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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 393

A Conferência dos Dois Mundos, e Fogo e Gelo

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Capítulo 393 – A Conferência dos Dois Mundos, e Fogo e Gelo

Naquele dia, aconteceu a "Conferência dos Dois Mundos".

País anfitrião da "Conferência dos Dois Mundos", mas, dizendo isso, o que Brunhild faz é basicamente fornecer o local, além de solicitar preparo e cooperação contra o mutante.

Além disso, quando outros países entre si têm algum atrito, se for algo que dá pra resolver com nossa força, colaboramos nisso. Essa é mais ou menos a posição de Brunhild.

Já era assim desde a época da Aliança Ocidental, mas isso é mais festa do que conferência mesmo. Como fizemos assim toda vez, virou padrão.

Aqui e ali no salão, as pessoas trocam assunto entre países num nível de conversa em pé, informal.

Dessa vez, também chamamos representantes de países do mundo sombrio, então não deve faltar com quem conversar.

Aliás, os países convidados do outro lado são,

Reino de Purimura.

Império Sagrado de Toriharan.

Reino de Strain.

Reino Sagrado de Arento.

Império de Gardio.

Reino Guerreiro de Rāze.

Reino de Panachès.

Sete países.

Também fiz consulta ao Rei Demônio do País Demoníaco Herugaia, mas dessa vez ficou decidido não participar. Como acabou de começar a se relacionar com Iguretto, parece que ainda não tá pronto pra aparecer num evento desses tão de repente.

Já conheci os reis de Purimura, Toriharan, Strain e Panachès antes, mas os de Arento, Gardio e Rāze conheci pela primeira vez.

Do Império de Gardio, o jovem novo imperador, Ransureto Rigu Garudio. Com o conflito contra Eisengard, o príncipe Rukureshion abdicou do direito à sucessão, e essa pessoa foi escolhida como próximo imperador.

Já cumprimentei ele antes, e parecia rapaz sério, boa pessoa. Mesmo com a Yumina, que me acompanha, confirmando com o olho mágico, parece ser mesmo pessoa de coração reto.

Como é rei jovem da mesma geração, agora está conversando animadamente com o rei-cavaleiro de Lestia, Kuraudo. Espero que fiquem amigos.

Em seguida, o rei sagrado do Reino Sagrado de Arento, Garaudo Zesu Arento.

Mesmo perto dos sessenta anos, era homem robusto que não deixava transparecer nenhum declínio. Rosto severo, barba branca. Rivaliza em presença com o vovô Baba da nossa casa.

Achava que, só de ouvir "rei sagrado", imaginaria homem gentil de rosto fino, mas, bom, aqui também tem gente desproporcional, tipo rei de reino mágico que é homem grande cheio de músculo.

O Reino Sagrado de Arento parece ser país fundado por um herói que, guiado por espíritos, uniu tribos vizinhas.

Por isso, tem fé profunda em espírito, chamando não de "espírito", mas de "espírito sagrado", pelo que parece.

Quando contei que eu consigo usar magia de espírito, no início ele pareceu achar que era algo parecido com magia de invocação, ficando bravo: "Como assim, controlar Vossa Excelência o Espírito Sagrado!"

Mas, quando expliquei que magia de espírito é magia que pede cooperação ao espírito através de troca de sentimento, ele se desculpou sinceramente.

Como tinha alguém no salão que consegue invocar espírito, apresentei a Shirahime-sama de Ishen, e pedi pra ela chamar o espírito da neve com quem tem contrato (que também é mãe dela).

Eu mesmo até poderia chamar espírito, mas, achando que seria bom pra interação entre reis, pedi à Shirahime-sama, mas, no fim, foi um fracasso.

O rei sagrado, vendo espírito de verdade pela primeira vez, começou ali mesmo a se prostrar diante do espírito da neve. Talvez ficando envergonhada, o espírito da neve, rosto completamente vermelho, voltou pro mundo espiritual.

Quando prometi fornecer grimório básico de magia de espírito em breve, ele segurou minha mão e me agradeceu exageradamente. Minha mão doeu…

Bom, esse aqui ainda tá bem. O problema é…

— Gostaria de solicitar um duelo, um combate, com o senhor Mochizuki Buryu.

— Não, então…

Com olhos brilhando intensamente, quem se aproxima insistindo assim é o rei do Reino Guerreiro de Rāze. O rei guerreiro, Gimuretto Garu Rāze.

Pai do príncipe Zanberuto, que veio outro dia à nossa casa e foi completamente derrotado. Claro, é da raça dragonoide… Dragonewt.

Senhor de meia-idade, músculo saltado, tipo cabeça-dura ainda mais que o filho. Do pescoço e braços expostos, dá pra ver e não ver vários tipos de cicatriz.

Infelizmente, o tio Buryu tinha saído em treinamento levando o Ende e a Eruze, os dois discípulos. Deve voltar de tardezinha, mas, se der, não quero ver a cena de um rei de país sendo nocauteado num golpe.

— Não ouviu do seu filho como foi a luta?

— Só ouvi que foi lançado longe num instante, nada mais que isso. Desde então, a arrogância do meu filho sumiu, e ele passou a se dedicar com seriedade. Sinto profunda gratidão a vocês por isso. Por isso, quero cruzar armas com esse benfeitor.

— Não, essa lógica tá errada.

Por que chegou nessa conclusão. Deve estar só inventando desculpa esfarrapada pra lutar, esse senhor. O jeito de conduzir a conversa é forçado demais.

Tem a irmã Moroha e a irmã Karina também, mas o resultado seria o mesmo mesmo assim.

Enquanto fico em dúvida sobre o que fazer, um socorro veio de direção estranha.

— Se for isso, que tal eu ser o oponente, rei guerreiro estrangeiro?

— Hm?

Depois do fim da conferência, na recepção, quem se aproxima da gente falando isso foi Sua Majestade o rei-fera de Misumido. De novo problema… espera, os membros do exército de guerreiros de Misumido atrás dele estão cobrindo o rosto com a mão.

— Você é do Reino de Misumido…

— Sou eu mesmo. Eu também gosto de lutar contra gente forte, sabe. Sinto que com você posso lutar sem restrição, o que acha?

Não, não, não. Como assim, reis batendo um no outro. Justo agora que a gente ia se dar bem.

— Tem local?

— Tem campo de treino da ordem de cavaleiros nos fundos. Que tal lá?

— Entendi. Certo, vamos lutar.

O rei guerreiro sorri maliciosamente e, junto com o rei-fera, tenta sair da sala.

— Espe, vão lutar a sério mesmo!?

— Não se preocupe, Touya-dono. Mesmo perdendo, não guardo rancor, e nesse campo de treino não tem risco de morrer, certo?

— Não, de fato, fiz a construção pra isso, mas…

Nosso campo de treino é feito de forma que, se alguém sofrer ferimento que pareça fatal por algum acidente, ativa imediatamente [Mega Heal], [Recovery], [Refresh].

Por que fiz esse tipo de estrutura, foi porque tinha preocupação de que a irmã Moroha fizesse alguma loucura. De vez em quando, ela também dá treino até no rei-cavaleiro de Lestia. Sem algum tipo de medida de segurança, fico ansioso mesmo.

…Pensando bem, o fato da irmã Moroha já bater no rei-cavaleiro de Lestia normalmente já devia ser "não pode" mesmo… Então será que tudo bem esses dois lutarem também?

Enquanto fico com a cabeça torta pensando, sinto um tapinha no ombro por Sua Majestade a rainha do Reino de Strain.

— Fica tranquilo. O rei guerreiro de Rāze é pessoa que respeita o oponente de luta, e detesta profundamente misturar sentimento pessoal com política de estado.

Mesmo assim, fico ansioso, então peço pra Yae e Hiruda irem junto. Pedi pra parar à força se acontecer alguma coisa.

Seguindo os dois, os guardas de Rāze e Misumido também saem em fila, suspirando. Quando o topo do país é cabeça-dura, os subordinados sofrem, hein… meus pêsames.

— Aliás, o Reino de Strain não teve refugiado vindo de Eisengard?

Enquanto conversávamos animadamente por um tempo, a Yumina lança essa pergunta à Sua Majestade a rainha de Strain. Ah, isso também me deixava curioso. Ultimamente, aumentou o número de pessoas que desistem daquele país e fogem pra outros.

— Não tanto quanto Gardio, mas, aqui também tem alguns entrando. Mas recomeçar do zero em terra desconhecida não é coisa fácil. Tem gente preocupada que, passando fome, acabem virando bandido de montanha ou ladrão.

Infelizmente, a possibilidade deve ser alta mesmo.

Segundo relatório da Bastet e do Anúbis, parece que estão acontecendo vários fenômenos estranhos em Eisengard.

Entendo o desejo de fugir por ansiedade, mas, atravessar o mar e virar bandido em outro país é só incômodo, nada mais.

Problema de refugiado é sempre dor de cabeça em qualquer época. Agora não é tão grave, mas não sei como vai ficar dali pra frente.

— O que será que está acontecendo afinal em Eisengard?

— Isso ainda tá sendo investigado agora. A não ser que seja algo muito urgente, não recomendo ir até lá. Não custa nada ficar em alerta o máximo possível.

— Isso significa que Eisengard vai atacar?

— Não sei se é Eisengard mesmo, viu.

Sem dúvida, deve ser espécie dominante virada mutante agindo nas sombras. O que eu tenho identificado é o trio Yura (que parece ter guiado o deus maligno) e os irmãos Reto e Ruto que apareceram na história do Ende, mas talvez tenha mais alguém. Vou perguntar pra Nei, que tá com a Meru, a rainha de Phrase. Afinal, ela também era companheira deles antes.

— Do lado de vocês… não, agora já é continente, né. Nesse continente de vocês, não ouviram algum boato inquietante?

— Boato inquietante, é… deixa eu ver, ouvi dizer que o atrito entre o País do Gelo Zādonia e o País do Fogo Daubān parece estar se intensificando.

Zādonia e Daubān? Ééé… países localizados ao norte do Reino Sagrado de Arento, se não me engano. Ouvi dizer que não se dão muito bem.

Ilustração do capítulo 393

— Aqueles países são tipo cão e gato, ou melhor… Se Zādonia diz direita, Daubān diz esquerda; se ouve que Daubān introduziu golem armado, Zādonia também introduz sem perder. Rivalizam em tudo, desde a fundação, quase por tradição.

Cão e gato, hein. Na Terra também tinha país assim.

— Zādonia é país coberto de neve, Daubān é região desértica, ambiente completamente diferente apesar de vizinhos. Dizem que os dois atribuem a causa disso ao país rival.

— Atribuem? Não sabem a causa exata?

— Até aí eu também não sei. Só que roubaram algo, dizem.

— Roubaram? Qual dos dois?

— Os dois.

Que história é essa. Perguntando mais detalhe, parece que, nos dois países, chamam o rival de ladrão. Não entendo bem.

Como o rei sagrado de Arento, vizinho dos dois países, deve saber mais detalhe, resolvo ouvir dele.

— Ah, essa história. Ouvi dizer que, por causa do que foi roubado um do outro, Zādonia recebeu a ira da deusa do gelo, e Daubān recebeu a maldição do deus demoníaco do fogo, segundo documento antigo. Interpretamos como "a oferenda a deus foi roubada pelo país rival"…

Espera… Zādonia teve a oferenda destinada à deusa do gelo roubada, e Daubān teve a oferenda destinada ao deus demoníaco do fogo roubada pelo país rival, e, sem oferenda, deusa e deus ficaram com raiva e lançaram maldição sobre o país, transformando em terra de frio extremo e calor escaldante? É isso?

Hmm… primeiro, isso não é deus, provavelmente. Até o Deus do Mundo parece ter deixado praticamente abandonados os dois mundos.

Tem o exemplo do Estado Religioso de Ramisshu também. Será obra de espírito?

— O que foi, ficou pensativo? Não me diga que está tentando reconciliar Zādonia e Daubān? Por mais que seja o "Mediador", isso deve dar trabalho, viu. Aqueles dois países basicamente não escutam ninguém.

O rei sagrado fala comigo, que fiquei em silêncio. Por isso, "Mediador" o quê, francamente.

— Ouvi dizer que foi o senhor quem parou a guerra entre Purimura e Toriharan, e entre Gardio e Eisengard?

— Não, aquilo foi mais tipo… aconteceu assim, digamos.

Ouvindo essa conversa, o rei de Purimura, que estava por perto, abre a boca.

— Fiquei surpreso quando o Touya-dono, de repente, trouxe sequestrado o comandante-em-chefe de Toriharan. …Será que pretende sequestrar também os reis de Zādonia e Daubān?

— Não, não, não. Não fala de mim como se eu fosse sequestrador. Bom, acho que seria bom deixar os reis conversarem entre si em lugar sem interferência, mas.

— Duvido. Talvez vire briga na porrada.

Hmm, isso também seria problemático. Amarrar os dois pra não conseguirem se mexer? …Isso fica cada vez mais parecido com sequestrador.

Se fosse briga pessoal, tanto faz, façam o que quiserem, mas quem sofre o prejuízo disso é o povo lá embaixo.

— O povo dos dois países também se odeia mutuamente e chama o outro de ladrão?

— Não, não tanto quanto os nobres. Se o conflito acabasse e não precisassem mais ser convocados pro exército, a maioria ficaria feliz mesmo. Afinal, parece que são convocados como soldado numa frequência de mais ou menos um ano sim, um ano não. Deve ser insuportável. Ninguém consegue morar perto da fronteira, e a cada guerra o território muda de mãos.

Parece que, de qualquer forma, nenhum dos dois consegue aguentar o clima do país rival, então acabam abandonando e fugindo. Que história é essa, afinal.

— Pro nosso Arento, isso significa que a ponta da lança não se vira pra cá, então, em certo sentido, é até uma bênção.

Ou seja, se um dos dois países avançasse contra o Reino Sagrado de Arento, o outro país aproveitaria a brecha pra invadir o próprio território dele — é assim que pensam.

Pelo mesmo motivo, o Reino de Panachès e o Reino de Jemu, próximos aos dois países, também nunca sofreram ataque, dizem.

Pensando assim, chego a achar que, pra paz mundial, talvez fosse melhor deixar esses dois países continuarem brigando do jeito que estão.

Mas, vendo no canto do olho o rei-cavaleiro Kuraudo e o jovem rei Parūfu rindo juntos amigavelmente, nego essa ideia na hora.

Lestia e Parūfu tiveram anos de atrito contínuo. Isso também foi por causa do primeiro-ministro Warudakku, que dominava Lestia antigamente, e do falso príncipe Zabun, mas agora estão construindo boa relação.

A princesa de Parūfu, também irmã mais velha do jovem rei Parūfu, a princesa Ryushiennu, ficou noiva do rei-cavaleiro de Lestia, Kuraudo.

Mesmo países que tiveram atrito no passado podem se tornar amigos — esses dois provam isso, não é?

Claro, também foi porque, na hora certa, os líderes dos dois países mudaram.

Bom, por ora, vou só observar. Interferir demais também não é bom, e agora já tenho as mãos cheias com outras coisas.

Enquanto penso nisso, meu smartphone do bolso avisa ligação recebida. É da mestre da guilda, Rerisha-san.

Ah, é verdade, tinha sido pedido pra conseguir permissão de fundação de guilda de aventureiros nos países do outro lado. Ia trazer o assunto na festa depois da conferência. Bom, já virou tipo festa mesmo.

Atendo o telefone meio sem graça.

— Sim, alô

— «Aqui é Rerisha. Foram observados sinais de aparição de mutante.»

— …! Onde?

— «Isso… parece ser em alto-mar… entre os três países Lifris, Rīnie e Panachès, mar aberto, ou melhor, talvez seja no fundo do mar, mas, foi observada distorção espacial nesse ponto.»

Do mar…? Padrão de aparição nunca visto até agora. Se fosse Phrase, viriam atacar humanos, então dá pra prever movimento e induzir até certo ponto. Mas mutante é diferente.

Eles provavelmente se movem com algum objetivo. Se é ordem de espécie dominante, ou intenção do deus maligno, não sei. Sem saber isso, só resta observar como o outro lado se comporta, né.

Sendo no mar, o único alívio é que não representa perigo imediato pras pessoas.

— Número previsto de aparição e horário?

— «Cerca de dez mil. Deve ser próximo ao número que invadiu Yūron. Horário previsto de aparição é de cerca de trinta horas.»

Nível parecido com aquela vez, hein… e tudo isso mutante. Diferente daquela época, agora temos as máquinas exclusivas de todo mundo, e eu tenho o Reginleiv. Também temos Cavaleiro Pesado e Cavaleiro Preto produzidos em massa, e, mesmo só dois, temos o novo modelo, Overgear, também.

E ainda temos tantos países confiáveis dispostos a colaborar. O que teria motivo pra sentir ansiedade?

Explico a situação de aparição de mutante aos representantes de cada país, pedindo pra prepararem membros selecionados de cada ordem de cavaleiros.

Não vamos deixar mutante nem deus maligno fazerem o que quiserem. Afinal, este é o nosso mundo.


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