Capítulo 678
O Duke-sama me confiou a parte da nobreza, mas essa situação é bem desesperadora. …Mas, mesmo assim, esse tipo de desafio me deixa mais empolgada.
— Silêncio!!
De repente, a voz alta da Rosa ecoou pela praça.
— Foi você quem colocou os insetos?
A Rosa questionou a Nashe com uma voz intimidadora. A Nashe, tremendo descontroladamente, respondeu com uma voz fraquinha: "não fui eu."
Coitadinha… Tão apavorada assim…
A Nashe de repente encostou a cabeça no chão e pediu desculpas várias vezes pra mim.
Sem perceber, a praça já estava envolta em silêncio, com um clima tenso. Só se ouvia o choro baixinho da Nashe.
— Só resta ela pagar pelo crime com a própria vida.
Algumas tinham o rosto tomado de medo diante da Rosa, outras olhavam pra Nashe com pena.
Haa, que jeito desagradável de agir. …Não posso ficar participando de uma farsa dessas.
Soltei um pequeno suspiro.
A Rosa deve odiar quem me trata bem. A Nashe é uma delas. Talvez ela nem entendesse bem a relação entre o Reino de Dulkis e o Reino de Melvin, e só estivesse me tratando como uma convidada normal.
…………Então, será que a Mia também?
De repente, a Mia passou pela minha cabeça. Mas, por enquanto, eu precisava resolver o problema da Nashe.
Uma vilã de verdade não estende a mão por misericórdia. Vou deixar a Nashe se virar por conta própria.
Só vou agir do jeito que eu quiser. Ainda não é hora de revidar. Por enquanto, só vou dar uma travada nessa atitude de deboche.
Encarei o inseto boiando na sopa. …Antigamente, já li sobre isso numa enciclopédia. É uma espécie de escorpião. Do tipo sem veneno.
Dizem que, muito tempo atrás, havia uma cultura, de um povo já extinto, de assar e comer esse tipo de inseto.
…………Ou seja, dá pra comer.
Talvez pensem "então mulheres do Reino de Dulkis comem insetos", mas, já que isso já foi usado como alimento antigamente, não há nada do que se envergonhar.
…E, além disso, quem colocou os insetos ali é muito mais culpado.
Se a Nashe for morta, isso vai virar um grande problema. A relação que o Duke-sama deseja construir com o Reino de Melvin não poderia mais se concretizar.
…Não vou deixar isso acontecer.
— Nashe, tudo bem. Dá pra beber.
Disse isso e sorri pra Nashe. No mesmo instante em que ela ergueu o rosto com um "hã?", levei uma colherada de sopa à boca.
Em meio a um clima tenso, continuei bebendo a sopa em silêncio.
Era um pouco amarga, mas, talvez por causa da acidez da sopa, dava pra beber tranquilamente. …Eu sou surpreendentemente resistente, hein.
Todos ali presentes prestaram atenção na minha refeição. Até a Rosa me olhava com os olhos arregalados.
Parece que hoje a protagonista sou eu. Não me sinto mal com isso.
Terminei de beber a sopa toda e esbocei um sorriso de vilã pra Rosa.
— Aqui tem muitas refeições estimulantes, hein.