Capítulo 672
— Você venha ao meu quarto depois.
A Rosa murmurou algo perto do rosto da Mia, mas não consegui ouvir.
E então, como se eu nunca tivesse existido, ela passou por nós junto com as criadas. …O nível de aversão dela por mim era absurdo.
Perguntei à Mia "ela te disse algo?", e ela balançou a cabeça em negativa.
Como eu imaginava, ela não vai contar mesmo~~.
Voltei a andar. Mulheres já arrumadas saíam de seus quartos de vez em quando. Olhavam pra mim como quem vê algo repugnante.
Ah, que clima de vilã~~~!! Esse movimento de vilã que eu não sentia há tempos!! Não posso deixar passar essa chance!
Contendo a vontade de sorrir abertamente, continuei andando com confiança.
— A senhora não está se abalando nem um pouco, hein.
A Mia me olhou com estranheza.
— …Me abalar?
— Pra senhora Alicia, esse não deve ser um lugar confortável, não é? Não é sofrido estar sob uma pressão dessas?
Isso nem chega a ser pressão de verdade.
Já fui olhada exaustivamente pelos fiéis da Liz na academia. Eram olhares frios que eu recebia com prazer. Não sinto nada com isso. E, além disso, já passei por situações muito mais críticas do que essa.
Comparado com tudo que já vivi lado a lado com a morte até agora, isso aqui é bem fofinho.
Pelo contrário, talvez esse tipo de perseguição pegajosa feminina seja o que eu tenha mais dificuldade em lidar…
— É até divertido.
Sorri pra Mia.
— …O Duke-sama realmente se apaixonou por uma nobre bem peculiar de novo, hein.
A Mia murmurou aquilo com uma expressão de quem não conseguia entender.
Falando nisso, o que será que o Duke-sama está fazendo agora.
— Mia!
Foi bem no instante em que eu pensava no Duke-sama.
Uma mulher que parecia ser uma criada veio correndo em nossa direção, de trás.
— O que foi, correndo tanto assim?
A Mia, com calma, perguntou à criada apressada. Ela regularizou a respiração e abriu a boca.
— O Duke-sama quer falar com a mocinha, está esperando fora do palácio anexo…
Que oportuno. Justo quando eu estava pensando no Duke-sama, ele aparece.
— Guie a senhora Alicia até o Duke-sama. Eu tenho um assunto pra resolver.
— S-sim.
A Mia confiou minha responsabilidade à criada.
Será que esse "assunto" tem a ver com a senhora Rosa de há pouco… Espero que não seja isso…
Pensando nisso, segui a criada, que disse "por aqui".