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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 443

A Visita do Deus da Destruição, e os Preparativos do Casamento

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Capítulo 443 – A Visita do Deus da Destruição, e os Preparativos do Casamento

— Entendi. Então resolveu bem, hein.

— Sim. Por ora, considerando a saúde de Sua Majestade o Rei de Nokia, ficou decidido que a Primeira Princesa Refia-sama vai assumir o trono. Parece que a irmã caçula, Pafia-san, vai auxiliá-la.

Ouvindo o relatório da Yumina, dou um suspiro de alívio. O tal Kanaza foi condenado à pena máxima, e as pessoas manipuladas voltaram ao normal.

Parece que o "Legado de Erukusu" que o Kanaza tinha, com medo de ser usado indevidamente, a princesa Refia… ou melhor, agora rainha, descartou tudo. Decisão rápida, hein. Será que temia o surgimento de um segundo, terceiro Kanaza?

— Bom, de qualquer forma, que bom que todo mundo tá bem.

— Ara, ficou preocupado?

A Rin me olha com sorriso maroto.

— Não, eu achava que ia ficar tudo bem mesmo, viu? Não fiquei preocupado nem um pouco…

— «O senhor ficou sem sossego o tempo todo, meio distraído. Toda vez que o smartphone tocava e ele via a tela de chamada, ficava desanimado…»

— Kohaku…!

O Kohaku, sentado no colo da Yumina, solta comentário desnecessário. De fato, é verdade que fiquei incomodado por ninguém ligar, mas…

Do lado da mesa redonda na varanda, todo mundo direciona o olhar a mim também. A Eruze dá suspiro com sorriso amargo.

— Preocupado demais, hein. Falei que ia ficar tudo bem, né?

— Não, entendo com a cabeça, mas, ninguém de vocês estar ao redor, sinto tipo… inquietação, sabe.

Estranho é que, quando eu mesmo saio sozinho, não sinto isso. Será porque, só de não estar no castelo, fico ansioso? Mesmo pensando que talvez estivessem lutando, será que tá certo eu ficar dormindo sozinho? Isso me impediu até de dormir direito. Quantas vezes quase liguei.

Pensando bem, eu também deixava todas vocês com esse tipo de sentimento, hein… refletindo sobre isso, várias coisas passam pela cabeça.

— Bom, do lado de Nokia também parece que vão aumentar a diplomacia aos poucos daqui pra frente, então isso já resolve o caso.

— É mesmo. Aliás, Touya-dono, isso já tava me incomodando desde há pouco…

De relance, a Yae direciona o olhar à pessoa sentada no sofá dentro do quarto, de frente pra vovó Tokie. Bom, faz sentido incomodar mesmo…

— Parece animada, hein. Ainda não bateu as botas, deusa do tempo-espaço, velha.

— Fufufu. Vou racha sua cabeça no meio, viu. Quer que eu costure essa boca?

Só pelas palavras, parece xingamento intenso, mas, como os dois falam rindo sem constrangimento um com outro, talvez essa seja a relação básica deles.

A vovó Tokie chamou a pessoa à frente de "menino travesso", mas a figura dele de jeito nenhum parece "menino".

Aparência de idade parecida com a da vovó, mas o corpo é coberto de músculo treinado tipo armadura de aço. Rivaliza com o velho Baba. Olhos e cabelo pretos, senhor de rosto barbudo, tipo lembra vagamente um japonês. A roupa que veste também é tipo quimono de trabalho, e usa sandália de palha, "sandali".

— Aquela pessoa também é relacionada a deus, né?

— Uhum, bom, é… não esperava que fosse descer aqui de repente assim…

Respondo com sorriso contraído à pergunta da Rinze.

— Que tipo de deus é ele, afinal?

— Ah, é… …….deus da destruição.

— Haka!?

Diante da minha resposta honesta à pergunta da Hiruda, todo mundo ao redor congela de uma vez. Faz sentido mesmo. É natural mesmo.

A Rū, tremendo, "katakata", baixa a xícara, abrindo a boca.

— Ha, ha… o deus da destruição, veio… fazer o quê, aqui…?

— Parece que tem algo pra conversar. Mal chegou, já pediu pra trazer bebida, então trouxe, e ficou naquele estado.

Na mesa diante do deus da destruição, tem garrafa de saquê grande e copinho de saquê. Naturalmente, ao lado esquerdo do deus da destruição, a Suika já está lá, participando esperta.

— Não será que ele vem ocupar a posição de pai do Touya-san…?

— Deus da destruição como sogro?

— Parece bem forte, hein…

— Não. Acho que não é isso.

Acho que não é… mas. Devo ter recusado firmemente essa posição antes. No máximo, seria tio ou algo assim. O gentil tio Kōsuke, deus da agricultura, e aquele deus da destruição intimidador, de jeito nenhum pareceriam irmãos. A idade aparente também é bem diferente.

Ah, a vovó Tokie tá acenando pra mim.

— Vou conversar um pouco.

— Boa sorte no combate.

— Não, não. Só vou conversar mesmo.

Rindo com sorriso amargo diante do apoio meio desencontrado da Yae, vou até a mesa cercada pelos deuses.

— Vem, senta.

Como pedido pela vovó Tokie, decido sentar ao lado dela. À frente, tem o deus da destruição virando saquê no copinho de uma vez.

— Você também bebe?

— Ah, não. Não bebo álcool.

— Entendi.

Dizendo isso, o deus da destruição serve saquê de novo na garrafa pro copinho, "kopokopo", virando de uma vez de novo.

— O que eu queria conversar não é outra coisa. Você, quer assumir meu lugar?

— Ha?

Assumir, o quê?

— Tô perguntando se você quer virar deus da destruição.

— Haa!? Não, não, não! Por que eu!?

Virar deus da destruição, como isso é possível!? Companhia dos Deuses, mudança de área!?

— Não é pra agora imediatamente. Quando eu me aposentar do ativo, você assume depois, esse tipo de coisa. Você, surpreendentemente, acho que tem qualificação. Vejo em você tipo capaz de destruir mundo com frieza.

Não, mesmo julgando isso por conta própria assim… virar deus da destruição não é brincadeira nenhuma, viu. Destruir mundo com frieza, que absurdo é esse. Sou demônio, por acaso?

— Se virar deus da destruição, dá pra ter várias liberdades, viu. Exceto em momento crítico, pode fazer o que quiser, e ninguém entre os outros deuses vai te forçar nada. Como certo grau de decisão é permitido, dá pra destruir livremente mundo que não gostar.

— Que coisa assustadora fala tão tranquilo assim!?

Aai. Essa pessoa, no mau sentido, é deus mesmo. Faz o que bem entende, é isso?

— Não interprete errado, mas a existência chamada deus da destruição, de um jeito ou de outro, é necessária, viu. Mundo que sai do nosso gerenciamento vira mundo tipo reino demoníaco, terrível demais. Precisa mesmo de existência pra encerrar isso. Pra construir mundo novo também.

A vovó Tokie oferece esse tipo de apoio. Será aquilo? Aquele negócio de "criação nasce depois da destruição"?

— Bom, pensa um pouco pelo menos. Pode ser depois que este mundo terminar mesmo.

— Não fala coisa de mau agouro assim.

Como se deixaria terminar tão fácil assim. Depois de tanto esforço conjunto pra evitar isso.

O deus da destruição, terminando de virar o último saquê servido da garrafa, se levanta sem pressa.

— Deixa eu ver. Já que o assunto acabou, vou até o bar do mundo terreno. Deusa do saquê, guia aí.

— Uo~! Ah, Touya onii-chan, me dá dinheiro.

— Eh!? Sou eu quem paga!?

Ou melhor, volta pra casa, ué! Deus da destruição andando pelo mundo real dá medo, viu!

Mesmo assim, disse que volta amanhã, e, se eu não der dinheiro, parece que vai partir pra ação ilegal pra conseguir de qualquer jeito, então entrego calado. Ei, isso é chantagem?

Entrego dinheiro generoso à Suika, deixando bem claro que, se acontecer algo, ligue imediatamente. Tudo bem se for algo que eu consiga resolver, mas…

Mesmo sendo deus da destruição, por ora, imagino que ele deva seguir a regra e não exercer poder divino na terra… mas nada de "esqueci porque tava bêbado", tá?

Xingar e agredir bebado, e no fim dizer "não lembro porque tava bêbado" não é desculpa nenhuma. Se fosse primeira vez bebendo, ainda vá lá, mas, sabendo que fica assim quando bebe, o melhor é não beber.

No fim, acho que esse tipo de pessoa só quer transferir a responsabilidade pra "culpa da bebida" mesmo. Isso é injusto até com quem se esforçou pra fazer a bebida.

Bom, pra Suika, deusa do saquê, isso deve ser pregar pro convertido, no entanto.

Junto com o deus da destruição, a Suika sai do quarto saltitando, quase pulando. Vão mesmo pro bar do centro da cidade, será? Depois, melhor avisar o Ende também. Se encontrarem cara a cara seria estranho… o tio Buryu deve levar à força também, provavelmente. Não custa nada.

Ironicamente, essa previsão acaba se concretizando.

Não só o tio Buryu, mas a irmã Karen, a irmã Moroha, o tio Kōsuke, a irmã Karina, o irmão Sōsuke, foram todos jogados no meio dos deuses, virando festa de bebida tremendo de medo. Disse que não conseguiu ficar bêbado nem um pouco. Bom, faz sentido mesmo…

— Chamei tantas vezes. Touya, você desligou o smartphone, né!

— Sacrifício de uma pessoa só já basta…

— Que cruel!?

Do meu lado, tem muita coisa acumulada pra fazer. Não tenho tempo livre pra acompanhar caprichos de deus.

— Uuun…

Pesquisando site no smartphone, sozinho no meu quarto, acabo soltando gemido.

Preparando o casamento com todo mundo, tô pesquisando várias coisas, mas, na Terra, tem tanta coisa detalhada pra fazer, hein.

Bom, não preciso necessariamente seguir o método da Terra, mas.

A propósito, até existe tipo "lista do que fazer até o casamento",

☐ Fazer o pedido. (Óbvio.)

☐ Relatar aos pais dos dois lados, obtendo aprovação.

☐ Decidir local e data do casamento.

☐ Escolher anel de noivado.

☐ Decidir nova residência.

☐ Decidir destino da lua de mel.

☐ Decidir programação da recepção.

☐ Listar os convidados.

☐ Relatar ao local de trabalho.

☐ Decidir vestido de noiva e afins.

☐ Considerar presente de agradecimento, doce de agradecimento.

☐ Elaborar convite.

☐ Providenciar fotógrafo, gravação.

☐ Decidir cardápio da recepção.

☐ Decidir organizador e local da festa pós-casamento.

☐ Pedir buquê.

☐ Decidir ordem de assento.

☐ Decidir quem faz discurso e recepção.

☐ Providenciar aliança.

☐ Fazer ensaio de cabelo e maquiagem.

☐ Fazer sessão de fotos antecipada.

☐ Preparar carta da noiva.

·

·

·

E por aí vai, etc etc…

Sendo coisa única na vida, entendo o motivo, mas isso é trabalhoso demais, hein…

Bom, no nosso caso, o local é este próprio castelo, e a nova residência também é este castelo. De quebra, o local de trabalho também.

E ainda por cima, não sou eu quem faz tudo, o primeiro-ministro Kōsaka-san e o mordomo Raimu-san estão se mexendo, então já ajuda bastante.

Mesmo assim, tem algumas coisas que eu preciso fazer mesmo…

— Primeiro, aliança, hein. Já entreguei o anel de noivado, mas essa deveria ser mais simples que aquele, com design que não atrapalhe o dia a dia, né… com orichalco fica dourado, então chamativo, melhor mesmo prata de mithril, mais elegante talvez…

Pra nobreza e realeza, parece que mithril é o padrão mesmo. Dizem que tem exemplo de rei usando orichalco, e rainha usando mithril, mas.

Vou criar a aliança eu mesmo com [Modeling].

— O resto é a lua de mel, mas…

Na verdade, tenho uma ideia sobre isso. Quero apresentar todo mundo, já casada, ao meu pai e minha mãe.

Claro, como oficialmente já morri na Terra, pretendo manter a fachada de que é "dentro de sonho", no entanto.

Também tenho vontade de mostrar a todas o mundo onde nasci.

Com [Transporte Interdimensional] usando poder divino, também dá pra ir até a Terra, afinal.

Na verdade, ter passado a fazer parte da margem inferior da raça divina, talvez isso seja o que mais me deixa feliz. Originalmente, era destino nunca mais poder voltar pra Terra.

— Bom, de qualquer forma, primeiro é o casamento mesmo, né.

Não é casamento comum qualquer. É também ocasião onde reis de vários países se reúnem. Claro, cuido da segurança como sempre, mas, além disso, não posso mostrar aparência ruim diante desse tipo de gente.

Exagerando, é tipo a honra de Brunhild em jogo. Se só eu sozinho for motivo de riso, tudo bem, mas ser motivo de riso a Yumina e o pessoal, que se esforçaram tanto, isso não posso suportar.

Por isso, não posso relaxar. A lista de convidados o Kōsaka-san já está cuidando, mas, no meu caso, preciso resolver os próprios convidados.

— Deus da força é… vizinho tio orgulhoso de força, tá bom. Deus dos óculos é… vizinho tio que gosta de óculos, tá bom…

Vou anotando no smartphone o que penso. Não, de qualquer jeito que faça, vai ficar assim mesmo. Decidir perfil de deuses é desrespeitoso demais, não consigo… não que esteja sendo relapso, viu?

— Waa

De repente, o smartphone que seguro toca avisando chamada. Rapisu-san, hein.

— Sim, alô?

— «Majestade. O senhor Zanakku veio visitar. Diz que os vestidos ficaram prontos.»

— Ah, entendi. Já vou.

Respondendo isso, encerro a ligação. Vestido, mas não é meu, viu. É vestido de todas as noivas.

Imediatamente, mando mensagem pra todo mundo. Mais rápido que ligar pra cada uma individualmente, mandar em massa.

Depois de organizar a mesa, saio do quarto. Ao entrar na sala de vestir ao lado do closet, todo mundo já está conferindo com as criadas o vestido de noiva entregue pelo Zanakku-san. Rápido, hein.

Mas, quando nove vestidos completamente brancos se alinham, é espetacular mesmo.

— Posso tocar um pouco?

— Lavou a mão?

— Lavei sim.

Deixo tocar levemente a barra do vestido da Eruze. Toque suave e leve, material tipo malha em rede. Parece diferente do tecido do vestido da Rinze ao lado.

— O tecido é diferente pra cada uma?

— Claro que sim. Cada um tem característica própria, e selecionamos cuidadosamente o material adequado ao design, criando com trabalho minucioso. É obra dedicada da nossa "Rei da Moda Zanakku".

O Zanakku-san estufa o peito com cara orgulhosa. A loja do Zanakku-san, comparado a quando o conheci, já virou loja bem grande. Já abriu filial até em Rīfurīsu e Regulus.

Deixando eu de lado, a Yumina e o pessoal usam bastante roupa da loja do Zanakku-san. Ou seja, roupa de design terreno. Reis que viram isso em conferência mundial e afins começaram a fazer pedido direto na loja do Zanakku-san, criando conexão com família real e nobreza.

— Certo, então ajuste final de tamanho e afins. Cavalheiros, por favor, saiam.

— Ara ara

Por ordem da governanta-chefe Rapisu-san, tanto eu quanto o Zanakku-san somos expulsos do quarto. Bom, não tem jeito.

Sentando na cadeira do corredor, conversando sobre a situação atual com o Zanakku-san, descubro surpreso que ele já começou a incorporar até zíper na roupa.

— Onde aprendeu essa técnica?

— Haha, o que o senhor está dizendo. Já estava na roupa que Sua Excelência o Duque me deu de presente na primeira vez que nos encontramos, desde o início.

Ah. Aah! É mesmo! O zíper da calça do blazer!

Nununu… ouvindo que foi criado a partir daquilo lá na virilha, sinto sensação meio complexa, mas…

Parece que a parte da técnica metálica pediu ajuda dos anões pra completar. Impressionante, hein.

Enquanto conversamos sobre zíper por um tempo, a porta se abre, e todo mundo sai em fileira.

— Eh? Não vão mostrar como ficou vestido?

— Esse tipo de coisa fica guardado até o dia oficial. Assim dá pra sentir mais frescor, né?

A Yumina sorri travessa. Mu. Sendo dito tanto assim, melhor esperar ansioso até o dia do casamento mesmo.

— Majestade~. Vamos ajustar sua roupa também, por aqui~.

Sou chamado pela criada Seshiru-san, que sai a cabeça pela porta. Ah, minha roupa também, hein…

Pedi pra ser o mais discreto possível, mas, dessa vez, como vai ficar. A última vez foi roupa bem chamativa, hein… por ora, brilho, vamos evitar. Brilho, viu.

Bom, não tem jeito. O protagonista do casamento são elas. Homem é só acompanhamento mesmo… mentindo isso pra mim mesmo, dou um suspiro, entrando na sala de vestir.


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