, se for, quero ser morta num palco ainda mais bonito!

— Infelizmente, não tenho o hobby de matar gente com prazer, sabe.

— Ora, ora? Que tímido. Isso também é atraente? A Luna pode ficar a fim de verdade. O que acha, Viola?

Luna vira o olhar pra trás de mim. Achando que não pode ser, me viro, e lá estava, completamente restaurada igual a Luna, a Viola, em pé. A foice cortada continuava assim mesmo.

— O quê…!

Como assim? Isso também é habilidade do "Coroa" roxo? Super regeneração, não, capacidade de regeneração mesmo? De qualquer forma, parece não ser adversário simples…

— A Viola também parece ter gostado do Toyan. Kufufu, que sorte encontrar assim, num lugar desses!

— Não vem com essa, desgraçada!!

De repente, um punho vermelho é disparado de lado na Viola. Aquele punho em chamas distorce o corpo roxo, arremessando até a parede do cassino.

Envolvendo os dois braços transformados em vermelho ardente, o "Coroa" vermelho, Blood Rouge, persegue a Viola arremessada.

Cada golpe daquele punho emitia poder o bastante pra sacudir o cassino inteiro. É diferente da Rouge de até agora. O que aconteceu, afinal?

— Roxa… a dívida de ter me feito de boba outro dia, vou cobrar direitinho!

— Buu, Nia-chin, não atrapalha, viu.

Na frente de Luna, que faz bico, a Nia aparece. Vendo a figura da Nia, solto uma exclamação sem querer.

— Você… o que aconteceu com sua mão!?

Da mão direita da Nia, sangue escorria sem parar. Parece que ela machucou a palma da mão. Bastante quantidade, a mão direita completamente vermelha.

— Não se preocupa. Pra usar a habilidade da Rouge, preciso do meu próprio sangue.

— Não se preocupa, francamente…

Claro que não dá pra não me preocupar, e lanço magia de cura na mão dolorida dela. Como o ferimento em si não era tão profundo assim, o corte fechou num instante.

— Como sempre, impressionante essa magia sua, Touya…

— Aviso logo, o ferimento só fechou, o sangue não voltou, viu.

Vendo isso, Luna fica com o rosto corado de excitação, me encarando com os olhos sem luz.

— Magia! O Toyan é mago! Que bom, que bom, arrepiante! Fiquei animada! Haa, haa… acho que vou vazar… ah…

Ah, o quê, ah! Foi tipo pós-orgasmo!?

Abraçando o próprio corpo, ficando toda mole nas pernas, remexendo-se, só me resta olhar essa cena com expressão de quem mordeu inseto amargo.

Talvez ela seja páreo pra minha criada erótica, a Shesca.

— Essa mulher pervertida…

— Isso é o charme da Luna, viu! Kufufu, o coração dispara! Que existisse algo ainda mais empolgante que arrancar olhinho…!

Respondendo com naturalidade à fala da Nia, o olhar dela continuava fixo em mim. Impressão minha, ou a respiração dela tá ficando mais ofegante?

— …Quero devorar…

Zuk, sinto como se tivessem enfiado gelo na minha espinha. Em vários sentidos. Aquela frase da garota, possivelmente morta-viva, me fez lembrar de todos os filmes de zumbi que já vi.

Aproveitando essa brecha, Luna encurta a distância entre nós num instante. Segurando-me, recuo um passo instintivamente com velocidade absurda, mas ela prende minha perna direita entre as pernas dela.

Bem colada, na posição de ter a virilha dela em cima da minha coxa, Luna sussurra baixinho no meu ouvido.

— Da próxima vez, mata a Luna, tá?

Dizendo isso, ela lambe minha bochecha rapidinho.

— O QUÊ, O QUÊ, O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO, HEIN, SUA!!

— Kyahaha! Nia-chin, ciúmes?

Desviando com facilidade da Nia que investe socando, Luna se afasta de mim num instante.

— Viola! Vamos voltar!

A Viola, que travava combate mortal com a Rouge, corre até Luna e a coloca no ombro. Igual criança sendo carregada nos ombros.

— Hoje foi divertido! Até mais!

Luna, de cima, manda beijo, e a Viola, embaixo, solta do pulso algo tipo gás roxo. Aquela fumaça sinistra dá pra saber num instante que é algo perigoso.

— Água, venha, muralha em espiral, [Aqua Shell]!

Crio instintivamente uma parede defensiva de água, contendo a fumaça roxa. Misturando água com a fumaça, movo a água que virou cor sinistra pra dentro de um vaso caro que tinha flor arranjada por perto.

Imediatamente, o buquê de flores no vaso apodrece e cai num instante. De fato, era veneno mortal mesmo…

Já não tem mais sinal da Luna e do pessoal. Escaparam, então. Que gente absurda, hein.

— Tsc! Aquela desgraçada! Fugiu de novo!

A Nia chuta os destroços de mercadoria clandestina próxima. Entendo o sentimento.

Opa, não posso ficar assim. Preciso logo lançar magia de cura em quem ainda tá vivo.

Hm?

Quando ia começar a andar, sinto uma sensação estranha e olho pra baixo.

— …Uaah.

Na coxa da perna direita, tem uma mancha estranha, molhada. Espe… isso é…

Franzindo o rosto, olho pra Nia, e, do outro lado, ela também olhava pra mim com cara de bastante nojo.

E, formando um X com o indicador da mão direita e da esquerda, aponta na minha direção.

— Cortei o azar.

Isso existe até em outro mundo, francamente… nossa, que dia, hein.


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