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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 48

A Situação das Maids e a Cúpula

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Capítulo 48 – A Situação das Maids e a Cúpula

— Nós somos a "Espion". Agentes de inteligência diretamente subordinados ao rei de Belfast.

— Do rei?

— Sim. Agora estamos encarregadas da proteção pessoal da princesa.

Diante da explicação da Lapis-san, faço que entendo. Eu achava que confiar a princesa de um reino assim era liberdade demais, mas era isso. Protegiam a Yumina nas sombras.

Aliás, no forro do teto da "Lua de Prata" tinha um barulho… Achei que era rato, mas talvez fossem a Lapis-san e companhia. A "Espion" deve ser tipo uma mistura de ninja-guarda e espião.

— A proteção é só vocês duas?

— Não~, tem mais algumas~. Todas mulheres, mas~.

Responde, com voz arrastada, a outra maid da minha casa. A Cecile-san, sem a máscara, sorria com cara tranquila. Todas mulheres, é. Bom, se ficam escondidas no forro vigiando, por causa de troca de roupa e privacidade, deve ser melhor assim.

— Aliás, vocês seguiram a gente o tempo todo? Desde Belfast?

— É a nossa missão.

— É mesmo, uma vez que voltei pra casa pela [Gate], vocês duas não estavam. Então o mordomo Lime-san também está na jogada.

— Está sim~.

Caí direitinho. Perguntando mais, o de pertencerem à Guilda das Maids é verdade, pelo visto. É habilidade necessária pra investigação infiltrada, e quase toda a equipe feminina da Espion pertence.

— Ah, por acaso, na luta com o dragão negro, quem jogou a faca…

— Foi a Cecile. Ela é mestra em arremesso de faca.

— Eheheh~. Que nada~.

Corando, sem graça, a Cecile-san. Essa pessoa toda lerdinha… "Não se julga pela aparência" é verdade mesmo.

— E agora, o que vão fazer?

— Como sempre, protegemos a Yumina-sama das sombras… mas, patrão, eu tenho um pedido……

Meio sem jeito, a Lapis-san me olha de baixo pra cima. Será que dá pra parar com o "patrão"……

— Que a nossa identidade fique, por favor, em segredo da princesa……

Ah, como a missão é proteger nas sombras, ter a identidade descoberta é ruim.

— Se a princesa descobrir que tem guarda~, o rei vai levar bronca dela~.

Por esse motivo… Bom, é como ele ter feito pose de "confiei na minha filha e a mandei sozinha" quando, na verdade, não confiou nada.

Bom, manter segredo, por mim tudo bem. Por ora, ficou "como sempre", me despeço das duas e volto pra Yumina e companhia.

Pro Kohaku contei tudo por telepatia, mas pra Yumina e a Lindsey dei o relatório falso de "escaparam". Na real, com aquele pó de clarão, escaparam uma vez. Ficaram com cara intrigada, mas disfarcei e voltamos ao castelo.

No dia seguinte, pra discutir o conteúdo da aliança entre Belfast e Mismede, os reis fariam uma reunião.

Cúpula, mas houve um leve impasse sobre quem ia até quem. No fim, o rei de Belfast viria a Mismede, e instalamos na sala de reunião o espelho de corpo inteiro pra (supostamente) teletransportar.

Na sala estavam o Lion-san e os cavaleiros de Belfast que vieram conosco; do lado de Mismede, o Rei Ferino, o chanceler Graz-san e alguns guerreiros liderados pelo Garun-san.

Abro a [Gate] sobre o espelho e, de dentro, surgem Sua Majestade o rei e o irmão, o Duque Ortlinde.

Diante do fato de saírem pessoas de dentro do espelho, todos não esconderam o espanto, mas foi um instante; como se fosse o óbvio, receberam o rei com reverência.

— Bem-vindo a Mismede, rei de Belfast.

— Agradeço o convite, rei de Mismede.

Trocam um aperto de mão. Daqui é conversa entre Estados. Eu, externo, me retiro.

Saio da sala e vou pro corredor. Agora é só torcer pra cúpula dar certo.

E, do fundo do corredor, com o urso de pelúcia Paula andando aos trotinhos de companhia, vem a Leen. De preto da cabeça aos pés, como sempre, na roupa gothloli.

— Pelo visto o rei de Belfast chegou.

— É, agora há pouco. Estão em reunião lá dentro.

Apontando a porta com guardas dos dois lados, respondo à Leen.

— E então, decidiu virar meu discípulo?

— Já disse que não vou.

Desde aquilo, a Leen insiste em me fazer discípulo. No fim, soltou um "pode ser discípulo-tentativa". Que negócio é esse de período de experiência. Aliás, isso não é abaixo de discípulo?

A Paula, ao lado, também me convida com um gesto de "vem cá!".

— Mas a Paula, sendo de pelúcia, é tão viva… Parece de verdade.

— Porque fui acumulando [Program] assim. Há quase 200 anos, deixei que ela reagisse, agindo conforme reações e situações. Humano também, se apanha e dói, chora; se zombam, se irrita, não é?

Duzentos anos. Esse acúmulo de incontáveis "[Program]" deve gerar essa naturalidade.

De relance, pensei: fazendo com [Modeling] um boneco igual a um humano e o programando, dá pra fazer um pseudoandroide? Mas, se leva 200 anos… Será que não dá pra copiar e colar o "[Program]" da Paula.

Por eu ficar fitando, talvez desconfiada, a Paula recua um pouco. Esse tipo de reação também é "programado".

— Aliás, a Paula, com 200 anos, não tem nada de velha. Você refaz ela?

— Não. É que está com a minha magia de nulo [Protection]. É uma magia de proteção; protege, até certo ponto, contra vários alvos. A Paula está protegida de sujeira, desgaste, traça e tal.

Magia de proteção, é. Mas, mesmo com 200 anos, esse estado é impressionante. Se eu pusesse na roupa, não precisava lavar? Não, se pusesse no corpo, não precisava nem tomar banho… é, isso parece o fundo do poço. Mesmo sem sujeira, o metabolismo solta sebo e tal.

— Aliás, Leen, quantas magias de nulo você usa? [Protection], [Program], e da Charlotte-san eu soube que você usa [Transfer] também?

— O povo das fadas tem alta aptidão pra magia de nulo. Aliás, fada que não use nem uma de nulo quase não existe. Embora, mesmo eu, só uso quatro.

Magia de nulo, que, dizem, já é bom usar uma, e ela usa quatro. Impressionante. Bom, não sou eu quem deve falar. O povo das fadas ser especializado em magia faz sentido. Fiquei curioso sobre a quarta magia de nulo da Leen.

— Touya. Sua Majestade o rei de Belfast o chama. Por aqui.

A porta da sala se abre, e de dentro o chanceler Graz-san aparece. Chamado, entro, e os dois reis se voltam pra mim.

— Olá, Touya. A conversa correu sem percalços, obrigado.

— Que bom.

Às palavras do rei de Belfast, dou um suspiro de alívio. Com isto, o meu trabalho está quase terminado.

— Então nós voltamos a Belfast. Conto com o resto. Rei de Mismede, com licença.

Trocada uma breve despedida, pela [Gate] que abri discretamente, os dois somem de novo dentro do espelho. Depois que saem, ajo conforme o combinado. Diante de todos, com um martelo que tirei, espatifo o espelho em mil pedaços.

— T-Touya?! O que está fazendo?!

— Ah, calma. Olhem.

De costas pro Graz-san atrapalhado, diante dos cacos e da moldura de madeira, concentro a energia mágica.

— [Modeling].

Os cacos e a moldura se deformam e viram alguns espelhinhos horizontais. De uns 2 cm de altura por 15 de largura, com moldura de madeira. E num deles, discretamente, imbuo a [Gate].

— Estes espelhos se ligam a Belfast. Quando quiserem trocar algo importante, é só pôr uma carta aqui. Ah, claro, dos dois lados devem usar documentos oficiais, que comprovem a autenticidade.

— Sei. Uma comunicação que levava 20 dias de ida e volta, num instante. Prático, sem dúvida. Vou usar bastante na amizade entre os dois países.

Recebendo o espelhinho que lhe entreguei, o Rei Ferino abre um sorriso. Com isto, o meu trabalho acabou de vez.

Bom, vamos pra casa. Ganhei uma casa e quase não morei nela. Quero descansar um tempo.


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