Capítulo 679
— Q…
A Rosa tentou dizer algo, mas ficou sem palavras. Continuei falando.
— Muito obrigada pela recepção maravilhosa. A dignidade do Reino de Melvin é magnífica.
Falei aquilo pressionando todos ali presentes.
…Pra mim, é raro ficar tão irritada assim.
Isso porque o Reino de Melvin não trata o Reino de Dulkis com nem um pouco de respeito. Se quiséssemos invadir esse lugar, seria fácil. Mas não vamos usar esse tipo de método.
Enquanto controlava o ambiente ao redor, falei com um tom calmo.
— Acho que todas vocês deveriam pensar um pouco mais na própria posição.
Depois de um breve silêncio, as mulheres abriram a boca de uma vez e o ambiente ficou barulhento.
— Você é quem deveria pensar!
— Vem aqui por conta própria e ainda fica com essa atitude arrogante!
— Sendo de um reino desprezível, o que você está balbuciando…!
Chamar o Reino de Dulkis de desprezível… que tipo de educação será que dão por aqui.
Pensando nisso, decidi ouvir todas as vozes por um momento.
— Pra começo de conversa, por que uma mulher do Reino de Dulkis está aqui!? Não é de olho nas riquezas do Reino de Melvin!?
— Deve ter dito que quer o ouro e a prata desse reino e se aproveitado do Duke-sama! É estranho o Duke-sama vir até aqui depois de um incidente daqueles!
— Não vou dar nem uma joia pra alguém como você!!
Joia não passa de pedra, mesmo. Não quero nada disso…
Enquanto a conversa ia se distorcendo cada vez mais, eu apenas sorria em silêncio.
— A relação ficou hostil toda por culpa do Reino de Dulkis, e ainda assim essa atitude arrogante, o que é isso?
— Pra começo de conversa, foi porque o Duke-sama matou a senhora Rubia que virou assim… Se ele tivesse resolvido aquilo sem se deixar levar pela raiva na época…
Diante daquelas palavras ditas por alguém, puxei a cadeira com força de repente, fazendo um estrondo. O lugar inteiro ficou em silêncio na hora.
O que essas pessoas estão dizendo, afinal.
Subi na cadeira e me levantei em cima da mesa. Assim, dava pra ver todo mundo.
Eu sabia que era falta de educação, mas já não sou mais nobre, e já tinha atingido o limite da paciência.
Eu não devia explodir aqui, mas não podia esperar até a festa daqui a quatro dias. …Desculpa, Duke-sama. Mas vou mudar a opinião do lado da nobreza, com certeza.
— Já conseguiram dizer tudo o que queriam?
Cruzei o olhar com a mulher mais próxima.
— E então? Tem mais alguma coisa a dizer?
Talvez vencida pela minha pressão, a mulher fechou a boca e balançou a cabeça em negativa, tremendo.
…Pra onde foi toda aquela empáfia de antes? Só conseguir se impor em grupo é realmente tolice.
Encarando com fúria, virei o olhar dela pra Rosa.
— E você? Tem algo a dizer?
"Em terra de índio, siga o costume local" — já vou ignorar isso.
Eu conseguiria aguentar até um certo ponto se fosse sobre mim mesma, mas usar o nome do Duke-sama foi burrice. Parece que erraram o jeito de provocar briga comigo.
Caminhei em direção à Rosa, cuidando pra não pisar na comida nem na louça. Todos ali presentes voltaram a atenção pra mim.