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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 47

Intenso Picante e a Máscara Branca

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Capítulo 47 – Intenso Picante e a Máscara Branca

Depois de terminar os testes de tiro e o experimento de ativação por [Program], conferi também a resistência no Modo Lâmina.

Montei juntando peças, mas, com o [Modeling], as partes que não se movem ficam quase fundidas num corpo só, e ainda tem a tenacidade do chifre de dragão. De fato, derrubou um tronco grosso sem dificuldade. O corte não se compara ao da katana de antes.

Depois voltamos à cidade e comprei três bainhas de couro pra faca e uma maior, e, com [Modeling], fiz um coldre pra guardar a arma. Andar com ela à mostra dá na vista.

E comprei três pochetes próprias pra guardar as balas. Por ora, às duas, como estamos na cidade e não há risco de fera, dei só balas de borracha com [Paralyze]; a minha, além das de borracha, tem bala real também. Se eu estiver bem ao lado da Yumina recarregando, há risco de a minha bala real ir parar na arma dela…

Percebido isso, reprogramei as armas de todos. Que o "Reload" carregue "a bala que o portador deseja, dentre as no raio". Como no fundo é a magia [Apport], isso é possível.

Agora é decidir o que imbuir nas balas. [Explosion] a Lindsey usou nas ruínas da antiga Capital, e tem poder de explodir um monte de escombros de uma vez… difícil de usar. [Ignis Fire], no impacto, vira o alvo numa tocha… também acho exagero.

Bom, contra humano, [Paralyze] basta. Mesmo que tenha amuleto e não funcione, o dano da bala de borracha é considerável. O resto eu penso com calma.

— Já que viemos à cidade, vamos comer algo?

— Boa. Quero provar a comida típica deste país.

— …Acho que tem um prato famoso, o "Karae".

"Karae", é. Pra ter assunto, vou provar. Vendem numa barraca ali perto, fomos ver. No cartaz, vários itens: "Karae de carne", "Karae de frango", "Karae com katsu". Ué, esse cheiro……

A Yumina pede Karae de carne, a Lindsey de frango, e eu, com katsu (o Kohaku, por algum motivo, recusou comer); mal sentamos na mesa ao lado da barraca, já trazem.

Essa cor, esse cheiro… é curry mesmo, isto. Não tem arroz, então não é curry com arroz, mas.

— Olha, isto aqui……

Antes de eu dizer "talvez seja picante", as duas já levavam a colher à boca.

— !? — as duas.

Tarã! Tapam a boca, se levantam, de olhos marejados. Ah, era picante mesmo. Se fosse suave, ótimo. Pelo jeito, é bem apimentado.

Da jarra na mesa, as duas, quase arrancando, enchem o copo de água e viram de uma vez. Vendo aquilo, provo o meu, mas é bem picante. Pra mim, acostumado, já é assim; pras duas, de primeira vez, deve ter sido um choque e tanto.

— Que shabor incwível……

— A líum-gua, tá ardendo……

Picante a ponto de embolar a língua. Saindo da barraca de Karae, pra tirar o gosto, compramos suco de fruta noutra barraca.

— Acostumando, não é tão demais.

— O Touya-chan já tinha comido Karae?

— Ah, coisa parecida, sim.

Respondo vago à Yumina, ainda enrolando a língua. A Lindsey rola na boca o gelo do suco. Aliás, desde que cheguei a este mundo, comida picante quase não vi. Em Belfast era mais coisa doce. …Hm?

Pensando nisso, senti um olhar e olho ao redor. Hmm? Essa sensação… já teve antes……

Senhor. Alguém nos observa. Provavelmente os mesmos de antes.

O Kohaku me fala por telepatia. Era isso mesmo.

Os que nos observavam em Langley… beleza, vou dar um oi. Sabe onde estão?

Da sua direita, no alto do prédio mais alto.

Fingindo não perceber, olho de leve o topo do prédio. No terraço de uns três andares, estão mesmo. Bem longe, mas.

— Por garantia, vou me preparar. "Reload".

Carrego na espada-arma Brunhild balas de borracha com [Paralyze].

— Touya-san?

Diante do recarregar repentino, as duas me olham intrigadas, mas explico depois.

Kohaku, protege as duas.

Tenha cuidado.

Beleza, lá vou eu.

— [Boost].

Com a magia de fortalecimento, salto de uma vez. Pouso no telhado do prédio ao lado, e pulo pro telhado da frente. De telhado em telhado, avanço e chego ao alto do prédio dos misteriosos observadores.

— Oi.

— ! — os dois.

À minha visita, com um oi de leve, os dois observadores se espantaram, acho.

"Acho" porque não dá pra ver a expressão. Os dois com a mesma túnica preta; o pouco que se via por baixo também era preto. E, cobrindo o rosto sob o capuz, uma máscara branca. Máscara com um padrão estranho na testa. Achei que fossem iguais, mas um era hexágono, o outro, oval.

— É… dá pra conversar? Eu queria que vocês me dissessem quem são, mas…

De repente, o do hexágono saca uma espécie de tubo de ensaio e o quebra no chão. No instante, um clarão absurdo toma tudo.

— Tch…!

Quando recupero os olhos do ofuscamento, não havia mais ninguém. Escaparam? Mas não vai ser assim. Tiro o smartphone e busco "suspeito mascarado". Achei. Fogem por um beco ao norte. Ainda dá pra alcançar.

— [Accel Boost]!

Em super-aceleração mágica, corro pelos telhados. A paisagem voa pra trás numa velocidade absurda, e num átimo avisto, do alto, os dois fugindo pelo beco.

Contorno e desço diante deles.

— !? — os dois.

De novo não dá pra ver pela máscara, mas parecem espantados. Só que logo o do hexágono leva de novo a mão ao peito, indo sacar o tal tubo. Opa, não vai dar.

Sem hesitar, saco a espada-arma Brunhild e puxo o gatilho contra o mascarado que ia sacar o tubo.

Junto com o estampido, o hexágono desaba. Pelo visto não tem amuleto contra paralisia. O outro, o oval, olhando alternadamente pra mim e pro hexágono caído, parecia em dúvida. Brecha. De novo um estampido ecoa no beco.

— Bom. E agora.

Os dois paralisados, amarro com um fio que fiz com [Modeling] e os encosto na parede do beco. Eu até podia tirar a máscara e ver quem são, mas o [Paralyze] só paralisa o corpo, a consciência fica. Se for "pela lei do clã, quem vê meu rosto não pode viver" ou "mato quem vê meu rosto", é o pior cenário.

— Agora vou curar a paralisia, mas fiquem quietos, viu?

Espio os olhos dos dois e, dizendo isso, concentro a energia mágica.

— [Recovery].

Uma luz suave envolve os dois mascarados. Com isto a paralisia deve ter sumido. Bom, tomara que falem algo.

— E então, quem são vocês? Por que nos vigiavam?

— ……………

Hmm, direito ao silêncio, é?

E, talvez porque o fio aperta e dói, o do hexágono se remexe. Não, talvez tente fazer algo pra escapar. Se tiver um pó que apodrece o fio, tipo aquele do clarão, complica. Por garantia, vou tirar as ferramentas dele.

Enfio a mão no peito do hexágono.

— Hiá?!

O hexágono solta uma vozinha fofa, e uma sensação macia, "munhón", chega à minha mão. No instante em que entendo o que é, um suor frio jorra do corpo todo.

— V-v-você é mulher?!

O hexágono assente com um aceninho. Recolho a mão depressa, mas a sensação macia ainda permanece. Essa não. Sinto que o meu rosto está vermelho. Ué, mas essa voz de agora… já ouvi em algum lugar……

Nessa hora, talvez por eu ter esbarrado ao recolher a mão, a máscara branca de padrão hexagonal cai no chão, clim. E o rosto que surgiu debaixo era de uma mulher que eu conheço.

— Hã?! Lapis… san?

Corando, a maid da minha casa, que devia estar na Capital de Belfast, assentiu de novo com um aceninho.


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