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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 333

O Coroa Azul e o Príncipe

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Capítulo 333 – O Coroa Azul e o Príncipe

— Ooh, conectou, conectou! Que incrível, nem tem tanta defasagem de tempo assim!

— «Faz sentido, faz sentido. O desafio era justamente como sincronizar isso com o portão dimensional, mas deu certo.»

Do alto-falante do smartphone, ouço a voz satisfeita da Doutora. Dá pra ver o rosto orgulhoso dela até sem ver.

Atualmente, a Doutora está na Babylon do mundo real, e eu, na Ilha Draclif do mundo sombrio. Conseguir conversar atravessando mundos já parece algo absurdamente incrível, então o orgulho dela faz sentido. Mesmo sem estar vendo o rosto dela.

Com isso, mesmo se aparecer mutante no mundo sombrio, consigo lidar.

Falta só ter algo tipo Guilda de Aventureiros neste mundo. Aí, pediria cooperação.

Órgão ou organização que coleta informação… se algo desse tipo emprestasse força, ajudaria bastante. Será que não tem clã igual a Tsubaki-san, nosso batalhão de ninjas, por aqui?

Ah, talvez o vice-líder do Gato Vermelho, o Esto-san, saiba de algo. Sendo também negócio nas sombras parecido. De qualquer forma, já pretendia entregar smartphone pra ela e pra líder, Nia, então aproveito e pergunto.

— Vou sair um pouco.

— Vá com cuidado.

— «Pi.»

— «Po.»

— «Pa.»

Seguindo o Byakugin, dragão prateado, as três Étoile, de uniforme de criada, também curvam a cabeça igual. Esses três já melhoraram bastante o movimento. Sendo tipo antropomorfo, a capacidade de aprendizado deve ser alta mesmo.

Vamos ver, a Nia e o pessoal…

Faço busca pelo smartphone. Ora? Não estão nem no forte abandonado do Reino de Strain, nem no esconderijo subterrâneo da capital sagrada do Reino Sagrado de Arento. Será que mudaram de base de novo?

Fica ao norte do forte abandonado do Reino de Strain. Mesmo reino, mas.

Por ora, vou teletransportar com [Gate] pro forte abandonado. Poderia teletransportar direto até a Nia com [Teleporte], mas, por causa daquele incidente da calcinha (cap. 295)… por precaução, mesmo achando que não vai repetir.

Abro [Gate] e teletransporto pro pátio do forte abandonado.

— Wa!?

Um jovem no pátio solta um grito de surpresa e, sem querer, saca a espada da cintura. Pela bandana vermelha na cabeça, sem dúvida é membro do "Gato Vermelho".

— Q, q, quem é você!?

Parece que não me conhece, e pergunta de forma retraída.

— Sou Mochizuki Touya. Só passei aqui a caminho da Nia, não precisa se preocupar.

— Co, conhecido da líder?

— Bom, mais ou menos isso. Ah, o Esto-san tá por aqui? Ou a Yuni, ou a Yuri, tanto faz.

Quando pergunto isso, o jovem da bandana corre pra dentro da fortaleza, e imediatamente a Yuni, garota de rabo de cavalo, sai correndo de dentro.

— E aí, quanto tempo.

— Touya-san! Chegou bem na hora! Preciso da sua ajuda!

Cortando até o cumprimento, a Yuni fala comigo com cara de urgência. Que isso, o que aconteceu?

— A líder e a vice-líder estão lutando agora! Por favor, vá ajudar!

— O quê?

Lutando? Elas duas? Não me diga, sendo atacadas por Ordem de Cavaleiros do reino ou algo assim!?

— Numa cidade chamada Riputosu, ao norte daqui, apareceu um monstro dourado! E não é um só, parece que tem bastante! Nossa líder, e um príncipe que veio chamar… príncipe do Reino de Panachès, mesmo com dois "Coroas", parece que a quantidade tá difícil demais!

Apareceu mutante! E ainda por cima, em bando… isso é sério mesmo.

Tiro o smartphone e projeto o mapa dessa região, buscando mutante.

Toto toto to, algumas marcações caem. Quantidade uns 100… hein. Fiu, que susto. Achei que fosse dezenas de milhares… ah não, não é hora de ficar aliviado.

— Se tiver dois "Coroas", não deveria dar pra resolver?

Se não me engano, o tal príncipe do Reino de Panachès seria o "Coroa" que derrotou mutante. Antes, quando vim ao mundo sombrio, li isso no jornal.

— Nem a líder, nem o príncipe, os "Coroas" deles são feitos pra combate contra multidão! E, ainda mais, protegendo a cidade, talvez a líder não consiga usar a habilidade dela com toda força!

Rouge. Golem da Nia, o "Coroa" do vermelho. A habilidade dela seria poder destrutivo tipo demônio, com força de fogo, né? Em troca, precisa do sangue vivo da contratante.

De fato, não é poder feito pra multidão. E, ainda mais, quanto maior a quantidade, mais sangue a Nia vai perder. No pior caso, pode até morrer de hemorragia.

Pra não envolver a população da cidade, não pode lutar com toda força… se lutar com toda força, arrisca a vida da Nia. De qualquer forma, preciso me apressar.

— Entendido. Vou ajudar.

— Muito obrigada!

Nessa distância, dá pra ir com [Teleporte] só uma vez.

Sem me demorar no agradecimento da Yuni, teletransporto imediatamente do local com [Teleporte].

Num instante, o cenário muda, revelando a figura da cidade com fumaça preta subindo.

Teletransportado pro alto de uma colina que observa a cidade, na minha frente, mais de cem mutantes destroem a cidade. A maioria é inferior, mas alguns médios também estão misturados.

Nessa situação, combate corpo a corpo direto com Frame Gear na cidade seria ruim. Se é assim…

— Reginleif!

Chamo do [Storage] minha máquina querida, a Reginleif.

Entro no cockpit, coloco o smartphone no console, e, fazendo a Reginleif voar acima da cidade, ativo a espada voadora.

Nas costas da Reginleif, várias placas em formato de asa se separam, começando a girar ao redor do corpo principal feito satélite.

— Mudança de estado: adaga.

— «Espadas voadoras, mudando pro modo adaga.»

As asas em formato de placa longa se dividem em quatro cada uma. As doze placas de material cristal viram, num instante, 48 adagas.

— [Enxame de Espadas Estelares]!

As espadas cintilam. Os 48 meteoros, refletindo luz, cravam um atrás do outro nos mutantes se enfurecendo lá embaixo.

Como não sei a posição do núcleo, atravesso três vezes mais ou menos onde deveria estar, derrotando os mutantes. Preciso abater os mutantes tomando cuidado pra não danificar a cidade.

Num instante, extermino os inferiores com [Enxame de Espadas Estelares]. Já só restam médios.

Aí, um deles, tipo centopeia, dispara contra mim um canhão de partículas concentradas de luz.

Antes disso, na frente da Reginleif tentando desviar, algo salta do telhado. Golem, será? Golem pequeno de cor azul.

Parece de algum jeito com o Rouge da Nia. Não me diga, esse seria o "Coroa" do azul?

Quando o golem azul ergue a mão contra o canhão de partículas se aproximando, a lança de luz, que avançava reta bem na frente, se dobra em formato de "く", desaparecendo no horizonte do céu. Que foi isso agora? Parece com meu [Reflection] de reflexão… será a habilidade desse aí?

Foi ajudado… né, aquilo agora. Sinceramente, nem precisava, mas… opa, calma, isso depois.

Cravo várias espadas de cristal no médio tipo centopeia que disparou, atravessando o corpo. Assim, o médio tipo centopeia se dissolve soltando fumaça preta.

Restam três médios.

— Mudança de forma: espada de cristal.

As quatro adagas flutuando se fundem, virando uma espada longa. No total, doze espadas, quatro cada, atacam os três mutantes.

Ecoa um som tipo metal se estilhaçando, "gakyaa!", e os três mutantes se despedaçam em pedacinhos.

De forma sinistra, o líquido metálico dourado derretido solta fumaça preta, e os mutantes se evaporam.

Fiu, por ora, resolvido, né.

Virando a câmera pra baixo, a cidade em ruínas aparece no monitor. Sofreu dano considerável mesmo, hein…

Opa, aquela ali não é a Nia e o Esto-san? Que bom, estão bem. E os golems delas, o Rouge e o Akagane, também estão lá.

Pouso a Reginleif na frente das duas, vigilantes, e salto do cockpit.

— Touya!? Foi você?

— E aí. Fui na fortaleza e a Yuni me pediu. Que bom que estão bem.

— Bom, foi ajuda, mas… Você, onde conseguiu esse golem?

— Isso não é golem. Se chama Frame Gear e… bom, tanto faz. Espera um pouco.

Primeiro, preciso resolver os incêndios espalhados por todo canto.

— [Chuva, caia, bênção pura, Heavenly Rain]!

Imediatamente, ao redor de mim, tipo centro, nuvens de chuva se espalham, e eventualmente começa a cair chuva, "potsu potsu".

Enquanto nos refugiamos embaixo do beiral de uma casa próxima, num timing calculado (bom, fui eu quem fez isso), de repente cai uma chuva forte tipo pancada, "zaa!", e, depois, como se fosse mentira, clareia rapidamente.

— Com isso, deve ter apagado quase todos os incêndios.

— Que absurdo… isso também dá pra fazer, hein…

— Realmente um grande mago, né…

Observando o céu clareado, as duas soltam voz meio de desânimo.

A magia antiga de chuva [Heavenly Rain] tem o alcance e a quantidade de chuva determinados pela capacidade e domínio de energia mágica. Segundo a Leen, mago comum consegue no máximo poucos minutos numa área de uns dois tatames.

Magia de fazer chover numa área desse tamanho, basicamente, não tem muita utilidade. Por isso, é magia pouco usada. Se for só pra tirar água, [Water Ball] já resolve. Mas essa magia é bem útil pra regar plantação e afins.

— Ou melhor, magia tanto faz agora! Touya, aquilo! O que é aquilo, hein!?

— Já disse que não é golem…

A Nia aponta pra Reginleif, e o Esto-san também olha pra cima observando. Ao lado, o Rouge e o Akagane também olhavam pra cima a Reginleif, muito maior que eles próprios.

Bom, como explicar, hein. Não pretendo enganar ou esconder, mas vai demorar, melhor voltar pra fortaleza primeiro e…

— Esplêndido!

De repente, atrás de nós, uma voz alta ecoa. Virando pra ver a pessoa, sinto meu rosto franzir num instante.

Porque, ali, tinha uma existência que só dá pra descrever como "príncipe".

Cabelo loiro curto liso, corte reto, e, em cima, uma pequena coroa. Capa curta em tom azul, e, das calças listradas tipo abóbora, pernas com meia branca esticando.

Se fosse criança, ainda passaria por menino fofo. Mas a idade dele à minha frente parece não ser tão diferente da minha. Isso torna ainda mais patético. Feito príncipe saído de conto de fadas.

Deduzindo, esse deve ser o príncipe do Reino de Panachès. Ao lado dele, também tem aquele golemzinho azul que dobrou o canhão de partícula do mutante agora há pouco.

— Esplêndido, esplêndido, esplêêêndido! Que força, que beleza! Não consigo conter o tremor da emoção!

Empolgado, o príncipe azul manda elogios pra Reginleif. Que exagerado, hein…

— …O que é esse aí?

— Primeiro Príncipe do Reino de Panachès, Roberu Teru Panashesu-sama. Usuário do "Coroa" do azul, "Distortion Blau".

— Só um príncipe idiota irritante mesmo.

A Nia cospe isso com desânimo. Bom, dá pra perceber que não é normal, sim, ou melhor, dá bem pra perceber mesmo.

— Ei! Você é o mestre daquele golem!?

— Mestre, bom, é meu mesmo…

Tirando o olhar da Reginleif, o príncipe caminha até mim a passos largos. No rosto, sorriso enorme, e, como se representasse esse sentimento, os gestos grandes exageravam tudo com toda força. Parece ator de palco de algum lugar…

— Então é isso! Obrigado! Se você não tivesse vindo, o que seria de nós. Em nome do povo da cidade, minha gratidão máxima! Se puder, será que dá pra me contar seu nome?

— Mo, Mochizuki Touya…

— Mochizuki Touya-kun, hein. Que nome bom! Sou o Primeiro Príncipe do Reino de Panachès, Roberu Teru Panashesu. Sinto que a gente pode virar amigo, então me chame casualmente de Roberu! Por algum motivo, tenho poucos amigos, sabe… todo mundo deve se retrair porque sou príncipe, mas fico feliz se você não se importar com isso!

O Príncipe Roberu segura minha mão com as duas mãos, firme, e me encara diretamente com olhos brilhando. …Que isso, irritante demais.

Não parece ser mau sujeito, mas, como dizer… sinto uma diferença de temperatura. Talvez seja por isso que ele tenha poucos amigos. Não entendo bem ele, mas, ao menos, não consigo acompanhar o senso de moda dele.

— Ei, larga a mão do Touya. Ele é meu amigo, viu.

— Se é seu amigo, é meu amigo também! Algum problema?

— Já disse pra não ficar tão íntimo assim, cara!

— Colocar limite pra aprofundar amizade é bobagem, Nia Berumotto. Também quero aprofundar amizade com você.

— Não fala coisa nojenta assim! Príncipe idiota!

— Que tímida, a mestra do "Coroa" do vermelho.

Diante da Nia encarando feito capanga de rua, o Roberu responde com sorriso completamente sem malícia. A conversa não se encaixa nem um pouco. Afastando-me da discussão dos dois (embora seja só a Nia atacando unilateralmente), falo com o Esto-san.

— Ele parece ser um príncipe bem incômodo, hein…

— Concordo com isso. Mas, logo, ele deve ficar quieto.

— Hã?

Diante da resposta do Esto-san, enquanto fico confuso, o Roberu, que discutia com a Nia, tomba pra frente feito bateria descarregada, batendo no chão com um estrondo, "batan!". Q, que isso!? O que aconteceu!? Não me diga que a Nia bateu?

Apressado, o que chega aos meus ouvidos é um "guooooooh…". Isso é… ronco de sono?? Dormiu!?

— Esse é o preço do "Coroa" do azul. O que o "azul" manipula é a "distorção espacial". Igual ao sangue da Nia, o preço dele é ser forçado a dormir, roubando a consciência dele.

Distorção espacial…? Entendi, então foi esse poder que dobrou o canhão de partícula de agora há pouco. E, como preço, perde a consciência.

— Ele também consegue distorcer espaço e teletransportar pra vários lugares, igual o Touya. Bom, se usar a habilidade, depois de uma hora, ele já vira sono profundo assim, então fico em dúvida se é conveniente ou inconveniente.

— Quanto tempo fica dormindo?

— Parece que depende da frequência de uso da habilidade naquela hora. Pelo que ouvi, dessa vez talvez seja dois dias inteiros? Não sei bem.

Dois dias inteiros dormindo, hein. De fato, é uma habilidade difícil de julgar se é conveniente ou não. Se dormir no meio do combate, pode custar a vida. Não é Bela Adormecida, é Príncipe Adormecido, então.

…Ou melhor, o que fazer com esse aí?

Ao lado, o golemzinho azul… "Distortion Blau", se não me engano… carrega o príncipe nas costas pequenas dele. Ah, esse aí que vai levar de volta.

— Príncipe!

— Roberu-sama!

Vindo do outro lado da cidade em ruínas, um homem e uma mulher com aparência de cavaleiro correm até nós. Perguntando à Nia, parece que são os escoltas dele, sempre teletransportando junto.

Bom, se virar assim, fica indefeso ao extremo. Sendo príncipe, também faz sentido nisso.

Levado pelos dois escoltas, o "Coroa" do azul, e o príncipe azul dormindo nas costas dele, se afastam de nós.

— Mas, o vermelho, o roxo, e agora o azul… será que não tem ninguém decente entre os contratantes de "Coroa"…?

— Falou alguma coisa?

— Não, nada.

Felizmente, minha fala murmurada baixinho não parece ter chegado aos ouvidos da Nia. Que perigo, que perigo, boca é a origem da desgraça. Melhor tomar cuidado.

Por ora, sendo bandidas, a Nia e o pessoal também não podem ficar muito tempo aqui. Recolho a Reginleif, abro [Gate], e teletransportamos pra fortaleza abandonada do "Gato Vermelho".


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