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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 32

Capítulo 32

Naquela noite, fui ao vilarejo da pobreza ver o vovô Will. Como era de noite, consegui chegar em segurança até a casa dele.

— Boa noite.

Ao dizer isso e entrar na casa, havia mais alguém além do vovô Will.

Deitado na cama estava o mesmo menino que eu tinha visto naquela manhã.

Então ele estava bem… Mas dava pra ver sangue manchando o pano esfarrapado enrolado na cabeça dele. Nem tinham bandagem de verdade. E, além disso, o menino tinha hematomas pelo corpo todo… Parecia estar sofrendo muito…

— Ele também está com febre.

O vovô Will disse isso.

Me aproximei da cama e coloquei a mão na testa do menino… que febre absurda.

Rasguei um pedaço da própria roupa que eu vestia. Tirei o pano sujo que estava enrolado na cabeça do menino e enrolei o pedaço da minha roupa no lugar. O sangramento já tinha parado, mas, do jeito que estava, o ferimento ia acabar infeccionando. Mas eu não conseguia fazer mais nada além disso.

— Alicia, vem aqui.

O vovô Will disse isso com uma voz gentil. Sentei na cadeira de frente pro vovô Will, como sempre.

— Foi o vovô Will que salvou o menino?

O vovô Will balançou a cabeça de leve, com uma expressão triste.

— Depois que aquele homenzarrão foi embora, eu o trouxe pra casa.

— Ninguém ajudou?

— Neste vilarejo, todos estão desesperados demais tentando garantir a vida de hoje, sem nem pensar no amanhã — não sobra espaço pra se preocupar com os outros.

A vida de hoje, mais do que a de amanhã…

— Todo mundo está se agarrando à própria sobrevivência.

O vovô Will riu, com uma expressão triste.

— Eu não penso em melhorar o mundo nem em salvar ninguém, mas quero que o vovô Will continue vivo amanhã também.

O vovô Will afagou minha cabeça com aquela mão grande. A mão dele, de um jeito estranho, me acalmava.

— Alicia, vou repetir mais uma vez: nunca mais venha aqui em outro horário que não seja à noite.

— Aquela cena de hoje… é normal por aqui?

O vovô Will balançou a cabeça, confirmando.

— Não tem ninguém aqui que consiga usar magia?

— Tinha um nobre decaído, mas ele já morreu.

— Entendo…

— Aquele garoto é muito inteligente, sabe. Um gênio.

O vovô Will disse isso e olhou para o menino, que gemia febril na cama.

Se até o vovô Will diz isso, ele deve ser muito inteligente mesmo. Quero conversar com ele. Preciso salvá-lo…

Isso não é ajudar alguém — só quero salvá-lo porque eu mesma quero conversar com ele. É só pelo meu próprio benefício. Afinal, eu não sou uma santa, sou uma vilã.

Saí da casa do vovô Will e corri de volta pra mansão.

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