Capítulo 359 – A Derrota do Liger, e a Guarda do Fogo
Com um olho furado pelo meu shuriken de bastão, o Bloodliger, enfurecido, corre em disparada na minha direção.
— Como imaginava, derrotar sozinha dá problema mesmo, hein…
Se é assim, meu papel é preparar o terreno pra todo mundo derrotar junto.
Tiro do bolso um frasco pequeno, do tamanho do polegar, e pingo só um pouco naquele líquido levemente viscoso na espada.
— Guorugaaaaaa!
— Iyoi, e.
Desviando do golpe do Bloodliger que avança, corto de leve o ombro dele no cruzamento.
Com isso, missão cumprida. Agora só falta esperar o veneno agir.
O que apliquei no Bloodliger é veneno paralisante extraído do Sapo Amaldiçoado, que habita Ishen.
Esse veneno causa dificuldade respiratória e paralisia corporal, e, claro, quanto mais violento o movimento, mais rápido o veneno se espalha. Visualmente, deve parecer só cansaço.
Assim que ele enfraquecer, basta alguém além de mim dar o golpe final.
Enquanto penso nisso, a Miu-san, fera-humana de orelha de gato, chega primeiro na minha direção, e corta fora a cauda do Bloodliger com a faca grossa que segura.
— Gyauaaaaaaa!?
O Liger, virando-se, dispara fogo na Miu-san. Como se já esperasse isso, o Aberuto, que corria atrás dela, avança na frente e bloqueia com o escudo.
Ei, será que isso vai dar certo?
— …! Uatchi!?
Aguenta um tempo, mas o Aberuto joga o escudo fora e foge. Faz sentido. Se receber jato de fogo direto num escudo de metal, claro que vira isso.
— [Luz, venha, disparo em série brilhante, Light Arrow]!
Dessa vez, atrás do Aberuto, o Sāgesu-san dispara flecha de luz. Das três flechas disparadas, duas são desviadas com facilidade, mas uma corta a lateral da cabeça do Liger.
O Liger cambaleia. Se isso é efeito da flecha de luz, ou do veneno, já não sei dizer. O que sei é que ele definitivamente está enfraquecendo.
— Toma!
— Fun!
O chicote da Rōzu se enrola na pata dianteira do Liger, e a machadinha de guerra do Domu-san corta profundamente a outra pata dianteira.
— Gugyaaaa!?
Tombando no chão, se debatendo, o Bloodliger, restando só isso, tinha no olhar apenas assassinato e raiva.
Contra esse Liger, a espada do Aberuto, a faca da Miu-san, a machadinha do Domu-san disparam um atrás do outro. Sou completamente espectadora.
— Sai daí! Oraaah!
Passando por cima de mim, o Garon, já recuperado, desce a espada bastarda entre as sobrancelhas do Bloodliger.
Descido com força bruta absurda, a espada esmaga o crânio do Bloodliger, achatando "gushu!" o nariz e a boca.
Como o próprio nome sugere, o Bloodliger, tingido de sangue vívido, não se move mais depois disso.
— Ke, bem feito pra você.
Aah. Levou embora a parte mais gostosa desse aí, mesmo tendo sido praticamente inútil.
Mas isso, hein…
— Francamente, o que você fez!
— Ah!? Não tem que ouvir reclamação sua!
Diante da fala da Rōzu, o Garon grita de volta. Esse padrão já enjoei de ver, mas só essa moça mesmo consegue falar firme com esse homem.
— A presa do Bloodliger vende caro! E você foi e estragou tudo, o valor caiu completamente! Balança a espada pensando um pouco mais!
— Guh…!
É verdade mesmo. Não só o Bloodliger, mas presa desse tipo geralmente vende por bom preço. Só que a presa desse Bloodliger, com o golpe do Garon, quebrou pela metade, os dois lados.
Presa usada em artesanato, claro, quanto maior, mais cara. Quebrando no meio, o valor despenca.
Por isso, na hora de derrotar, é preciso ter cuidado com isso.
A Miu-san remove a presa quebrada do Bloodliger. Em seguida, com mão habituada, corta com a faca as garras dos membros também.
— Se fosse pra valer, também tirava a pele, mas agora é impossível.
— Por quê? Se vira dinheiro, também ajudamos no desmembramento…
Quem responde a essa dúvida do Aberuto é a Rōzu.
De alguma forma, essa moça de tatuagem e seios grandes parece ter muito conhecimento e habilidade em lidar com fera mágica. Talvez tenha sido caçadora.
Bom, sinceramente, se guardar dentro da minha mochila, dada por Sua Majestade, nem cheiro sai, e transportar não é problema, mas.
— Se guarda uma pele inteira dessas, vira peso, e o cheiro de sangue é forte demais. Pode acabar atraindo outra fera mágica.
— Se é assim, enterra a pele removida num lugar afastado daqui. Recolhe na volta.
Quando o anão Domu-san fala isso, meio ríspido, a Rōzu e a Miu-san se entreolham, assentem, e começam a desmembrar o Bloodliger.
Ajudar no trabalho das duas só atrapalharia, então nós só observamos.
— Será que dá pra comer a carne?
— Se gosta do gosto de sola de borracha, pode tentar comer.
Diante da pergunta do Aberuto, observando com interesse o trabalho de desmembramento, a Rōzu responde sem sequer olhar pra ele.
Carne de carnívoro geralmente é fibrosa e sem gosto mesmo. Tem uns que dá pra comer razoavelmente. Carne de dragão, por exemplo, é absurdamente gostosa. Mas raramente tem chance de comer.
Eu e o Aberuto ficamos observando o trabalho de desmembramento das duas, enquanto os outros três, Domu-san, Sāgesu-san e Garon, descansavam um pouco afastados.
Terminando o desmembramento das duas, enterramos a pele bem longe do cadáver do Liger, na base de uma árvore grande.
A presa e a garra ficaram com o Domu-san. Depois de terminar o teste, vamos vender tudo isso, incluindo a pele, na guilda, e dividir o dinheiro em sete.
— Então, vamos indo. De algum jeito, precisamos chegar perto do pé daquela montanha antes de escurecer.
Como o Aberuto diz, se mover depois de escurecer é perigoso. Existe risco de se perder, e a chance de ser atacado por fera mágica também aumenta.
Seguimos caminhando em silêncio em direção à montanha.
No meio do caminho, mesmo encontrando fera mágica pequena, conseguimos abater de algum jeito e continuar apressando o passo, quando, de repente, um grito estridente tipo pássaro ecoa ao redor, e todo mundo para de repente.
— O que foi isso agora!? Fera mágica!?
— Pássaro Hororo. É fera mágica, mas não muito perigoso. Especialidade é assustar com voz alta.
Enquanto todo mundo fica em alerta ao redor, só a Miu-san fala isso e continua andando, "sutasuta".
Vendo isso, todos se aliviam e voltam a caminhar pela floresta. A Rōzu, alcançando a Miu-san à frente, puxa conversa com ela.
— Você parece entender bem de fera mágica, hein.
— Eu nasci numa região perto da grande floresta selvagem de Misumido.
— Ah, faz sentido. Eu também, tendo estado no grupo de caça do império, conheço fera mágica até certo ponto, mas era na região norte. Fera mágica do sul não conheço muito bem.
Uhum. Então a Rōzu-neesan era membro de grupo de caça do Império. Faz sentido conhecer tanto de fera mágica. Originalmente era caçadora, então.
— Você, pela vestimenta, deve ter nascido no leste, né?
— Hã?
A Rōzu se vira e puxa conversa comigo. Sendo só nós três mulheres, talvez seja mais fácil conversar.
— B, bom, mais ou menos. Nasci em Ishen.
— Ishen, hein. Veio de bem longe. Ah, o rei de Brunhild também nasceu em Ishen, não é? É por isso?
— Ah, uhum. Isso mesmo.
Minha resposta pra Rōzu sai meio hesitante. Uhmm, eu sou ruim de mentir mesmo.
Sua Majestade não nasceu em Ishen. Mas parece que se espalhou esse tipo de boato entre o povo.
Originalmente, o começo de Brunhild foi a tribo de ninjas liderada pela nossa líder se instalando no lugar de Sua Majestade, que recebeu terra cedida por Belfast e Regulus.
Depois disso, vieram os Quatro Reis Guardiões de Takeda e seus seguidores, então, no começo, parece que a maioria dos moradores era gente de Ishen mesmo.
Até a comida da cidade tem muita coisa estilo Ishen, então faz sentido esse tipo de mal-entendido.
Mas, se não é Ishen, de onde Sua Majestade é originário? Eurono? …Não, isso não deve ser. Não acho que Sua Majestade, tão gentil, deixaria o próprio país natal daquele jeito.
— Ah.
— O que foi?
De repente, a Miu-san, caminhando à frente, para, e a Rōzu também para de andar. As orelhas de gato no topo da cabeça se mexem levemente, "pikopiko".
— Som de água. Tem rio perto.
— Tem rio?
A Rōzu chama o Sāgesu-san, que vinha atrás, e confirma o mapa.
— De fato, tem rio. Se seguirmos rio acima, deve dar pra chegar sem se perder até o pé da montanha.
O Sāgesu-san responde à Rōzu, comparando o mapa e a direção. Por precaução, todo mundo tem mapa desta ilha, mas o mapa do Sāgesu-san é o mais detalhado e preciso. O mapa muda de precisão dependendo do preço, afinal.
Bom, o mapa do meu smartphone é o mais preciso mesmo! E ainda mostra a localização atual!
Eventualmente, chegando ao rio, caminhamos seguindo ele, em direção ao pé da montanha.
Nesse tipo de situação, seguir ao longo do rio tem vantagem e desvantagem, sabe. Afinal, fera mágica, sendo ser vivo, também vem beber água, né? E dá pra encontrar de repente.
Bom, como o campo de visão é bom, dá pra perceber fera mágica mesmo à distância, e fugir rápido também.
Talvez por sorte, nenhuma fera mágica apareceu diante de nós caminhando ao longo do rio.
Eventualmente, o sol começa a se pôr, e, julgando perigoso demais avançar mais, decidimos fazer acampamento de hoje num lugar aberto perto do rio.
Juntamos galhos secos, acendemos fogueira, e cada um começa a comer a própria comida trazida.
— Aonde tá indo? Não pode se afastar muito, viu.
Tentando me afastar discretamente do pessoal ao redor da fogueira, a Rōzu, atenta, me nota e puxa conversa.
— S, só vou colher florzinha.
— Ah… foi mal. Fica à vontade.
Me afasto da Rōzu, que sorri sem graça, e entro na floresta.
Na verdade, também pensei em comer junto com todo mundo, mas, vendo a comida que saiu da mochila, julguei que não dava pra comer na frente de todo mundo.
Subo numa árvore alta razoável, e tiro "aquilo" da mochila.
— Como imaginava, se eu comer isso na frente de todo mundo, vão desconfiar, Vossa Majestade…
No lado direito do prato fundo, arroz recém-cozido servido. No lado esquerdo, Karae com aroma perfumado de tempero. E, brilhando vívido, tsukemono福神漬け… não, arroz com Karae de verdade mesmo.
Sua Majestade sempre esquece algum detalhe importante, viu.
— Mas… aah, que gostoso, isso!
Esse arroz com Karae era simplesmente excelente. Já que saí dizendo que era pra colher florzinha, não posso demorar muito tempo comendo.
Mas, sem me importar com isso, devoro tudo de uma vez, "bakubaku". De verdade, tá muito gostoso, isso.
Terminando de comer, bebo água da garrafa e mando mensagem de relatório periódico pra Sua Majestade pelo smartphone. Aqui sem problema nenhum…
Bom, não é que não tenha problema nenhum, sabe. Sinceramente, vendo o jeito de combate contra o Bloodliger, achei que não tavam nada organizados. Parecia que um atrapalhava o outro.
Sendo grupo formado de repente, não esperava tanta sincronia assim, mas conseguir lidar com esse tipo de situação também é o que faz de fato ser aventureiro. Acho isso, mesmo sendo amadora no assunto.
Como demorar demais pode gerar mal-entendido, decido voltar logo pra fogueira.
Com a barriga cheia, me afasto um pouco da fogueira e deito de costas, "goron", na grama ao redor.
Todo mundo comia a própria comida trazida. Normalmente, comida portátil é tipo carne seca, peixe seco, feijão, fruta seca, mas, numa viagem curta como esta, trouxeram pão e fruta normal mesmo.
— ? Sinto cheiro de Karae…
— Do que tá falando. Sei que dá saudade do gosto da terra natal comparado com esse pão, mas.
A Miu-san, farejando com o nariz, "kunkun", inclina a cabeça, e a Rōzu, rindo, bate no ombro dela.
A Miu-san dirige o olhar na minha direção, mas finjo de desentendida. Olfato de fera-humano é afiado mesmo… será que descobriu?
Olhando o resto do pessoal, o Domu-san parece ter trazido panela, fazendo algo tipo sopa de carne e legumes. Parece que trouxe até bebida.
Vendo isso, o Aberuto, mesmo assim, se manifesta.
— Tá bem beber assim, com risco de ataque noturno de fera mágica?
— Bobagem. Pra anão, essa quantidade de bebida é igual a água. Não existe comer refeição sem bebida.
Diante dessa resposta, o Aberuto só pode ficar calado. Fama de bebedor de anão é famosa mesmo, né. Mais que isso, eu conheço alguém ainda mais bebedora, mas…
Aquela pessoa parece bêbada até o talo, mas não tá. Ou melhor, sinto que ela consegue controlar livremente se fica bêbada ou não. Já venceu todos os ferreiros anões numa competição de bebida.
Visualmente, é uma criança menor que eu… os parentes de Sua Majestade são todos gente esquisita mesmo.
Deixando o Domu-san continuar bebendo, o Aberuto abre a boca pra todo mundo.
— Precisamos fazer guarda do fogo, mas como dividimos os turnos?
Confirmei no smartphone há pouco, agora deve ser umas 8 da noite. Também dá pra saber pela posição da lua e das estrelas. Daqui até de manhã, seria umas 9 horas.
Decidimos dividir em turnos de revezamento triplo, 2-2-3, dormindo por ordem. Não é um por um porque, se alguém dormir, tanto a guarda do fogo quanto a vigilância contra fera mágica ficam sem sentido. Com dois, dá pra vigiar um ao outro.
Mas, chegando nisso, com quem formar dupla vira coisa importante. Só que a Rōzu, rapidamente, já decidiu o trio só de mulheres, incluindo eu. …Bom, tanto faz.
Aí sobram os quatro homens restantes, mas, como Aberuto e Garon juntos pareciam gerar problema, ficou Aberuto-Sāgesu de um lado, e Garon-Domu do outro.
A ordem teve um pouco de discussão, mas ficou decidido: primeiro nós, depois Aberuto-Sāgesu, por último Garon-Domu. O grupo Aberuto-Sāgesu, acordado no meio, tirou o pior lugar.
Conforme a noite avança, o frio vai apertando. Fora nós, mulheres, todo mundo tira capote resistente ao frio e já dorme enrolado nisso.
Claro, nós também, pra evitar o frio, vestimos algo tipo capote pra fazer a guarda do fogo.
Amanhã, deve dar pra chegar no lugar onde tem a Erva Carro de Fogo. Espero que não tenha Fire Lizard. Fire Lizard adulto é bem grande, dizem, e, basicamente, age em bando.
De repente, ergo o olhar, e a Rōzu observa os arredores, "chiratiratī", com olhar de vez em quando.
— ? Aconteceu algo?
— Não, é que fiquei pensando se o observador da guilda ainda tá presente agora. Não sinto presença de gente, e fico pensando se realmente estão observando nosso comportamento.
Tá aqui, viu. Pelo menos, uma pessoa bem na sua frente.
E também, a nossa líder não usaria alguém amador o suficiente pra ter a presença percebida por aventureiro comum, num vigia desse tipo.
— Com certeza tá presente. Provavelmente, tropa de inteligência de Brunhild. Muito acima do nível de nós.
Diante da fala da Rōzu, a Miu-san afirma isso com certeza. Ooh, acertou. Mas a Rōzu levanta uma sobrancelha, com cara desconfiada.
— Por que a tropa de inteligência de Brunhild entraria nisso? Isso é trabalho da guilda, né?
— Um dos examinadores era parente do duque de Brunhild. Se é assim, não é estranho usar gente desse tipo. Provavelmente, a missão é vigiar nosso comportamento, e resgatar se surgir algum problema.
Bem afiado. Diante da explicação da Miu-san, a Rōzu olha ainda mais ao redor, "kyorokyoro", mas parece não conseguir achar nada, e fala de novo com a Miu-san.
— Ou seja, se a gente ficar em estado perigoso, alguém vem ajudar?
— Provavelmente. Mas, se isso acontecer, o teste termina ali. Fracasso de missão, sem subida de rank nem recompensa.
— Isso é problema, hein… mas, se é assim, dá pra ficar tranquila. Seja o que for, é seguro?
— Melhor não confiar demais nisso.
Enquanto as duas conversavam, entro na conversa sem querer.
— O trabalho do lado deles é basicamente só nos vigiar, e agir só quando ficar bem grave do nosso lado. Talvez não intervenham até estar em risco de perder um braço, digamos. Claro, se aparecer fera mágica de rank alto demais pra lidarmos, devem vir ajudar rápido.
— Uhum. Se o lado de cá tiver algum problema, não é garantido que a ajuda chegue a tempo agindo depois. Melhor não confiar muito.
Como a Miu-san diz, mesmo que a líder e o pessoal se movam depois que algo aconteça do nosso lado, talvez seja tarde demais.
Bom, é justamente por isso que eu tô aqui, viu. Acho que consigo pelo menos ganhar tempo até a líder e o pessoal chegarem.
— Tch, então aventureiro é mesmo vizinho do perigo, hein.
— Mas é trabalho que rende tanto assim. Se essa missão der certo, são 2 moedas de platina.
— Que incrível, hein. O que será que vou comprar.
Só de pensar na recompensa, minha bochecha relaxa sem querer.
O salário da ordem de cavaleiros não é tão alto assim. Em compensação, tem vários privilégios. Poder usar sala de jogos, comer à vontade no refeitório até certo valor. A maior parte do dinheiro necessário pra vida é bancado por Sua Majestade, então mesmo sem muito dinheiro, não passamos aperto.
De vez em quando, Sua Majestade dá o que chama de "bônus", ajuda especial.
Talvez isso agora seja algo parecido com aquilo.
— Sendo tão vantajoso assim, fico até desconfiando se tem algo escondido por trás.
— Provavelmente, quer dizer pra conseguir equipamento e armadura boa. Subindo de rank, também dá pra receber missão de nível mais alto…
— Barulhentas, vocês, garotas! Não dá pra dormir!
Interrompendo a voz da Rōzu, chega por trás o grito bravo do Domu-san. Encolhemos o pescoço, e trocamos olhar de quem fez algo errado. De fato, fizemos um pouco de barulho demais.
Depois disso, ficamos um tempo em silêncio na guarda do fogo, mas, eventualmente, voltamos a conversar baixinho até chegar a hora da troca.