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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 636

Epílogo, e a Próxima Geração Também com o Smartphone

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Capítulo 636 – Epílogo, e a Próxima Geração Também com o Smartphone

— É só encontrar e cumprimentar. Não precisa ficar tão tenso assim.

— S, sim. Ojī-sama.

Meu avô fala isso, mas acho impossível não ficar tenso.

O fundador do nosso Ducado de Brunhild, e Sua Excelência o primeiro Duque, o senhor Mochizuki Tōya. Nunca imaginei que ia realmente encontrar essa pessoa, contada em inúmeras lendas.

Meu nome é Kōya Brunhild. Nome dentro do país é Mochizuki Kōya. Há poucos dias, completei quinze anos, terminando de fazer a cerimônia de maioridade.

Naquela noite, chamado pelo meu pai e meu avô, foi revelado o segredo transmitido pela Casa Ducal de Brunhild.

Segundo isso, o primeiro Duque ainda está vivo hoje. Parece que, numa ilha flutuando no céu, continua observando esse mundo até hoje.

Já se passaram mais de trezentos anos desde a fundação do Ducado de Brunhild. Meu pai já é o décimo quarto Duque.

Quando perguntei se o primeiro Duque era de raça longeva, parece que não é bem isso, e sim que foi recebido pelos deuses. Já não entendo mais nada.

Nos registros, consta que ele faleceu, mas parece que, quem herda o Ducado, precisa se encontrar com ele uma vez, dessa forma. Dizem que testam algo tipo qualificação da pessoa. Ouvindo esse tipo de história, é impossível não ficar tenso.

— Antes de mais nada, se nós julgássemos que você não tem essa qualificação, nem contaríamos a história do primeiro Duque. Contamos porque julgamos que você tá tudo bem. Provavelmente, o primeiro Duque também já sabe disso.

E, quer dizer que ele já vê tudo antecipadamente…? A ansiedade só aumentou ainda mais, viu…

No fim, sem conseguir aliviar a tensão, seguindo meu avô, saímos pro pátio interno do castelo. O primeiro Duque vem pra um lugar desses?

Meu avô tira do bolso interno o smartphone, parecendo digitar alguma mensagem.

No instante seguinte, percebo uma camareira de pé diante dos olhos. Quando foi que…!?

— Há quanto tempo. Furanshiesuka-dono.

— Há quanto tempo mesmo. Esse é o dele?

— Sim. É meu neto, Kōya.

Meu avô abaixa a cabeça pra uma simples camareira. Não, é impossível a pessoa a quem meu avô abaixa a cabeça ser simples camareira. Eu também, apressado, abaixo a cabeça.

— Essa é a Furanshiesuka-dono. Uma dos dez apóstolos que servem o primeiro Duque.

— Me chamo Furanshiesuka. O Mestre já tá esperando lá em cima, então já vou teletransportar. Os dois, por favor, deem a mão.

Sem entender nada, igual meu avô, coloco a própria mão na mão estendida da Furanshiesuka-san.

Nesse instante, num piscar de olhos, saltamos do pátio interno do castelo pra um jardim onde flores de várias cores desabrocham em profusão.

No céu, dá pra ver um dossel transparente em formato de cúpula. Aqui é a tal ilha flutuando no céu onde o primeiro Duque está?

— Então, por favor, venham por aqui.

Seguindo a Furanshiesuka-san, que começa a andar, caminhamos pelo jardim. Além da parede transparente tipo vidro, se estende um mar de nuvens, e entendo que, de fato, aqui é acima do céu mesmo.

Nunca ouvi nem boato de uma ilha assim. Será que tem alguma função de esconder a existência disso, tornando invisível de fora?

Eventualmente, passando pelo portão onde a rosa desabrocha em glória, saindo pra um lugar aberto, num local levemente elevado no centro, dentro de um gazebo branco, vejo um homem sentado.

— Olá. Bem-vindo ao "Jardim" de Babylon. Eu sou Mochizuki Tōya. Primeiro Duque, e seu ancestral.

Essa pessoa é o primeiro Duque? Parece só um pouco mais velho que eu, e parece jovem comum sem característica especial… comparado com o retrato dentro do castelo, sinto que a imagem tá bem diferente. Aquele lá era mais tipo… digno.

— Você também era assim, mas por que toda criança que vem aqui pela primeira vez faz essa cara, hein.

Vendo minha expressão sutil, com sorriso amargo, o primeiro Duque fala isso pro meu avô. Meu avô também abre a boca com sorriso amargo igual.

— Desculpa. Provavelmente, deve ser por causa do retrato do castelo.

— Como imaginei mesmo. Vê só, por isso falei pra não exagerar tanto assim… esse tipo de coisa, é melhor deixar na aparência normal mesmo.

— Fica registrado pra sempre, sabe? Como esperado, quero deixar algo bem-feito mesmo. Só os Duques de cada geração sabem a verdade, então não deveria ter problema.

Sem perceber, ao lado do primeiro Duque, tava de pé uma mulher bonita. Cabelo loiro longo balançando ao vento. Os olhos virados pra cá tinham cor diferente entre esquerdo e direito. Olho direito azul, olho esquerdo verde.

Curioso, tento perguntar baixinho pro meu avô.

— Aquela pessoa é…?

— É a ancestral da nossa Casa Real de Brunhild, a Consorte Ducal Yumina-sama.

Consorte Ducal Yumina…!? Uma das nove consortes que apoiaram o primeiro Duque, e nossa ancestral real…!?

— M, muito prazer, primeiro Duque, Consorte Ducal Yumina-sama. Me chamo Mochizuki Kōya.

— Muito prazer. Me chamo Mochizuki Yumina. Sou sua bisavó distante, distante.

Bisavó… n, não, de fato, deve ser isso mesmo, mas o estranhamento é absurdo demais. Afinal, é mais jovem que minha própria mãe…

De repente, olhando atrás da Consorte Ducal, num lugar tipo terraço, vejo oito mulheres sentadas em mesa redonda, bebendo chá. Será que aquelas pessoas são o resto das nove consortes?

— O próximo rei tem cabelo preto, hein.

— É, a mãe dele veio de Īshen.

— Fufu, é idêntico ao Tōya-san de quando era jovem.

Idêntico ao primeiro Duque? Eu? Será mesmo…? Depois de alguns anos, será que também vou virar igual o primeiro Duque diante dos olhos?

— E, então, o que acha?

Diante da fala do primeiro Duque, o olhar da Consorte Ducal se vira pra cá. Diferente de agora há pouco, com olhar sério, sendo olhado fixamente, "jii", sinto sentimento indescritível de constrangimento… sinto que tudo tá sendo visto através… e, faz tempo demais que tá olhando, o que será isso, afinal…

— Fufu, sem problema. Como esperado, descendente meu e do Tōya-san mesmo.

Voltando ao sorriso, a Consorte Ducal me deixa aliviado sem entender bem por quê.

— Que bom. Com isso, você foi reconhecido como próximo Duque. Eu também passei pela mesma coisa, então entendo esse sentimento.

Meu avô também passou pela mesma coisa, é… será que isso é ritual pra virar Duque?

— Você ficou muito mais tenso que ele. Parece que ganhou bastante calma desde então.

— Isso é… bom, já se passaram quarenta anos, então um pouco, né…

Raro. Meu avô fica atrapalhado. Parece que meu avô também não consegue erguer a cabeça diante da Consorte Ducal.

— Certo, já que o "Ritual do Discernimento" também terminou, vamos dar presente pro novo príncipe herdeiro do Ducado.

Quando o primeiro Duque fala isso, a Furanshiesuka-san vem andando até mim segurando uma caixinha branca.

Recebo a caixinha estendida. Mais pesado do que imaginei. O que é isso, afinal?

— Abre, vai.

Fazendo como mandado, abrindo a caixinha, dentro tinha um smartphone preto brilhante e novinho.

— Isso é…!

Diferente do smartphone que tenho, ou melhor, diferente de qualquer modelo existente hoje. Modelo mais recente? Ou melhor, isso é…!

Diante de mim, que sem querer direciono o olhar, meu avô acena solenemente.

— Isso mesmo. Todo smartphone fabricado em Brunhild é feito nessa ilha onde o primeiro Duque está. Esse fato, mesmo no Ducado, só um número limitado de pessoas sabe. Você também nunca pode falar isso, entendeu?

Como imaginei. Onde o smartphone vendido saindo de Brunhild é fabricado, ninguém sabia. Nem eu, sendo príncipe.

Segredo mais absoluto de Brunhild. Por muito tempo, outros países tentaram desvendar esse segredo de todas as formas, enviando espião, mas, isso, não tem como descobrir mesmo…

— Esse smartphone é presente de comemoração de maioridade. Tá equipado com função sem precedente, tendo desempenho muito superior ao smartphone existente.

— Desempenho superior…? Tipo função de câmera melhorada?

— Não não não, mesmo melhorando desempenho de câmera, não muda tanto assim, né. Esse smartphone, viu, tem atributo aplicado. Tendo isso, mesmo pessoa sem aptidão fica capaz de usar magia.

— E!? Até magia fora da própria aptidão!?

Desde a antiguidade, magia é impossível de usar sem aptidão. Função absurda que derruba esse senso comum.

— Vamos lançar seis cores aplicando os seis atributos fogo, água, vento, terra, luz, trevas: crimson red, ocean blue, mint green, coffee brown, platinum white, night black. Provisoriamente, cada um interfere entre si, então, mesmo tendo dois aparelhos, não vira capaz de múltiplos atributos, viu.

Segundo a explicação do primeiro Duque, isso é só coisa que auxilia a aptidão, então não é função que faz usar magia imediatamente só por ter. Como esperado, parece que precisa de estudo e treino mesmo. Mesmo assim, com certeza, vira item de salvação pra muita gente que tinha desistido de magia.

A, então, por isso me deram esse smartphone night black?

Eu tenho aptidão pra todos os atributos exceto trevas. Por isso, na verdade, tinha admiração secreta pela magia de invocação de atributo trevas.

Com esse smartphone, talvez consiga invocar a fera invocada admirada. Só de pensar isso, já fico animado.

— Presente mais que perfeito. Vou cuidar com carinho.

— Uhum. Usando esse smartphone, conto contigo também pra próxima geração.

Na mão do primeiro Duque, que falou isso, tava segurado um smartphone preto parecido.

『Em breve, Brunhild, Brunhild~. A saída fica do lado direito. Passageiros com destino ao Reino de Belfast, por favor…』

Ouvindo o anúncio do trem mágico, começo a tirar a bagagem colocada na prateleira acima da cabeça. Parece que chegamos.

Da minha terra natal, Reino de Erufurau, atravessando o Império Regulus, finalmente cheguei no destino. Mesmo usando trem mágico, foi um dia e meio. Meu corpo já tá todo travado, "bokiboki".

Diferente do assento reservado espaçoso onde nobre e comerciante rico andam, esse lado é assento comum tipo apertado feito sardinha em lata. Assento estreito, sinceramente falando, é insuportável. O senhor do lado ainda cheira a cigarro, é o pior mesmo.

Meu nome é Nero Shiruesuka. Menina de doze anos completamente comum, natural de Arente, cidadezinha na parte leste do Reino de Erufurau, país de neve do norte. Bom, sou "um pouquinho" menor que a média das pessoas, no entanto.

Deixando pra trás minha terra natal distante, vim até aqui, o Ducado de Brunhild, de longe, pra entrar na "Academia Feminina Mecânica de Babylon".

A Academia Feminina Mecânica de Babylon é escola técnica pública de cinco anos, que recruta alunos do mundo inteiro pra entrar.

Mas, sendo porta estreita de só cinco vagas por país, só uma quantidade realmente pequena consegue entrar.

Dessas cinco pessoas, tive a sorte de conseguir entrar. Ainda não acredito, mas o certificado de admissão e a carteira de estudante que tenho na mão me dizem que isso não é sonho.

Carregando nas costas, "yokkorasho", a bagagem grande baixada da prateleira, saio do trem mágico parado, descendo na plataforma da estação.

— Então esse aqui é Brunhild, hein…

Por um momento, fico com o olhar preso na estação, maior e mais brilhante que a estação mágica de Erufurau. Como esperado da cidade mágica número um do mundo. Item mágico tá sendo usado em todo canto.

— Eeto, a catraca é… por ali, é.

Ando, "tokotoko", carregando a bagagem grande, passando pela catraca com o smartphone.

Saindo da estação, além da avenida grande, vejo o parque central. E, mais além disso, no fim do caminho onde se estende a alameda de cerejeiras, vejo um castelo branco. Aquele é o Castelo de Brunhild.

De repente, uma canção tipo transparente chega de algum lugar, e passeio o olhar em volta, "kyorokyoro".

Olhando bem, na parte de cima da parede da estação de onde saí agora há pouco, tava instalada uma imagem espiritual de tamanho grande.

Imagem espiritual, que projeta lugar distante ou vídeo gravado, já não é coisa tão rara assim hoje.

Antigamente, parece que era administrada e instalada pelo próprio país, mas, hoje, qualquer um com um pouco de dinheiro já tem uma. Mesmo assim, ter isso assim no meio da cidade é raro, no entanto.

Na imagem espiritual, tava projetada uma menina de cabelo cor-de-rosa, cantando e dançando com roupa cheia de babados.

Se não me engano, ídolo popular do momento, né. A onē-chan do lado ficava absorta falando sobre isso, mas não lembro.

…Hmm, é canção razoavelmente boa mesmo, hein.

Enquanto fico escutando por um tempo, "hatto", volto a mim mesma.

— Não pode, não pode. Mais que isso, a academia é…

Desviando o olhar da imagem espiritual, tiro do bolso interno o smartphone, exibindo o mapa até a academia.

Esse smartphone que hoje o mundo inteiro usa também foi feito aqui, em Brunhild.

Item mágico multiuso nascido de tecnologia antiga ressuscitada por Sua Excelência o primeiro Duque, há mais de trezentos anos. Dizem que, com o desenvolvimento desse item mágico, o avanço da humanidade progrediu vários milênios.

Aquela imagem espiritual de agora há pouco também foi feita usando a tecnologia desse smartphone.

Hoje, smartphone já virou item indispensável pra cidadão e aventureiro. Coisa tão conveniente assim, impossível de largar mão mesmo, né.

Isso é uma das duas grandes tecnologias que Sua Excelência o primeiro Duque trouxe pro mundo. E a outra é…

— Aquilo é…!

Mesmo daqui, dá pra ver dois gigantes enfrentando um ao outro do lado oeste do castelo. Grande. Tamanho que ultrapassa tranquilamente casa comum.

Aquela figura tipo cavaleiro vestindo armadura completa. Isso é justamente a outra tecnologia trazida por Sua Excelência o primeiro Duque. A arma humanoide gigante de uso geral, "Frame Gear".

Mais de cinco mil anos atrás, o mundo caiu em crise sem precedentes por causa de um invasor de outro mundo. Pra combater esse invasor, o "Frame Gear" foi criado por um gênio engenheiro mágico.

Mas o Frame Gear nunca chegou a ir pra linha de frente. Porque o invasor desapareceu de repente do mundo, e, sem entender bem o motivo, a paz voltou.

Assim, o Frame Gear, que nunca cumpriu seu papel, uma vez desaparece dessa história.

Mas, trezentos anos atrás, o invasor de outro mundo apareceu de novo. Diante disso, Sua Excelência o primeiro Duque de Brunhild ressuscitou o legado antigo, o Frame Gear, cooperando com os países do mundo, protegendo esse mundo do invasor, dizem.

Depois disso, num mundo novamente em paz, a tecnologia do Frame Gear foi trazida amplamente. Seu uso vai desde resgate de desastre tipo deslizamento de terra, até subjugação de fera mágica grande chamada de besta gigante, e ainda o "Grande Torneio Mecânico" que aposta o prestígio entre nações.

O Grande Torneio Mecânico é uma grande guerra simulada onde vários Frame Gears de cada país lutam em cooperação.

Realizado uma vez por ano, o país vencedor consegue a liderança da Aliança Mundial por um ano.

Pra participar desse Grande Torneio Mecânico como jogador, precisa se formar na escola mecânica daqui de Brunhild, obtendo a qualificação de "Mecânico".

Naturalmente, eu também mirando nisso. Foi por isso que vim até aqui.

— Certo! Vamos!

Contendo o sentimento apressado, começo a andar em direção à academia mecânica.

■Fim do Epílogo■ (Ending Song: Isekai Jewelry)

■Com isso, «Isekai wa Smartphone to Tomo ni.» está concluído. Escrevendo aos poucos por mais de dez anos, cheguei até aqui. Sentimento indescritível. Nunca imaginei que uma obra começada como passatempo, digitando, "pochipochi", num smartphone recém-comprado, depois de perder várias coisas no desastre, sem ter o que fazer, um dia viraria livro publicado, viraria mangá, viraria anime, e seria lida até por gente do exterior.

Tenho várias coisas que gostaria de contar, mas vou guardar isso pro posfácio do volume final.

A história do Tōya-kun e do pessoal encerra por ora, mas, tendo a Yumina e o pessoal virado deusas, um novo conto começa, tendo como palco o mundo que elas criaram. A protagonista é uma menina pequena de cabelo cor-de-rosa que vive num bairro pobre. Mas, na verdade…

Nova obra: «Sakura-iro Strange Girl — Reencarnei achando que era órfã de bairro pobre, mas era filha de duque e vilã. Sobrevivo com invocação de loja.»

Vou continuar me esforçando daqui pra frente também, então, por favor, continuem na torcida.

Então, a seguir, o prólogo da nova obra, pela Rinze e pela Sakura.


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