Capítulo 335 – A Negociação e a Resolução do Problema
— Ah, acho que já acabou.
Na frente da casa de prostituição de luxo "Salão da Luz da Lua", homens suspeitos vestidos de preto jaziam espalhados feito montanha de corpos, e dezenas de golems finos estavam congelados.
Claro, não matei ninguém, e nem danifiquei nenhum golem.
Os guardas que saíram do "Salão da Luz da Lua" amarram os homens vestidos de preto e os levam pra algum lugar. Vão entregar pra Ordem de Cavaleiros da capital… duvido.
De qualquer forma, olhando bem, esse pessoal não parece decente. Aparência clara de força especial, e, mesmo dentro da casa, dava pra sentir a intenção assassina emanando deles. Nesse ponto, são amadores como assassino. Não, talvez nem sejam assassinos, só invasores comuns.
Os guardas daqui devem pretender fazer eles falarem quem é o mandante. Devem já saber quem é o mandante, na verdade, mas isso deve ser só pra confirmação.
— Que você tenha resolvido literalmente todos, hein… Você é membro de alguma organização, tipo "Gato Vermelho"?
— Não, não sou. Mas temos boa relação.
Observando os homens sendo levados, com tom meio de desânimo, a Shiruetto-san murmura.
— Mesmo assim… pra fazer algo tão drástico assim, quer dizer que já não dá mais pra resolver conversando…
— Foi manobra daquele tal Zabitto que você mencionou agora há pouco?
— Isso mesmo. Zabitto Guranto. Homem que controla a parte sombria da "Borboleta Negra".
Como eu imaginava, hein. Mandou matar a Shiruetto-san, essa pedra no sapato dele… não, pelo jeito desajeitado desses caras, talvez fosse só pra intimidar mesmo. A Shiruetto-san é bonita, afinal. Será que acha "pena demais pra matar"?
Bom, de qualquer forma, com isso, conforme prometido, ela vai me ouvir. Ao voltarmos pro interior do "Salão da Luz da Lua", no salão, sem perceber quando, tinha se formado uma multidão, e todos viram o olhar pra mim de uma vez.
— Fu, ê!?
Diante dessa cena, fico paralisado sem querer. Tem homem também, mas mais da metade é mulher, e a maioria está seminua.
De negligê colorido transparente, tá tudo à vista, sem nem sutiã em algumas. Isso, será!? Quer dizer que estava no meio do ato!? Espe! Tem gente sem calcinha até!?
— Nossaaa! Que forte, hein, você!
— Obrigada por proteger a loja! Nos ajudou muito!
— Ufufu. Como agradecimento, que tal comigo hoje à noite? Posso te acompanhar a noite toda, viu?
— Ah, injusto! Eu também tava de olho!
— Ah, é, é, tenho compromisso, compromisso!
Enquanto sou apertado pelas mulheres, tento escapar de algum jeito, mas mãos se estendem de todo lado, sem me deixar escapar.
Uwaa. Cheiro bom demais! Sinto algo macio nas costas! Beijaram na bochecha, francamente!
— Certo, certo, já chega. Esse aqui tem assunto comigo. Todo mundo volta pro quarto.
Bam, bam, quando a Shiruetto-san bate palma, as moças, resmungando "che", "só a chefe pode, injusto", voltam cada uma pro próprio quarto. Os homens que desaparecem no mesmo quarto que elas devem ser clientes.
Q, que salvação…
— Tudo bem? Parece que o estímulo foi forte demais, hein. …Será que não tá tão acostumado nisso?
— …Deixo à sua imaginação.
Desviando o olhar da Shiruetto-san, que ri baixinho como se já soubesse a resposta, esfrio o calor do corpo. Aah, que susto… de fato, estímulo forte demais.
No clima meio constrangedor, sou levado pela Shiruetto-san até o andar mais alto da mansão. Além da porta grande, tem um quarto luxuoso, parece que é o quarto particular dela. Móveis parecem de alta qualidade, tipo cômodo de palácio real. No nosso palácio, não fica assim, mas.
Convidado a sentar no sofá, olhando pra cima daí, vejo a lua cheia através de uma janela redonda grande instalada no teto.
Ao lado do sofá onde sento, um gato preto dorme enrolado, sem se importar com nada. Será gato de estimação da Shiruetto-san?
— Prefere suco de fruta? Ou bebida?
— Suco de fruta, por favor.
A Shiruetto-san traz bebida pra mesa baixa na minha frente, e senta de frente pra mim. Na frente dela, algo tipo champanhe gera pequenas bolhas no copo.
— E, então, do que se trata? Ou melhor, antes disso, ainda não ouvi seu nome, sabia?
— Ah, foi mal. Sou Mochizuki Touya. Atualmente sou… viajante, digamos.
— Viajante, hein. Bom, tudo bem. Por ora, vou ouvir a história.
Resumidamente, conto meu pedido a ela. Que o monstro dourado pode aparecer em qualquer lugar do mundo, sem estranheza nenhuma. Que existe método pra detectar isso com antecedência. Que quero cooperação na coleta dessa informação.
— Monstro dourado, hein. De fato, ultimamente, dizem que foi avistado por toda parte. Ouvi que teve país onde uma vila inteira sumiu, e teve outro país que derrotou, mas com sacrifício de dezenas de golem de Ordem de Cavaleiros… Invasor de outro mundo e tal, essa parte não dá pra acreditar bem…
— Você sabe bastante detalhe, hein.
— Óbvio. Sou responsável de integração de informação da "Borboleta Negra". Vária informação chega até mim rapidamente. Desde movimentos dos países do mundo, até composição familiar de bandido irrelevante.
Como esperado, é a face visível da "Borboleta Negra". Não é limitado a este mundo, mas, a menos que seja vila realmente pequena demais, toda cidade tem pousada ou casa de prostituição.
Se lá tiver agente da organização infiltrado, ou o próprio dono for membro da organização, essa informação toda chega a Shiruetto-san, no topo dessa hierarquia. Não deve ser que a "Borboleta Negra" tem mão em toda cidade deste mundo, mas, mesmo assim, deve ser numa escala considerável.
— E, então? Que vantagem eu tenho em cooperar com você?
— Consegue evacuar rapidamente do ataque do mutante… monstro dourado, sabe?
— Não é que necessariamente vá aparecer na cidade, né. Não é uma proposta tão atraente assim.
Bom, faz sentido mesmo. Falando isso, até eu acho a mesma coisa.
Mas, eventualmente, quando o ataque de verdade começar, acho que vai precisar mesmo. Claro, não dá pra esperar até lá.
Mas que vantagem, hein. Isso é aquilo, será que tem alguma exigência em troca? Parece até um pouco sorridente.
Bom, só me ocorre uma coisa mesmo.
— Então, se der um jeito nesse tal Zabitto de agora há pouco, você coopera?
— Gosto de criança esperta. Ajuda bastante quando a conversa é rápida.
Com sorriso significativo, a Shiruetto-san cruza as pernas. A perna bonita, exposta pela abertura do vestido tipo chinês, é um pouco tóxica pros meus olhos.
— Aliás, agora me lembrei, você por acaso não teve envolvimento naquela guerra entre o Reino de Primula e o Sacro Império de Toriharan outro dia?
Opa, ela tem informação até desse tipo, hein. Bom, teve bastante testemunha no local do sequestro mesmo.
Não é algo que preciso esconder, então conto sem rodeios, sobre ter tomado o lado de Primula, sequestrado o segundo príncipe (na verdade era princesa) deles, e depois capturado o presidente do Senado de Toriharan. E também que planejo pedir cooperação a esses dois países no futuro.
— Magia de teletransporte… surpreendente, hein, você consegue usar até esse poder. Então, se eu pedisse pra você sequestrar o Zabitto, você faria isso?
— Acho que não é impossível, mas o que você faria depois de trazer ele? Vai matar? E aí, você vira a líder da Borboleta Negra?
Se a Shiruetto-san também fizer trabalho sombrio tipo assassinato ou roubo em grupo, preciso reconsiderar um pouco o envolvimento com essa pessoa.
A Borboleta Negra, diferente do "Gato Vermelho", não é bandido justiceiro. Não pretendo dizer que devo ser puro e correto, mas quero evitar ser eu mesmo cúmplice nisso, ativamente.
Talvez percebendo a mudança na minha expressão, a Shiruetto-san se encosta no sofá e balança a mão com sorriso amargo.
— Eu virar líder da "Borboleta Negra"? Nem brincando. Na verdade, é o contrário, eu quero cortar relação com aquele lado da "Borboleta Negra". Sinceramente falando, se o outro lado só não mexesse comigo, eu queria manter não-interferência total. Mas, como o idiota do Zabitto, ganancioso, tenta tomar meu trabalho também, virou coisa complicada.
— Ou seja, quer viver só com administração de pousada e casa de prostituição?
— Não. Informação vira dinheiro, então pretendo continuar atividade de inteligência como negócio paralelo. Só que não pretendo usar isso pra extorsão ou roubo. Vamos ver, talvez faça coisa tipo espalhar publicamente a maldade de comerciante corrupto ou nobre baixo, sabe.
Entendi. Não é que vá largar completamente o crime, mas, bom, isso deve estar dentro do aceitável. A Nia do Gato Vermelho e o pessoal também fazem coisa parecida.
— Por ora, basta fazer o outro lado não conseguir mais mexer com você e o pessoal, né?
— Bom, é isso. Tem alguma boa ideia, mago-san?
— Vamos ver, o simples seria aplicar uma "maldição"…
— …De repente ficou meio suspeito. "Maldição", quê…
A Shiruetto-san franze levemente a testa. Entendo o sentimento, mas, com magia de atributo trevas, dá pra aplicar maldição forçada, impedindo interferência do nosso lado. Acho que isso é o mais eficaz.
Ah, mas, se trocar de líder, não perde o sentido?
— Sabe onde esse tal Zabitto está?
— Óbvio que sei. Tá aqui mesmo, em Kantare. Mora na torre mais alta desta cidade, no distrito norte.
A Shiruetto-san se levanta, abre a cortina da parede, e, na escuridão da noite, dá pra ver uma torre alta erguida no meio da cidade, emitindo luz brilhante.
Na verdade, já vi ela uma vez, quando vim pra cá. Achei que fosse torre de relógio, mas parece que era diferente.
O formato da torre parece com aquilo. Torre de doze andares que existia em Asakusa, na era Meiji-Taishō, chamada Ryōunkaku. Já vi em livro de história. Bom, acho que o Ryōunkaku não tinha iluminação tão chamativa assim.
Mas ele morava tão perto assim, hein.
— Mesmo sendo chefe de organização criminosa, mora num lugar bem chamativo, hein.
— Ele também tem a face de comerciante visível. Eu também sou dona visível de casa de prostituição, afinal. As pessoas comuns da capital não sabem detalhe desse tipo mesmo.
Enquanto a Shiruetto-san falava isso, bate na porta, e uma criada entra dizendo "com licença". Cochicha algo no ouvido da Shiruetto-san, e sai rapidamente.
— Aconteceu algo?
— Parece que o pessoal de agora há pouco confessou. Como esperado, veio mesmo por ordem do Zabitto. Basicamente, era ameaça, com possibilidade de me sequestrar se desse certo.
Culpado confirmado, hein. Se é assim, não preciso mais me conter.
— Então, será que dá pra me contar as características desse tal Zabitto? Só a aparência já basta.
— Hã? Vamos ver, cabelo ralo, bigode comprido, óculos de aro dourado. Idade uns trinta e poucos, corpo tipo gordinho de meia-idade. E olhar de tarado.
O último acho que é limitado à perspectiva da Shiruetto-san, mas, com isso, já dá pra identificar.
Como sempre, projeto o mapa da torre no ar, e faço busca do tal Zabitto. Ah, achei, achei. Tá no andar mais alto.
A Shiruetto-san se surpreende com o mapa da torre projetado no ar, mas deixo isso de lado. Vamos ver, distância é essa, direção é aquela… certo.
— Então, vou lá rapidinho.
— Hã?
Do quarto da Shiruetto-san, teletransporto num instante com [Teleporte] até o andar mais alto daquela torre, onde está o Zabitto.
A visão muda, e encontro o olhar de um homem careca prestes a comer um bife bem grosso.
— Q, q, quê…
Bigode comprido tipo bagre saindo abaixo do nariz, e óculos de aro dourado de gosto duvidoso. Vestindo algo tipo túnica longa estilo chinês, esse deve ser o tal Zabitto.
Determinando isso, agarro a gola dele sem discussão, e teletransporto de volta ele com [Teleporte] pro quarto da Shiruetto-san.
— Guah!?
— Kya!?
A voz do Zabitto jogado no chão se sobrepõe à voz da Shiruetto-san, surpresa conosco surgindo de repente. Sim, sequestro completo. Levou uns cinco segundos até aqui. Já tô acostumado mesmo, sinceramente…
— Q, quem é você!? On, onde é isso aqui!? Sabe quem eu sou!?
O Zabitto sequestrado, ainda com garfo cravado na carne, aponta pra mim e grita com o rosto vermelho.
Quando os olhos dele capturam a Shiruetto-san, mesmo desnorteado, com voz cheia de raiva, fala com ela.
— Entendi, isso é obra sua. Idiota. Se tivesse obedecido quieta a mim, eu ia te dar essa posição. Foi você mesma que convocou sua própria ruína.
— Como já disse várias vezes, não tenho intenção de trabalhar sob suas ordens. Esse é o último aviso. Nunca mais mexa com a gente.
— Feh, não preciso de dois líderes na "Borboleta Negra". Se não obedecer, só resta apagar. Ei, você aí!
Chamado de repente, aponto pra mim mesmo sem querer. Ué, eu?
— Elimina essa mulher. Te dou dinheiro e mulher à vontade. Vou até promover você meu assessor. Te faço membro do alto escalão da "Borboleta Negra",
— Idiota.
— Guhoa!?
Com a Brunnhild desembainhada, disparo bala de paralisia na barriga do Zabitto. Já completamente paralisado, ele cai de cara no chão.
— M, matou?
— Só paralisei. Ele tá vivo, e consciente também. Só que não consegue mexer nem um dedo.
Virando o Zabitto caído de barriga pra cima com o pé, só os olhos se movem em espasmos pequenos. Como está consciente, minha voz deve chegar até ele também. Agachando, olhando fixo nos olhos dele, digo com voz o mais neutra possível.
— Ei, escuta bem. Vou aplicar uma "maldição" em você agora. Não, se você só não quebrar a promessa, não sofre dano nenhum. Escuta, nunca mais mexa com a Shiruetto-san. Não só você. Todos os seus subordinados também. Se um só se envolver, a "maldição" ativa, e seu corpo vai paralisar aos poucos. Eventualmente, quando o coração paralisar… sabe o que acontece, né?
Um tom de medo surge nos olhos do Zabitto. Parece que entendeu o conteúdo direitinho.
— Claro, se não se envolver em nada, a paralisia não avança. Deve conseguir viver normalmente. Toma cuidado, viu? Mesmo que você não saiba, se um subordinado agir por conta própria, ou até se você pedir a alguém, a "maldição" ativa. Deixa isso bem claro pra eles.
O conteúdo da maldição é "não se envolver com a Shiruetto-san e o pessoal". Só isso. Não é maldição tão severa assim. Só sair desta cidade já reduz bastante a chance.
— [Trevas, prendam, dêem castigo ao pecado dessa pessoa, Guilty Curse]!
A magia da maldição ativa, e um padrão surge na testa do Zabitto. Prova de amaldiçoado.
Aplico [Recovery] e desfaço [Paralyze]. O Zabitto, levantando de um salto, direciona a mim os olhos cheios de raiva e medo.
— S, seu desgraçado, o que fez comigo!
— Já disse, apliquei uma "maldição". Mais que isso, tá tudo bem ficar aqui? Só isso já conta como "se envolver", sabia?
— M, ma, maldição? N, não seja ridículo… u, ugh! Meu, meu dedo! A sensação do dedo!
Segurando o polegar da mão direita com a esquerda, o Zabitto fica com o rosto completamente pálido. Já ativou, hein. Bom, é crime confesso, afinal. Com isso, entendeu literalmente na própria pele.
Já resolvi o assunto, e deve já ter servido de intimidação suficiente, então teletransporto o Zabitto de volta ao quarto da torre onde estava, com [Gate].
Missão cumprida.
Aquele aí não pode mais se envolver com a Shiruetto-san e o pessoal, e precisa gerenciar direitinho pra que subordinados também não se envolvam.
Além disso, se o conteúdo da "maldição" for conhecido, existe possibilidade de aparecer traidor tentando envolver-se com a Shiruetto-san de propósito, pra ativar a maldição do Zabitto. Só deve conseguir contar isso pra alguém em quem confia muitíssimo. Duvido que ele tenha esse tipo de pessoa por perto.
— E, bom, mais ou menos isso. Com isso, ele nunca mais deve se envolver com você e o pessoal. Enquanto estiver na posição de líder da "Borboleta Negra", acho que ele vai fingir desinteresse desesperadamente, pelo contrário.
Por um tempo, a Shiruetto-san fica boquiaberta, mas, eventualmente, parece entender a situação, e assente levemente.
— De fato, é "maldição" mesmo. Com isso, a "Borboleta Negra" não pode mais mexer com a gente. Ao contrário, como não querem se envolver, devem evitar a gente… francamente… o problema que me deixava de cabeça quente, você resolveu rapidinho assim.
A Shiruetto-san solta uma voz meio de admiração, meio de desânimo.
— Então, conforme prometido, você coopera com a gente?
— Claro. Farei o que puder.
Certo. Com isso, consegui conexão com órgão de inteligência de amplo alcance neste mundo. Falta só o batalhão real que vai exterminar os mutantes que aparecerem.
Não tem Babylon aqui, hein. Bom, o que fazer, hein…
— Aliás, e depois disso? Se quiser, quer brincar lá embaixo? Se for você, posso até fechar exclusivo pra você, viu?
— Brincar lá embaixo? Fechar exclusivo?
Por um instante, não entendo o que a Shiruetto-san quer dizer, mas, percebendo o sorriso malicioso dela, o paraíso de agora há pouco ressurge na minha mente.
— Se quiser, eu mesma posso te fazer companhia…?
Com pose que enfatiza o peito, a Shiruetto-san se aproxima. Nuoh, essa força destrutiva é absurda!
— N, não, jáj, já é tarde, então hoje vou indo! Detalhes ficam pra outro dia! Então, boa noite!
— Ora, que pena.
Recebendo nas costas o olhar sedutor de provocação, e o riso contido dela, volto ao mundo real com [Teleporte Interdimensional].
Mulher madura tipo sedutora demais, dá impressão de ser brincado por elas, então não é meu forte, hein…
Não é que não goste. Deixo isso bem claro. Não é que não goste. Como é importante, repeti duas vezes.
………..Haa.