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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 553

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Capítulo 553

Voltei pra casa.

Vamos nos reunir de novo em breve, mas parece que o Duke vai se esforçar ao máximo pra conseguir um encontro com a Julie.

Não há nada que eu possa fazer pra me encontrar com Seeker Julie. Só nesse ponto, não tenho escolha a não ser deixar tudo nas mãos do Duke.

Na última vez que estivemos juntos, o Duke me perguntou: "você quer conhecer minha avó?".

O Duke estava mais sério do que nunca. Deve realmente envolver um perigo considerável pra mim.

Mesmo assim, assenti com força: "sim".

Porque isso é tudo o que eu posso fazer pela Alicia.

Na biblioteca da mansão Williams, eu vasculhava os livros desesperadamente, atrás de qualquer pista.

Sempre que estou numa situação desesperadora, acabo vindo pra cá. Talvez este seja meu refúgio… Nunca imaginei que fosse conseguir criar um lugar tão confortável assim dentro da casa de outra pessoa.

Li livro atrás de livro sobre magia. Magia das trevas, magia venenosa… nenhuma pista sobre o paradeiro da Alicia.

A única coisa que descobri foi que a magia das trevas e a magia venenosa têm uma compatibilidade péssima entre si. Por algum motivo, a magia da luz e a magia das trevas combinam muito bem.

— Que estranho.

Murmurei isso baixinho, virando as páginas do livro.

Enquanto eu seguia desesperadamente as letras impressas, ouvi uma voz me chamando: "Jill". Reagindo àquela voz, me virei.

— …Rebecca? Por que você está aqui?

Nunca imaginei que ela viesse até aqui. Fiquei com os olhos arregalados, encarando-a.

— Pedi um favor e consegui entrar.

— …Entendo.

Não sabia bem como responder, então só consegui fazer um som de concordância.

Como se tivesse percebido meu desconforto, ela começou a falar com uma voz animada.

— Você é incrível, Jill. Você foi o primeiro a sair do vilarejo da pobreza, e já se adaptou tão bem aqui.

— Como assim?

— Eu sempre quis sair daquele vilarejo, mas, quando finalmente saí, percebi que não conseguia me adaptar de jeito nenhum a este mundo. Por isso, entendo bem o quanto você deve ter se esforçado, sangrando praticamente, pra se adaptar a essa sociedade nobre. …Eu ainda não consegui me adaptar direito.

— É que este lugar é praticamente um paraíso, comparado àquele vilarejo.

— …É mesmo?

A Rebecca disse aquilo com uma voz baixinha, com uma expressão como se tivesse perdido a luz dos olhos.

— …Você não acha isso?

— Fiquei comovida, pensando que existia um mundo tão bonito assim. Nunca imaginei que fosse ter contato com o mundo dos nobres. Por isso, é tudo tão brilhante e resplandecente que parece que estou dentro de um sonho. …Mas eu nasci e cresci no vilarejo da pobreza. Sinto, de alguma forma, como se eu estivesse num mundo onde eu não deveria estar. Por mais suja que seja a sociedade nobre por dentro, pra mim, ainda assim, ela continua brilhante… …Às vezes, só um pouquinho, sinto uma certa saudade daquele vilarejo.

— …Você está dizendo isso sabendo como o vilarejo estava antes da Alicia chegar, antes do vovô melhorar as coisas por lá?

Tanto eu quanto a Rebecca quase morremos por causa do vilarejo da pobreza. Principalmente a Rebecca — se não fosse pela Alicia, ela realmente teria perdido a vida.

O fato de ela ter perdido só uma perna e nada mais foi graças ao tratamento da Alicia.

— Eu sei disso.

Ela disse isso com uma voz serena.


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