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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 50

Conquista de Título e Bicicleta

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Capítulo 50 – Conquista de Título e Bicicleta

No dia seguinte ao retorno de Mismede, fomos à guilda da Capital receber a recompensa do pedido.

Igual à guilda de Reflet, de olho no mural agitado de pedidos, entrego o cartão na recepção. Como foi pedido direto a pessoas, a confirmação de conclusão já deve ter sido passada do palácio à guilda.

A moça da recepção, conferindo nossos cartões e o pedido, começa a carimbar, pá-pá, o tal selo mágico.

— Bom trabalho. Com este pedido, todos subiram de rangue. Parabéns.

Olhando os cartões, fora a Yumina, a gente subiu pra azul, e a Yumina, pra verde. Preto ▷ roxo ▷ verde ▷ azul ▷ vermelho ▷ prata ▷ ouro — bem no meio, a um passo do vermelho, aventureiro de primeira.

— E aqui estão as 10 moedas de platina da recompensa.

A moça alinha no balcão dez moedas de platina. Não dá pra acreditar que cada uma vale um milhão de ienes…… Dez milhões, é… não é demais? Não, pensando que era uma missão que decidia o destino do país, talvez seja justo. E sem a [Gate] não tinha como. Deve ter um adicional especial embutido.

Pomos duas pra cada na carteira e íamos sair da guilda.

— Ah, um momento. Veio um aviso do palácio: vocês são mesmo o grupo do Mochizuki Touya que exterminou o dragão negro?

— Fomos nós que derrotamos, sim… mas, se me pedir prova, complica.

A arma feita de chifre de dragão eu não quero muito mostrar, e o resto do chifre está em casa, já sem o formato original. Não sei se acreditariam vendo aquilo.

— Não, só queríamos confirmar se eram os senhores. O extermínio do dragão já foi atestado pelo palácio, sem problema. Por isso, como prova, a guilda lhes concede o título de "Dragon Slayer", matador de dragão.

E, recebendo de novo nossos cartões (fora o da Yumina), carimba outro selo, pá-pá. No canto direito do cartão surge um símbolo redondo. Uma espada cravada num dragão enrolado. Deve ser a marca de Dragon Slayer.

— Apresentando isto, em armarias, lojas de armadura, de ferramentas e pousadas conveniadas à guilda, vocês têm 40% de desconto. Aproveitem.

Sei, vem com benefício. Que ótimo. O título de Dragon Slayer se ganha exterminando em grupo de até cinco. Bom, se mil pessoas abatessem e todas dissessem "sou Dragon Slayer", ninguém engolia. Enfim, aceito de bom grado.

Ao sair da guilda, como o pessoal ainda tinha compras de roupa e tal, eu volto antes. Ah, antes disso, eu também tinha o que comprar. Deixa eu ver, a ferraria…

Com bagagem demais, saio pela [Gate] no jardim de casa e assusto o jardineiro Fullio-san, que cuidava do canteiro. Foi mal.

— Patrão, o que é isso?

Curioso com o que eu carregava, o Fullio-san para de cuidar do canteiro e pergunta.

— Aço, borracha e um pouco de couro. Vou fazer uma bicicleta.

— "Bicicleta"?

— Um veículo. Montado nele, dá pra andar bem rápido.

— Sei……?

O Fullio-san responde com cara de quem não entendeu. Bom, fazer o quê.

Por ora, começo pelos pneus… ah, primeiro tenho que fazer a bomba de ar.

Com [Modeling] faço uma bomba simples e, enquanto confiro se sai ar direito, chega o mordomo Lime-san.

— Patrão, Sua Graça o Duque Ortlinde chegou… mas o que está fazendo?

— Olá. O que é isso?

Os dois com a mesma reação do Fullio-san. E eu devolvo a mesma resposta de antes. Como o Fullio-san, também não entenderam.

— E o duque, o que veio fazer aqui?

— Que nada, vim agradecer pelo pedido. E aquele espelho que manda carta. Será que me dá um?

— O [Gate Mirror]? Por quê?

— É pra minha esposa. Achei que ela ia gostar de trocar carta com frequência com a mãe, que mora longe.

Meio sem graça, o duque conta. Que fofura. Peço ao Lime-san pra trazer da gaveta da escrivaninha do meu quarto um par de [Gate Mirror] que fiz em Mismede, e, com [Enchant], imbuo a [Gate]. Por garantia, transfiro uma folha de teste; sem problema.

— Por via das dúvidas, mantenha em segredo, viu? Não quero gente esquisita de olho.

— Ah, quanto a isso, tranquilo. Minha esposa e a mãe dela cumprem promessa.

Já que era assim, mando junto a lembrança da Sue que comprei em Mismede. Um prendedor de cabelo de prata; tomara que ela goste.

— Aliás, essa "bicicleta", quanto tempo leva pra ficar pronta?

— Hmm, é a primeira vez, então uns 30 minutos. Depois posso ir ajustando aos poucos.

— Sei. Então deixa eu assistir até ficar pronta.

Será que ele tem tempo sobrando, este homem… Bom, deixa, vou terminar os pneus. Pra fazer a câmara, começo a deformar a borracha com [Modeling].

— Pronto, por ora está pronta.

— Ora, então isto é uma bicicleta.

A bicicleta pronta, o duque, o Lime-san e o Fullio-san olham com interesse.

O que montei foi uma daquelas bicicletas urbanas comuns, de cesta. Construção simples, mas tem cesta na frente e bagageiro atrás. Cadeado de segurança e farol noturno deu preguiça, então não pus.

Monto logo no selim de couro, pedalo e saio andando. Ôo~, soltam os que olhavam. É, tudo certo. Dou uma volta no jardim, freio e paro. Boa, o freio também ok.

— Touya! Eu também posso andar nisso?!

— Qualquer um anda. No meu país até criança andava. Só que, na primeira vez, tem que cair e treinar várias vezes pra conseguir… está disposto?

— Claro!

É sério. Esse homem é curioso à toa. O duque, animado, pega a bicicleta, monta no selim, imita o pedalar e cai redondo. Eu sabia. O Lime-san o ajuda a levantar às pressas, e ele pedala de novo, e cai de novo.

Eu também, criança, caí pra caramba assim. Mas, justamente por isso, quando consegui foi uma alegria e tanto. No meu caso, quanto tempo levei pra aprender. Nem lembro direito.

Pesquisei na internet e tinha um site tipo "como andar de bicicleta em um dia", então dou umas dicas com base nele. Tomara que ele aprenda.

Deixando o duque, que cai e monta, cai e monta, com o Lime-san e o Fullio-san, começo a segunda bicicleta. Quando ele aprender, com certeza vai implorar por uma, é claro como o dia.

Logo a segunda fica pronta e, certo de que a Sue também ia querer, começo uma infantil, com rodinhas. Por garantia, ponho também a ferramenta pra tirar as rodinhas.

Quando essa também fica pronta e eu fico sem o que fazer, vou ajudar no treino — e, bem nessa hora, o duque passa zunindo na minha frente. Ô, conseguiu, conseguiu.

— Consegui! Consegui! Hahahaha!

Rindo, o duque maneja a bicicleta à vontade. A roupa fina e o rosto cheios de lama, mas com uma cara de alegria absoluta, dando voltas e voltas no jardim. Que coisa curiosa a bicicleta: uma vez que se aprende, logo se domina.

— Hã, que é isso?

— O que é isso?!

— …Um veículo……?

— Tio?!

As quatro, de volta das compras, olham com cara de "que coisa estranha" pro duque que dá voltas rindo. Bom, de fato dá um certo receio.

Quando o duque freia e para, a primeira coisa que diz é, como eu previa:

— Touya! Me cede esta bicicleta!

— Imaginei, já fiz uma pra você. E uma pra Sue. Ah, por garantia, cobro o material, viu?

E aponto as duas bicicletas atrás.

— Esse é o Touya! — diz ele, montando, radiante, na bicicleta que virou dele. A da Sue mandei pelo jardim da casa ducal pela [Gate], mas o duque insistiu em voltar de bicicleta.

Por garantia, aviso: não atravessar a rua de supetão, cuidado com carruagens e pedestres, nada de dirigir olhando pro lado. Me senti professor primário.

O duque foi embora de bicicleta, de ótimo humor, acompanhado pela carruagem. Ufa, que cansaço. Mas, pelo jeito dele, vai se gabar pro rei… E aí o rei vai querer uma também, é certeza. Talvez seja melhor já fazer mais uma.

Quando me viro de me despedir do duque, lá estava a Elsie, montada na bicicleta, caindo espetacularmente.

— Ai, ai… é mais difícil do que parece.

— Então agora é a vez deste servo!

— …A próxima, eu.

— Touya-san, dá pra fazer mais uma?

Pera, vocês também vão andar? Aliás, Lindsey e Yumina, vocês estão de saia, vão se trocar.

De canto de olho pro Lime-san e o Fullio-san — que ficaram o tempo todo amparando o duque — ajudando a Elsie e companhia, acabei tendo que fazer uma pra cada e mais uma pros empregados. No meio, faltou material e tive que ir comprar de novo. Não vou abrir loja de bicicleta, viu.

Pensei que, com isto, as maids e o Fullio-san facilitariam as idas às compras… Bom, até dominarem, vão apanhar um bocado.

Naquele dia, dizem que do banheiro ecoou, várias vezes, um "ai, arde~!". Ah, era só eu ter lançado magia de cura. Bom, neste caso, os arranhõezinhos ficam como medalha do esforço, vá lá.


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