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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 407

A Árvore Sagrada, e a Distribuição

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Capítulo 407 – A Árvore Sagrada, e a Distribuição

— Uhum. Sem problema, viu. Está funcionando completamente como "Árvore Sagrada". Sem dúvida, o Veneno Divino-Demoníaco está sendo convertido totalmente em mana inofensivo.

— Consegui!

Diante do carimbo de aprovação do tio Kōsuke, deus da agricultura, minha voz escapa sem querer.

Absorvendo o material sagrado coletado, a pequena muda alcançou o estágio de "Árvore Sagrada" que purifica o Veneno Divino-Demoníaco.

— Com isso, dá pra neutralizar o Veneno Divino-Demoníaco de Eisengard. Assim…

— Ah. Finalmente vamos poder encontrar o deus maligno.

Respondo assentindo à fala da Yumina.

— Mas será que essa arvorezinha pequena sozinha consegue remover todo o veneno que se espalhou por toda Eisengard, hein. Não vai levar anos?

Agachada, observando a "Árvore Sagrada" junto com o Anúbis, a Sū lança um comentário bem afiado.

Diante disso, o tio Kōsuke responde com o sorriso gentil de sempre.

— Nesse ponto, não tem problema. Essa muda, ao mesmo tempo que absorve o Veneno Divino-Demoníaco e converte em mana inofensivo, também usa essa mana como próprio nutriente. Assim que plantada em Eisengard, deve crescer rapidamente. E, com isso, a velocidade de absorção do Veneno Divino-Demoníaco também deve aumentar. Só que…

— Só que… o quê?

— Não, é óbvio, mas, pra purificar terra contaminada, é mais eficiente plantar a "Árvore Sagrada" no centro dela. Mas, havendo Veneno Divino-Demoníaco, nem deuses, nem a Yumina-kun e a Sū-kun, que viraram servas divinas, podem ir, certo? Então, de novo, precisaria pedir ajuda ao Anúbis-kun ou à Bastet-kun, mas…

Bom, faz sentido. A capital de Eisengard, cidade industrial Eisenburuku, fica ao sul do país. Mas não precisa ir até lá especificamente, basta plantar no centro do país. O Anúbis e a Bastet devem dar conta disso sem problema. Qual seria o problema, afinal?

— Vamos supor que o Anúbis-kun e a Bastet-kun consigam plantar a "Árvore Sagrada" com sucesso. Absorvendo o Veneno Divino-Demoníaco, a "Árvore Sagrada" cresce, ficando cada vez maior. O Veneno Divino-Demoníaco é purificado, a terra de Eisengard vai voltando ao original…

— Algum problema?

— Será que o outro lado vai deixar essa existência assim, sem fazer nada?

— Ah…!

Faz sentido mesmo. O outro lado também não é idiota. Não vão deixar passar existência tão incômoda assim pra eles. Óbvio que vão atacar imediatamente.

— O Anúbis-kun e a Bastet-kun são golens-batedores. Capacidade de combate não é tão alta assim. Se conseguem proteger a "Árvore Sagrada" dos ataques de mutante…

— «Ah, isso, realmente, é impossível mesmo, viu. Se a mana-chefe ou eu formos atacados por aquele tipo de coisa, num piscar de olhos ficamos em pedaços.»

Diante do olhar do tio Kōsuke, o Anúbis responde deitando a cabeça no chão. Faz sentido mesmo.

— Vamos plantar de algum jeito até que a área de purificação alcance a cidade industrial Eisenburuku… não, ou melhor, já plantamos direto em Eisenburuku?

— «Não, não, Rei. Se plantar num lugar desses, num piscar de olhos vai chegar horda de esqueleto dourado, e esse pobre vai ser cortado.»

O Anúbis cutuca a "Árvore Sagrada" com o focinho, rejeitando minha proposta. Mumu. Ser rejeitado até por você…

De fato, perto do Palácio Dourado próximo a Eisenburuku, tem esqueleto dourado aos montes mesmo. Seria descoberta imediata.

— Então, como esperado, melhor plantar longe da base inimiga, e proteger até a área de purificação se expandir. Nesse caso, precisamos de tropa de defesa.

— Espera aí, Touya. Vamos proteger isso o dia inteiro?

A Sū pergunta franzindo a sobrancelha. Não, entendo. "Proteja a "Árvore Sagrada" e continue lutando vinte e quatro horas", tipo empresa de trabalho abusivo, né.

— Por ora, quero fazer sistema de revezamento, mas quantas pessoas dá pra alocar, hein…

— Nessa parte, acho que não precisa se preocupar tanto. Depois que certo grau do Veneno Divino-Demoníaco for purificado e a área voltar à terra original, se colocar a Moroha-kun, a Karina-kun, o Buryu-kun, três pessoas, a defesa deve ficar perfeita.

Ah, é verdade. Como o tio Kōsuke diz, se a purificação avançar, dá pra ir até lá com segurança. Se deixar com a irmã Moroha e o pessoal, com certeza vai ficar tudo bem. Nem imagino aqueles três perdendo.

…Mas por que consigo imaginar a irmã Moroha derrubando sem querer a "Árvore Sagrada", ou o tio Buryu quebrando ela treinando soco reto? Mesmo deixando com eles, vou reforçar com a irmã Karina.

— Se a área de purificação alcançar até a base inimiga, vocês conseguem invadir também. Aí, é só arrastar o deus maligno pra fora e derrotar. Tudo termina.

Não sei se vai dar tão certo assim de fácil, mas, já que chegou até aqui a preparação, só resta fazer mesmo.

— A "Árvore Sagrada" já dá pra plantar em Eisengard?

— Melhor observar mais um pouco. Não posso garantir que não vai ter efeito colateral pela absorção do Veneno Divino-Demoníaco.

Faz sentido. Mesmo se acontecer algo depois de plantada, não é situação onde o tio Kōsuke consegue ir correndo até o local.

Assim que a preparação estiver pronta, vou colocar a "Árvore Sagrada" na coleira do Anúbis com [Storage] embutido, e pedir de novo pra ele e a Bastet irem até Eisengard.

— Vamos mandar o Albus junto também?

— É. No mínimo, preciso que ele aguente até eu abrir [Gate] do outro lado.

Vou dar ao Anúbis um espelho ou algo assim com [Gate] embutido, e, quando a purificação alcançar certo nível, eu mesmo vou até lá, chamando os Frame Gears.

Até lá, o mais importante é não ser descoberto pelo mutante, então talvez seja bom plantar em algum lugar tipo dentro de floresta. É literalmente "esconder folha dentro da floresta". Bom, não é folha que vou esconder, mas.

Deixando com o tio Kōsuke a "Árvore Sagrada" até chegar o momento de finalmente plantar em Eisengard, saímos da estufa.

— Finalmente parece que vamos conseguir atacar pelo nosso lado.

— Pra isso, primeiro precisamos proteger a "Árvore Sagrada", né.

Respondo com risada amarela à Yumina, que cruzou os braços. Proteger pra atacar. Parece contraditório, mas não é.

— Quando isso terminar, é o nosso casamento! Vamos fazer com pompa!

— Não, tão grandioso assim, meio que…

— Do que você tá falando! É uma vez na vida! Festa em nome do país! Se não for grandioso nessa hora, quando vai ser!

Entendo o que a Sū fala, mas… sinceramente, sobre isso, praticamente não tenho poder de decisão nenhum, só resta obedecer mesmo.

Yumina, Rū, Hiruda, e, mesmo sendo filha ilegítima, a Sakura também — vou casar com quatro princesas de família real. Óbvio que não vai deixar de ser grandioso.

Bom, também tem aquilo que meu primo mais velho falou, que no casamento, o noivo é só decoração.

No caminho de volta pro castelo, a Yumina e a Sū conversavam animadas sobre o plano do casamento, mas, de repente, as duas colocam a mão no bolso, tirando o smartphone.

— O que houve?

— "Distribuição". Alguns aplicativos novos.

— Ah. Se não me engano, [Levitation] e [Speaker], e [Receita de Culinária] da Rū, né.

No smartphone de produção em massa que distribuo pra todo mundo, às vezes chega distribuição de aplicativo de Babylon. O [Aplicativo Mágico] distribuído via [Enchant] e [Programa] é aplicativo que permite usar a magia especificada mesmo sem ter o atributo correspondente. Claro, a mana é do próprio usuário.

[Levitation] é conveniente pra levantar coisa pesada (mas só levanta até a própria altura), e [Speaker] deve ser conveniente pros reis discursarem pro povo.

Aplicativo do sistema mágico é bem recebido especialmente pelos reis do continente oeste… mundo sombrio. Afinal, tem poucas pessoas que conseguem usar magia. Claro, não distribuo magia perigosa.

[Receita de Culinária] é aplicativo que dá pra ler o blog com receita de vários pratos, com explicação da Rū.

Esse também finalmente vai ser lançado. Estão apresentados alguns pratos e doces fáceis de fazer.

De agora em diante, o plano é atualizar alguns pratos por semana. A Rū tava animada dizendo que quer apresentar não só comida de Brunhild, mas de vários países.

Daqui a pouco, mais que blog de culinária, deve virar tipo blog de passeio gastronômico.

Esse tipo de compartilhamento de informação é útil mesmo, viu. Entre o que distribuí, o que teve avaliação surpreendentemente alta foi o aplicativo de "Previsão do Tempo".

Aplicativo que mostra temperatura máxima e mínima do dia, nascer e pôr do sol, probabilidade de chuva, previsão do tempo dentro do país, mas, pra quem governa um país, parece ter sido o aplicativo mais útil de todos.

Graças a isso, parece que dá pra alertar contra desastre climático, e evitar acidente repentino causado pelo clima.

Bom, parece que alguns feiticeiros suspeitos que trabalhavam com dança da chuva perderam o emprego, mas.

Aliás, a previsão do tempo daqui é quase metade baseada em previsão de movimento dos espíritos, viu. Claro, sendo o rei dos espíritos, eu consigo manipular o clima livremente à vontade, e daí?

Mesmo assim, é trabalhoso demais, então não faço. "Aqui, sol~", "Ali, chuva~", espírito (principalmente pequeno espírito) é basicamente livre, então fica igual liderar excursão de crianças de creche. De qualquer forma, é difícil. Tem uns que não obedecem também.

Separando da Yumina e do pessoal no castelo, sigo em direção ao "Laboratório" de Babylon.

Parece que a Doutora, inspirada no anime de robô que mostrei outro dia, criou um novo protótipo. Será a unidade de voo mencionada antes?

— Ouvi que completou algo?

— Fufufu. Exatamente isso! A cultura da "Terra" é maravilhosa! Me dá vontade criativa sem limite! Olha, esse é o resultado!

A assistente da Doutora, também gerente deste "Laboratório", Atorantika… Tika, traz algo tipo caixa. …Oro?

Recebo a caixa. Na papelão liso da frente, tem desenhado um Cavaleiro Preto derrotando besta gigante, em pose maneira. Vejo o verso, virando, mas o papelão áspero de trás não tem nada desenhado.

Abro a caixa. Dentro, tinha várias peças pintadas em preto, cinza e linha vermelha, presas num quadro. Até tem manual educadamente incluído.

Já sei, mas, por ora, pergunto assim mesmo.

— ……….O que é isso?

— Claro, é modelo plástico!

— Fez isso, é!?

Grito de volta pra Doutora, que ergue o polegar, "gutt". Não, é incrível criar isso só de ver anime que tinha modelo plástico!

A Tika põe o produto acabado na mesa, "ton".

Eh, isso é o quê, escala 1/144, até com abertura de cockpit funcionando!? Que detalhado, francamente!

— Isso é feito de resina especial misturada com líquido de éter, e, olha só, cola magicamente, sem precisar de cola. Resistência também é alta, não quebra nem se for pisado por carruagem. É o modelo plástico definitivo.

— Você, o que você tá fazendo!?

Já duvido até se isso ainda é "modelo plástico".

— Não é só isso. Olha isso.

A Doutora pega o Cavaleiro Preto, colocando num campo circular feito de mithril na mesa larga.

A Doutora toca em algo tipo painel que se projeta do dispositivo do campo. No instante seguinte, dá pra sentir mana se espalhando por todo o campo.

O Cavaleiro Preto parado no campo começa a se mover. Empunha o escudo, saca a espada da cintura. Assim mesmo, desfere uma dança de espada impressionante uma atrás da outra, até parar.

— Como foi! Isso é sincronia mágica e campo de éter, itaii, itaii, itaii!

— …Vossa Excelência, você ficou obcecada criando essa coisa desde então? Ãh?

Aperto as duas bochechas da doutora-menina que se virou com cara orgulhosa, "gyuguguguu", tipo sanduíche.

— Menina sendo repreendida por rapaz… haa haa. Um clima de abuso ainda mais o sentimento tabu…!

— Cala a boca, lolicon.

Encaro a Tika, que corava de excitação. Tirou a máscara de seriedade, e revelou a verdadeira natureza.

— Espe espe! Não fiz isso pra brincar, viu!

Com as bochechas ainda sanduichadas por mim, a Doutora contra-argumenta. Por ora, solto ela, e, dessa vez, a Tika traz algo fino tipo avião.

Respirando ofegante, andando de pernas cruzadas assim, incomoda.

Entregue a mim, a Doutora encaixa aquilo embaixo dos pés do Cavaleiro Preto. Igual em cima de prancha de surf.

Isso é unidade de voo, né. Parece que estava pensando direitinho de fato.

— Também pensei em tipo que fixa nas costas, mas isso limitaria a máquina compatível. Primeiro, testei esse tipo. Fixo a perna com gancho, pra não cair. Chamei de "Flight Gear".

Dentro do campo, o Cavaleiro Preto, montado no "Flight Gear", flutua. Entendi, é assim que usa.

Devagar, o Flight Gear circula o campo, e o Cavaleiro Preto salta de cima pra mesa. Então, o Flight Gear que estava no ar, de repente, dobra as asas, transformando num grande escudo, e o Cavaleiro Preto, no ato de cair, o pega com as duas mãos, colocando em posição de defesa.

— Dá pra usar como escudo também?

— Sim, o fundo é revestido com material cristal reforçado. Deflete ataque médio. Claro, canhão de partículas de espécie superior é impossível.

De fato, existe possibilidade de ataque de tiro do chão também. Não é desperdício aumentar a defesa nesse ponto.

— Só que essa unidade de voo consome mana intensamente, além de ser difícil de manusear. O ponto fraco é não ser algo que qualquer um consegue pilotar facilmente. E, como fica difícil mirar, talvez não seja adequado pra máquina baseada em ataque à distância, tipo a Yumina ou a Rin. Aliás, não voa tão alto assim.

Mais que voando, é tipo flutuando avançando, digamos. Velocidade é razoável, no entanto. Se for usar, talvez seja melhor colocar na máquina do comandante de cada esquadrão, facilitando entender a situação da batalha.

— Com essa simulação usando o modelo plástico deu certo, então, por ora, pretendo construir o protótipo agora.

— Teve sentido fazer esse modelo plástico afinal…?

— A alegria de criar coisas! Precisa ser cultivada desde a infância! Bons técnicos e artistas nascem daí! "Quero fazer assim, quero fazer assado, quero criar, quero modificar!" Esse desejo vira sonho, gerando novo progresso! Eu ressuscitei o modelo plástico, tesouro de outro mundo, pelas crianças que vão carregar o futuro nas costas!

Quanto mais a Doutora discursa apaixonadamente, apertando o punho, mais frio fica meu olhar. Que mentira. Com certeza ela só queria fazer mesmo.

Bom, isso em si é incrível também, então talvez eu deixe no comércio do Oruba-san.

Modelo plástico de Frame Gear, então "Frepura"? "Giapura"? Bom, tanto faz o nome. Se tiver molde e resina de líquido de éter, dá até pra fazer aqui na superfície mesmo.

Depois, nem eu imaginava que isso viraria produto típico consagrado de Brunhild. Modelo plástico virar especialidade regional, hein… sinto que tá meio errado, mas, bom, tanto faz.


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