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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 31

Capítulo 31

Na sala de visitas, estavam meus irmãos, Gale-sama, Curtis-sama e Duke-sama.

Será que vieram assim que a escola terminou?

— Boa noite.

Ao dizer isso, Albert-nii-sama se aproximou de mim. Parado bem na minha frente, me estendeu um saquinho cheio de macarons.

Macarons, meu doce favorito!

— Ali, desculpa por ontem.

Albert-nii-sama disse isso com uma cara de arrependido.

— Isso é pra mim?

— É.

Albert-nii-sama disse isso e sorriu.

Peguei o saquinho de macarons na mão e fiquei olhando. Que aparência deliciosa. Parecem joias. Coloridos, só de olhar meu coração já dá pulinhos.

— Muito obrigada, Albert-nii-sama.

Disse isso com um sorriso enorme. O rosto de Albert-nii-sama também se iluminou.

No jogo, Albert-nii-sama nem queria se envolver com a irmã. Meu desempenho como vilã ainda deixa muito a desejar.

— Albert-sama, Sua Majestade o Rei chegou.

Como é?!

O rei veio até esta mansão? Que assunto seria? Por que ninguém está surpreso? É o rei, gente. Será que todo mundo já sabia que ele viria?

Toc, toc. A porta se abriu devagar.

Como eu pensava, o rei tem uma presença impressionante. Fiz uma reverência profunda.

Dei uma espiada rápida: havia várias pessoas atrás do rei.

Será que são pessoas importantes? …o Otou-sama também está lá.

— Ergam a cabeça.

A voz grave e imponente do rei ecoou pela sala. Bem na minha frente, ao lado do rei, quatro pessoas estavam enfileiradas.

Realmente é um otome game — todo mundo bonito… Se na vida passada tivesse gente tão bonita assim também, seria ótimo. O Otou-sama, e eles… eu já tinha visto no jogo, mas acabei esquecendo.

— Boa noite. Eu sou Joan Evans.

Disse isso o homem de cabelo cinza-claro bem ao lado do rei.

Evans? Ou seja, é o pai de Gale-sama.

— Eu sou Neville Smith.

Só de ver aquele cabelo dourado, dava pra saber na hora que era o pai de Finn-sama.

— Derek Hudson.

Então a altura é mesmo genética. Idêntico a Eric-sama.

O Otou-sama não se apresentou.

As cinco grandes famílias nobres do país, todas reunidas — o que está acontecendo? Será que aconteceu algum incidente?

— Alicia, tenho algumas coisas que quero te perguntar.

O rei disse isso olhando pra mim.

…eu? Vou ser interrogada agora?

— Você gosta deste país?

Travei, porque a pergunta era completamente diferente do que eu esperava. Será que estão testando meu patriotismo?

No instante em que ia responder "sim, gosto", o vilarejo da pobreza surgiu na minha cabeça. Mas se eu respondesse com sinceridade, ia acabar revelando que eu frequento o vilarejo da pobreza.

Enquanto eu ficava calada, o rei abriu a boca.

— Então vou mudar a pergunta. O que você acha da forma como este país é conduzido?

Não sei o que o rei está tentando testar em mim. Eu ainda sou uma garota de dez anos, sabia?

Por ora, respondi o que me veio à cabeça.

— Eu não gosto do tratamento privilegiado que este país dá à nobreza.

— Não gosta do privilégio?

— Sim. Odeio mesmo.

Todos olharam pra mim com desconfiança.

— E por que isso?

Joan-sama perguntou isso, como se estivesse me investigando.

— Porque isso acaba colocando pessoas incapazes no comando.

No instante em que eu disse isso, o rosto de todos se fechou. Quando o rosto de todos se fecha assim, isso me dá confiança de que respondi como uma vilã de verdade.

— Isso quer dizer que está nos insultando?

Joan-sama disse isso me encarando com um olhar feio. De fato, entendo que é irritante ouvir isso de uma criança de dez anos, mas eu preferia que ele não me encarasse tão feio assim. Uma criança de dez anos normal já teria chorado.

— Não estou dizendo que todos são assim. Mas o topo do país nem sempre é ocupado pelos mais sábios.

— Como assim?

— Ou seja, existe a possibilidade de que um nobre tenha chegado ao topo só por conseguir usar magia.

— Isso é um insulto contra nós?

— Não.

No fim, acabei cedendo ao olhar intimidador de Joan-sama e fiquei calada. Realmente é do topo do país. A força de intimidação não é brincadeira.

— Continue.

O rei disse isso. Joan-sama fez uma cara de surpresa.

Bem óbvio que ele ficaria surpreso — afinal, o rei estava deixando o insulto contra eles mesmos continuar.

Respirei fundo de leve, endireitei a postura, e adotei a pose que eu acho mais elegante.

— Pensando em termos de inteligência, existem muitas pessoas mais sábias que a nobreza. O que eu quero dizer é que conseguir usar magia e ser inteligente são coisas completamente diferentes. Ou seja, este país não é uma meritocracia.

— Então, você aceitaria perder sua posição atual?

Os olhos do rei se voltaram pra mim, como se estivessem espiando dentro do meu coração. Senti meu pulso acelerar.

— Eu tive a sorte de nascer como a filha mais velha da família Williams, e não me tornei nobre pelo meu próprio esforço. Mesmo que essa posição me fosse tirada, eu não estaria em posição de reclamar.

Com minhas palavras, o rei arregalou os olhos. Joan-sama ficou me encarando fixamente. Não era mais um olhar feio como antes — era um olhar de quem está me avaliando.

— Alicia, já pode voltar pro seu quarto.

Otou-sama disse isso sorrindo pra mim.

Que interrogatório foi esse, afinal?

Eu queria muito perguntar isso, mas o clima não estava nem um pouco favorável, então desisti. Fiz uma reverência profunda, me despedi, e saí da sala.

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