Capítulo 584 – A Preocupação dos Deuses, e a Reunião Familiar de Operação
A venda de óculos na festa, usando minhas esposas como torre publicitária, teve reação surpreendentemente boa.
Mesmo no continente ocidental, com tecnologia mecânica mais desenvolvida que o oriental, óculos ainda é visto só como ferramenta cara de correção de visão pra quem tem visão ruim mesmo.
Basicamente, não era percebido como algo que se usa pra moda.
As rainhas de Brunhild, que sempre divulgaram novo doce, comida, brinquedo interessante, item conveniente, tavam todas usando óculos juntas. Mesmo sem visão ruim.
Entendi, óculos também é uma opção de moda, foi reconhecido isso pela primeira vez.
Se for isso, sem dúvida, a realeza, e ainda mais os nobres de alto escalão, se interessariam. Especialmente as mulheres.
Até quem já usava óculos antes, parece ter percebido que também tem opção de usar óculos diferente conforme o humor.
Diante disso, coloquei quantidade absurda de óculos, e, num piscar de olhos, o entusiasmo por óculos foi se espalhando.
Primeiro, presenteei óculos pras princesas irmãs do Reino Sagrado de Arento, protagonistas do dia.
Diante desse contraste, os jovens Suas Majestades os Reis do Reino de Fogo Daubān e do País de Gelo Zādonia, de novo, tiveram o coração atravessado pelas novas esposas. Uhum, entendo bem o sentimento.
A partir daí, cada um foi procurando o próprio óculos favorito, espalhando-se centrado nas esposas e senhoritas.
Deixando aquele lado a cargo das esposas, eu recomendava pros mais idosos óculos multifocal.
Numa só lente, tem lente pra longa, média, curta distância, e, movendo a linha de visão pra cima e pra baixo, dá pra ver tanto longe quanto perto.
Sua Majestade o Imperador de Regurusu, com dificuldade de focar por causa da idade, ficou extremamente feliz com isso.
Parece que essa tendência já existia desde antigamente, mas, nos últimos anos, parece que piorou ainda mais.
…Não pode ser, não, mesmo não sendo "não pode ser", será que é porque dei smartphone pra ele, hein…? Provisoriamente, tem função de ampliar e reduzir, no entanto…
Uuun. Sinceramente, pensava "óculos virar moda ou não, não tem relação comigo", mas, chegando nesse ponto, sinto parte de responsabilidade.
Redução de visão nem [Recovery] consegue curar, afinal… consegui curar sequela de doença tipo a mãe da Sū, Eren-san, mas.
Não que seja pra expiar culpa, mas entrego pros reis do continente ocidental, onde a técnica de polimento de lente é desenvolvida, manual de instrução de processamento de lente recebido do deus dos óculos, Gurashī-san.
Coisa desse tipo, originalmente, é considerada segredo de cada oficina, então todo mundo ficou surpreso por eu simplesmente entregar assim.
Em troca, digamos assim, também pedi pra apresentarem se tivesse artesão de lente disposto a migrar pra nossa terra.
Precisa conseguir fazer óculos até certo ponto com força de gente da superfície, sem depender do deus dos óculos, senão não vai se espalhar até o povo comum mesmo. Formar artesão também é dever de governante.
— E, o deus dos óculos, cadê?
— No Reino Sagrado de Arento, onde tava a festa. Os nobres de lá começaram a adotar óculos em massa. Vai ficar mais um tempo naquele país espalhando óculos.
Aproveitando o timing em que o deus dos óculos foi embora, explico pra irmã Karen e o Suika, que apareceram, o desenrolar dos fatos até agora.
— Ou melhor, jogando tudo do deus dos óculos em cima de mim, onde vocês tavam, hein?
— É que o deus dos óculos fala demais… incômodo mesmo. E ainda, recomenda óculos estranho.
Dizendo isso, o óculos que a irmã Karen tira do espaço de armazenamento era óculos de sol com armação em formato de coração rosa.
Já vi isso em mangá, mas existe mesmo, óculos desse tipo, hein. Bom, em certo sentido, combina bem com a irmã Karen mesmo, mas.
— É bom, né? Combina bem, não acha? Buhaa
Sem perceber, solto risada diante da figura da irmã Karen usando, "suchatto", o óculos de sol de coração. Transbordando atmosfera suspeita demais, francamente…!
Segurando o riso, recebo soco no plexo solar da irmã Karen.
— Gufuu!?
— Riu demais.
Guoo… o riso parou…
— A irmã Karen ainda tá bem. Eu, olha, virei assim.
Dessa vez, o Suika coloca, "suchatto", o óculos. No óculos colocado, tinha sobrancelha grossa, nariz vermelho e bigode falso presos. Digamos, óculos de nariz.
— Ahahahaha! Ótimo!
Rolando de rir, demais engraçado. Combina perfeitamente com o Suika bêbado mesmo!
— Gufuu!?
— Riu demais.
Uguu… por que bate no mesmo lugar…!
— Bom, aliviou saber que aquele cara incômodo foi embora. Se ele ficasse fixado neste país, teria virado "país dos óculos".
— Como esperado, isso seria ruim mesmo…
Concordo com a ideia de espalhar óculos até pro povo comum, mas não concordo com a ideia de população inteira usar óculos.
As esposas também, como esperado, tiraram o óculos assim que voltaram pro castelo. Às vezes, disseram, usam pra mudar de ares.
A Eruze e a Yae, sendo ruins pra memorizar rosto de cliente, parecem que vão continuar usando o óculos de discernimento. Nesse sentido, é conveniente mesmo, aquele aí.
Distribuí vários pras crianças também, mas parece que ainda não chegou ao ponto de usar como moda.
Só às vezes a Kūn e a Yoshino usam, será? Entre as crianças, aquelas duas são as que mais se preocupam com moda mesmo.
A Yoshino, inclusive, disparava tiro de longa distância com a arpa-arco artefato divino, usando óculos com função de mira. Sobre isso, tô grato por ter dado óculos útil.
— Falando nisso, sobre aquela história de [Teletransporte Dimensional] que o Tōya-kun tinha perguntado…
Opa. Diante do assunto trazido pela irmã Karen, inclino levemente o corpo pra frente.
Pensando em levar as crianças pra Terra depois que tudo se resolver, tinha conversado antes com a irmã Karen se seria aceitável eu teletransportar todo mundo pra Terra com [Teletransporte Dimensional].
Eu mesmo já consigo ir até a Terra com [Teletransporte Dimensional].
Mas tem várias restrições detalhadas, tipo não poder ir nessa forma, ou não poder usar vários poderes lá.
Se descer à superfície, usando poder livremente do jeito que quiser, isso já não seria diferente do deus da corrosão que virou deus caído.
— Concluindo, não tem problema. Só que, com o [Teletransporte Dimensional] do Tōya-kun, existe possibilidade de desviar levemente.
— Desviar?
— [Teletransporte Dimensional] é técnica divina de se mover atravessando até mundos, mas, originalmente, também consegue superar até o tempo. Não tanto quanto a deusa do tempo e espaço… a vovó Tokie, livremente, mas. Só pra se mover dentro deste mundo, não tem problema tão grande assim, mas, indo pra outro mundo tipo a Terra, se não pensar direito antes de saltar, existe possibilidade do eixo temporal desviar. Na pior das hipóteses, talvez apareça até na era Edo.
Eh, esse tipo de desvio? Como esperado, cair de paraquedas na era Edo seria complicado demais…
Uuun, como imaginei, melhor pedir pro deus supremo do mundo, igual na lua de mel, né… se possível, queria levar com o meu próprio poder, mas não precisa escolher método arriscado de propósito.
— E, tem mais uma coisa, aquela história de se, usando [Teletransporte Dimensional], é aceitável infiltrar no navio dos apóstolos do deus maligno…
Opa, essa também. Essa também é importante, ou melhor, sem resolver essa, nem consigo ir pra Terra mesmo.
Usando [Teletransporte Dimensional] com poder divino, superando a barreira dos apóstolos do deus maligno, infiltrando na "Arca", isso, pelas regras dos deuses, seria seguro?
Acho que, no limite, tá seguro, já que não é que esteja dando influência direta na superfície com poder de deus. Mas, sem confirmar direito se tá seguro ou não, não dá nem pra planejar estratégia.
— Interferência direta com [Teletransporte Dimensional] contra apóstolo do deus maligno, resultando em ataque surpresa do Tōya-kun, ou de subordinado dele, parece que, se não for isso, tá tudo bem.
Deixa eu ver, ou seja, quer dizer que, teletransportando direto o apóstolo do deus maligno pra cá com [Teletransporte Dimensional], ou, eu ou a Yumina e o pessoal fazendo ataque surpresa por teletransporte, isso não pode?
Basicamente, ataque usando poder divino é proibido. Não usar poder de deus na luta na superfície, isso, mas, por exemplo, aparecer atrás do apóstolo do deus maligno com [Teletransporte Dimensional], gatan!, isso, mesmo não sendo direto, seria considerado ato de combate usando poder divino, é.
Só infiltrar na "Arca", eles fecham os olhos… isso é OK?
— É OK. Mas, de verdade, o Tōya-kun não pode derrotar o apóstolo do deus maligno usando poder divino, tá? Como esperado, nem o deus supremo do mundo consegue proteger nesse caso. Na pior das hipóteses, existe até possibilidade de pena de selamento por unidade de milhares de anos, viu?
Pena de selamento… ficar preso por milhares de anos, poupa isso de mim. Bom, se eu não usar poder divino, deve tá tudo bem, lutando contra apóstolo do deus maligno mesmo… não, primeiro, eu mesmo avançar pra frente pra lutar, em si, já não deve ser bom mesmo, né.
Uhum, vou me dedicar completamente ao papel de apoio.
— Vai tá tudo bem mesmo, hein~. Tōya-onii-chan tem esse lado de ficar impulsivo, afinal…
— É isso mesmo. Apesar de normalmente ser descontraído, se acontece algo com a Yumina-chan e o pessoal, logo vira busca-e-destruição, então fico ansiosa.
— Normalmente também não sou descontraído, não.
De fato, se acontecesse algo com as esposas ou as crianças, conforme fala da irmã Karen, acho que esmagaria completamente, mas. Não, esmagar seria ruim, né…
— Justamente por isso que os deuses, basicamente, não descem à superfície, só entregando artefato divino ao herói. Porque, se exercer o poder levado pela própria raiva, existe risco de destruir o mundo da superfície. Continente afundado no fundo do mar, cidade queimada num instante, tocando na fúria de deus, existem vários exemplos de já ter dado merda.
Uuun, esse nível de "já deu merda", é diferente de escala mesmo… como esperado, mesmo eu, acho que não chegaria a esse ponto.
— Será mesmo, nya~? Quem usa artefato divino são as crianças, né? Se elas ficarem em perigo, Tōya-onii-chan sai correndo, "don!", vai fazer isso, sinto~
Ugu… conforme fala do Suika, sinto que realmente faria isso mesmo…
— É vergonhoso adulto entrar na briga de criança, viu? Não é que interferir seja errado, é acreditar e observar. Superproteção demais atrapalhando o crescimento, é coisa comum mesmo, sabe.
Esse "criança" que a irmã Karen menciona nesse caso, não deve ser só o Kuon e o pessoal, e sim, deve significar "gente da superfície" mesmo.
Deve estar querendo dizer que não é bom ajudar demais em tudo… difícil mesmo, isso.
O plano é infiltrar na "Arca" com [Teletransporte Dimensional], se possível, bem perto do apóstolo do deus maligno.
Nesse momento, mantenho desligado o [Anulação de Poder Divino], característica do artefato divino. Senão, não consigo teletransportar com poder divino.
Assim que teletransportar, ligo na hora o [Anulação de Poder Divino] do artefato divino, selando a habilidade do apóstolo do deus maligno.
O primeiro alvo, ou melhor, quem precisamos derrotar sem falta, é o apóstolo do deus maligno de capacete de mergulho. Se não me engano, era Indigo.
Se não derrotar ele, selando a habilidade de teletransporte, escapa de novo. E ainda, se falhar, existe possibilidade de tomarem algum tipo de contramedida da próxima vez. Melhor considerar que a chance é única.
— Já cruzei espada com ele uma vez. Acho que sou apropriada pra isso.
Dizendo isso, quem se voluntaria pro papel de derrotar o Indigo é a Yakumo.
"Yakumo-onee-chan injusta!", a Rinne reclamava, mas, considerando a habilidade de ataque surpresa com [Gate] da Yakumo e a habilidade dela em combate, acho que dá pra deixar a cargo dela sem problema.
Só que, se a Yakumo usar o artefato divino, vira artefato divino em forma de katana, mas o artefato divino em forma de katana tem alcance estreito do [Anulação de Poder Divino]. No máximo, uns cinco metros.
Se teletransportar antes da Yakumo se aproximar, escapa, e vira contraditório o objetivo original.
— Nesse ponto, pretendo encurtar distância instantaneamente com [Gate], mas…
— Uuun… no primeiro golpe, tá bom assim, mas, depois disso, existe possibilidade dele manter distância, escapando com teletransporte de novo, né?
Manter distância de cinco metros lutando o tempo todo precisa de habilidade considerável, viu. Se não me engano, até o ringue de wrestling profissional tinha mais de seis metros de lado.
— Por enquanto, tô pensando em expandir [Prison] pra prender junto com a Yakumo, delimitando cerca de cinco metros…
Assim que selar o poder divino, o Indigo lá dentro, sendo que a Yakumo tá junto, não consegue usar poder divino, então não consegue destruir o [Prison], não conseguindo escapar.
Mas, isso, pra Yakumo, viraria precisar lutar em espaço pequeno. Com katana, não seria pesado demais? Em espaço pequeno, sinto que a machadinha do outro lado deve ser mais vantajosa.
Como imaginei, é golpe único e certeiro… encurtando distância instantaneamente com [Gate], sepultando num só golpe. Isso seria melhor? Mas será que a Yakumo consegue fazer isso… se falhar, sem dúvida, o Indigo vai escapar com teletransporte. Se for isso, sem dúvida, ainda seria mais certeiro o [Prison] pequeno…
— Ehm
Enquanto atormento a cabeça de como fazer, o Kuon levanta a mão discretamente.
— Primeiro, não precisa necessariamente cortar com espada mesmo o artefato divino, né? Levar a Yakumo-nēsama, dar arpa-arco, com alcance amplo do [Anulação de Poder Divino], pra ela, lutando com espada de cristal comum, deve resolver. Só na hora do golpe final, precisaria usar o artefato divino, mas.
— A
Diante da fala do Kuon, a venda cai dos meus olhos. Ah, é isso, sem problema a Yakumo usar outra forma do artefato divino mesmo!
Sendo ajustado individualmente pra cada uma das crianças, tinha saído completamente da cabeça a ideia de usar diferente disso. No início, tava pensando isso mesmo, por que esqueci, hein.
Com a arpa-arco, o [Anulação de Poder Divino] alcança uns cinquenta metros. Só que, quanto mais longe, mais fraco o efeito fica, então melhor começar de distância razoável.
Mesmo com efeito fraco, deve dar pelo menos pra atrapalhar o teletransporte, e, quanto mais a Yakumo se aproximar, mais o outro lado deve ficar impossibilitado de usar teletransporte. Acho que dá tudo certo.
— O problema é quanta força de combate o outro lado tem, e se dá pra mirar de forma precisa nesse tal de capacete de mergulho.
— Isso mesmo…
De fato, conforme fala da Rīn, se possível, quero mirar no Indigo sozinho.
No limite do que sabemos, ainda tem no apóstolo do deus maligno o homem de máscara de peste e a mulher de máscara de ferro. E também o "Dourado" Coroa. E ainda, existe possibilidade de ter mais apóstolo do deus maligno que não conhecemos.
[Search] usando poder divino tem limite meu, então não consigo buscar área tão ampla assim. Mas, área tipo tamanho da "Arca", consigo buscar sem problema.
Se infiltrar na "Arca", usando [Search] contendo poder divino, deve dar pra saber a localização do Indigo.
…Deixa eu ver, se for isso, quer dizer que o fluxo seria: infiltrar na "Arca" com [Teletransporte Dimensional] → encontrar o Indigo com [Search] → teletransportar de novo com [Teletransporte Dimensional] pra perto do Indigo → ativar [Anulação de Poder Divino] → ataque total da Yakumo… isso mesmo?
— Se tiver apóstolo do deus maligno ao redor do capacete de mergulho, o que fazemos?
— Isso, acho que só resta nós contermos mesmo. Pra não atrapalhar a Yakumo, também acho melhor cercar os dois com [Prison] amplo, é?
Mesmo assim, sendo que não podemos derrotar o apóstolo do deus maligno, basicamente, vira deixar a cargo das crianças mesmo, e as crianças também, sendo que a Yakumo tá com o artefato divino, faltam com o golpe decisivo, mas.
Bom, deve dar pelo menos pra ganhar tempo até a Yakumo derrotar o Indigo. Derrotando o Indigo, impossibilitando teletransporte, dá pra derrotar um por um depois.
— Sendo que precisamos usar as crianças, sinto peso na consciência mesmo…
Dizendo isso, a Eruze acaricia a cabeça da Eruna ao lado. Diante disso, "furufuru", a Eruna balança a cabeça de lado.
— Se papai e mamãe vão lutar, eu também vou lutar. Nós certamente viemos aqui justamente pra isso. Por isso, deixa comigo. Se todo mundo estiver junto, com certeza vai dar tudo certo.
— Aa, mou! Que criança boa, hein! De verdade, a Eruna é minha filha de orgulho!
"Gyuu!", abraçando a Eruna, a Eruze fica com os olhos marejados.
De fato, se as crianças não tivessem vindo até aqui, talvez tivesse virado coisa ainda mais complicada.
Nós do futuro devíamos saber que isso ia acontecer, mas, quando esse futuro chegar de fato, será que eu vou conseguir confiar nas crianças, mandando-as pra frente?
Sinto que vou ter vontade de segurar preocupado, mesmo já sabendo do resultado.
O fato de as crianças terem vindo do futuro deve significar que, naquele futuro, de algum jeito resolveram o apóstolo do deus maligno… mas, se poder de deus tiver envolvido, existe possibilidade daquele futuro também desviar.
Igual filme de viagem no tempo comum, o passado mudando, a existência do protagonista vindo do futuro fica em risco, ameaçando desaparecer do mundo… esse tipo de desenvolvimento não vai acontecer, né?
Nem o espírito do tempo, capaz de corrigir paradoxo temporal, consegue mudar fenômeno causado por poder de deus.
Se desviar muito do futuro atual, será que as crianças não vão conseguir voltar pro futuro? Acho que a vovó Tokie vai resolver de algum jeito, mas…
De qualquer forma, não posso falhar. Aqui, preciso avançar com cautela.
Renovando essa determinação, o smartphone no bolso avisa chamada chegando do Doutor.
『Tōya-kun, chegou contato do Arubusu. Tem reação nos sensores instalados perto do fundo do mar do Reino Militar de Rāze. Grupo grande de Kyukuropusu, incluindo máquina não confirmada, além de gigante de pedra, homem-peixe, tá indo em direção ao Reino Militar de Rāze』
De novo, sem aprender a lição mesmo…! …Espera aí, não pode ser, será chance mesmo…?
O grupo indo em direção ao Reino Militar de Rāze, deve ser liderado por pelo menos algum dos apóstolos do deus maligno. Isso quer dizer que, ou seja, quer dizer que na "Arca" tem um apóstolo do deus maligno a menos, né?
Na pior das hipóteses, existe possibilidade de quem tá indo em direção ao Reino Militar de Rāze ser justamente o Indigo, de capacete de mergulho, mas acho que essa probabilidade é baixa.
Tem distância considerável entre o fundo do mar onde tá a "Arca" e o Reino Militar de Rāze. Provavelmente, deve ter sido o próprio Indigo quem teletransportou eles.
Se for isso, deve ter usado bastante poder divino. Nesse estado, não acho que ele vá travar batalha contra o Reino Militar de Rāze. Existe alta possibilidade do Indigo cansado ainda estar presente na "Arca".
O que fazer, hein…? Também tem elemento de ansiedade tipo "deus caído". Achei que precisava avançar com cautela, mas…
— Vamos em direção à "Arca", pai. Diante de gato da sorte passando correndo bem diante dos olhos, não podemos só ficar olhando.
Feito percebendo minha hesitação, o Kuon fala isso. Direcionando olhar pro resto também, todo mundo assente, "kokun", pequeno.
Ser empurrado por criança, que patético mesmo, hein… bom, isso também não é ruim.
— …Certo, vamos começar a "Operação de Assalto à Arca"!