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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 583

Óculos, e ÓCULOS

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Capítulo 583 – Óculos, e ÓCULOS

— Primeiro, óculos, originalmente, é objeto usado pra ajustar anomalia de visão, tipo miopia, hipermetropia, astigmatismo, ou pra proteger o olho de luz forte e afins. Justamente por isso, originalmente, deveria variar infinitamente de pessoa pra pessoa, não existindo óculos igual. Não, se for lente sem grau, digamos, óculos falso, dá pra produzir em massa o mesmo objeto único. Mesmo assim, mesmo todo mundo usando armação de óculos igual, isso só provoca perda de individualidade. Cada pessoa tem óculos apropriado a si mesma, não existindo neste mundo ninguém a quem óculos não combine. Óculos que, só de usar, faz parecer inteligente, sincero, até emanando sensualidade, poderia até se dizer que é artefato divino do rosto. Justamente por isso, sinto profunda pena de quem não usa óculos. Todo mundo não sabe. O eu de óculos, e o eu sem óculos… quanto encanto gerado por esse contraste tão desperdiçado assim! "Achei que fosse violento mas na verdade era gentil", "sorriso do homem frio", "lado caseiro da mulher extravagante"… esses tipos de contraste, com um único óculos, dá pra gerar efeito parecido! Óculos é parte do rosto, ferramenta capaz de colorir com brilho o rosto inteiro! Mesmo pessoa de impressão fraca, com óculos, consegue mostrar a própria individualidade. Isso é mesma coisa que maquiagem feminina. Ou seja, não usar óculos, equivale a exibir o rosto sem maquiagem. Isso, em si, talvez tenha beleza não decorada, mas não pode negligenciar o esforço de se tornar bonito. Seja homem, seja mulher, humano se atrai por coisa bonita. Se for isso, todos, sem exceção, deveriam usar óculos! Deve se tornar bonito por si mesmo, e ver coisa bonita através desse próprio óculos bonito e claro! Óculos também tem efeito de transmitir pro outro imagem tipo pureza, castidade, inocência. Pra mulher, usar não teria perda nenhuma, né? Neste mundo, óculos ainda é artigo de luxo, sem se espalhar até o povo comum. Se for isso, eu vou espalhar! Não uso poder de deus. Como um humano, vou fazer o óculos penetrar neste mundo! Eu, como missionário do óculos, vou circular explicando às pessoas a maravilha do óculos! Pra isso, quero pedir emprestada a força do Tōya-dono, foi por isso que vim até aqui.

— Haa…

Fala longa demais, oras! Se empolgando demais, vaza levemente poder divino do Gurashī, digamos, deus dos óculos. A empregada que tava no quarto, sem dúvida, deve ter saído passando mal!

Ou melhor, o estranho é que, mesmo com o poder divino desse aí vazando à vontade, ninguém, nem a irmã Karen nem os outros deuses, vem até aqui.

Com certeza já perceberam que o deus dos óculos veio, né? E, percebendo isso, decidiram não vir até aqui, né? Malditos, jogaram isso pra cima de mim e fugiram…!

— Você tá ouvindo?

— Ah, desculpa… b, bom, de forma geral, entendi a história. Óculos ainda é artigo de luxo neste mundo, só uma parte da nobreza usa mesmo. Na Terra, mesmo quem tem visão ruim, tem gente que usa lente de contato, sem usar óculos…

— Lente de contaaato~?

Os olhos do deus dos óculos se estreitam, e o rosto direcionado a mim se distorce, "gunyari". No fundo desses olhos brilhantes, tinha luz sombria e turva. A, pisei em campo minado, hein.

— Você é aquele tipo? Defensor daquele objeto idiota de colocar lente dentro do olho? Achando que colocar objeto estranho num órgão delicado tipo olho fica tudo bem impune? Este mundo tem magia de cura, mas isso também não é onipotente. Talvez cure ferimento no olho, mas não consegue curar proliferação bacteriana, viu? Se usar errado, também pode levar até cegueira. E você acha que isso tá no mesmo nível que óculos? Jogar fora óculos encantador, usando lente de contato, lutando com rosto puro, é mesma coisa que avançar contra o inimigo completamente nu sem armadura! Se a visão for ruim, use óculos! Mesmo sem visão ruim, use óculos! É companheiro capaz de acompanhar a vida inteira! Lente de contato é heresia! Óculos é existência suprema, item derradeiro contendo possibilidade infinita ♾!

— Uwa, que incrível…

Diante do deus dos óculos com olhos injetados de sangue, só consigo responder isso mesmo. Sinceramente, poupa isso de mim, viu…

"Fuu", o deus dos óculos solta suspiro.

— Desculpa. Me empolguei um pouco demais.

— "Um pouco"…?

— Lembrei de quando discuti com o deus da lente de contato mil anos atrás. Sem perceber…

Existe isso!? Deus da lente de contato! Mil anos atrás, lente de contato nem existia, né?

— Isso é história da Terra, né? Em mundo onde outra civilização floresceu, também existe mundo com lente de contato normalmente, viu? Bom, isso é depois que o óculos já foi feito primeiro em todo lugar! …Só que, se a civilização florescer demais, cirurgia de correção de visão fica fácil, e óculos e lente de contato acabam caindo em desuso…

Dizendo isso, o deus dos óculos fica desanimado.

Se a civilização florescer demais, parece que todo mundo deixa de ter visão ruim, e óculos vira só item de moda mesmo. E ainda, isso também, depois de passar por modismo e declínio, dizem que ninguém mais usa.

Bom, até na Terra, quase ninguém usa monóculo hoje em dia, afinal. Coisa que faz moda, coisa que cai em desuso, existe em todo mundo mesmo, hein.

— Também tem mundo onde, racialmente, nem óculos nem lente de contato são necessários. Nível de civilização parecido com este mundo é o mais fácil de espalhar óculos mesmo. Opa, voltando ao assunto, é por isso que quero pedir cooperação pra espalhar óculos, será que consegue?

— Nn…

Sinceramente falando… tanto faz! Óculos virando moda ou caindo em desuso, não tem relação comigo. Não, cair em desuso seria ruim, né. Tem gente com visão ruim passando dificuldade também. Principalmente povo comum.

Se óculos conseguir ficar disponível até pro povo comum por preço acessível, deve ajudar bastante gente. Pensando assim, não acho ruim mesmo.

Só que, se for isso, primeiro precisa espalhar mais a técnica de polimento de lente.

Isso, se compartilhar tecnologia com os países aliados, acho que dá pra espalhar sem problema. Tenho especialista bem diante dos olhos, afinal.

No fim, espalhando óculos barato até pro povo comum, primeiro, precisa espalhar pra nobreza e alta sociedade… é?

Se for óculos falso, nem precisa da técnica de polimento de lente, então acho que dá pra fazer virar moda até pra gente sem visão ruim mesmo, mas…

— Mesmo assim, hein… mesmo eu usando óculos, acho que não vira moda mesmo não…

— Mu? Achei que esse tipo de coisa, se pessoa famosa virasse torre publicitária, se espalharia.

— Pessoa famosa… bom, talvez seja famoso em parte, mas… se for fazer virar moda, sinto que modelo mulher seria melhor.

Sendo com meu rosto comum, mesmo usando, não deve ter impacto grande nenhum. Talvez até aumente a impressão simples que já tenho.

Se for isso, não seria melhor pedir pra mulher bonita usar, espalhando o encanto do óculos?

— Fumu. Se for isso, será que dá pra pedir cooperação das tuas esposas?

— Eh?

— Vi no casamento, mas, todas, sem exceção, eram mulheres belas. Se elas usarem meu óculos, deve conseguir extrair ainda mais esse encanto. Como torre publicitária, seria perfeito. O que acha?

— Fazer a Yumina e o pessoal virar torre publicitária de óculos? Uuun…

Não, bom, sim, se minhas esposas usassem óculos, acho que combinaria bem mesmo, viu? Já vi a Rinze de óculos. Quando usou o óculos de tradução de língua mágica antiga. Combinava muito bem. …Fumu.

— Por ora, vou só perguntar. Se todo mundo disser que não quer, por favor, desista, tá?

— Uhum. Agradeço a ajuda.

Bom, eu também quero ver a figura de todo mundo usando óculos, afinal. Mesmo que não sirva como torre publicitária, talvez aceitem como moda. Por ora, só vou perguntar mesmo.

— Então, o que você quer que a gente faça?

— Olha, vai ter festa de casamento do Reino de Fogo Daubān e do País de Gelo Zādonia no Reino Sagrado de Arento em breve, né? Naquele local, parece que quer que a gente use óculos, divulgando.

Diante da Eruze inclinando a cabeça, "o que quer dizer", explico isso.

O jovem Sua Majestade o Rei Akīmu, do Reino de Fogo Daubān, e o jovem Sua Majestade o Rei Furosuto, do País de Gelo Zādonia, cada um casou com uma das princesas irmãs, Princesa Ariati e Princesa Retishia, do Reino Sagrado de Arento.

O casamento aconteceu em cada país respectivamente, mas, dessa vez, vai ter festa de apresentação no Reino Sagrado de Arento, país da rainha de cada um.

Naturalmente, também fomos convidados… ou melhor, sem mim, os representantes de cada país não conseguem se reunir num só lugar. Fora eu, só o Príncipe de calça abóbora do Reino de Panashesu consegue usar magia de teletransporte, afinal.

Bom, nessa festa, é plano de pedir pras minhas esposas usarem óculos, promovendo pra gente de outros países.

— Óculos, é? Eu, especificamente, não tenho problema nenhum na visão, sabe…

A Yae inclina a cabeça, "por que", tipo isso. Uuun, óculos, em Ishen e afins, quase não via, então, inevitavelmente, deve ser visto só como ferramenta de correção de visão mesmo, hein…

— Óculos não é algo que só quem tem visão ruim usa, não. É objeto que extrai o encanto de vocês. Fumu, pra você, acho que combinaria formato oval.

Diante da dúvida da Yae, intervindo na hora, o Gurashī-san, digamos, deus dos óculos, tira da bolsa que segura óculos em formato oval.

Formato ortodoxo bem visto na Terra, hein. Parece que a armação é de metal fino.

A Yae, entregada com o óculos, hesitante, tenta usar isso.

— C, como fica, afinal…?

Uu…!

A Yae, com óculos falso sem grau, dispara essa pergunta timidamente. Isso é…!

Feito calculando o momento que eu prendi a respiração, o deus dos óculos fala, "fufun".

— Bastante impacto, né?

— Ku…! Não tem jeito além de reconhecer…!

Sempre ativa, a Yae, no instante que colocou óculos, ganhou atmosfera intelectual. Até parece garota literária levemente. Parece mesmo. Isso é aquilo que chamam de "encanto do contraste"…!

Isso foi levemente subestimado. Nunca imaginei que o clima mudasse tanto assim…

— D, danna-sama? Como esperado, fica estranho?

— N, não!? Combina muito bem! Fofa! Muda a atmosfera de sempre, isso também é bom!

— É, é mesmo…? Fufu

Yae de óculos envergonhada, isso também é bom!

Isso é razoavelmente perigoso, hein… coração acelerado com a Yae diferente de sempre…

— T, tanto assim muda? Eu também vou tentar usar…

— Fumu. Pra senhorita ativa, que tal formato Wellington? Acho que a atmosfera muda completamente.

Recebendo o óculos recomendado pelo deus dos óculos, a Eruze coloca rápido, "suchatto".

— C, como fica?

Levemente arredondado, óculos de armação preta em formato quadrado, a Eruze, usando isso, direciona o olhar espiando em minha direção.

Oo…! Como direi, parece tipo presidente de turma. A ativa Eruze de sempre fica em silêncio, nascendo presidente de turma séria. Sensação de garota séria e chata, mas gentil, tipo isso.

— Encanto de presidente de turma!

— P, presidente de turma…? Ehm, quer dizer que combina?

— Claro que sim! Diferente de sempre, mas mostra bem outro encanto da Eruze!

— É, é mesmo…? B, bom, não fico incomodada com isso, não.

Perigoso, hein. Minhas esposas, mesmo usando óculos, ficam fofas. Não, usando óculos, sinto que outro encanto foi extraído. Isso é a Mágica dos Óculos…!

O deus dos óculos bate, "pon", nos meus ombros por trás, mostrando sorriso confiante com dedo pra cima. Ah, como direi, isso me irritou. Devo quebrar o óculos dele?

— Interessante, hein. Eu também quero tentar!

— A Sutefu também! Quero igual da māsama!

Talvez atraída pela Sū, até a Sutefu parece ter se interessado por óculos. Óculos combinando entre mãe e filha também deve ser interessante. Eu também devo tentar o mesmo, hein…

— Eu também vou usar junto com a mãe!

— Eh? Eu também?

Continuando à dupla mãe-filha, Sū e Sutefu, a Rinne insiste forçadamente com a Rinze pra usar óculos.

Se for isso, virou "e as outras esposas também", virando também "e com as filhas combinando", e o deus dos óculos, feito conseguindo o que queria, começa a tirar óculos um atrás do outro, entregando.

Num piscar de olhos, virou quarto com densidade populacional alta de óculos, com quase todo mundo usando óculos.

Uuun, todo mundo usando óculos, será que, ao contrário, vira normal demais? Isso, hein…

Sinto que a individualidade marcante do óculos tá sendo apagada pelo próprio óculos…

— Você não entende nada, hein. Isso é mesma coisa mesmo que todo mundo estar com olho nu. Mais que isso, justamente por todo mundo usar óculos individualmente assim, cada um extrai o próprio encanto, nascendo individualidade diferente de antes. Poderia até dizer que só usando óculos que finalmente ficou natural. Isso é justamente a forma original que humano deveria ter. Ou seja, óculos é parte do corpo mesmo!

Falou algo meio incompreensível, hein…

Levemente convencido pela teoria do óculos, mas, como imaginei, exagero demais também não é bom, né. Óculos, afinal.

Isso à parte, figura das esposas e crianças de óculos é bem raro, então vou tirar foto.

— …Esse óculos, tem algum tipo de encantamento aplicado? Não é óculos comum, né?

A Rīn, segurando óculos chamado formato Boston, trapézio invertido arredondado, fala isso.

Tem encantamento aplicado? Será que confirmou pelo olho da raça fada?

— Oo, perceber isso, digno mesmo. De fato, tem alguns óculos com encantamento aplicado. O que a senhora fada tá segurando é [Visão Ampliada].

— [Visão Ampliada]?

— Deslizando o dedo na têmpora do óculos… a haste, o que você tá vendo aumenta grande. É encantamento assim.

Quando a Rīn desliza o dedo na lateral do óculos, na parte da haste, mostra expressão surpresa.

— Hee, isso é conveniente. Ou seja, quer dizer que também dá pra usar tipo telescópio, né?

A Rīn observa pra fora da janela, deslizando o dedo. Parece que, com aquela operação, tá ampliando e reduzindo.

— Okā-sama, pra mim também! Deixa eu ver também!

Se for isso, a filha amante de item mágico não fica quieta. A Kūn insiste pulando pelo óculos da Rīn.

Diante da Rīn entregando com sorriso contraído o óculos que usava pra Kūn, ela, animada, também desliza igual a lateral do óculos, observando pra fora da janela.

— Não vai me dizer que ficou distribuindo por aí óculos com encantamento aplicado, né?

— Como esperado, isso não faço, não. Eu quero espalhar óculos, não quero espalhar item mágico.

Diante da resposta do deus dos óculos, solto suspiro de alívio, "hotto". Se distribuir esse tipo de coisa sem tratamento, existe possibilidade de ser usado pra crime também, afinal.

— Também tem mais alguns óculos com encantamento aplicado. Vejamos, esse aqui é [Discernimento], esse aqui é [Detecção de Calor], e esse aqui é [Raio].

Dizendo isso, o deus dos óculos vai alinhando três óculos em cima da mesa.

Espera aí. [Discernimento] e [Detecção de Calor], até certo ponto entendo, mas [Raio], o que é isso, afinal!?

— Conforme o nome, é óculos que dispara [Raio] da lente. Se for orc, dá pra evaporar num instante. O defeito é que fica ofuscante demais, prejudicando o próprio olho…

— Guarda isso, coisa perigosa, por favor.

Óculos-raio, francamente! Talvez seja incrível, mas não consigo tirar a impressão de arma tipo piada.

Os outros dois são sérios mesmo, né…?

Usando o de [Detecção de Calor], tocando na parte da haste, vejo, feito termografia, a fonte de calor brilhando vermelho.

Sensação de virar algum tipo de predador. Provisoriamente, dá pra alternar entre estado normal também, é. Confirmo a imagem alternável toda vez que toco a armação.

Mas, isso, em que momento seria útil usar, hein?

Buscando presa na escuridão da noite, por exemplo? Ah, talvez seja óculos útil pra cavaleiro do departamento de inteligência. Isso vou pegar.

Esse aí de [Discernimento], o que seria, hein…?

Igualmente, uso isso, tocando a lateral da armação. Nn?

Aparece algo tipo marca de mira, círculo com cruz, movendo suavemente conforme minha linha de visão. Feito cursor de PC mesmo.

"Pi!", ajustando com a pintura pendurada na parede do quarto, aparece explicação tipo balão de mangá.

『Pintura: pintura a óleo』

…Não, isso, dá pra saber só olhando mesmo, oras.

Desviando o olhar, direciono em direção à porta do quarto.

『Porta: madeira』

Não, por isso mesmo! Isso também dá pra saber só olhando, oras! O que é isso, afinal? Esse [Discernimento] só consegue discernir o que já se vê visualmente!?

— Isso, é explicado em detalhe conforme o conhecimento da pessoa que usa. Por isso, o que a própria pessoa não sabe, não sabe.

— Eh, isso não seria sem sentido nenhum, o [Discernimento]…?

Afinal, se sai conforme o conhecimento que já se tem, sem [Discernimento], já saberia mesmo, né?

Porque só tinha conhecimento de "é pintura" "é pintura a óleo" olhando aquela pintura, foi isso que saiu, mas, se tivesse conhecimento tipo "autor é fulano" "foi pintado em tal ano",

『Pintura: pintura a óleo pintada por fulano em tal ano』

Deveria sair isso, mas, se já sabe, nem precisaria usar [Discernimento] mesmo.

Tem sentido isso, esse encantamento… não, se conseguir puxar até de memória esquecida, talvez ainda sirva pra algo…?

Por exemplo, situação tipo "já encontrei antes, mas, quem é mesmo essa pessoa…?", usando [Discernimento] nesse momento, sairia na hora, é.

Nobre e realeza, tem bastante situação assim, tipo "quem é esse aí mesmo?", afinal.

Testando, mirando na Yumina de óculos ao lado.

『Yumina Buryunhirude / Mochizuki Yumina: mulher. Subordinada divina. Uma das esposas de Mochizuki Tōya, duque de Brunhild. Sobrenome de solteira Yumina Erunea Berufasuto. Atributo vento, terra, trevas. Possui [Olho Mágico da Perspicácia], [Olho Mágico da Visão de Futuro]. Nascida como filha primogênita, primeira princesa, de Sua Majestade o Rei Torisutowin Erunesu Berufasuto, do Reino de Berufasuto, e da rainha Yueru Erunea Berufasuto. Como irmão mais novo, tem o primeiro príncipe, Yamato Erunesu Berufasuto…』

Longo, longo demais, francamente. Sai continuamente informação que já sei sobre a Yumina. Como imaginei, só mostra o que já sei mesmo. Útil ou não, não sei bem…

— Não pareceu agradar muito, hein? Se for isso, esse aí, que tal?

Recebo do deus dos óculos óculos de armação amarela sem aro. De novo, não seria encantamento estranho, né…?

Suspeitando, mas, por ora, uso. …Parece óculos comum mesmo.

Isso também deveria ter algo tipo botão na armação, né? Deslizando o dedo na lateral da armação, olho ao redor. Especialmente… nn!?

Direcionando o olhar pra roupa da Rū, vejo levemente transparente… o quê!?

Não pode ser, achando isso, deslizo mais o dedo na armação, e, completamente, a roupa da Rū desaparece, vendo a Rū de roupa íntima.

— Isso é óculos com encantamento de [Transparência] aplicado. Local com visão bloqueada também, vantajoso pra────

— Fun!

— Uwaaaaaa!?

"Baki!", quebro ao meio o óculos que usava.

— Q, quê, quê, o que você tá fazendo, afinal! Destruir óculos é blasfêmia que nem deus temeria!

O deus dos óculos, com olhos marejados, retruca, mas não entende nada, viu. Eu salvei você, sabia?

— Tōya-san? Aconteceu algo?

— Ouvi algo tipo "encantamento de [Transparência]"…?

Gikuu!?

Atrás de nós, tavam de pé a Yumina e a Rinze, com expressão tipo máscara fria de sem-expressão.

"Gogogogogo…", som simbólico tipo prestes a soar vinda das costas delas, e força imponente e olhar sem brilho nos olhos das duas, mesmo o deus dos óculos deixa escapar respiração, "hyu…!", começando a suar frio, "daradara".

— N, não!? É óculos com encantamento de [Espírito de Luta]! Achando que não aguentou meu poder e quebrou! Achando que ia servir pra Eruze e o pessoal, mas, que pena mesmo, hein! Isso já não tem mais mesmo, né?

— U, uhum. Óculos com encantamento é basicamente peça única mesmo. Já não tem mais mesmo… é.

— …Entendi.

— …É mesmo.

A pressão da Yumina e da Rinze desaparece de repente, "fu". Parece que, por ora, aceitaram isso.

Quando as duas se afastam em direção às crianças, soltamos, "haa", suspiro guardado.

— Foi por pouco… se a existência desse óculos tivesse sido descoberta, sem dúvida, sem escapatória, seria linchado pelas esposas…

— Que esposas assustadoras, hein… b, bom, mas, ainda bem, hein.

— Não fala como se fosse assunto de outra pessoa. Quem seria linchado é você, viu?

— O eu!?

Nem fui eu quem fez isso, então faz sentido mesmo, né. Se soubesse disso, e recebesse feliz, eu também estaria em perigo, mas…

Se descoberto, com certeza, a irmã Karen e o pessoal também entrariam na briga. Não deveria ter escapatória nenhuma pro deus dos óculos.

Mais que isso, se for isso, com certeza, na festa, não usariam mais óculos mesmo. Deveria agradecer, francamente.

— Daqui pra frente, óculos desse tipo, não mostre mais, viu.

— E, entendido…

O deus dos óculos, com suor de gordura na testa, assente repetidamente, com o rosto completamente pálido. Nem sendo deus, não pode virar inimigo de mulher, viu. Essa é a verdade deste mundo.


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