Capítulo 433 – O Panteão, e o Sorteio dos Deuses
— Eh? Aqui é onde?
O lugar pra onde a irmã Karen me trouxe não era a sala de sempre do Deus do Mundo (embora fico em dúvida se dá pra chamar aquilo de "sala").
Chão tipo mármore branco puro, e, dos dois lados, várias colunas grandes também brancas alinhadas. Fora disso, como sempre, mar de nuvens se estende até onde a vista alcança.
À frente, escada se estende, e um prédio grande, tipo templo, está de pé.
Olhando pra cima, no céu, nenhuma nuvem… espera, nuvem tá embaixo, então? Não tem nuvem, mas arco-íris vívido desenha círculo perfeito. Parece que vai ser sugado pro céu completamente azul no centro.
— É por aqui.
A irmã Karen puxa minha mão, começando a andar.
— Espe, espera. O que é aquilo?
— É o Panteão. Espaço público que todos os deuses usam… digamos, tipo ponto de encontro. Quem construiu foi o Deus Criador. Todo mundo aqui é deus, ou servo de deus.
Panteão? Conheço o castelo real do Reino Demônio de Zenoas, o Manmaden, mas.
Guiado pela irmã Karen pra dentro, de repente a paisagem muda. Mesmo tendo entrado dentro do prédio, ando em lugar tipo pátio interno de algum lugar. Grama crescida, gramado se espalhando, e, no centro, dá até pra ver fonte.
— O que é isso…?
— Aqui tem vários lugares e salas diferentes, mas não tem regra específica pra chegar até lá. Dá pra ir a qualquer lugar, não tem caminho fixo.
Caminho… rota, quer dizer que não tem? Espaço estranho demais, hein…
Enquanto passamos pelo pátio interno, pessoas relaxando na grama direcionam o olhar curioso pra nós. Aquelas pessoas também devem ser deuses, provavelmente. Ou seja, aquele pássaro parecido com pardal, voando, também deve ser servo de algum deus.
Talvez tenha percebido meu olhar, o pássaro vem até aqui, pousando no ombro da irmã Karen que caminha à frente.
— Ei, deusa do amor. Esse aí é o tal novo deus?
— Isso mesmo. Deus voador, tô meio apressada agora, conversamos depois.
— Haha. Que é isso, seca essa.
Umu. Não era servo, era deus mesmo. Desculpa por ter errado.
— Tudo bem, não se preocupa. Bom, algum dia conversamos com calma.
Falando isso, o deus voador voa embora batendo asas. Leu minha mente? O outro lado é deus. Talvez isso seja normal pra eles.
— Faz várias centenas de milhões de anos que o Deus do Mundo não tinha servo, então todo mundo tá prestando atenção. Aqui, o Touya-kun virou meio famoso, sabe. Bom, por causa disso, meio que virou problema agora…
— Eh!? Fiz algo de errado?
— Não, o Touya-kun em si não tem problema nenhum. O problema é… opa, isso conto depois que chegar lá.
Sem entender nada. De qualquer forma, seguindo a irmã Karen, passo pelo lugar tipo pátio interno, atravesso algo tipo portão em arco, entrando de volta pro interior do prédio.
…Devia ter entrado.
Devia ter entrado dentro do prédio, mas ali era do lado de fora. Não, será do lado de fora mesmo? Nem isso consigo julgar direito. Ao longe, dá pra ver mar de nuvens, mas, aos pés, várias flores desabrocham em profusão, cem flores num só lugar.
Aqui e ali, colunas de templo branco estão de pé. Só coluna, parece obelisco do Egito.
Feito paraíso mesmo… não muito longe da verdade? Ou melhor, o reino celestial fica abaixo daqui, mesmo? Aqui é o reino divino, afinal. Não entendo bem.
— Ei, finalmente chegou.
— Opa? Tio Kōsuke?
Sem perceber, diante de mim estava o tio Kōsuke, deus da agricultura. Ao lado dele, até a irmã Karina, deusa da caça, está presente.
— Por ora, todo mundo tá calmo agora. Os problemáticos, a deusa espadachim e o deus da guerra tão contendo, sabe. Realmente, gente sem o que fazer.
A irmã Karina solta voz cansada, mas eu não entendo nada do que tá acontecendo.
— Será que dá pra me explicar de uma vez? O que diabos tá acontecendo, afinal.
— Hmm, acho melhor ouvir isso direto do Deus do Mundo. A gente também acompanha. Vamos lá.
O tio Kōsuke começa a andar. No fim, só resta seguir mesmo.
Avançando por onde o perfume de flor se espalha, eventualmente, começam a aparecer árvores tipo cerejeira, pétalas levemente coloridas dançando no ar, "harahara".
Sem perceber, começo a ver aqui e ali pessoas fazendo piquenique de contemplação de flores. Essas pessoas também devem ser deuses. Prestam atenção em mim também.
Sinceramente, não é sensação muito boa. Sinto tipo sendo tratado feito animal raro. Será paranoia demais?
— Ooh, bem-vindo.
— Ooh, bem-vindo! Nyahahaha!
Debaixo de uma cerejeira particularmente grande, o Deus do Mundo estava sentado com esteira estendida. Ao lado dele, também tem a deusa do saquê, ou seja, a Suika, segurando garrafa de saquê. E, mais ao lado, também tem o irmão Sōsuke, deus da música, com harpa na mão.
— Desculpa te chamar assim de repente. Bom, senta.
Como pedido pelo Deus do Mundo, sento na esteira por ora. Que esteira com textura incrivelmente boa. Será que nem é esteira mesmo?
— Na verdade, hoje tava tendo banquete entre os deuses, sabe. Como era boa oportunidade de todo mundo estar reunido, contei sobre o tal plano de terra de descanso. Como o Touya-kun virou administrador, parece que dá pra realizar. Aí, todo mundo ficou super interessado, feliz. Achando que era boa chance de descer pra terra abertamente, ficou animado, mas aí…
— Ah, aquele. O tal de deuses querem descer pra terra como gente comum, curtindo férias?
— Isso mesmo. Só que… aí surgiu o assunto do casamento do Touya-kun. Quando eu, a deusa do amor, a deusa espadachim e o pessoal falamos que iam comparecer como família, surgiu insatisfação. "Dá chance pra gente também", dizem.
Eh? O que isso quer dizer… por que o assunto do meu casamento entra na conversa do plano de terra de descanso?
— Ou seja, é isso. Se conseguirem comparecer ao casamento do Touya-kun como família, isso significa que conseguem descer pra terra antes dos outros deuses. Vira tipo vanguarda do plano de terra de descanso… ou melhor, tipo cota especial de convite.
— Eh, o que é isso?
— Achei que não seria certo decidir a família por conta própria daqui, então te chamei, sendo o interessado direto. Como vaga disponível, tipo pai/mãe, irmão, tio/tia, primo…
— Espe, espera um pouco! Se aumentar mais isso, fico numa situação difícil, viu!
Já basta com oito deuses de família só isso. Família direta são só o Deus do Mundo, a irmã Karen e a irmã Moroha. E ainda por cima, mesmo sendo mundo diferente, meu pai e minha mãe de verdade ainda estão vivos. Chamar outro deus de pai ou mãe tem certa resistência.
Avô, tenho tanto do lado do pai quanto do lado da mãe, então não incomoda tanto, mas.
— Bom, nisso eu concordo também. Fico incomodada se virar algo estranho de pai, mãe.
— Estranho, tipo o quê…?
— O Touya-kun consegue chamar aquele deus voador de agora há pouco de "pai"?
— ………Achariam que sou maluco.
— Que bom que entendeu.
Aparência de pardal, afinal. Olhando bem, até entre os prestando atenção aqui, tem gente… digo, deuses de raça diferente, tipo cabeça de gato ou pássaro em cima do corpo humano. Já vi algo parecido em deus do Egito… deve ser deus completamente diferente dos que conheço.
Bom, tem até raça tipo Wākyatto entre os demônios, então, mesmo descendo pra terra, deve só causar curiosidade, sem virar alvoroço, mas minha mãe, por exemplo, seria demais mesmo.
— Não seria melhor não precisar ser família, tipo? Amigo da terra natal, ou pessoa que me ajudou… convidar esse tipo de pessoa pro casamento não é nada estranho.
No instante em que essa fala saiu, os deuses ao redor soltaram grito de "uoooooooooo!". Uwa, assustei!
— Entendeu bem, novo deus!
— Isso mesmo! Todo mundo devia ter chance!
— É isso mesmo! Nós também queremos relaxar!
O que é isso, afinal, tem tanto candidato assim? Deus é gente sem o que fazer?
Parece que nem todo mundo é candidato. Parece que se divide entre deus que quer descer pra terra imediatamente, e deus que pensa "bom, algum dia vou".
— É bom mesmo assim? Desse jeito, todo mundo vai descer, viu? Se "aquilo" causar problema na terra, quem vai lidar com responsabilidade é o Touya-kun, sabia? A gente, equipe de suporte, também ajuda, mas…
— Eh!? Espera aí, vai ficar assim mesmo!?
Diante da fala murmurada da irmã Karen ao lado, fico realmente preocupado. Deus que desce pra terra, sem causar problema é impossível!
— Senhores, calma. Mesmo o mundo dele ter virado terra de descanso dos deuses, isso não significa que podemos fazer o que quisermos livremente na terra. Terra tem regra da terra, e, se ultrapassar isso, pode acabar lambuzando o rosto dele, e, por extensão, do próprio Deus do Mundo.
Quando o tio Kōsuke levanta a voz, os deuses ao redor, animados até então, gemem "umu", e ficam quietos de novo. Digno de ser o deus mais sensato entre os que desceram pra terra… deus do senso comum.
— Então, deus da agricultura. Como pretende escolher os membros convidados pro casamento?
Um homem grande de dois metros e meio, tronco superior seminu, pergunta. Roupa tipo grega antiga, kiton, prendendo com um ombro só, expondo músculo saltado e musculoso. Ainda por cima, mostrando esse músculo, fica fazendo pose tipo fisiculturista a cada instante.
— É justamente isso que vamos decidir agora, deus da força. Foi por isso que pedimos pro Touya-kun vir.
Deus da força. Entendi, deus do poder físico, hein. Faz sentido.
— Afinal, quantas pessoas dá pra suportar mais ou menos?
— Hmm, mesmo perguntando quantas pessoas… o que acham, irmã Karen e o pessoal?
Diante da pergunta do Deus do Mundo, incapaz de julgar direito, jogo a decisão pra irmã Karen e o pessoal ao lado. Melhor deixar assunto de deus com deus mesmo. Ou, bom, parece que já sou um deles também.
— Hmm, se descer gente demais também fica difícil, mas… a gente consegue cuidar de umas dez pessoas?
Dez pessoas, hein… bom, se não forem do tipo que causa problema demais, deve dar certo.
— Entre esses, alguém exemplar poderia ficar mais tempo na terra, como responsável por cuidar dos próximos.
— Ah, isso é bom. Assim, na próxima descida, dá pra aumentar o número.
Diante da proposta do Deus do Mundo, a irmã Karen estala os dedos, "pachiri". Eh, vai aumentar…?
— Vai ficar tudo bem mesmo? Se causarem confusão de verdade, não vai dar pra controlar…
— Nem tanto assim vai ter deus tão insolente a esse ponto, não. Todo mundo só quer curtir experiência simulada de "humano". E, se realmente passar do controle do Touya-kun, eu mesmo resolvo. Ainda é período de treinamento, e é natural o superior assumir a responsabilidade.
Mu. Sendo dito até esse ponto, dá pra ficar mais tranquilo. Se realmente tiver suporte, talvez dê certo… será?
— Então, tá bem dez pessoas? Claro, não é pra descer agora mesmo. Vai descer aos poucos, dividido em várias vezes, até a época do casamento.
— Eh? Hmm, bom, se for isso…
Mais deuses vão aumentar na terra, hein… já tem bastante gente até agora. Tirando o Deus do Mundo, já são sete deuses.
— Sobre essas dez pessoas. Na verdade, uma já tá decidida. Olha, lembra da promessa? De mandar alguém capaz de consertar a barreira rompida daquele mundo.
— Ah, sim. Aquilo mesmo.
A barreira divina que protege nosso mundo de inimigo externo está cheia de buracos por causa dos Phrase. Pra consertar isso, parece precisar de técnica bem delicada. Claro, eu não consigo, e deus grosseiro tipo a irmã Karen e o pessoal também não consegue. Aí, o Deus do Mundo ia mandar pessoa adequada, lembrei disso… espera,
— Ai ai ai ai ai!?
— Grosseira, foi mal mesmo. No reino divino, pensamento é fácil de ser lido, então melhor tomar cuidado, viu.
A irmã Karen belisca minha bochecha. Isso, avisa antes!
— O que tá fazendo… bom, tanto faz. Só ela vai poder descer primeiro, tudo bem?
— Já que fomos nós que pedimos, claro que sim. Sem problema.
— Desculpa por isso. Então, deixa eu apresentar.
Quando o Deus do Mundo bate palma, "pan", atrás dele, de repente, aparece uma senhora idosa.
Cabelo branco, idade parece uns setenta anos. Vestindo quimono branco, senhora idosa de aparência elegante. Traje japonês, mas os olhos são azuis. Primeira vez que encontro, mas por que sinto certa familiaridade?
— Isso é porque eu também sou servo do Deus do Mundo, sabe. Igual você.
— Ah, entendi.
A senhora idosa responde sorrindo gentilmente. Ou melhor, de novo leram minha mente. Droga. Isso, se acostumar, para de ler?
Ao lado do Deus do Mundo sentado na esteira, a senhora idosa também senta. Sentados lado a lado, parecem casal de idosos.
— Essa pessoa vai ficar responsável pelo reparo da barreira. Deusa superior do tempo e espaço.
— Prazer, Touya-kun. Bom, formalmente, minha posição seria tipo avó sua.
Avó? Ou seja, posição de esposa do Deus do Mundo, então? De fato, combina bem com o Deus do Mundo, mas.
— Ara, que é isso. Combinar assim.
— Umu, meio constrangedor, hein.
Rindo timidamente juntos os dois. Aya, vazou de novo. Não é vazamento total esse meu pensamento?
— Um, então, deusa do tempo-espaço significa que cuida do tempo, do espaço?
— Sim, isso mesmo. Pra consertar a barreira do mundo, precisa arrancar tudo o que já tá deteriorado e reconstruir do zero. Mas, assim, seu mundo fica desprotegido, e demora tempo também, né? No meu caso, retrocedo o tempo da barreira pra consertar, então não fica desprotegido, e é mais rápido que reconstruir tudo do zero.
Aah, entendi. Cinco mil anos atrás, com o descontrole do Coroa branco e preto, Albus e Nowāru, a barreira do mundo foi temporariamente consertada. Vai fazer a mesma coisa daquela vez, então.
— Se retroceder o tempo tudo de uma vez, pode gerar irregularidade, então pretendo consertar aos poucos. Tipo tricotando. Enquanto isso, vou ficar hospedada no seu castelo, se não incomodar.
— Ah, sim. Isso não tem problema. Como devo chamar a senhora…
— Deixa eu ver… Tokie. Na terra, vou usar o nome Mochizuki Tokie. Vovó Tokie, tá bom?
— Vovó Tokie…
— Isso mesmo. Conto com você, Touya-kun.
Falando isso, a deusa do tempo-espaço… vovó Tokie sorri gentilmente. Por que será, sinto certo alívio. Parece deusa decente mesmo. Opa, melhor não pensar coisa desnecessária. Vão ler minha mente de novo.
— E aí, no fim, como vamos decidir o resto dos membros?
— Desde os tempos antigos, esse tipo de decisão se faz por sorteio, mas…
Sorteio, hein. Bom, existe até "omikuji", sorteio de santuário, então talvez seja apropriado pra decisão entre deuses mesmo. Os deuses candidatos também parecem concordar com isso.
— Claro, usar poder divino é proibido. Isso eu mesmo vou supervisionar. Previsão e clarividência também proibidas, viu? Pra não dar pra trapacear, o sorteio o Touya-kun vai preparar.
Eh, eu vou fazer? Bom, se pedirem pra fazer, faço, mas.
Perguntando quantos candidatos tem no total, era quase cem pessoas. Não é gente demais? Devem tá mesmo sem o que fazer… curiosidade mata gato, e tédio mata até deus, será?
Nesse caso, sorteio deve ser tipo "omikuji", o formato de sorteio tirado em santuário mesmo, né? Aquele cilíndrico, com buraco pequeno de onde se tira bastão comprido e fino.
Faço caixa hexagonal simples, colocando sorteio em formato de bastão dentro. Coloco dez bastões pintados de dourado na ponta, e mais de cem bastões de "perdeu" chacoalhando, "jarajara".
Fecho a tampa com buraco pequeno feito, pronto. Entrego a caixa de omikuji pronta à Suika.
— Certo, então formem fila direitinho. Quem não seguir a ordem é desclassificado! Vai ficar sem beber saquê gostoso da terra! Nyahahahaha!
De alguns deuses, ouço som de engolir saliva, "gokyu". Aumentar bêbado é meio complicado, hein…
Depois disso, alguns tiram sorteio chacoalhando a caixa, "jarajara", e por um tempo continua desapontamento. Como ainda tem chance, mesmo perdendo, voltam pro fim da fila de novo.
Todo mundo balança a caixa como se rezasse por algo. Deus rezando pra sorte e afins é meio estranho.
Diante do sorteio tirado, mesmo desapontados, ficam bastante animados também.
— Esse tipo de coisa também é divertido, hein.
— É verdade. Todo mundo raramente tem chance de se animar assim.
De algum lugar, tira mesinha pequena, tomando chá, casal de idosos. Ou melhor, o Deus do Mundo e a deusa do tempo-espaço. Relaxados demais, hein… bom, tanto faz, né.
De repente, ressoa fanfarra parecida com o som de subir de nível de certo RPG famoso. Virando pra trás, era o irmão Sōsuke, deus da música, tocando trompete.
— Nyahaha, grande prêmio~!
— Uosshaa!
— Ge
Ao lado do irmão Sōsuke tocando trompete e da Suika, estava o deus da força de músculo saltado de antes. Segurando bastão com ponta pintada de dourado, fazendo pose sufocante mostrando o músculo.
…Melhor deixar o deus da força pro tio Buryu cuidar. Uhum. Pra nós é impossível.
— Ainda deve demorar um pouco, então relaxa um pouco também.
— Ah, com licença.
A deusa do tempo-espaço… vovó Tokie serve chá da chaleira pro copo. Ah, tem haste de chá em pé. Toda vez que deus serve, fica em pé, será que isso é algum tipo de regra… isso só o deus sabe, será?
Pensando essa besteira, tomo chá enquanto olho de canto de olho os deuses balançando a caixa de omikuji, "jarajara". Uhum, gostoso.
Haa. Deus, por favor, que não venha alguém trabalhoso.
— Eu não posso fazer trapaça, viu.
— Pois é, né.
Leram minha mente de novo. Aai.