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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 72

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Capítulo 72

Depois de deitar Rebecca na cama, me virei rapidamente pra olhar o Jill.

— Por que você está com essa cara de boba sorridente? Que nojo.

— "Nojo" é falta de educação, viu.

— E aí, o que houve?

— Jill, você vai poder ir pra academia de magia. Bem, como meu assistente, mas ainda assim.

Jill ficou olhando pra mim, travado.

Será que ele está feliz? Não dá pra saber se ele não reagir de alguma forma.

— Eu vou… poder sair… daqui?

— Isso mesmo.

Dava pra ver os olhos dele se enchendo de lágrimas.

— Com isso, eu cumpri minha promessa direitinho. Agora só depende de como você vai vi… —

Antes que eu terminasse de falar, Jill se jogou no meu peito. Ele se agarrou na minha cintura, os ombros tremendo.

Fiquei surpresa. O que eu faço numa hora dessas? Como era a primeira vez numa situação dessas, eu não sabia como lidar com isso.

Dei uma espiada rápida pro vovô Will. O vovô Will balançou a cabeça devagar, confirmando pra mim.

Ser abraçada assim por alguém não é ruim.

Retribuí o abraço de Jill, gentilmente. Achei aquele corpinho pequeno e trêmulo adorável.

De vez em quando, tudo bem uma vilã ter esse tipo de sentimento também.

Talvez de tanto chorar, Jill acabou dormindo, do jeito que estava. Dava pra ver os olhos inchados. Ele chorou bastante mesmo.

Depois de afagar a cabeça de Jill, olhei pro vovô Will.

Agora é que vem o assunto principal.

— O senhor ainda tem vontade de voltar pro palácio real?

Diante da minha pergunta, o rosto do vovô Will ficou tenso de repente.

Talvez eu tenha feito ele lembrar de algo desagradável, mas eu queria, se possível, que o vovô Will voltasse ao palácio. E queria que ele usasse aquela sabedoria em prol deste país. Eu não queria que alguém tão sábio quanto o vovô Will morresse assim, neste vilarejo.

Se for eu, com certeza consigo fazer o vovô Will voltar pro palácio. Tenho plena consciência de que estou me superestimando. Mesmo assim, eu quero que o vovô Will volte pro palácio.

— Agora… eu já não penso mais assim.

— Hã?

— Quando você disse pra Rebecca se tornar a salvadora, eu quis ver, com estes meus olhos, como o vilarejo da pobreza vai mudar, aqui mesmo. Bem, eu não tenho olhos, mas você entende.

Dizendo isso, o vovô Will riu, enrugando os cantos dos olhos.

Minhas palavras e atitudes acabaram fazendo o vovô Will perder a vontade de voltar pro palácio.

O que eu faço. A culpa é minha.

— Alicia, não se culpe.

De novo, o vovô Will leu meu coração. Como ele sempre percebe, de verdade?

— Alicia, você tem ideia do quanto essa sua vontade de agir por mim me deixa feliz? Enquanto você tiver esse sentimento por mim, eu vou querer viver mais um amanhã, mesmo neste vilarejo da pobreza.

— Não, não é isso. Eu não tenho um sentimento tão bonito assim. Estou agindo pelo meu próprio benefício. O motivo de eu querer que o vovô Will volte pro palácio é porque quero aproveitar aquela sabedoria.

Eu não faço esse tipo de coisa de dar esperança a alguém. Isso não faz parte do papel de uma vilã.

— Então por que você se culpou por eu ter decidido ficar aqui?

O vovô Will falava sem me dar nenhuma brecha.

— Você podia simplesmente ouvir bastante da minha sabedoria aqui mesmo, absorver tudo, e repetir no palácio como se fosse sua, não podia?

— Eu nunca ia querer fazer algo tão covarde assim!

Acabei levantando a voz sem querer.

— Se eu fizesse isso, eu estaria acabada como ser humano.

O vovô Will afagou minha cabeça gentilmente, como sempre. Meu coração foi se acalmando aos poucos.

— Alicia, eu vou ficar aqui.

Eu não conseguia ver o rosto do vovô Will, mas aquela frase ficou gravada claramente nos meus ouvidos.

Hoje minhas emoções estão bem descontroladas… ainda tenho muito o que aprender como vilã.

— Desculpa por ter empurrado meu próprio egoísmo em cima do senhor.

Dizendo isso, curvei profundamente a cabeça.

Uma vilã nunca faria uma coisa dessas. Eu sei disso perfeitamente bem. Mas o vovô Will é a única pessoa que realmente me entende. Eu não quero perdê-lo.

Hoje já é um dia de nota vermelha como vilã. Mas só por hoje. Essa vai ser a última vez que abaixo a cabeça assim.

Encostei o vidro que ganhei do Otou-sama nos lábios de Jill e derramei o líquido rosa-claro na boca dele. Seria uma pena acordá-lo enquanto dorme.

Confirmei que Jill tinha bebido tudo, e o carreguei no colo. Se ele acordasse, com certeza não ia gostar, mas carregar no colo é o mais seguro.

Tirei do bolso os macarons que tinha trazido pro Jill e entreguei ao vovô Will.

— Dessa vez, coma com a Rebecca.

— Obrigado.

Dizendo isso, o vovô Will me deu um sorriso caloroso.

— A essa hora, acho que todo mundo está dormindo, então deve estar tudo bem, mas, por precaução, use isto aqui.

Dizendo isso, ele colocou uma capa esfarrapada sobre mim.

Fiz uma reverência leve ao vovô Will e saí de casa.

No instante em que saí, as pessoas do vilarejo da pobreza estavam deitadas no chão.

Estão dormindo na frente da casa? Se fosse eu, ia revezar pra ficar de vigia…

Corri em direção à névoa, carregando Jill, tomando cuidado pra não acordá-los.


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