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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 73

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Capítulo 73

— Bom dia, Jill.

Falei isso pra Jill, que tinha acabado de acordar.

Jill abriu os olhos parcialmente e me olhou meio zonzo.

— Alicia?

— Sim, sou eu.

— A cama é fofinha…

De fato, o colchão da cama do vovô Will é bem duro. Parece que Jill ainda estava sonolento.

— Onde é aqui?

— Minha casa. E, a partir de hoje, esse quarto é seu, Jill. Pode usar como quiser.

Ao dizer isso, Jill arregalou os olhos.

Ora, parece que ele acordou de vez.

— Meu?!

Afinal, Jill nunca tinha tido um quarto próprio. Jill olhou ao redor do quarto, ainda de olhos arregalados.

— Vamos, se arrume logo. Hoje mesmo já vamos pra academia de magia.

— Já hoje?

Jill ficou me olhando, travado.

— Sim. Você já leu sobre isso nos livros, então deve saber, mas tem uma Santa na academia de magia.

— Aquela Santa que dizem que vai trazer paz ao mundo? Ela existe de verdade?

— Existe de verdade. E o que eu vou falar agora é segredo absoluto. Você promete? Claro, segredo até dos meus irmãos.

Jill balançou a cabeça com força, confirmando. Ele me olhava com olhos sérios. Naqueles olhos, transparecia a inteligência dele.

Ter o Jill sempre comigo é realmente reconfortante.

Respirei fundo, de leve.

— Eu fui escolhida como a vigilante dessa Santa.

— Vigilante?

— Isso mesmo. Eu preciso julgar se a Santa tem a sabedoria necessária pra liderar este país, e também guiá-la pra que ela tome decisões corretas.

— Isso não faz da Alicia uma pessoa super boazinha? Você não queria virar uma vilã?

Jill inclinou a cabeça de leve.

— Mudando o ponto de vista, eu posso virar uma vilã e tanto. A Santa é querida por todo mundo.

— Entendi. Ou seja, se você tentar guiar a Santa na direção certa usando palavras duras ou coisas cruéis, você vai ser vista de forma negativa.

— Isso mesmo.

Sorri com um ar maroto.

Realmente, o Jill entende as coisas rapidinho.

— Vamos, troque de roupa com aquilo ali.

— Que papel eu devo interpretar?

Eu não tinha pensado tanto assim… deixa eu ver, se eu sou a maior vilã do mundo, o assistente dela devia ser inteligente e… sinceramente, qualquer coisa serve.

— Deixo por sua conta, Jill.

— Vou tentar ter uma atitude à altura de um assistente de vilã.

— Será que você consegue acompanhar meu jeito de vilã?

Falei isso meio de deboche, e Jill riu sem graça.

— Quem você acha que eu sou? E, além disso, a Alicia de quando a gente se conheceu já era bem impressionante.

De fato, isso é verdade… não encontrei o que responder.

O Jill parece que vai ser o assistente ideal pra minha vilã.

— E também, parece que precisamos manter em segredo o fato de você ser do vilarejo da pobreza.

— Entendido.

Jill disse isso e balançou a cabeça.

…ele cresceu sendo uma criança tão obediente. A irmã mais velha aqui está feliz. Afinal, a primeira impressão que tive, quando nossos olhares se cruzaram, foi de olhos vazios, sem emoção, em desespero.

— Quando terminar de se trocar, saia. Vou esperar do lado de fora do quarto.

Disse isso e saí do quarto.


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