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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 416

O Sinal de Guerra, e a Rajada Total

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Capítulo 416 – O Sinal de Guerra, e a Rajada Total

— [Enxame de Espadas Estelares]

Quarenta e oito estrelas cadentes brilhantes atacam os falsos cavaleiros ao redor.

A [Adaga] que perfurou o cockpit muda de trajetória em direção ao esqueleto dourado que cai rolando de dentro dele.

— Mudança de forma: esfera.

A [Adaga] se transforma em esfera redonda, esmagando o esqueleto dourado por inteiro. Com esse golpe carregado de peso via [Gravity], o esqueleto dourado, junto com o núcleo, é esmagado, e o falso cavaleiro montado nele também derrete e desaparece junto.

— Como esperado, comparado a mutante comum, é mais trabalhoso, hein. Mas não precisar procurar núcleo já ajuda.

Deixo escapar um suspiro leve dentro do cockpit do Reginleiv, minha máquina exclusiva.

Do outro lado, os Cavaleiros Pesados acuam os falsos cavaleiros com martelo de guerra nas mãos. Tipo martelo é mais fácil pra esmagar e dar o golpe final no esqueleto dourado.

— Busca. Mapa de distribuição da área purificada em Eisengard.

— «Busca concluída. Exibindo.»

Do smartphone instalado na frente do cockpit, é exibido o mapa de Eisengard. Área azul é parte purificada, área vermelha ainda tem "Veneno Divino-Demoníaco" restante, é?

No mapa, a purificação já alcançou o Palácio Dourado. Nesse estado, dá pra considerar que o efeito do "Veneno Divino-Demoníaco" já não existe mais.

Já é hora de chamar a irmã Moroha e o pessoal, deixar com eles os mutantes que visam a "Árvore Sagrada", e partirmos pra derrotar o deus maligno.

Descendo do Reginleiv, entro em contato com a irmã Moroha e o pessoal, chamando-os até aqui usando [Gate].

A irmã Moroha, a irmã Karina, e o tio Buryu, que chegam, observam o entorno enquanto movimentam levemente o corpo.

— Hmm. Bom, não vou dizer que é normal completamente, mas acho que dá pra dar um jeito.

— Ainda tem efeito do "Veneno Divino-Demoníaco"? Já purificou bastante, mas.

Diante da fala da irmã Moroha, fico levemente inseguro. Talvez tenha aparecido no rosto, a irmã Karina e o tio Buryu riem baixinho.

— Como estamos conectados à terra contaminada, né. Mesmo humanizados, somos deuses inferiores. Corrupção mesmo pequena, sentimos com sensibilidade. Não é problema, só uma leve incômodo mesmo.

— Coisa desse nível, resolve com determinação. Deixa aqui conosco, faz o que você tem que fazer. No castelo, o Deus do Mundo também tá observando.

Parece que vai ficar tudo bem mesmo. Como se incentivassem, os três batem no meu ombro. Com a irmã Moroha e o pessoal presente, aqui deve ficar absolutamente seguro. Então, só resta eu fazer o meu trabalho com todo empenho.

Do [Storage], entrego à irmã Moroha grande espada e espada longa de material cristal, à irmã Karina arco e flecha e machadinha, e ao tio Buryu manoplas iguais às que dei ao Ende. As do tio Buryu combinei com as do Ende. Ele deve ficar contente. Provavelmente.

Assim que os três seguram as armas, correm em direção ao campo de batalha como se não conseguissem se conter. Rápido. Tão famintos assim por batalha.

Devem enfrentar até falsos cavaleiros a corpo aberto mesmo… certo, aqui já tá tranquilo.

Retorno o Reginleiv ao [Storage], voltando pro pessoal.

— É a partida pro combate?

— É a partida, né?

Entrando na tenda, a Yae se levanta segurando sua espada amada, "Sukka", e a Hiruda a espada de cristal que presenteei quando nos conhecemos. Aqui também tinha gente que não conseguia mais se conter com a luta.

— Uhum. Chamei a irmã Moroha e o pessoal agora há pouco. A "Árvore Sagrada" já tá segura. Resta só ir até o Palácio Dourado e atacar o deus maligno.

Todos assentem levemente. Ninguém aparenta estar tenso demais, todos normais como sempre. Digno mesmo, ou como dizer. Nervos de aço. Talvez eu seja quem está mais tenso aqui.

Chamo o Ende e o pessoal por telefone, e também comunico ao comandante da ordem, o Rein-san, que vamos rumo ao Palácio Dourado.

— Entendido. Que tenham retorno seguro.

— Uhum. Bom, vou lá rapidinho.

Abrindo [Gate], teletransportamos até a capital de Eisengard, cidade industrial Eisenburuku.

Quem vai são eu e todas as noivas, mais o Ende, a Meru, a Nei, a Rise, três garotas Phrase, total quatorze pessoas. Desculpa, mas a Pōra fica de guarda.

Teletransportados pelo [Gate], pisando a terra de Eisenburuku, ficamos sem palavras por um tempo diante daquela cena.

O que se espalha no local teletransportado é paisagem urbana devastada, nuvem preta espessa, e inúmeros corpos espalhados.

O que antes era dominado pelo rei mágico-industrial, chamada de cidade mágico-industrial, já nem tem sombra da própria forma, e Eisenburuku já virou cidade abandonada completamente.

— Já tinha ouvido falar, mas isso é horrível, hein…

A Eruze murmura baixinho, observando ao redor.

Como no relatório da Bastet e do pessoal, o dano no corpo é pequeno. Mesmo assim, a roupa está toda desgastada, provando exposição prolongada ao vento e chuva.

Todos, sem exceção, morreram com expressão de agonia no rosto. Umumu, isso é meio tipo terror mesmo…

— Touya-san!

— Uoh!?

Virando-me diante da voz da Rinze, o cadáver de um homem caído na beira da estrada se levanta, atacando na minha direção.

Olhos revirados, língua caída pra fora relaxada, atacando assim, era literalmente zumbi mesmo, sentindo terror indescritível.

— [Slip]!

— «Ugo, ga!»

Soltando som tipo gemido, o zumbi cai, batendo o rosto no chão com força.

Ah, que susto. Ser atacado de surpresa assusta mesmo, né.

— [Fogo, venha, espiral em turbilhão, Tempestade de Fogo]!

Sem intervalo, a Rinze dispara magia de fogo. O zumbi que se debatia caído se envolve em fogo, e, achando que ia queimar completamente… o zumbi não queima até o fim, renascendo como esqueleto dourado-escuro.

— Como esperado, hein. Esqueleto dourado é o resultado final do humano que teve a alma devorada. Olha, a parte do coração.

Conforme diz a Rin, olhando o tórax do esqueleto dourado, escondido feito atrás do osso do peito, dá pra ver um "núcleo" vermelho, tamanho de bola de golfe. Sem dúvida, isso virou mutante.

— Estilo de Espada Lestia, Quinta Forma, "Espiral"!

Num instante, saltando pra dentro, a ponta da espada da Hiruda captura o osso do peito do esqueleto dourado.

Com torção aplicada, esse golpe esmaga facilmente o osso dourado, e até o núcleo embaixo dele é destruído.

Com o núcleo estilhaçado, o esqueleto dourado derrete, "dorodoro", soltando fumaça preta, desaparecendo.

Faz sentido, era assim que geravam esqueleto dourado, hein.

— Parece que fizemos barulho demais, Touya.

— Eh?

Diante da voz do Ende, direciono o olhar do esqueleto derretido pro entorno, e os cadáveres espalhados por todo lado começam a se levantar um atrás do outro, avançando na nossa direção. Uoh, que nojo.

— Magia de purificação não funciona neles?

— Se fosse zumbi comum, isso já teria eliminado, mas o motivo daqueles se moverem é o osso dentro… provavelmente, deve ser inútil mesmo.

— Umumu.

Diante da correção da Yumina, a Sū solta um "umu". A Sū tem atributo de luz. Se fosse exército de mortos-vivos comum, talvez conseguisse eliminar tudo de uma vez, mas…

— [Gelo, entrelace, aprisionamento gelado, Vínculo de Gelo]

Diante da magia disparada pela Sakura, os zumbis avançando congelam os pés, parando o movimento. Assim mesmo, seguindo, a magia da Rin explode.

— [Venha, vento-flama, redemoinho de flamas, Furacão de Fogo]!

Com nós no centro, uma tornado de fogo absurdo queima o entorno inteiro.

O poder é tremendo, transformando os corpos dos zumbis que tentavam se aglomerar em direção a nós, um atrás do outro, em carvão fino.

Mesmo com essa magia toda, só consegue destruir o corpo. Aquele osso também herda a característica de Phrase, "magia não funciona".

Mas ali, saltando pra dentro, a Yae, a Hiruda, a Rū, a Eruze, e, de brinde, o Ende, num piscar de olhos esmagam o núcleo, ponto fraco do esqueleto dourado, um atrás do outro. Eu também, não fazendo nada seria estranho, então disparo com a Brunhild, perfurando o núcleo de vários também.

— Isso pode considerar que os cadáveres da cidade inteira já viraram esqueleto dourado, hein.

— Mas por que atacaram de repente assim? Até agora não tavam se movendo…

Guardando as espadas duplas na bainha, a Rū murmura observando os restos derretidos do esqueleto. Surpreendentemente, quem responde essa dúvida é o Ende.

— Esses aí têm característica compartilhada com Phrase. Provavelmente, devem ter reagido ao som do coração de todo mundo. De fato, nem olharam pra Meru e o pessoal.

Agora que penso… de fato, nenhum esqueleto dourado avançou em direção às três.

A Meru, a Nei, a Rise, as três, pra não serem detectadas por mutante, têm um pequeno [Prison] instalado ao redor do núcleo, bloqueando completamente qualquer som. Isso deve ter impedido o esqueleto dourado, virado mutante, de se aproximar delas. O que bloqueiam não é som do coração, e sim o som de ressonância característico de Phrase.

— Digamos, é tipo estarmos andando batendo tambor ao lado de monstro dormindo na beira da estrada. Óbvio que acorda, né.

Entendi. Bom, entendo mais ou menos o que ele quer dizer. Faz sentido ser atacado mesmo.

— De qualquer forma, não temos assunto aqui. Vamos logo pro Palácio Dourado.

Chamo do [Storage] o Reginleiv. Todos também chamam a própria máquina, entrando no assento de comando.

Só a Nei e a Rise ficam na mão do Dragão Cavaleiro do Ende. O Dragão Cavaleiro, pra reduzir peso, tem cockpit pequeno. No máximo, cabe só a Meru sozinha.

Podiam montar no Helmuvīge da Rinze, formato de voo, penso, mas parece que as duas não têm intenção de se afastar do lado da Meru.

Eu e a Rinze pelo céu, todos pelo chão, avançamos direto rumo ao Palácio Dourado.

— «Que inveja, o Touya e o pessoal, conseguem voar. Também dá pra fazer o Dragão Cavaleiro voar, viu?»

— Se tiver o Flight Gear, até o Dragão Cavaleiro consegue voar.

— «Com escudo tão absurdamente grande assim, não dá pra mover rápido… combinação péssima demais.»

O Ende resmunga, mas isso não tem jeito. Afinal, o conceito é diferente desde o início. O Dragão Cavaleiro é máquina especializada em correr pelo chão. E o Reginleiv que criei aproveitando o melhor do know-how de todo mundo.

Saindo dos arredores, escapando da cidade industrial Eisenburuku, se espalha campo devastado até onde a vista alcança.

Nuvem preta pesada bloqueia a luz do sol, escurecendo o dia feito noite mesmo sendo dia.

Avançando reto pelo campo devastado, aparece o grande grupo cristalino dourado, brilhando sinistramente. Mesmo estando distância considerável, já dá pra ver daqui, então deve ser cristal em grupo absurdamente gigantesco. De fato, parece até palácio.

Por ora, mantenho distância, parando.

— Sem dúvida, já perceberam a gente, né?

— «Já percebemos. Os esqueletos dourados diante do palácio já estão vindo nessa direção.»

Diante da fala da Yumina, aumento o zoom da câmera, e, de fato, diante do palácio, os esqueletos dourados que vagavam sem ordem começam a avançar rumo a nós.

— «Aqui é minha vez, digamos.»

Quem dá um passo à frente de todos nós é a máquina preta pilotada pela Rin, a Grimgerde.

— «Vou soltar o sinal de guerra. Vamos com estilo.»

Erguida em posição firme, a blindagem do peito da Grimgerde se abre, revelando duas Gatlings. Os dois grandes canhões nas costas descem lentamente pros ombros.

Seis Gatlings equipadas nos braços esquerdo e direito, canhão vulcano na cabeça, e os pods de míssil de duas fileiras de oito nas costas, cintura e pernas se posicionam pra frente, mirando.

As âncoras do calcanhar descem. Preparação completa.

— «Disparo simultâneo.»

Junto com a declaração da Rin, uma tempestade de projéteis explode simultaneamente da Grimgerde. O sistema de disparo do Frame Gear, basicamente, nunca fica sem munição. É reabastecido diretamente do depósito de munição de Babylon, sequência atrás de sequência. Se o depósito esvaziar, aí sim pode faltar munição, mas antes disso a Grimgerde deve superaquecer.

Diante da chuva de projéteis absurda, os esqueletos dourados são estilhaçados em pedaços. Nem dá pra saber se acertou o núcleo. Terra e esqueleto, tudo junto, sendo lançado longe.

No meio do estrondo, do som de estilhaçamento, da chuva torrencial de projéteis, os esqueletos dourados em pedaços dançavam no ar, brilhando.

— «Que estiloso, hein…»

— «Que incrível conseguir disparar tanto assim.»

Bom, digamos, é tipo disparar [Explosion] sem parar, ininterrupto. E ainda por cima, mudando o poder a cada projétil disparado. Acho que esse tipo de disparo simultâneo só eu e a Rin conseguimos fazer.

A chuva de projéteis disparados sem interrupção. Aquele poder escava a terra, mudando até o próprio relevo com facilidade.

Frame Gear tipo canhão de aniquilação em área ampla, contendo poder destrutivo esmagador — essa é a Grimgerde.

Alguns minutos depois, finalmente a chuva de projéteis para. Da Grimgerde, sobe fumaça branca, e o movimento cessa.

A Grimgerde tem a fraqueza de precisar de certo tempo de resfriamento depois do disparo simultâneo.

Pra resfriar a máquina superaquecida, o circuito mágico gravado na blindagem expande magia de resfriamento. No corpo preto, inúmeras linhas de luz azul percorrem, expelindo vapor. Cerca de vinte segundos até reativar. Enquanto isso, a Grimgerde fica completamente indefesa.

Por causa dessa fraqueza, normalmente em combate, nem a Rin faz disparo simultâneo. Só quando há muitas máquinas aliadas protegendo ao redor, ou quando dá pra disparar de local absolutamente seguro.

Quando a fumaça de poeira que se erguera imponente se dissipa, oitenta a noventa por cento dos esqueletos dourados que vinham na nossa direção já pararam de se mover, soltando fumaça preta, prestes a desaparecer.

— «Rei, tô ouvindo algo… som tipo rachando… de frente, daquela montanha de cristal.»

Quando os ouvidos da Sakura captam isso, num canto do Palácio Dourado, uma coluna de cristal se quebra pela raiz, e do buraco criado pela quebra, um grupo de falsos cavaleiros sobe se arrastando.

Nas mãos, carregando várias armas dourado-escuras, movimentando-se com disciplina rigorosa — sinto estranha inquietação diante dessa cena.

— «Touya, a Meru parece ter captado o som de ressonância do General Zeno. Ele está entre aquele grupo.»

— O quê?

Diante da comunicação do Ende, mudo a câmera pro modo zoom. Entre os vários falsos cavaleiros, tem alguns falsos cavaleiros com blindagem em formato espinhoso. Entre eles, um só, maior que os outros, com cabeça em formato tipo crista de galo, dá pra ver claramente como figura tipo líder. Aquele, será?

— «Sem dúvida. O Zeno está montado nele. E, os que estão montados nos falsos cavaleiros pontiagudos ao redor, esses também devem ser subordinados do Zeno, convocados do Mundo Cristalino. Movimento diferente das outras máquinas.»

Espécie combatente de Phrase, considerada a mais forte entre eles, o General Zeno. Novo inimigo bloqueia nosso caminho.


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