Capítulo 616
Caindo na minha provocação, o homem soltou uma voz carregada de raiva.
— O quê? Vou arrancar esse sorriso da sua cara agora mesmo.
— Parece que vai ser divertido.
Justamente quando o adversário está com as emoções à flor da pele é que preciso manter a calma e a frieza. E, nesse estado de anemia, se eu também agir levada pela raiva, vou desmaiar na hora.
Os cinco mascarados atacaram na minha direção de uma só vez. O Rai desviava com perfeição e revidava com as garras afiadas. O golpe do Rai era pesado demais, difícil de segurar com as armas que eles tinham.
Um deles tentou bloquear com uma espada larga e grande, mas acabou sendo arremessado longe.
Se levasse mais uns dois golpes desses, será que a espada não iria se partir?
— Você está bem!! Fargo!!
A voz grossa do homem ecoou alto pelo lugar.
Descobri que o nome daquele que tinha sido arremessado pelo Rai, com a espada grande, era Fargo. …Bem, mesmo sabendo o nome, não tinha como decorar quem era quem entre os sete de uma vez.
Pensando nisso, observei a situação dos outros quatro.
— Ei, se a gente levar isso em cheio, a gente morre, sabia?
— O que a gente faz?
— Nós não hesitaríamos em dar a vida pela senhora Kushana, não é!? Vamos acabar logo com essa aqui!
Diante do ânimo um pouco enfraquecido do grupo, um dos homens soltou uma voz cheia de determinação.
Então é assim que mantêm o calor do trabalho em equipe… Os outros quatro também se posicionaram na minha direção, como se tivessem tomado coragem.
…………De repente, tudo aquilo começou a parecer meio ridículo.
— Que pena da Kushana.
Murmurei aquilo numa voz alta o suficiente pra que eles ouvissem. Naquele instante, senti o clima do lugar ficar tenso.
— Hã?
Ouvi a voz da mulher. Ela devia ser a única mulher entre eles.
— Repete isso que você acabou de dizer!!
Talvez minha frase a tenha irritado, porque a mulher apontou na minha direção uma foice do tamanho de uma espada.
Ela deve carregar essa foice por respeito e admiração à Kushana. Bem menor do que a que a Kushana usa… Ah, mas ninguém mais conseguiria manejar a foice da Kushana mesmo.
— Não vou perdoar de jeito nenhum quem insultar a senhora Kushana!
Enquanto eu pensava sobre a foice, a mulher, exalando intenção assassina, atacou na minha direção.
…Fazer o Rai arremessá-la longe seria um exagero cruel demais, né.
— Rai, pisa nela só o suficiente pra não matar.
Dei essa ordem ao Rai. A mulher mascarada que vinha em minha direção conseguiu desviar do ataque do Rai uma vez, mas logo foi pisoteada por ele.
Com o impacto, a máscara dela caiu. Meu olhar cruzou com o dela, deitada de costas, prensada entre a pata do Rai e o chão.