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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 593

Dezesseis Anos, Filha Mais Velha da Família Williams, Alicia

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Capítulo 593 – Dezesseis Anos, Filha Mais Velha da Família Williams, Alicia

— Ugh.

Diante da dor repentina que me atacou, soltei um gemido.

…Mesmo sendo só um fragmento de faca, ele estava fundo cravado na lateral da minha barriga. Ele evitou os pontos vitais, mas doía muito.

Estava tampando o ferimento com a mão esquerda, mas o sangue continuava escorrendo cada vez mais. Está mais fundo do que eu esperava…

Ofegante, voltei o olhar pro Rigal.

Ele tinha uma expressão de medo, diante do fato de ter me apunhalado. Não senti nenhum sinal de alegria do tipo "estou quase te derrotando" nele. Pelo contrário, era uma expressão de culpa, por ter conseguido ferir alguém.

Que covarde. Já que conseguiu me acertar, devia estar mais feliz do que isso.

— Vamos continuar lutando… até você me matar?

Aproximei-me devagar dele. Cada movimento doía, e minhas palavras não saíam do jeito que eu queria.

…Já passei por várias situações críticas até hoje, mas essa é a primeira vez que sou esfaqueada na barriga.

Se o Duke-sama soubesse disso, com certeza faria uma cara terrível.

O Rigal foi recuando aos poucos.

Por que você está fugindo? Devia aproveitar o golpe que já conseguiu me acertar pra vir com tudo e me derrubar de vez.

Segurei a espada com firmeza na mão direita. O sangue pingava no chão, gota a gota.

— Já chega.

O homem tropeçou em alguma coisa, "gata", e caiu sentado no chão. Ele me olhava com um olhar tomado de medo.

— "Já chega", você disse?

Ri com deboche pelo nariz.

Que coragem, hein, tendo sido você quem começou essa briga.

— P-por favor, saia logo desta vila… Se você continuar aqui, coisas ainda piores podem acontecer com você…

Deixei a espada cair no chão e agarrei o cabelo dele com força bruta. Era quase a mesma posição de antes. Diante da dor de ser puxado, o Rigal fez uma careta.

— Que déjà vu, hein.

Sorri, encarando de perto o rosto do Rigal, marcado pelas queimaduras.

O Rigal não disse mais nada. Já não sentia nenhuma vontade de resistir vindo dele.

Aproximei meu rosto do dele, encarei diretamente seus olhos e abri a boca.

— Enquanto eu tiver algo que preciso fazer aqui, não vou embora, não importa o que alguém diga. Mesmo que me olhem com desprezo, mesmo que me joguem pedras, eu não vou deixar este lugar. Desculpe, mas sua convicção vai ter que perder pra mim.

Diante do meu tom de voz grave, o Rigal arregalou os olhos e abriu a boca.

— Mesmo se a Kushana me queimasse viva, eu aceitaria isso sorrindo.

Acrescentei aquilo.

Voltei até aqui pela Kushana.

Uma vez que decido algo, preciso levar até o fim…

Não é que eu queira que alguém reconheça minhas ações. Só quero me tornar alguém capaz de reconhecer a mim mesma.

— Você quer eliminar forasteiros desta vila, ou quer proteger esta vila? Qual desses dois sentimentos é mais forte em você?

— ………….Proteger esta vila.

— Então isso simplifica tudo.

Ergui o canto da boca e soltei a mão que segurava o cabelo do Rigal. Diante do impulso, o corpo dele perdeu um pouco o equilíbrio, mas eu nunca desviei o olhar dele.

— Se eu machucar alguém desta vila, grite isto: "Alicia, venha aqui".

Ia dizer "pode até me matar", mas desisti.

Não existe garantia nenhuma de que eu me deixaria matar sem resistência. Se eu fugisse, ele nem teria mais chance de me matar. Uma promessa vazia dessas não deixaria o Rigal satisfeito.

— O que é essa frase estranha?

— É a língua antiga do reino de Dulkis. Vamos, estenda a mão.

Peguei a mão do Rigal e desenhei um brasão de rosa na palma esquerda dele. Ele brilhou em roxo por um instante, e depois se acomodou num tom preto.

— O-o que é isso!?

— Durante o período em que eu estiver aqui, cerca de três dias, se você disser essas palavras que acabei de falar, eu vou aparecer na sua frente. Isso quer dizer que você vai ter, a qualquer momento, a chance de me matar.

O Rigal ficou encarando a própria palma da mão com uma expressão de desconfiança total.

— Como era mesmo… "Alicia" o quê?

— ESPEEEERA!!

Cobri a boca dele instintivamente com a mão.

— Se você disser agora, o feitiço vai se invalidar. Só pode ser usado uma vez. …Vou dizer mais uma vez, no final, então preste bem atenção e memorize com esses ouvidos, tá bom?

Assim que eu disse isso, o Rigal, ainda com a boca tapada por mim, balançou a cabeça repetidamente, concordando.

— É "Alicia, venha aqui". Assim, você conseguirá me derrubar com certeza. Esse brasão é a prova desse contrato. …Ah, mas, se você machucar alguém em legítima defesa, isso não conta, tudo bem.

O Rigal segurou minha mão e abriu a boca, com uma expressão de dúvida.

— Por que você está fazendo uma promessa tão séria assim comigo?

— …Porque eu não posso manchar o nome da Kushana.

Respondi isso com orgulho, sorrindo.


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