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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 327

A Ave Gigante e os Emissários

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Capítulo 327 – A Ave Gigante e os Emissários

— [Luz, atravesse, lança sagrada brilhante, Shining Javelin]!

A lança de luz voa em linha reta até o alvo, tipo flecha disparada de corda de arco.

O King Ape de pedra, montado como alvo, é atravessado e estilhaçado em pedacinhos.

Assim, parece que já conectou a fórmula à energia mágica, e o [Shining Javelin], disparado sem incantação, vai destruindo as estátuas de King Ape uma atrás da outra.

Não demora muito pra todas as dez estátuas preparadas se despedaçarem.

— O que achou? Bem legal, né!

— Excelente, excelente. Bom trabalho, Sue.

Ehen, estufando o peito, acaricio a cabeça da Sue. Com 11 anos, dominar isso a esse nível já é bastante impressionante.

A Sue tem aptidão de luz. Magia de atributo luz, basicamente, é chamada de magia sagrada, então é excelente em magia de recuperação, purificação, e defesa.

Mas não é que não tenha magia de ataque. Existem magias pra derrotar inimigo, como o [Shining Javelin] de agora, o [Light Arrow], o [Star Bright] e afins.

A Sue aprendeu magia de luz com a Lindsey e a Leen, e, sem perceber, chegou a dominar até esse nível.

Além disso, arte marcial ela aprende com a Yae e a criada Lapis-san, e arremesso de faca, do mesmo jeito, com a criada Cecile-san, e absorve tudo isso feito esponja absorvendo água.

Já deve estar mais forte que qualquer aventureiro comum por aí.

Mesmo com minha divinização em jogo, ela já devia ter talento natural mesmo.

— Mas ainda falta muito. Preciso ficar sem vergonha nenhuma de ser esposa do Touya. Quero ficar cada vez mais forte, e proteger este país!

Palavras que me deixam feliz. Baixo os olhos até o nível da Sue e seguro a mãozinha dela.

— Obrigado. Mas não pode se esforçar demais, viu. Ser forte ou fraco não importa nada. É a Sue do jeito que é que é importante pra mim.

— Não tô me esforçando demais. Eu também acho o Touya importante. Por isso, consigo me esforçar. Você também podia se apoiar mais em mim.

Dizendo isso, ela envolve o pescoço com os braços e me abraça com força, "gyuu". "Se apoiar", mas isso é meio difícil pra mim.

Rindo sem graça, ainda assim abraço com firmeza minha pequena noiva.

— Aliás, Touya.

— Hn?

— É verdade que aumentou mais mulher, de novo?

— Bufu!?

Espe, o que você tá falando de repente, Sue!

— Entrou mulher nova na Babylon, né? Ouvi da Shesca. Mulher de óculos, com cachorro.

— Não é isso! Aquela pessoa não é nada disso! É só equipe técnica mesmo, viu!

Aquela criada tarada e fofoqueira, o que anda inventando!

A Sue solta a mão, cruza os braços e solta um pequeno suspiro. Que isso, essa pose de "aah, cansei" com desânimo… onde aprendeu isso.

— Papai disse que o Touya tem cara de sina de mulher. Disse pra eu ficar de olho pra não deixar você ser fisgado por mulher esquisita.

— Já disse que não é isso!

Duque desgraçado, não ensina coisa estranha pra sua filha! Que sina de mulher que nada.

Isso não… espera, refletindo bem… não, não, não. Não tenho. Deve ser que não tenho. Não tinha, né. Quero acreditar que não tinha. Vou considerar que não teve.

Depois de uma troca de argumentos e sermão da Sue por um tempo, de algum jeito consigo fazer ela entender.

— Realmente, o Touya não dá certo sem a gente, hein.

— Éé, é isso mesmo…

Dando as mãos com a Sue, de bom humor, voltamos ao castelo. Como se a tempestade contínua de ontem fosse mentira, o céu limpo se estende sem fim.

Se eu pedir aos espíritos, dá até pra afastar tempestade e furacão, mas, a menos que seja algo realmente sério, deixo isso a cargo da natureza mesmo.

— Aliás, a Ellen-san tá bem?

— Sim. Já tá com a barriga bem grande. Eu queria irmão mesmo, viu.

A Ellen-san, mãe da Sue, está atualmente grávida. Talvez por causa disso, a Sue esteja tão dedicada nos treinos de magia.

Às vezes, visitando a clínica da cidade de Belfast e curando feridos, o Reim-san, mordomo da família ducal Ortlinde, comentava com orgulho. Menina gentil, ela.

Mesmo com uma parte inocente demais e egoísta às vezes.

— …Touya. Tô vendo algo estranho.

— Hã?

De repente, a Sue, parando de andar, aponta pro céu na direção do castelo.

Algo estava voando em nossa direção. Pequeno feito grão de arroz, difícil de ver bem, mas…

— Será pássaro?

— [Long Sense]!

Com magia sem atributo [Long Sense], projeto só a visão.

O que vinha voando era, sem dúvida, um pássaro. Mas não é pássaro comum. E, ainda por cima, tem um humano montado em cima.

O pássaro é enorme. Ave gigante. Ou melhor, isso não seria fera gigante? E ainda por cima, tem três deles.

Achei que vinham atacar a cidade, mas desviam do curso, voando em direção à planície ao norte, e os pássaros pousam ali.

— Pássaro grande, hein.

— Vamos lá ver.

Usando [Teleporte], teletransporto pra planície ao norte do castelo. No alto de uma colina da planície, estavam três aves gigantes e três pessoas, homens e mulher.

Dois homens e uma mulher. Vestem algo tipo traje étnico. Parecido com o povo da floresta selvagem, mas com sensação um pouco diferente.

Com penas de pássaro abundantes na cabeça e ombros, parece traje étnico tipo Azteca, falando em termos da Terra. Será que também tem mistura de nativo americano?

Pele marrom-avermelhada, mas de onde vieram, afinal? Não me diga, será que conectou de novo com o mundo sombrio?

— Vossa Majestade!

Mantendo distância, observando a reação do adversário, vem do lado do castelo o vice-comandante Nicola-san e alguns cavaleiros. Vieram por causa das aves gigantes.

Esperando o Nicola-san e o pessoal chegarem atrás de nós, falo com os três.

— Quem são vocês. Que assunto os trouxe a este país?

— Somos emissários do Reino de Iguretto, que fica a sudoeste daqui! Viemos entregar a carta do nosso rei ao rei deste país!

Um dos três, o mais alto, com pena branca decorando a cabeça, grita em voz alta.

O Reino de Iguretto é um país-ilha flutuando no mar a sudoeste de Brunhild, além de Misumido e Belfast.

Ilustração do capítulo 327

O povo de Iguretto é dito descendente de uma tribo da floresta selvagem que atravessou o mar e se estabeleceu ali. De fato, tem certa semelhança, mas…

Já fui lá uma vez. Se não me engano, foi quando fui procurar o "Laboratório" da Babylon. Mas só desembarquei na morada do dragão marinho que me guiou.

Paraíso tropical confortável, Iguretto. Que assunto será que vieram passar de propósito de um lugar desses?

Avanço até a frente dos três que caminham vindo debaixo das aves gigantes.

— Entendi a história. Vou receber a carta. Sou o Príncipe deste Principado de Brunhild, Mochizuki Touya.

Ao me apresentar, os três se entreolham surpresos, e depois se ajoelham, entregando a carta que seguravam.

Deve ser aquilo, hein, será que ainda não tenho presença suficiente. Um jovem desses sendo rei, impossível? Ou melhor, o Reino de Paruhu tem rei de dez anos. Comparado a isso, deve ser melhor. …Será que devo deixar barba crescer? Não deve combinar comigo, mas.

Abrindo o tubo metálico com um estalo, tipo estojo de diploma, tiro a carta enrolada, selada com cera.

Vamos ver, o que diz… Mu. Isso é…

— O que tá escrito aí?

— Bom, resumindo, é pedido de socorro.

O Reino de Iguretto parece ter sofrido dano grande com a tempestade destes últimos dias. Plantação levada por enchente, todos os navios grandes destruídos sem exceção, depósito de alimento estocado também estragado, poucos mortos, mas muitos feridos.

Especialmente falta comida, e, mesmo querendo pedir ajuda a Belfast, Misumido, Lifris, países com relação diplomática, não tem navio, e transporte de comida levaria tempo.

Por isso, vieram me pedir ajuda, montados nas aves gigantes.

Sinceramente falando, de Brunhild, não dá pra oferecer tanto apoio de comida assim. O próprio país é pequeno, e, dizendo isso sem rodeios, a comida do nosso próprio país também é importante.

Mas dá pra pedir aos países da Aliança Mundial, e, mesmo que seja pouquinho de cada um, juntar e teletransportar tudo de uma vez pra Iguretto.

Cada país deve ter várias circunstâncias próprias, então não deve dar pra fazer imediatamente, mas.

— Por ora, alguém pode vir até o castelo? Vou entrar em contato com os outros países. O assunto da comida deve levar um tempinho, mas… ah, os pássaros podem ficar aí mesmo.

— Entendido.

O jovem com pena branca e a mulher com pena vermelha vêm em nossa direção. O jovem com pena marrom parece ficar com as aves aqui.

Esse pássaro se chama Roc, e parece ser também uma fera mágica que virou gigante. A tribo que doma esses Roc parece ser justamente a tribo deles, os Roc.

Mesmo assim, dizem que, incluindo esses três, só tem cinco no total.

Entre os três, o líder, jovem de pena branca, é Totora Roc. A mulher de pena vermelha é Ririkara Roc. Os dois são irmãos. E o jovem de pena marrom é Rocha Roc. Mesmo sobrenome Roc, mas não é irmão, é primo deles.

A Sue queria montar no Roc, mas, sendo a situação atual, impedi. É perigoso, afinal.

Explicando que ela é minha noiva, os irmãos Totora e Ririkara ficam de novo surpresos, arregalando os olhos.

Entrando em contato com os representantes de outros países, já consigo estabelecer uma previsão de apoio razoável em comida, mas só isso não resolve.

Preciso fazer com que Iguretto consiga assegurar comida por conta própria o quanto antes. A indústria principal sendo pesca, não ter navio deve ser bem grave mesmo.

Vou produzir navio em massa na "Oficina" da Babylon. Claro, vou cobrar o valor correspondente por isso.

Mas parece que aqui também tem outro problema.

— Mesmo tendo navio, agora não dá pra sair pra pescar. Porque tem um Tentaculer esperando.

— Tentaculer? Ah, aquela fera do mar tipo lula gigante, né?

Na Terra, a lula gigante é considerada um dos maiores invertebrados do mundo, com indivíduos de até 18 metros de comprimento, dizem, mas o Tentaculer é uma fera mágica muito maior que isso, ao que parece. Já li sobre isso antes no dicionário de feras mágicas do mundo, na Guilda de Aventureiros.

Dizem que consegue até arrastar navio grande pro mar com os tentáculos. Isso e não estar "gigantizado" é algo absurdo.

Parece com o Kraken que invoquei antes, mas é uma fera mágica diferente.

— Mas, se não me engano, Iguretto tem um dragão marinho, né?

O dragão marinho, considerado divindade guardiã de Iguretto. Vive perto do mar de Iguretto, gentil, protegendo o povo de lá. Subordinado da Ruri, já encontrei uma vez também.

Achei que, se ele estivesse lá, não deixaria passar a tirania desse tal Tentaculer.

— O dragão marinho lutou contra o Tentaculer, e, derrotado, desapareceu pra algum lugar. Não achamos que ele morreu, mas…

Aah… o dragão marinho perdeu, hein. Vencer aquele lá, será que esse Tentaculer é grande demais mesmo?

…Será que não dá pra comer ele? Talvez ajude com a falta de comida. Tipo virar surume, comida conservada.

Comentando isso baixinho, olham pra mim com cara bem desagradada. Ué? Será que Iguretto, mesmo tendo pesca como principal, não come lula?

Será diferença cultural, hein. Bom, não vou forçar, e nem sei se é gostoso.

Aliás, eu mesmo, sinceramente, não sou bom com lula. Aquela textura pegajosa não combina comigo. Textura de cozido ou grelhado também não curto, só como surume bem duro mesmo.

Bom, por ora, vamos até o Reino de Iguretto.

Queria evitar situação de ter que lutar contra lula debaixo d'água…

Com [Recall], recebo do Totora a memória da capital de Iguretto, Retorabamba, e, quando ia teletransportar com [Gate], de repente a Sue diz que quer ir junto.

— Sempre eu fico esperando em casa, é chato. Dessa vez, me leva junto. De vez em quando, ouvir o egoísmo da esposa também é papel do marido, viu.

Não é passeio, viu… quando a Sue fala isso, o resto do pessoal também começa a levantar a mão, pedindo pra ir junto.

De fato, seria vergonhoso levar montão de noivas em fila pra encontrar o rei de lá. De algum jeito consigo convencer todo mundo, e decido levar só mais duas. Mesmo três já é bastante, mas…

Ou seja, começa uma disputa de jokenpo entre as oito restantes.

Vendo minhas noivas empolgadas com jokenpo, os irmãos Roc ficam de boca aberta, atônitos. Sim, entendo. Mas, por favor, não comenta nada.

— Consegui!

— Vitória. Bui.

No fim, quem ganhou foram a Lindsey e a Sakura, duas.

O resto do pessoal, que perdeu, exige souvenir. Já disse que não é passeio, viu.

Paraíso tropical, se fosse férias, seria o máximo mesmo.

Por precaução, levo a Ruri e a Kokuyō também. Não quero lutar debaixo d'água, mas é por precaução.

— E, esse Tentaculer, quão grande é?

— Não sabemos. Só mostra a cabeça e os tentáculos do mar. Mas dizem que era do tamanho do dragão marinho.

Ou seja, com certeza mais de 50 metros?

Como derrotar, hein. Se teletransportar com [Gate] pro solo, vai teletransportar até a água do mar junto, e, se der errado, pode causar desastre secundário.

Frame Gear pescando lula… impossível mesmo? Não tem vara nem linha. Não, linha, se transformar oricalco com [Modeling] em formato de fio de arame…

Ué, aliás, como pesca lula mesmo?

Achando que pode dar alguma dica, uso o smartphone e começo a pesquisar na internet sobre pesca de lula.


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