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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 635

Uma Breve Despedida, e Em Outro Mundo com meu Smartphone

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Capítulo 635 – Uma Breve Despedida, e Em Outro Mundo com meu Smartphone

— Bom dia

— Bom dia

— Bom dia

Acordando de manhã, trocando de pijama, indo pra sala, todo mundo me deu bom dia, como sempre.

Talvez por ter acordado razoavelmente cedo, ainda não tá todo mundo reunido.

Sinto como manhã de sempre, mas, de alguma forma, sinto que a conversa também tá menor. Todo mundo sabe. Que hoje é despedida.

Depois disso também, aos poucos, esposa e criança foram acordando, cumprimentando, e a sala foi enchendo de gente, mas, mesmo assim, não teve a animação de sempre.

Ao contrário do nosso coração, lá fora tava um dia claro absurdamente ofuscante. O sol, um pouquinho, senti como rancoroso.

Como o tempo tava bom, a Yumina propôs comer o café da manhã de hoje na varanda, e todo mundo concordou com isso.

Usando [Levitação], juntamos as mesas que tinham na varanda, arrumando pra todo mundo conseguir comer junto.

— Café da manhã pronto, viu!

Eventualmente, a Rū e a Āshia voltam da cozinha, e as camareiras trazem o café da manhã de todo mundo carregado no carrinho.

Torrada com ovo com presunto, bacon crocante e salsicha, e ainda salada e café. Cardápio clássico de café da manhã, mas nunca enjoa.

Eu tomo café, mas os outros parecem ter bebida diferente cada um, tipo chá preto, ou suco.

— Vamos comer

『Vamos comer!』

Como esperado, a conversa fica menor que o normal, e todo mundo come em silêncio, sem parar.

De alguma forma, sinto que eu e todo mundo demoramos mais tempo pra comer que o normal. Como se quisesse economizar esse tempo…

Eventualmente, terminando a refeição, todo mundo volta uma vez pro próprio quarto. Pra colocar dentro do [Storage] do smartphone as coisas que vão levar de volta. As esposas também vão junto. Parece que querem ficar juntas até o final.

Terminando a refeição, eu, sozinho, na varanda, olhava pro céu erguendo o olhar. Tá claro num nível quase irônico, hein.

— Ei, Tōya

De repente, chega voz, e, quando me viro, ali tava a família do Ende.

— Vocês… até quando, entrem direito pela entrada, oras. Se a Arisu imitar… espera, tá tudo bem?

Eu, que reclamava com o Ende, perco a palavra de repente.

A Arisu, abraçada na Meru, chorava manhosa.

A Riiru, de mão dada com a Rise, mantinha o rosto tranquilo de sempre, mas olhava a Arisu com preocupação.

A Riiru também vai junto pro futuro. Senão, viraria ficar em casa desde o nascimento da Arisu, afinal.

— Até sair de casa tava normal, mas… a cada vez que era chamada por morador da cidade no caminho, foi ficando cabisbaixa, virando assim.

A Nei explica com rosto tipo aflita.

A Arisu costumava brincar bastante na cidade, afinal… deve ter sentido de verdade a despedida das crianças que ficou amiga e do pessoal da cidade.

Mesmo voltando pro futuro, essas pessoas devem continuar existindo, mas a criança com quem brincou vai ter envelhecido, virando adulto, o adulto virando meia-idade, o de meia-idade virando idoso. Já não vai conseguir mais encontrar as pessoas na aparência de agora.

— Arisu, tá tudo bem?

— Não tá bem nem um pouco…

Falando isso, a Arisu enterra o rosto na Meru, abraçada nela, começando a chorar manhosa de novo.

— Tōya-san…

— Nn?

Quando me viro, a Rinne, de mão dada pela Rinze com rosto aflito, chorava soluçando. Aqui também, hein…

Dali, a Eruna, a Sutefu, a Āshia, a Yoshino, a Furei, a Yakumo, a Kūn, o Kuon, voltam cada um junto com a própria mãe, mas, com grau variável, todo mundo tava com os olhos marejados.

A Sutefu chorava desesperadamente, e, puxada por isso, até a Sū tá com os olhos marejados. A Yakumo, a Furei, a Kūn não choram, mas fungavam segurando as lágrimas.

O Kuon também parece normal como sempre, mas a testa tá levemente franzida. Sendo menino, afinal. Deve estar se esforçando pra não chorar.

Nessa hora assim, não, será justamente por ser essa hora, meu coração, inesperadamente, tava calmo. Se até eu chorar aqui igual a Sū, não vai dar mais pra controlar a situação.

— Ei, gente. Ontem à noite, encontrei o eu do futuro.

— E!?

A Yumina solta voz surpresa, e as crianças que choravam também mostram expressão surpresa, recuperando um pouco de calma.

— Me disseram "obrigado por cuidar das crianças". Todo mundo tá esperando no futuro. Esperando vocês voltarem. Nós não estamos nos separando. Só vamos entrar em preparação pra receber vocês, que já têm bastante lembrança daqui. Pra conseguirmos encontrar de novo com sorriso no futuro também.

— Tō-samaa…!

A Sutefu voa com força total no meu peito. Não teve o impacto de foguete de sempre, mas senti sentimento muito pesado.

— Otōsaaan…!

— Papai…!

Em seguida, a Rinne e a Eruna avançam, e, dali, a Āshia, a Yoshino, a Furei, a Kūn, a Yakumo, uma atrás da outra, decidem o tackle. Uhum, fico feliz, mas dói um pouquinho, hein…

Por último, acaricio a cabeça do Kuon, que veio timidamente.

— Parece que, assim que voltar, já vai pra Terra logo, viu? Manda lembranças pro vovô e a vovó. Aa, parece que o destino é umas dez e poucos anos à frente da época que a gente foi, então parece que a Fuyuka já tá maior que a Yakumo.

— E!? A Fuyuka-chan!?

A Eruna arregala os olhos surpresa, mas, não, se pensar que um ano da Terra é igual um ano do outro mundo, na verdade, é essa diferença de idade mesmo, viu?

Precisamente falando, lá é doze meses e aqui é dezesseis meses, então o tempo daqui fica mais lento, no entanto.

Pensando de forma simples, quatro anos da Terra é três anos do outro mundo.

Bom, ajusto isso na hora de atravessar mundo, então acabo igualando como se fosse o mesmo um ano. Por isso, dizer que tempo não tem relação, de certa forma, também não tem relação mesmo, hein. Pensar tempo de mundo diferente na mesma escala já é, originalmente, sem sentido mesmo.

Só que, pensando com eu mesmo como ponto de referência, é assim mesmo, né?

A vovó Tokie deve ter essa sensação o tempo todo, hein… será que não fica tudo bagunçado?

Nesse sentido, mesmo passando centenas, milhares de anos no outro mundo, se for até a época onde meu pai e o pessoal estão, dá pra encontrar de novo, é. Isso talvez seja algo bom mesmo.

Bom, contanto que consiga permissão de Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo, no entanto.

A história da Fuyuka pareceu levemente chocante, e as lágrimas das crianças também pareceram recuar um pouco.

E, nessa hora, diante de mim, a vovó Tokie aparece.

— Ara ara, será que cheguei um pouco atrasada? Ou será que vim cedo demais?

Falando isso, a vovó Tokie ri, mas isso, será piada de deusa espaço-temporal que administra o tempo…?

Bom, também não combinamos hora e minuto específico, então não tem problema. Só ouvi que seria de manhã mesmo.

Já deve tá quase no limite do tempo, hein… abraço as crianças mais uma vez, uma por uma, acariciando a cabeça.

As esposas também, segurando as lágrimas, abraçam todo mundo, incluindo o próprio filho que veio correndo.

— Se esforça no treino, viu…!

— Precisa se esforçar, como cavaleira…!

— Não fica absorta demais… em mexer com máquina, tá?

— De madrugada, não pode tocar instrumento…

— A, precisa pensar bem no tempero, no gosto da outra pessoa, viu!

— Fugu… Eruna…

— Rinne… fica bem…!

— Kuon, precisa valorizar a Arisu, viu…!

— C, cuida da saúde, viu… uuu~

As esposas também já tão perto do limite, hein. Sem dúvida, se continuar assim, a barragem das lágrimas vai romper.

Do lado da Meru e o pessoal, parece que não tá tão intenso assim. Mais precisamente, exceto o Ende.

— Arisu…! Com certeza, vamos encontrar de novo…!

Falando isso, o Ende abraça a Arisu com força, "gyuugyuu", mas, vendo ele chorando tanto assim, minha própria lágrima recuou um pouco. Fico grato só um pouquinho por isso.

— A despedida já terminou?

— Sim. As crianças… por favor, cuide bem delas.

A Yakumo, a Furei, a Kūn, a Yoshino, a Āshia, a Eruna, a Rinne, o Kuon, a Sutefu, e ainda a Arisu e a Riiru, andam em direção à vovó Tokie.

Ao lado da Kūn, tá a Pāra, e ao lado da Sutefu, também tá o Gōrudo. Sendo que a mestre Sutefu vai pro futuro, é melhor levar ele junto também.

As crianças ainda choram soluçando. Por favor. Sorriam. Por último, mostrem pra gente um sorriso.

A vovó Tokie também mostrava sorriso tipo constrangido, mas, nessa hora, o Kuon dá um passo à frente.

— Chichiue, Hahaue, e as mães. Nós, vindo pra cá, aprendemos várias coisas. Isso, vamos levar pro futuro como lembrança que nunca vamos esquecer. Quando voltar pra lá, vou contar bastante coisa sobre o passado. Por isso, por favor, guardem sempre com vocês a lembrança de nós. Pra que chegue o dia de conseguir contar isso rindo algum dia. Fiquem na expectativa por essa hora.

……Nossa, meu filho realmente é filho bem-feito mesmo, viu.

Só que, pensa também na posição do pai segurando as lágrimas, oras. Desde agora há pouco, o fundo do meu nariz tá formigando, é sério mesmo…

— Então, todo mundo, fiquem bem. No futuro, até mais.

Mesmo assim, consigo tecer as palavras de algum jeito.

— Obrigado por tudo!

『Obrigado por tudo!』

Seguindo o Kuon, que abaixou a cabeça, as outras crianças também abaixam a cabeça. O rosto das crianças que ergueram a cabeça, mesmo chorando, mostrava sorriso com todo esforço. Isso mesmo. Era esse sorriso que eu queria ver.

— Então, até logo. Vamos nos encontrar de novo.

A vovó Tokie estala o dedo, "pachin", e, junto com a avó, as crianças também, "fu", desaparecem daquele lugar.

Como se, desde o início, ninguém estivesse ali…

Aa, realmente voltaram mesmo, hein, pensando isso, solidão e vazio circulam no meu peito.

— Uuu~… A Sutefu voltou mesmo…! Fugu, Tōyaaa~…!

Por trás, a Sū me abraça. Mas eu não conseguia me virar. Provavelmente, meu rosto deve estar horrível, com lágrima e ranho misturados…

De trás, também chega som de choro baixinho das outras esposas. Todo mundo sente o mesmo. Realmente, sinto falta mesmo.

Erguendo o olhar pro céu, quase pedindo pras lágrimas pararem, tava claro num nível quase irônico mesmo.

Quando senti aquele tremor no castelo, pensei "finalmente chegou".

É tremor dimensional. As crianças, indo pra floresta em missão de subjugação, devem ter sido envolvidas pelo tremor dimensional, saltando pro passado.

Conforme previsto. Não precisa se apressar nem temer nada.

Já tinha ouvido da vovó Tokie que o tremor dimensional ia acontecer nesse dia, nessa hora, afinal.

Por isso, assim, todo mundo tá reunido no pátio interno. Até o Ende, largando o trabalho da Guilda de Aventureiros, tá aqui. Fico pensando se tá tudo bem o mestre de guilda fazer isso, mas, sem dúvida, ia virar bumerangue, então não falo nada.

Já deve ter passado só alguns segundos desde que o tremor dimensional começou, mas, sensivelmente, sinto extremamente longo.

Tá tudo bem, mesmo? No passado, teve algum problema ou mudança que não sabemos… isso influenciando o futuro, acontecendo algo com as crianças…!

Quando esse tipo de pensamento ruim passa pela cabeça, diante dos olhos, a vovó Tokie e as crianças aparecem sem som, "fu".

— Ah, Okā-san!

— Mãe!

— Kā-sama!

As crianças correm em disparada, cada uma até a própria mãe. Pra nós, pensando desde que mandamos embora de manhã, ainda não se passou nem três horas. Mas, pras crianças, ficaram separadas por quase um ano.

Mesmo eu do passado tendo estado lá, eles não têm memória desde o nascimento das crianças até agora. Como esperado, devem sentir alguma diferença.

Sinto pena do eu do passado, mas, mesmo assim, os pais dessas crianças somos nós mesmo.

E, também tá a Riiru e o Gōrudo, que não estavam de manhã. A Riiru olha ao redor com rosto meio confuso, "kyorokyoro", e o Gōrudo, com ar tranquilo, observava a Sutefu e a Sū se abraçando.

A Arisu puxa a mão da Riiru, levando ela até a família. A Meru acaricia a cabeça da Riiru, falando "bem-vinda de volta". É reencontro depois de doze anos. O Ende, como sempre, era olhado com desconfiança, "jiro", no entanto.

Não só a Riiru. Pra nós também, é reencontro depois de doze anos.

Reencontrado no passado, lutando junto contra os Apóstolos do Deus Maligno, indo de viagem pra Terra, e as crianças com quem nos separamos.

O Kuon, sendo acariciado sem parar pela Yumina, vem até aqui.

— Cheguei, Chichiue.

— Bem-vindo de volta. Foi divertido?

— Sim, muito.

Teve também a luta contra os Apóstolos do Deus Maligno, mas, incluindo tudo isso, que bom que foi divertido.

Naquela época, sinto que sentia ansiedade mais forte, mas os filhos de agora, de alguma forma, sinto que ganharam algo tipo firmeza interior. Vida em outra terra (bom, o lugar é o mesmo, no entanto) deve ter feito todo mundo crescer um degrau maior.

Dizem "deixe o filho amado viajar", e é isso mesmo. Só que, como pai, também tem sentimento de não querer que virem adultos tão rápido assim.

— Certo, hoje, descansem bem o dia inteiro, e amanhã, vamos pra Terra! O vovô e a vovó tão esperando, viu.

Desde aquela vez, durante doze anos, não consegui fazer meu pai e o pessoal encontrarem as crianças. Porque o futuro mudaria. Não quero incomodar de novo a mão da vovó Tokie.

Uma vez por ano, fazíamos volta pra casa na Terra direitinho. Mas isso era só com as esposas, e, ainda mais, na volta, retornávamos pro eixo temporal original, então acho que as crianças nem perceberam nada.

Toda vez, mostrava pro meu pai e o pessoal foto e vídeo das crianças. E ainda, parece que o eu de mais no futuro que essa época vinha trazendo as crianças de vez em quando, então parece que não sentiram tanta falta assim.

E, dessa vez, meu pai, minha mãe, e a Fuyuka e o pessoal, vão morar por um ano limitado nesse mundo.

A Fuyuka já deve estar com tensão máxima, esperando ansiosamente. De alguma forma, sinto ansiedade, hein…

O eu do futuro também falou, mas, quando percebi, foi num piscar de olhos mesmo.

Daqui pra frente também, dias barulhentos, mas divertidos, devem continuar.

Erguendo o olhar, o céu tava azul a ponto de atravessar tudo.

Depois que as crianças voltaram pro futuro, nós, por um tempo, ficávamos entre dois extremos: distraídos, ou mergulhados no trabalho.

Enquanto trabalhava, conseguia esquecer das crianças, e, ao contrário, quando ficava distraído, mergulhava na lembrança das crianças.

Eventualmente, achando que não dava pra continuar assim, cada um se recompôs, recuperando aos poucos o cotidiano de sempre.

Como esperado, ou melhor, naturalmente, quem se recompôs primeiro foram a Yae e a Hiruda.

Afinal, dentro da barriga delas, tão exatamente aquelas crianças. Mesmo não querendo, precisam encarar a realidade.

Influenciados por elas, nós também fomos, aos poucos, fazendo o que dava pra fazer, olhando pro futuro.

Vamos virar pais de gente. Não sei se conseguimos virar pais de verdade, mas não quero me autodenominar pai só pelo laço sanguíneo, sem nem me esforçar.

Por ora, decidimos preparar tudo que as crianças que vão nascer vão precisar.

Pedindo cooperação do Doutor e da Flora, desenvolvemos leite em pó. Depois, pedindo pro Oruba-san, planejamos produzir em massa isso, vendendo também na cidade abaixo do castelo.

Além disso, também desenvolvemos mamadeira, fralda descartável, sabonete de bebê, talco de bebê, carrinho de bebê e sling, até assento infantil pra carruagem.

Como pretendo vender isso também eventualmente, deve ser bem-vindo por pais com criança pequena.

O que esqueci foi a roupa que a Yae e a Hiruda, com a barriga crescendo aos poucos, vão vestir.

A chamada roupa de maternidade quase não existe nesse mundo, parece que passam usando algo tipo túnica grande.

Especialmente nobre e realeza, grávida de status alto, quase não sai de casa, então, sinceramente, coisa elegante pra usar quando sai não existe mesmo.

Imediatamente, fui até o Zanakku-san da loja de roupa, apresentando material com todo tipo de roupa de maternidade.

Com isso, grávida também consegue curtir moda, e a Yae e o pessoal devem ficar tranquilas.

O que foi levemente inesperado foi que, alguns meses depois de descoberta a gravidez da Yae e da Hiruda, começaram a aparecer, uma atrás da outra, mulheres do serviço do castelo igualmente grávidas.

Camareira, cozinheira, e naturalmente, cavaleira mulher também.

— Bom, criança da mesma idade que criança da família real, se for menina, alta chance de casamento vantajoso, se for menino, alta chance de ser escolhido como assessor próximo, afinal.

— Mas as duas que vão nascer são meninas, viu…

— Todo mundo não sabe disso, né. Bom, normalmente, deve estar esperando nascimento de príncipe herdeiro mesmo.

O Doutor, que avança o desenvolvimento da televisão do outro mundo, a transmissão de imagem espiritual, deu essa opinião.

Será que é por isso essa onda de tentativa de gravidez?

Ou melhor, se todo mundo entrar de licença maternidade de uma vez, talvez o trabalho pare de funcionar mesmo. Preciso lidar com isso desde já.

E também, a creche que tava planejando, preciso preparar às pressas. Antes e depois do nascimento, trabalhoso mesmo, hein…

Mas também tem propósito nisso. Não só coisa relacionada a cuidado infantil, coisa relacionada a rei, coisa relacionada a deus também, corrido pra cá e pra lá, ocupadíssimo.

Ainda tem bastante coisa que dá pra fazer. Já que fui encarregado desse mundo, preciso continuar me esforçando pra virar mundo cada vez melhor.

Tiro o smartphone do bolso interno.

Lembro do dia em que desci pela primeira vez nesse mundo. Sem comida, sem água, sem nem dinheiro local. O que tinha era só esse smartphone, com poder recebido de deus.

— Teve várias coisas, hein…

Desde aquela época, encontrei várias pessoas, vi várias coisas, aprendi várias coisas.

Daqui pra frente também, devo encontrar gente desconhecida, ver coisa desconhecida, aprender coisa desconhecida.

Segundo a fala do Kuon, no futuro, o smartphone se popularizou nesse mundo, e a maioria dos nobres parece ter um.

Falou que, a seguir, tava desenvolvendo smartphone voltado pro plebeu. Qualquer um conseguir conversar a qualquer hora com quem quiser, conseguir obter na hora informação que quer saber. Coisa natural na Terra, mas, pensando de novo, é coisa incrível mesmo, né.

Pessoa se conectando com pessoa, conversando, entendendo um ao outro, seria bom se o mundo virasse assim, mas não deve ser tão fácil assim mesmo.

Bom, só resta fazer o que dá pra fazer mesmo.

— Conto contigo daqui pra frente também, parceiro.

Guardo no bolso interno o smartphone já completamente adaptado à mão.

— Tōya-saan!

A Yumina acena a mão, e a Eruze, a Rinze, a Yae, a Sū, a Hiruda, a Rū, a Rīn, a Sakura… pessoas preciosas que viraram família me chamam.

— Já vou!

Daqui pra frente também, vou continuar vivendo aqui.

Nesse outro mundo, junto com meu smartphone.

■Fim■ (Ending Song: Junjō Emotional)

■Obrigado pela leitura e apoio ao longo de mais de dez anos!

Ainda tem mais um capítulo, o epílogo. Até o final, obrigado desde já.


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