Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 408

A Terra de Descanso, e os Deuses

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 408 – A Terra de Descanso, e os Deuses

— Nossa, isso é surpreendente, viu.

— Faz sentido, hein. Só em qualidade e quantidade contida de Ki Divino, já tá quase ultrapassando a gente. Digno de ser linhagem direta do Deus do Mundo mesmo, hein.

Dentro da floresta deserta, dentro da barreira criada com [Prison], eu, conforme ordenado pela irmã Moroha e pela irmã Karina, executava [Liberação de Ki Divino].

Do corpo inteiro, transborda Ki Divino, e fosforescência dourada esbranquiçada dança ao meu redor. Nesse estado, fico inquieto, sabe. Tipo vontade de movimentar o corpo… ou melhor, vontade de me agitar.

Segundo o tio Kōsuke, é porque o coração não acompanha a divinização do corpo, mas isso significa que meu espírito ainda é imaturo, né.

— Ou melhor, o cabelo cresceu de novo, viu.

Cabelo loiro-platinado, quase branco, encosta na nuca. Desde a luta contra o Gira, mesmo divinizando, tinha parado de crescer.

— Deve ter ultrapassado a quantidade de Ki Divino que consegue controlar. Significa que o corpo tá se aproximando ainda mais do divino, mais que antes. Estranhamente, no seu caso, é como se conseguisse alternar entre humano e deus feito ligando/desligando interruptor. Mesmo sem estar humanizado igual a gente.

— Não, não, "humanizado", francamente. Sou humano de origem, viu.

— Provavelmente, é justamente isso. Você não obteve poder divino sendo humano. Originalmente, o corpo divino é que continha o espírito humano. Faz sentido ter as duas características.

Bom, esse corpo foi feito por deus meio sem querer, usando material do reino divino. E ainda por cima, cheio do próprio Ki Divino dele. Fisicamente, parece que nem seria estranho se chamar de parente de sangue.

— Vim confirmar pensando na batalha final contra o deus maligno, mas nem precisava. Só resta ficar atento pra não cometer erro sem querer daqui pra frente.

— Hahaha, "erro sem querer", é. Touya-kun, acho que não precisa se parecer tanto assim com o Deus do Mundo, viu?

— Hahaha, verdade mesmo.

A irmã Moroha e a irmã Karina se entreolham, rindo.

Eu não ri nem um pouco. Por quê? Porque, atrás delas, surgiu de repente uma pessoa…

— Ohh-hon! Deus Desastrado, chegando!

O Deus do Mundo pigarreia uma vez, e a irmã Moroha e a irmã Karina congelam.

— P, por que o Deus do Mundo tá na terra…

— Consegui um tempinho, sabe. Pensei em visitar todo mundo depois de um tempo. Nunca imaginei que estariam falando de mim assim.

Fala com sorriso, mas os olhos não riem. A irmã Moroha e a irmã Karina escorrem suor pela testa. Nunca vi essas duas assim, é novidade. Engraçado.

— A, aliás, eu tenho trabalho de acompanhar o treino da ordem de cavaleiros! Preciso me apressar, senão vou me atrasar!

— Ah, dr…! É, hã, eu também fui pedida pela chef Kurea pra trazer dois, três galos! Ocupada, ocupada! Então, Deus do Mundo, com licença!

Falando desculpa forçada, as duas somem do local num instante. Fugiram, hein.

— Francamente, essas duas… tão meio relaxadas, hein. Tão te incomodando?

— Hahaha. Bom, elas me ajudam bastante em várias coisas, então é mútuo, digamos.

Paro [Liberação de Ki Divino], desligando o interruptor que a irmã Moroha menciona. Ah, de fato, o cabelo continua crescido de novo.

— Quanto tempo, hein. Tava bem?

— Sim. Graças a você. Aliás, tudo bem descer pra terra assim?

— Ah, tudo bem, tudo bem. Esse corpo é avatar, sabe. Tenho a mim mesmo direitinho no reino divino também. Sem problema.

Avatar… será mesmo estado tipo quando desceu antes? Conveniente, hein. Será que algum dia eu também consigo fazer isso?

— Por ora, não fica bem aqui, vamos pro castelo.

— Certo. Também quero rever as moças depois de um tempo.

Abro [Gate], levando o Deus do Mundo de volta pro castelo.

Antes, quando desceu pra terra, o Deus se apresentou como Mochizuki Kaminosuke. Posição dele é como meu avô.

Por isso, pra quem tá dentro do castelo, é tratado como minha família, gente da família real, mas, pra todas as noivas, a situação é um pouco diferente.

Desde que contei que essa pessoa é o Deus do Mundo, deus supremo, parece que ficam meio sem saber que distância manter.

— Não, não precisa se preocupar não. Aqui na terra, podem continuar tratando como sempre, como avô do Touya-kun mesmo.

— S, sim. Então, vovô, seja bem-vindo.

— Isso, isso. Assim mesmo, assim mesmo.

O Deus sorri diante da fala da Yumina. Opa, será que eu também devo chamar de "vovô"?

Pra conversar a sós, guio ele até a varanda do castelo.

— Bom, o motivo de eu ter vindo dessa vez é confirmar o estado das férias dos deuses, e confirmar este mundo. Este mundo já saiu das mãos dos deuses. Originalmente, deveria ser aniquilação pelo deus da destruição, ou descarte deixado ao declínio gradual. Mas ainda restou pra este mundo o caminho de existir como novo mundo sob sua administração, Touya-kun.

— Depois de derrotar o deus maligno, né?

— Isso. Removendo isso, este mundo também não deve mais seguir evolução errada. Salvei um… não, dois mundos. Não tem problema nenhum virar administrador desse mundo. Bom, os primeiros mil, dois mil anos, provavelmente vai ter bastante trabalho, mas.

Parece que não é que, ao derrotar o deus maligno, preciso administrar este mundo imediatamente. Parece que fico uns cem, duzentos anos na terra, e depois fico indo e vindo entre aqui e o reino divino. Meio tipo trabalho remoto longe da família, não estou muito animado, mas.

— E o outro motivo de eu ter vindo, é. Se este mundo conseguir se manter bem, quero que você deixe aqui virar terra de descanso dos deuses, Touya-kun. Dessa vez, vim confirmar isso. Claro, vou fazer regras. Tipo, deve viver seguindo a vida de humano, não de deus.

— Espe, "terra de descanso"!? …Não, espera, já não é mais ou menos isso mesmo agora?

Vêm à mente um atrás do outro os rostos dos deuses que já desceram pra terra. Será que já virou terra de resort desses deuses?

— Deuses também precisam de descanso, afinal. No mundo que eu administro, não dá pra relaxar direito. Bom, também não é bom relaxar demais.

— Hmm… bom, acho que tudo bem, contanto que não exagerem.

— Bom, isso é discussão pra mais tarde. Uhum, delicioso.

O Deus bebe de um gole o chá verde na mesa. A Rū, com atenção, serviu o chá do gosto favorito do Deus.

— Dessa vez, quanto tempo vai ficar hospedado?

— Vou incomodar por alguns dias. Depois, pretendo dar uma olhada por aí neste mundo.

Dar uma olhada por aí… bom, não deve ter perigo nenhum que essa pessoa não consiga lidar, mas.

— Ah, mas agora, em Eisengard…

— Já sei. É o Veneno Divino-Demoníaco, né. De fato, aquilo é veneno capaz até de matar deus, mas não funciona em deus superior. Claro, em mim, não tem efeito nenhum.

— Eh!? Sério!? Achava que quanto mais alta a divindade, mais forte o veneno…

— Isso é história dentro dos deuses inferiores. Pra começo de conversa, aquilo foi criado por erro pelo "deus da medicina" dentro deles. Não funciona em deus de categoria mais alta que ele mesmo.

Basicamente, deus que governa algo específico é deus inferior. Tipo a irmã Karen, deusa do amor. Deus superior, parece que tem várias características, não podendo ser resumido numa única categoria "deus de tal coisa".

Antes, o Deus do Mundo disse ser tanto deus da luz quanto deus das trevas. Deve significar que carrega várias divindades diferentes.

— Então será que dá pra purificar o Veneno Divino-Demoníaco também…

— Claro, eu consigo, sim. Mas isso é seu teste, não é? Como fica se o examinador resolve a questão?

— Com toda razão.

Faz sentido mesmo. Como o tio Kōsuke tá ajudando, acabei falando sem pensar. Aquilo também parece meio no limite, hein. Tipo chamar professor particular excelente pra passar na prova? Não que seja trapaça, mas.

— Ah! É verdade! O Deus do Mundo chegou━━━!

Aparecendo de algum lugar indefinido, era uma garota-criança carregando garrafa de saquê. Deus do saquê, Mochizuki Suika. Como sempre, parece bêbada.

— Oh, é você. Tava bem?

— Eu tô bem! Bebendo de manhã até de noite, é divertido demais! A terra tem vários tipos de bebida, nunca fico entediada!

"Nyahahahaha", a Suika ri feito gato. Já tá bem alterada, hein, essa.

— Bom, bom, primeiro, um brinde. Isso aqui, saquê local produzido na província montanhosa de Rōdomea, viu? Um pouco seco, mas bem gostoso. Ah, Touya-onii-chan, não tem algum petisco?

Pego rapidamente a Suika, que enche o próprio copo tirado de algum lugar indefinido, "tokutoku".

— Ei, você. De onde conseguiu esse saquê?

— Gik. É, ééé, fui até a Ōdorī-chan e ajudei um pouco a subjugar monstro, em troca ganhei, viu. Nyaha…

Ōdorī-chan…? Ei, essa é a governadora geral de todas as províncias de Rōdomea, francamente!

Achei estranho, já que sempre bebe por minha conta. Foi até Rōdomea de propósito pra roubar bebida, esse aí… depois preciso pedir desculpa lá…

Mesmo humanizada com aparência assim, deus é deus. Não tanto quanto a irmã Moroha ou o tio Buryu, mas a Suika também é bem forte. Monstro qualquer não deve ter sido páreo.

— Hmm. De fato, gostosa. Touya-kun, tem petisco?

— Eh, vai beber? Não, tem, mas… haa, tanto faz.

Na mesa da varanda, disponho um atrás do outro, em pequenas porções, edamame, sashimi, tofu gelado, karaage, yakitori, e outras coisas que combinam com bebida.

— Jantar também vai ser servido direitinho, então não bebe demais.

— Tô sabendo, tô sabendo.

— Nyaha. Tô sabendo, tô sabendo.

Quando o Deus do Mundo e a Suika brindam os copos, "que combine", de algum lugar indefinido vem música animada. Mesmo sem olhar pra trás, já sei. É o irmão Sōsuke.

Aliás, essa música, sei lá, é aquela música de bêbado, "consegue beber o ano inteiro achando algum motivo qualquer", né…

— Ara ara, parece divertido, viu.

— Faz sentido, né.

— Oh, vocês também vieram.

A irmã Karen e o tio Kōsuke também aparecem. Por isso, entra pela porta direitinho. Não use magia de teletransporte à toa. Mesmo eu falando isso, não tem convicção nenhuma, mas!

A irmã Moroha e a irmã Karina será que estão difíceis de vir por causa daquilo de agora há pouco? O tio Buryu tá treinando com o Ende, então só volta de tardezinha.

Decidindo deixar até de tardezinha à vontade deles, saio da varanda. No corredor, "sasasat", a irmã Moroha e a irmã Karina se afastam da porta onde espiavam. O que vocês tão fazendo, francamente.

— Acho que já não tá mais bravo, não. Que tal levar isso e ir beber junto?

Tiro do [Storage] duas garrafas de vinho de qualidade máxima que ganhei de Sua Majestade o rei de Belfast, e queijo variado como petisco.

— Não, isso ajuda muito, viu.

— Ter um irmão bom faz de mim feliz.

As duas recebem de mim, e entram apressadas dentro do quarto. Francamente, dão trabalho, hein.

— Ohh! A irmã Moroha e a irmã Karina também vieram! Ah! É, é aquele vinho lendário…! Faz beber logo!

Da porta fechada, ouço a voz da Suika. Certo, então, o jantar hoje vai ser suntuoso, hein.

Vou até a cozinha, pra consultar a chef Kurea-san sobre o cardápio do jantar.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir