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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 598

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Capítulo 598

— Cuidado!

Ouvi o grito agudo de alguém. Olhei na direção pra onde aquela mulher tinha olhado.

Um galho grande, completamente enegrecido pelo fogo, estava prestes a cair sobre uma garotinha.

Que perigo — no impulso, já estava correndo em direção a ela.

Era a irmã mais nova daquela dupla que tinha puxado assunto comigo na festa há pouco. No exato instante em que o galho começou a cair, com um estalo, envolvi o corpo dela e a abracei, cobrindo-a com o meu.

Ouvi o som de "gon", o galho me atingindo. Ao mesmo tempo, uma dor forte percorreu minhas costas. Mordi o lábio inferior com força, incapaz de nem soltar um som diante daquela dor.

…Que dor absurda.

Acho que hoje já experimentei toda espécie de dor que existe.

Minha consciência começou a ficar confusa. Apertei ainda mais firme a garotinha nos meus braços. Ouvi a voz fofinha dela: "onee-chan!".

Nossa, será que eu vivo desmaiando nessa floresta? Da última vez também fui salva pelo Duke-sama…

Duke-sama, quero te ver.

No exato instante em que pensei isso, ouvi uma voz masculina gritando: "Alicia!"

…Um homem. Isso não é a voz da Kushana, de jeito nenhum.

Com os olhos entreabertos, tentei confirmar quem era.

— …Vivian?

Chamei aquele nome.

Por que ele está aqui…? E, atrás dele… o vovô!?

Por que os três sábios do reino de Dulkis e o primeiro príncipe do reino de Lavarre estariam aqui?

Não precisa fazer essa cara tão preocupada assim, eu não vou morrer por causa de uma coisa dessas.

Aquela consciência que quase se apagou conseguiu, de alguma forma, se manter firme. Que impressionante, o poder da surpresa — capaz de trazer alguém de volta à consciência.

Se o Vian está aqui, isso quer dizer que o Victor também está…? Pensei nisso, mas parece que ele não está por aqui.

— Quem é você?

Diante do Vian correndo em minha direção, a Kushana se colocou na minha frente, como se estivesse me protegendo.

Tentei me mexer pra dizer que ele não era inimigo, mas uma dor forte percorreu o corpo todo.

…Até a cabeça está doendo.

Sentia sangue escorrendo pelos olhos. …Bati com força a cabeça também. Aquele galho grosso teve um poder de impacto e tanto. E, ainda por cima, era um galho que tinha acabado de estar dentro do fogo — o lugar onde fui atingida ardia de dor. Parece que também sofri uma queimadura.

— Você não me conhece?

De repente, o ar ficou tenso entre os dois. Suspirei profundamente, dentro da minha própria cabeça.

Antes de vocês dois ficarem se encarando com hostilidade, será que dá pra cuidar primeiro de mim, que já estou toda machucada?

Será que todo mundo acha que eu sou imortal ou algo assim?

— Onee-chan! Aguenta firme! Você está bem!?

A garotinha, que estava nos meus braços, se soltou e começou a me sacudir desesperadamente, mesmo eu estando caída.

Ah, não me sacode. O ferimento e as contusões doem muito.

Pensando isso, forcei um sorriso.

— Sim, estou bem. Você se machucou?

Ergui devagar uma das mãos e toquei na bochecha dela.

— E-estou bem! Onee-chan! Tá saindo sangue!

A garotinha, tentando conter as lágrimas com todas as forças, falou com a voz trêmula.


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