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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 671

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Capítulo 671

Diante da minha pergunta, a Mia fez uma expressão tensa, respirou fundo e abriu a boca.

— …Eu era responsável pelo quarto da senhora Amelia.

— Entendo.

Então era por isso que o jeito de falar dela parecia conhecer bem a senhora Amelia…

Isso significa que ela tinha uma posição parecida com a da Nashe, não é? …Falando nisso, será que foi a Nashe quem colocou o veneno? Ou ela só trouxe a comida sem saber de nada?

— Você tem alguma suspeita de quem colocou veneno na minha comida?

— Não deve ter sido a Nashe. …Fora ela, há suspeitos demais, não consigo apontar nenhum.

Se ficar público que havia veneno, a vida da Nashe estaria acabada. …Alguém usou a Nashe pra me dar um aviso.

— Eu não sou do tipo que obedece avisos. Vou identificar o culpado.

— …Por favor, não cause mais problemas.

— Quem causou problema foi vocês, não fui eu.

— Isso é verdade, mas… Eu realmente não quero que isso se agrave a ponto de virar um problema internacional e resultar em guerra.

— Isso eu também não quero.

— Não posso deixar que destruam aquilo que a senhora Amelia lutou tanto pra proteger.

— …Destruir?

Sem entender direito o que a Mia estava dizendo, inclinei a cabeça. Ela, como se tivesse percebido algo, acrescentou às pressas: "não, nada."

…………Com certeza tem algo suspeito aí.

Mas, mesmo que eu insistisse, a Mia não parecia disposta a responder.

Enquanto caminhávamos, uma mulher de grande presença, vestida com uma roupa reluzente na cor azul-índigo, veio andando em nossa direção. Cabelo castanho longo e liso, franja repartida ao meio, deixando a testa à mostra. Dava pra sentir, mesmo de longe, um clima sedutor.

Ela emanava uma aura completamente diferente das mulheres que eu tinha encontrado na praça no dia anterior. Ao lado dela, vinham criadas.

— Aquela é a senhora Rosa, a segunda esposa.

A Mia sussurrou isso no meu ouvido.

"Como eu imaginava", pensei, concordando comigo mesma, enquanto observava fixamente ela se aproximando.

Nosso olhar se cruzou — os olhos dela num tom verde-oliva. Um perfume oriental já chegava até aqui.

A Mia, ao meu lado, curvou a cabeça diante da Rosa. Em terra de índio, sigamos o costume local. Eu também curvei levemente a cabeça.

— Essa pirralha é a que veio do Reino de Dulkis?

Pirralha………… De fato, aos olhos dessa mulher tão sedutora, talvez eu realmente pareça uma pirralha.

Foi bem no instante em que ergui o rosto pra me apresentar.

Ela me lançou um olhar frio e cortante. Naquele instante, um calafrio percorreu minha espinha.

— Quem te deu permissão pra erguer o rosto?

…Que pressão é essa.

A Mia curvou a cabeça ainda mais e se desculpou.

— Sinto muito. A senhora Alicia acabou de chegar ao Reino de Melvin e ainda não conhece as regras do palácio anexo… Eu estava justamente prestes a explicar isso a ela.

Ela conseguia dizer isso sem parecer nem um pouco apressada, provavelmente por já estar acostumada com essas situações.

— Alicia, é? …Vou te perdoar em consideração à Mia.

A Rosa disse aquilo lançando um olhar de desprezo em minha direção.


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